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Fato rigorosamente igual

19 de fevereiro de 2010 17

Cada caso é um caso. Esta sentença é muito usada em medicina, mas serve para qualquer situação da vida.

Serve, por exemplo, para o caso do ex-marido, em Tenente Portela, que anteontem sequestrou sua mulher na casa dela, ameaçava matá-la e suicidar-se, a polícia foi chamada, contemporizou com o tomador da refém durante 11 horas, ao cabo de que o homem matou a mulher a tiros e suicidou-se.

Tudo igualzinho ao cárcere privado acontecido no fim de semana passado em Canoas, menos o desfecho: o homem invadiu a casa da ex-mulher, capturou-a, submeteu-a a cárcere privado, veio a polícia e cercou a residência, iniciando-se as negociações.

*

Como é que deu certo o caso de Canoas e redundou em tragédia o caso de Tenente Portela?

É muita simplificação declarar-se que os policiais militares de Canoas foram eficientes e os de Tenente Portela não souberam conduzir o caso para evitar a tragédia.

Cada caso é um caso. Ainda anteontem esta coluna advertia para o fato de que os psiquiatras criminais afirmam que os tomadores passionais de reféns se tornam imprevisíveis. Eles ficam tomados por uma alucinação, por uma vertigem de destruição do ser amado, tornando estas operações de resgate imponderáveis.

*

Os casos se sucedem com as mesmas características: diante do irremediável, a mulher não quer mais viver com o ex-marido, eles partem para a violência, tentando inicialmente uma reconciliação, mas logo em seguida revelando forte inclinação para matar a ex-mulher e suicidar-se.

Por aqui, em Canoas, cumpriu-se o elogio das forças policiais, que lideradas por oficiais negociadores, conseguiram, depois de 70 horas, que o autor do cárcere privado se entregasse e entregasse a refém sã e salva.

Já em Tenente Portela, o sequestro durou menos de 70 horas, somente 11 horas, mas certamente a polícia desenvolveu esforços para que o captor se entregasse, com a vida da refém preservada.

Se houve maior habilidade na negociação em Canoas do que em Tenente Portela, isto fica no terreno das hipóteses.

O fato é que, dependendo muitas vezes da sorte, estes homens tresloucados se constituem em séria ameaça e não raro se instala, nas mesmíssimas condições de ex-marido abandonado e ex-mulher irredutível, esta ocorrência policial delicadíssima.

*

O que não resta dúvida é a intenção dos ex-maridos de matarem as ex-mulheres e depois suicidarem-se. Eles firmam pé nessa intenção, resta à polícia, quando ainda chega a tempo, tentar dissuadi-los dessa intenção, tentar enganá-los, tentar pelo cansaço vencê-los no propósito.

São tragédias corriqueiras, e o homem é sempre acusado: nunca se viu que uma ex-mulher tenha tomado o ex-marido como refém e ameaçado matá-lo e suicidar-se.

Que ímpeto plenipotenciário e megalomaníaco leva os indivíduos masculinos à repetição exaustiva desses casos?

E sempre a rondar as tragédias, aconteceu em Canoas e ocorreu em Tenente Portela, os filhos menores a comporem o cenário de drama e aflição.

Parece que há um gene masculino mais frágil ao abandono e ao desprezo.

Mas esses fatos vão continuar pontuando a crônica policial, espantosamente iguais em seus pormenores.

*Texto publicado hoje na página 43 de Zero Hora

Comentários (17)

  • jorge diz: 19 de fevereiro de 2010

    Santana, o gene masculino não é mais frágil. O gene masculino é de posse e de se achar humilhado quando a mulher não quer mais o relacionamento. A policia de Tenente Portela, agiu de maneira equivocada. Primeiro, porque as negociações foram infrutíferas. Segundo, porque conforme os proprios policiais sabem, as atitudes dos sequestradores são imprevisíveis. A policia não atirou no sequestrador temendo erros. E errou pior ainda, porque permitiu que uma mulher morresse desnecessariamente. A policia se omitiu. Deixo a seguinte pergunta. Se a mulher assassinada fosse parente de um policial qual seria a atitude tomada ?

