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Prosseguem os bolões?

24 de fevereiro de 2010 14

E agora como é que fica? Foi tão grande a repercussão do caso da Mega Sena de Novo Hamburgo que é de se indagar se prosseguem os bolões.

Quando seria tão simples resolver o caso. Bastava que a cada recibo de aposta em bolão fosse juntada uma fotocópia do comprovante da aposta oficial.

Ou seja, o jogo teria de ser feito antes da venda das cautelas dos bolões. Os adquirentes teriam a certeza, pelo comprovante da aposta feita, que estavam concorrendo de verdade.

Assim como está ninguém tem certeza de nada. E se o agente lotérico for desonesto e resolver bancar o jogo, sem recolher a aposta para os cofres da Caixa? Basta contar com a sorte o desonesto, ele tem quase certeza que ninguém acertará. E se por acaso o apostador acertar uma quadra, o agente lotérico manda pagar o valor irrisório, mesmo sem ter feito o jogo, para manter o cliente e não dar encrenca com a Caixa.

Mas entre as razões levantadas pelo agente lotérico de Novo Hamburgo há uma de dar risadas: “Pode ter sido um erro da tipografia”.

Que é que tem a ver um provável erro tipográfico com o que aconteceu? Nada.

O fato é que a aposta não foi feita.
E nada justifica que a aposta não tenha sido feita. Quando vende o bolão, o agente lotérico tem a obrigação moral e profissional de fazer o jogo.

E não foi feito o jogo. Justo agora que se especule abundantemente sobre desonestidade.

Ontem tive cuidado de ressaltar que muitos agentes lotéricos procedem corretamente com seus bolões.

Um deles me mandou ontem a seguinte mensagem:

“Senhor Paulo Sant’Ana.

Na qualidade de seu assíduo ouvinte e leitor, e como empresário lotérico, proprietário da Agência Fortuna, no centro de Porto Alegre, casa com 81 anos de atividades ininterruptas, venho tecer alguns comentários sobre a questão bolões em casas lotéricas.

1. É histórica a relação de confiança entre apostadores e lotéricas. Lembro, inclusive, que o senhor possuía assinatura de bilhete da Loteria Federal conosco à época de sua vereança em nosso município.

2. Pela nossa longa existência, muitos clientes/amigos mantêm suas assinatura de bilhetes e participam de nossos bolões (grupos que são formados para prêmios atrativos). Conforme orientação jurídica, temos um contrato de adesão para cada quota/participante e os jogos à disposição por até 90 dias após o sorteio. Isso tudo passa por muita conferência: são 81 anos a zelar. Assumimos o risco de encalhes e pagamos impostos sobre eventual lucro: tudo para segurança nossa e de nossos clientes.

3. A rede de casas lotéricas presta grande serviço à coletividade seja no recebimento de contas, no pagamento de benefícios do governo federal ou até fomentando os sonhos das pessoas de melhorarem de vida. Lutamos a duras penas para mantermos nossos negócios, muitas vezes com risco da própria vida ao assumirmos responsabilidade sobre dinheiro que não é nosso e que diariamente precisamos prestar contas. Vivemos de credibilidade.

4. Não é justo que por um problema que foge do normal do dia a dia de milhares de empresários, todos possamos vir a perder esse item importante de arrecadação. É um item que alavanca as vendas da loterias oficiais e cuja falta trará problemas de equilíbrio para muitos.

5. Entendo que a CAIXA nada tenha a ver com isso (ela é responsável pelo processamento dos jogos passados no seu equipamento), afinal é um contrato de confiança entre uma empresa lotérica e seus clientes, no nosso caso firmado com um contrato de adesão (referido anteriormente).

Coloco-me à sua disposição para quaisquer questionamentos que o senhor julgar oportuno e despeço-me com um fraternal abraço.

(ass.)Gennarino R. Laitano, Agência Fortuna, Rua Uruguai, 246, Centro, Poa.”

*Texto publicado hoje na página 47 de Zero Hora

Comentários (14)

  • jorge diz: 24 de fevereiro de 2010

    O apostador da mega é um perdedor nato. Primeiro por que nunca vai ganhar. As propabilidades são menores que ser atingido um por raio. Segundo, porque 90% dos apostadores são pessoas de parcos recursos e que querem enriquecer sem trabalhar. Depois vem o governo com uma carga de imposto escorchante e finalmente um único premio de valor estatosférico que acaba trazendo desgraça geral ao acertador e sua família.Os acertadores da quadra e quina, dependendo do transporte a ser tomado para ir a loterica, terão que desembolsar dinheiro, devido aos valores insignificantes a receber. O dia que as pessoas contabilizarem os gastos com as jogatinas, com certeza se arrependeram de tê-los feitos.

  • Eduardo diz: 24 de fevereiro de 2010

    Este caso é muito interessente, digamos que realmente houve um erro humano terrível em um bolão de uma lotérica, ocasionando a perda do prêmio. Na minha opinião as lotéricas do Brasil inteiro deveriam se unir e pagar este prêmio aos acertadores, para resgatar a imagem e idoneidade das lotéricas. Eu pessoalmente nunca mais participo de um bolão (talvez nem mesmo de loterias) se estas pessoas que acertaram a megasena não levarem o prêmio (se fosse o jogo do Bixo isto não iria ocorrer).

