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Herança genética

25 de julho de 2009 3

No auge do dia em que publiquei nesta coluna o e-mail enviado pelo médico Bayard Fischer, com uma assembleia do Cremers pegando fogo, quando os médicos presentes discutiam a estratégia geral para responder às ofensas graves que Bayard fez a Marco Antônio Becker e ao Cremers, um dos médicos que estava na reunião acalorada me telefonou.

É um médico famoso de Porto Alegre, um dos ases da medicina em sua especialidade no nosso meio.

Vejam o que ele disse: “Pelo que noto aqui no Cremers, 15 mil médicos vão querer o teu fígado”.

E eu respondi: “Eu, Prometeu?”, referindo-me à lenda mitológica grega em que Prometeu foi condenado a servir de pasto a um corvo gigante que lhe arrancava as vísceras.

No dia seguinte, quando publiquei a coluna com a defesa do Cremers, assinada pelo presidente da entidade, tendo também o mesmo presidente Cláudio Franzen dado uma entrevista para ZH, o mesmo médico aquele me telefonou: “Olha Sant’Ana, retiro o que disse sobre teu fígado, o que os 15 mil médicos estamos querendo agora é o teu cérebro”.

                                                  ***

Um assunto mais leve: sobre meu neto, Gabriel Sant’Ana Wainer, com 17 anos.

Quando morava em Porto Alegre e estudava no Colégio Anchieta, há anos, sempre que dizia ou escrevia uma frase brilhante, os professores lhe afirmavam: “Puxou ao avô”.

Ele ficava furioso. Porque queria o mérito do seu brilhantismo para si e não para o avô.

Mudou-se para São Paulo, seu pai foi ser empresário lá.

E no colégio de lá, onde ninguém conhece seu avô, fez a primeira frase brilhante nos trabalhos de aula e o professor perguntou-lhe: “Tens algum escritor na tua família?”.

                                                     ***

No próximo domingo, dia 2 de agosto, data em que aniversaria minha querida irmã Teresinha Sant’Ana Oliveira, haverá um grande galeto ao meio-dia na Paróquia São Jorge, Partenon.

Querem me homenagear neste galeto, o pároco Paulo Dalla Rosa descobriu que eu fui o primeiro sacristão da história daquela igreja, nos idos de 1950.

Vai ser um galeto monumental, também porque estarei, se Deus quiser, presente, mas ainda porque a humildade do pároco e dos paroquianos permite cobrar somente R$ 10 por cabeça.

Vai faltar lugar, vai ter cambista vendendo ingresso até por R$ 20, procurem imediatamente o pároco e garantam seus lugares.

Atrás da verde-rosa só não vai quem já morreu.

Nunca vai se ver jamais tão grande multidão devorando um galeto. Reserve, Padre Paulo, um galeto minu para mim, o senhor pode adquri-lo no Záffari.

Ia me esquecendo, não sei como, mas o galeto é em benefício de melhoramentos físicos nas instalações da paróquia.

Tantum ergo sacramentum! Viva Cristo!

Padre Paulo, venha por mim, depois desta nota na coluna, compre galeto para no mínimo mil pessoas.

                                     * Texto publicado na página 47 da Zero Hora dominical

Postado por Paulo Sant´Ana

Comentários (3)

  • MARCELO diz: 26 de julho de 2009

    SANTANA VC É BRILHANTE , SOU JOVEM MAS JA NOTO QUE NA VIDA NÃO HA NADA MELHOR DO QUE NÃO ESTAR PREOCUPADO COM NADA . NEM MESMO COM A MORTE. POR FAVOR SANTANA FAÇA PARTE DA CAMPANHA FORA TITE, ESSE CARA É GREMISTA ELE DEVE IR PARA A PARTE AZUL DO ESTADO , NO LADO VERMELHO ELE É COMO UM PEIXE FORA DA ÁGUA.

  • Leandro Viniemko diz: 26 de julho de 2009

    Santana, sou seu fã desde que você desmaiu no estúdio em 1981. Eu era colorado, virei gremista no exato dia em que o Grêmio perdeu o campeonato gaúcho de 1982, um belo domingo ensolarado. Nunca me arrependi.

  • Pedro Luso de Carvalho diz: 25 de julho de 2009

    Lembrei-me de uma das tuas primeiras crônicas, para a Zero Hora, na qual agradecias ao Cândido Norberto pelo conselho para que não deixasse de escrever na primeira pessoa.
    E, como deu certo!

    Claro, o talento nasceu contigo, amigo Santana, mas o incentivo do Cândido deve ter sido importante.

    Grande Cândido, de saudosa memória!
    Grande, Santana!

    Um abraço deste colorado.

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