  • IVO – VALMOR STANGARLIN IVO diz: 19 de fevereiro de 2010

    ATENÇÃO ATENÇÃO, AGORA QUE O MURICI TA DESEMPREGADO ELE TEM QUE VIR PRO MEU GREMIO, CHEGA DE TESTES, O TORCEDOR NÃO PODE FICA SONHANDO COM TITULOS ENQUANTO ESTA DIREÇÃO MEDIOCRE FICA SO EMBOLÇANDO PARTE DOS SALARIOS DOS TREINADORES,É ISSO MESMO, ESTA DIREÇÃO OS TRES CABEÇAS) FICAM COM PARTE DO SALÁRIO DESTES NOVATOS, CHEGA DE LESAREM O GREMIO

  • eliseu diz: 19 de fevereiro de 2010

    É que no sequestro de canoas teve hora íntima e o de Tenente Portela,não.

  • Gabriela diz: 19 de fevereiro de 2010

    Parece que há um gene masculino mais frágil ao abandono e ao desprezo.
    Perfeita frase… Mtos homens se encaixam perfeitamente nela!!!!

  • Marcelo Santos diz: 19 de fevereiro de 2010

    Meu prezado Paulo Santana: entre nós, policiais com larga experiência, sabemos que um dos principais fatores do insucesso de Tenente Portela foi a falta de preparo das pessoas que atuaram como negociadores.
    Assim como não é qualquer “MARCELO” que pode assinar a coluna do Santana, não é qualquer policial que pode ser, ou ao menos, que tem preparo para ser negociador.
    E não é vendo filmes de Hollywood que se aprende.
    Existe técnica para isso.
    As vezes, nós policiais, somos afetados pela conhecida “Síndrome de Superomem”.
    Nós sabemos tudo, somos preparados para tudo e, pior, achamos que ninguém é mais preparado do que nós, independente de tarefa.
    Mas não é verdade.
    Fica “na conta” do descontrole do tomador de refém…

  • Paulo Bento Bandarra diz: 19 de fevereiro de 2010

    TODOS os homens tem se manifestado a favor da “negociação” pois está a mulher, que não comove da mesma forma os homens, na mira do revolver. Se der errado, e amiúde dá, é ela que morre e não o comandante da Brigada, o juiz ou o negociador. Estes jamais ficariam na situação de risco indefinidamente que apregoa que as mulheres devem se sujeitar para preservar a vida do marido matador. Age a polícia e a PM com total inversão de valor se houvesse um atentado contra o patrimônio. Não hesitariam em mandar bala e matar assaltantes que tentassem se evadir. Suas vidas não valeriam um vintém. Parece que não evoluímos muito dos assassinatos de mulheres em nome de lavar a honra. Ainda são objetos que estão a mercê dos homens que mandam. Tu, Sant’Anna, ainda atribuíste a polícia a função de médico, erradamente. Salvar a doença mesmo que corra o risco de perder o paciente. Médico não faz isto.