  • Denilson Machado diz: 24 de fevereiro de 2010

    Bom dia Pablo!

    Ouvi muito a respeito deste caso do bolão, não existe uma maneira de disciplinar esta maneira de apostar. Não é possível dar um comprovante da aposta a cada participante de bolões, pois se houver acerto, basta que um espertinho corra, antes de todos, em uma agencia bancaria e retirará na integra o valor de premio, já que não existe a figura desta modalidade de aposto. Não tem como colocar no comprovante recebido que tal pessoa possui x% da cota do bilhete. Não consigo visualizar uma maneira de controlar e nem regulamentar os bolões, o jeito é continuar confiando nas lotéricas ou então fazer apostas individuais.
    Abraços

  • ferdinando osorio diz: 24 de fevereiro de 2010

    Santana, manifestei opinião contraria a sua em razão das informações falarem em aposta na Megasena. Agora, esclarecido que se trata de bolão paralelo, com base em jogo que não se viu o comprovante mas sim um tipográfico sem conferência. Entendo que são “trouxas” quem participa desse tipo de aposta. É o conto do bilhete premiado.

  • Scorpionspoa diz: 24 de fevereiro de 2010

    Tem que acabar com os bolões. Chega de tomarem dinheiro do povo honesto e trabalhador.

  • Alexandre CAMPÃO DE TUDO ! diz: 24 de fevereiro de 2010

    E ae Paulo, tudo bem? Apesar de colorado admiro teus comentários.
    Mas seguinte….realmente esse caso do bolão ta rendendo muita discussão.
    Na minha opinião, a CEF tem que pagar. Explico : O banco tem um contrato com as Lotéricas para prestação de serviço bancários como saques, depósitos, pagamento de boletos etc. então, a Lotérica sendo uma extensão do banco, QUALQUER tipo de “falha” (ou estelionato, por qualquer motivo que seja) do estabelecimento que é réu confesso, deve ser assumida SIM por ambas as empresas. O que não pode é o CONSUMIDOR sair lesado dessa história. Ou então que a CEF não deixe mais ninguém receber dinheiro das apostas por ela!!

    Abraços.

  • Alexandre Rocha diz: 24 de fevereiro de 2010

    Paulo, a grande questão é que estes bolões não são homologados. E não sendo homologados, temos um grande problema em situações idênticas futuramente. Eu até entendo que seja forte fonte de receita das lotéricas e tal, mas se não é homologado, porque as lotéricas insistem nesta prática? Os bolões viraram um jogo do bicho, infelizmente. Só que o jogo de bicho paga quando ganhador lá da esquina do Bar do João é contemplado! Todo mundo sabe que o jogo do bicho existe, apenas não é legalizado. Claro que não é correto generalizar todas as lotéricas. Mas ao mesmo tempo, se esta prática não for totalmente reformulada, pra mim até que se prove ao contrário, toda lotérica é suspeita de agora em diante. É a lei da selva, infelizmente! Se você sabe que em uma determinada rua te assaltam e existe uma outra rua mais segurança,no mínimo é burrice continuar pela rua mais violenta. Porque não tentam uma alternativa de “legalizar” a prática junto à Caixa ou a sugestão das fotocópias sugeridas pelo Santana? Enquanto esta situação não for solucionada, os pobres apostadores que já são roubados pelas igrejas milagrosas, pelo governo (leia-se impostos), continuarão sendo assaltados pelas instituições ditas legalizadas ??? Apesar de entender o ponto de vista do trabalhador dono da lotérica, pra mim, até que prove ao contrário bolão rima com corrupção! Essa é a minha opinião!

  • Joao Carlos Canal diz: 24 de fevereiro de 2010

    Relação de confiança? Em que país vivemos? As lotéricas são exemplo de que jogo de azar é prerrogativa governamental. Esses bolões, certamente não estão previstos no contrato com a Caixa, portanto ilegais, assim como lotérica fazer jogo do bixo. A origem dos bolões, sua legitimidade existe quando um grupo de pessoas se reune e rateiam entre si varios cartões, onde se um for premiado todos ganham, isso sim é relação de confiança, a menos que quem fica com a guarda do comprovante resolva “dar o golpe”. Certamente, neste caso, a lotérica não terá condições de pagar os apostadores e a Caixa, depois de anos de processo, pagará. Que este episódio sirva para a proibição pela Caixa destas arapucas, afinal, quantas lotéricas não ficam com o dinheiro sem apostar? As chances para elas são 1/1milhão ou mais. Papo furado que isso vai inviabilizar as lotéricas, pois quando lhes foi concedida a permissão para funcionamento pela Caixa, tudo estava no contrato, menos o tal do bolão, e se algum lotérico achar que ficará inviável, to aceitanto a concessão.