  • Rodrigo R. diz: 19 de fevereiro de 2010

    Sant’Ana, você escreve que psiquiatras criminais afirmam que “tomadores passionais de reféns se tornam imprevisíveis”. Mas as ações policiais nestes casos são previsíveis, sempre adotam a mesma tática de conversa interminável e concessões ilimitadas, mesmo quando tem oportunidade de agir (com seus atiradores de elite, por exemplo), como se a demora não aumentasse o risco de morte dos inocentes sob a mira de desequilibrados passionais e/ou drogados. As polícias especializadas em ações de alto risco daqui não podem ser comparadas a uma SWAT; o que é uma oportunidade de ação para os americanos ainda é uma situação de mãos atadas por aqui, lamentavelmente. A diferença de preparo em favor deles é enorme. É claro que, sem preparo, não resta outra coisa senão o diálogo e as concessões, que agir de forma altamente arriscada sem preparo só leva ao aumento das estatísticas históricas de ações desastradas e trágicas. Uma coisa que ouço e leio muito nestes casos é o “interesse em poupar todas as vidas envolvidas”. E é regra a polícia se gabar em casos como o de Canoas, em que a coisa terminou bem, quando seu lenga-lenga funciona. Ora, se esta intenção de salvar todas as vidas influi para a letargia é um absurdo: só existe a vida da ameaçada a salvar. A vida do ameaçador não tem importância. Não se trata de rebaixar a vida de uma pessoa diante de outra, mas de se estabelecer prioridades de vida estabelecidas pela circunstâncias, pelos papéis assumidos: quem pega uma arma e ameaça alguém indefeso e que propõe um conflito com a lei, colocando vidas em risco, autoriza e absolve o uso da força contra si, coloca-se como um alvo legítimo. Se puder poupar a vida do sequestrador e apenas prendê-lo, que bom; mas se o custo de salvar a ameaçada for a morte do ameaçador, que se pague este preço, sem hesitar. Salvar o inocente é fundamental, o resto é secundário. Livrar a pele do sequestrador é tarefa do próprio sequestrador, abdicando do seu papel no conflito; enquanto não desistir, é um problema a ser anulado, e sua vida é descartável: poupá-la é um luxo desnecessário. É uma situação dura, é claro, e os fracos devem ficar de fora, arrotando teses filosóficas e sociológicas, beliscando queijinhos e presuntinhos. Coração mole é bonitinho, mas há situações em que se ele não for “desligado”, vai tudo para o brejo – ou para o túmulo. É claro que é mais fácil falar do que agir; matar alguém, mesmo que legitimamente, não é fácil – mas pode-se exigir isso de quem é (ou deveria ser) fortemente treinado para tais situações estressantes. Deveria ser claro que a ação policial garante o sucesso se salvar o inocente. Isso basta, se conseguir mais, tanto melhor, mas o fundamental é salvar o inocente. A polícia deve saber disso e não me enganam com a afirmação de “empenho em poupar todas as vidas”. Por trás dessa afirmação suspeito que está, sim, é o medo de enfrentar ações de alto risco sabendo que não tem preparo e que um resultado desastrado e trágico acaba sendo provável – e pelo qual seriam crucificados pela sociedade (e pela mídia). No caso de Canoas, que teve um final feliz (porque a vítima, a única parte que importa, foi salva), espero que a polícia tenha evitado uma ação mais dura por falta realmente de oportunidade e pertinência para tal ação, porque tinham realmente convicção no que estavam fazendo, e não por despreparo para uma ação mais ríspida. Porque mais cedo ou mais tarde surgem situações, como em Tenente Portela, onde a única chance de se salvar o inocente é uma ação de extremo risco: ou ela é tomada ou a vitima morre, sem alternativas. Que ao menos este caso trágico de Tenente Portela evite que o lenga-lenga se torne um padrão nas ações policiais. Por fim, voltando ao caso de Canoas, em quanto tempo aquele desequilibrado terá de volta sua liberdade para novamente colocar a vida de Josiane Pontes em risco? E talvez matá-la, a exemplo do que aconteceu em Belo Horizonte dias atrás, com Maria Islaine de Morais? Ela foi morta por um sujeito que já deveria, por agressões anteriores a ela, estar preso e longe dela. Vamos ver.

  • Eugênio diz: 19 de fevereiro de 2010

    PREZADO SANTANA: A ENTREVISTA QUE SOUZA DEU AO FALCÃO MERECE TEU COMENTÁRIO. RECLAMA QUE A DIREÇÃO DO GRÊMIO SÓ PAGOU 50% DA CIRURGIA QUE REALIZOU EM SÃO PAULO. COMO SABEMOS O RS É UM DOS ESTADOS MAIS BEM DOTADOS NO RAMO DA MEDICINA, NÃO DEVE NADA A SÃO PAULO. A OPÇÃO FOI DELE DE IR PARA LÁ. INFELIZMENTE A ATUAL DIREÇÃO EM UM DOS INÚMEROS ERROS, ENTREGOU ALGUNS JOVENS PROMISSORES A FIM DE FAZER CAIXA PARA COMPRAR ESTE FALASTRÃO MERCENÁRIO. QUANDO ELE RETORNAR CURADO, O GRÊMIO DEVE MANDÁ-LO PARA O LUGAR ONDE MERECE ESTAR. ABRAÇO

  • VALMIR PRESSI diz: 19 de fevereiro de 2010

    DE QUEM É A CULPA?

    Boa tarde Paulo Santana. Sou suspeito em me manifestar positivamente sobre a abordagem do assunto da tua coluna nesta data, porque participei nas negociações no caso de Tenente Portela. Mas vejo que a cada dia e a cada caso dessa natureza e de outros similares, formam-se centenas de novos especialistas em Segurança Pública. A forma dinâmica como abordastes o caso Paulo, demonstra o quanto entende do assunto. Eu realmente fico frustado com o desfecho, porque é algo que ninguém deseja, porém não me frusto com a ação, porque foi conduzida corretamente, tendo um Delegado de Polícia no comando da negociação que é formado no Estado que possui a mais rigorosa seleção de Delegados de Polícia, auxiliado por dois experientes Policiais Civis com experiência de 17 anos na linha de frente. A Ação foi cautelosa e técnica, sem policiais querendo ser heróis da hora, invadindo ou efetuando disparos sem prever o risco à vítima. No caso epigrafado a técnica mais eficaz e possível de ter sucesso era a negociação, uma pelo cenário físico do local, outro pela possibilidades de salvar as duas vidas. Na verdade, há de ter um culpado. Muitas rádios e emissoras de TV compareceram em Tenente Portela nesta semana, ávidos para saber qual tinha sido erro da polícia na ação para o desfecho trágico. Não sou fã da RBS, porém devo elogiá-los pela transparência e imparcialidade na cobertura falada do acontecimento. É mister não olvidar que haviam outras formas de evitar o ocorrido, em especial se as diversas pessoas que ouviram o acusado falar que estava planejando a ação do sequestro e morte da ex-mulher, tivessem levado ao conhecimento da polícia, antes de ocorrer, embora para muitos não se torna interessante lembrar agora que existia essa possibilidade. Na minha análise sobre o fato em si e os comentários que li sobre seu artigo, é de que ser policial hoje em dia não significa somente ter uma atuação correta num evento crítico, precisa ainda ser preparado para levar a culpa se cujo desfecho não seja o esperado, embora se decorrido por circunstâncias alheias à ação policial, como a imprevisibildade do tomador da refém, que foi o que ocorreu no presente caso. Muito obrigado pela oportunidade.

  • Bruna diz: 19 de fevereiro de 2010

    De fato, acredito q estamos todos fadados a concordar com o q nos diz Paulo Santana… A polícia poderia ter feito mais para tentar mudar o desfecho deste sequestro? Talvez poderia… Mas quem pode nos garantir que os policiais q fizeram a negociação em Canoas, obteriam êxito caso estivessem em Tenente Portela? Estamos falando de seres humanos e não de máquinas com comportamento programado… Ninguém sabe o q se passava na cabeça de Otávio, quais eram as suas intenções… Não há como tentar pôr em outras pessoas a culpa desta fatalidade… Ele não fez o q fez pq a polícia não conseguiu contê-lo, mas pq certamente era esse o seu objetivo deste o princípio… Realmente… cada caso é um caso…

  • Roberto P.Macari diz: 19 de fevereiro de 2010

    Li os comentários acima. Sou de Tenente Portela e não acho que a atuação da polícia foi diferente aqui e em Canoas. Aqui, como em Canoas, se encaminhava para um desfecho feliz para a mulher. O sequetrador já tratava de detalhes de sua rendição, mas num impeto de loucura ( talvez a coragem “veio” do nada, ao contrario de Canoas) atirou na mulher e depois suicidou-se. Talvez em Canoas o sequestrador não quisesse realmente praticar o homicídio, ao contrario daqui. É difícil julgar a atuação da polícia, pois nenhum de nós estava lá.

  • LAURO JULIO KOCH diz: 20 de fevereiro de 2010

    Tenho acompanhado,ao longo dos últimos tempos,debates em rádio,TV,colunas em jornal,até em propagandas políticas,sobre a suposta “sociedade machista”.Quero lembrar que,ao longo de toda civilização humana,a organização familiar,sempre esteve balizada no homem.Porém o termo sempre usado foi “sociedade patriarcal”.Essa mudança de nomenclatura de “Patriarcal” para “Machista”,fruto de avanços conseguidos por algumas minorias,e também da necessidade das mulheres começarem a ocupar alguns espaços reservados ao homem,embaralhou os limites de cada um.Homens desprovidos de alguma sensibilidade cultural,tiveram e tem grandes dificuldades de assimilar e aceitar esses avanços.Isso ainda irá ocorrer por longos anos.As mudanças propostas por uma nova sociedade,ainda estão sendo geradas.Temos que revitalizar novas teses de filosofia.E isso terá que ser aprendido na escola,na infância.Ao cidadão adulto,não bastarão psicólogos,ou outros profissionais da área.Não vamos resolver o problema na consequencia.Temos que atacar a causa.Alguém terá que enxergar isso.