  • luiz diz: 24 de fevereiro de 2010

    Os bolões são uma picaretagem. Mesmo que os donos de lotérica façam as apostas corretamente, o próprio negócio dos bolões é uma cafagestada na origem. No caso de Novo Hamburgo, os apostadores do bolão estavam pagando o total de 400 e tantos reais pelo bolão, a um custo de pouco mais de 130 reais para a lotérica. Uma vergonha! A não realização do jogo foi só a cereja no bolo da SACANAGEM.

  • Samuel Ritter diz: 24 de fevereiro de 2010

    Prezado Santana, A gama de atuação de uma casa lotérica se assemelha à uma “extensão” das atividades desempenhadas por um caixa de banco da CEF (Caixa economica federal). Eu não posso abrir uma lotérica na minha casa e sair recebendo contas de luz, sacando dinheiro ou qualquer outra atividade sem a autorização da CEF. Com esta autorização, ela passa a ser minha fiadora, ela atesta que as atividades que eu desempenho são tão confiaveis quanto a atividade desempenhada em uma agência da CEF. Em qualquer relação deste tipo, quando vc delega uma atividade, vc não deixa de ser responsável pela mesma, mas continua se responsabilizando pelo seu trabalho e passa a ter responsabilidade pelo trabalho da pessoa à quem vc delegou. A CEF é responsável pelas lotéricas, assim como também é responsável pelos caixas de suas agências. Se a lotérica logrou os clientes, é um absurdo que a CEF tente se isentar da responsabilidade.

  • HELENO PINTO NOBRE diz: 24 de fevereiro de 2010

    CONCORDO E ACHO CORRETO O PROCEDIMENTO DO SR. GENNARINO; QUE CONSERVA SUA ATIVIDADE HÁ 81 ANOS. PENA QUE NÃO HÁ GENNARINOS NESTE PAIS QUE MANTEM PROVAVELMENTE SEUS NEGÓCIOS COMO ELE DIZ ; A DURAS PENAS; MUITAS VEZES ARRISCANDO COM A INSEGURANÇA NOS DIAS DE HOJE; EMBORA O PONTO QUE POSSUI SEJA BASTANTE MOVIMENTADO ; NO CENTRO DE POA-RS. ENTÃO TORNA CLARO QUE A LOTÉRICA DE NOVO HAMBURGO; ESTÁ COM A CORDA NO PESCOÇO; E ACREDITO QUE A CAIXA ECONÔMICA TERÁ QUE TOMAR UMA ATITUDE DRÁSTICA; ATÉ JÁ TOMOU NÃO VAI PAGAR O PRÊMIO ; PARA OS COITADOS ( “OTÁRIOS” ); QUE FORAM LESADOS. TOMARA QUE NÃO DESISTAM E EXIJAM NA JUSTIÇA OS SEUS DIREITOS; ATÉ ACHO QUE MORRERÃO ANTES QUE SEUS DIREITOS SEJAM RESPEITADOS. A NOSSA JUSTIÇA É EXTREMAMENTE LERDA E MUITOS JULGADORES SÃO TENDENCIOSOS; FAVORECENDO MUITAS VEZES O PODER MAIOR; CONFORME TEMOS VISTO EM MUITOS CASOS NESTE PAIS. COM CERTEZA ENTENDO QUE EXISTE UM CORPORATIVISMO QUE FAVORECE OS MAIS PODEROSOS; EMBORA NÃO POSSAMOS GENERALIZAR.

  • Gerson diz: 24 de fevereiro de 2010

    Certamente a justiça vai decidir o caso, mas no meu entendimento a Caixa não deve ter nenhuma responsabilidade sobre o caso. É fácil querer mover uma ação contra a caixa para que pague o prêmio, mas imagine no futuro, vão fazer milhares de bolões e não jogar, porque se acertar a caixa paga. Isso é aumentar a confusão. No entando a lotérica sim, deve ser responsabilizada, porque simplemente vendeu algo que não pode entregar (com 40 testemunhas).

  • nelson L diz: 24 de fevereiro de 2010

    Sim.Do contrario aumentara o deficit do Inss que o senador Paim nega existir até quando seu partido é que governa e publica que há deficit…E este senhor se elege e reelege há decadas.Isto é o que se chama VOTAR ERRADO certo Arroto?

  • newton mayer diz: 24 de fevereiro de 2010

    Prezado Santana

    Se não houve aposta registrada não houve o jogo , portanto não podemos condenar a caixa a pagar uma aposta que não houve. Por outro lado se ocorrer o pagto desse bolão não legitimado pela caixa. em todo o premio acumulado surgiram apostadores que participaram de um bolão cujo jogo a loterica X não realizou e alguns espertinhos iram receber um premio cuja aposta não fizeram ,mas tem um papel que diz que apstaram no bolõ e que se faz no computador na hora do sorteio e distrbui-se para varias pessoas e a fraude total. se forem pagar o premio para apostas não realizadas, nós apostadores etaremos sendo roubados , pois nós apostamos dinheiro vivo , e quem ganha é que teve a intenção mas não efetivou o jogo e pela lei vale o que está escrito.

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