  • Jorge Luiz diz: 20 de fevereiro de 2010

    Acho que realmente faltou preparo para os policiais de Tenente Portela, como já citado, “negociar de armas em punho”. A polícia (civil ou militar) deveria formar profissionais para atuarem nessas situações também no interior do estado, pois esses casos estão se repetindo. E a BM de Portela e outras cidades deveriam fazer uma ação preventiva investigando o uso de armas clandestinas em bares da cidade, em veículos e com pessoas alcoolizadas. Esse comentário não tem o objetivo de criticar quem quer que seja, apenas de auxiliar para que o serviço público melhore cada vez mais.

  • Paulo Bento Bandarra diz: 21 de fevereiro de 2010

    Só queria lembrar ao Escrivão de Polícia Valmir Pressi, que este agressor JÁ ERA conhecido das autoridades, tanto que tinha decisão judicial determinando o seu afastamento da vítima. Como o caso da cabelereira Josiane Pontes, e inúmeros casos em que as vítimas recorrem a policia e a justiça e nada modifica o final. Homicidas fora de si, doentes mentais, pessoas que estão dispostas a se matar após o crime não se detém por medo da polícia ou promessas de recompensa. Os casos levados as autoridades são inúmeros sem resultado algum. E estes respondem que nada podem fazer se limitando apenas em registrar o caso. Como a sua manifestação de que poderiam ter salvo as duas vidas. Isto mostra que a polícia já vai considerando os dois como seres iguais e não um agressor homicida determinado e uma pessoa vítima de uma agressão indevida e desmedida.

  • Paulo Bento Bandarra diz: 21 de fevereiro de 2010

    Ademilson Tales Jardim, 44 anos, esfaqueou e matou sua mulher Luisa de Cássia Pereira, 48 anos, na avenida Brasil, em frente ao número 23.090, na manhã deste domingo (21-02) no Rio de Janeiro. Após ferir a mulher, o assassino tentou suicídio atravessando a faca em seu próprio pescoço. Ao ouvirem gritos, os vizinhos chamaram a polícia.

  • Padilha diz: 22 de fevereiro de 2010

    É como no caso da Yeda… para ela deu tudo certo (com ajuda do braço midiático), já como o ‘pobre’ do Arruda não.

    Coisas da vida.

  • Fábio Ruzicki Conceição diz: 22 de fevereiro de 2010

    Santana, inicialmente gostaria de lhe cumprimentar pelo belo artigo, principalmente na enfase de que “cada caso é um caso”. Eu, inspetor de Polícia, faço parte daquela equipe de Policiais de Tenente Portela, porém estando em Mostardas por força da Operação Verão, acompanhei a tudo com muita angústia e com o sentimento de que poderia ter contruído para a negociação, mas certo de que a decisão da tragédia foi planejada e decidida muito antes da comunicação a polícia.
    Vou ser breve, tenho a plena certeza de que os colegas fizeram bem mais do que muitos “especialistas” fariam e não creio que seria possível convencer o Otávio do contrário. O nosso grande problema é a quantidade de especialistas que temos dentre as pessoas que nos criticam, todos saberiam exatamente o que teriam que fazer, menos os Políciais. Temos em nosso convívio uma quantidade incontável de desocupados que não contribuem em nada para ajudar a polícia ou evitar que fatos desta natureza aconteçam, porém se acham competentes o suficiente para fazer o nosso trabalho. Eu me pergunto, se a polícia matasse o Otávio e salvasse a vítima, teríamos críticas favoráveis? Seria a melhor opção lhe matar, pondo em risco também a vítima? E se a vítima fosse atingida por um disparo policial, quem seria o culpado, o marido desiquilibrado ou o atirador? O fato é que neste caso, foi feito o que tinha para ser feito, se a presença de uma equipe de “especialistas” salvaria a vítima, não sabemos, o certo de tudo isso é que o pensamento humano é imprevisível, “cada caso é um caso”. Abraços.

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