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Um crime hediondo

15 de maio de 2010 14

O que faz uma pessoa, como a procuradora que se apresentou agora à Justiça do Rio de Janeiro, obter a guarda de uma menina de dois anos com a finalidade precípua de praticar tortura na criança?

Que dano mental, que avaria psíquica leva uma pessoa a ter prazer em causar séria tortura a uma menina de dois anos?

E quantos milhares de meninos e meninas são torturados por seus pais ou por quem tem a guarda deles?

O noticiário é farto de crianças que são diariamente surradas por seus pais. Uma tara animalesca leva pessoas a só se realizarem se tiverem crianças à sua mercê, incapazes de reagir às violências que lhes são infligidas.

*

O caso dessa procuradora é infame. Ela ia à Justiça para obter a posse de uma criança com o único objetivo de torturá-la.

Ela queria ter o mando da criança. Quem viu na televisão as fotos da menininha com os olhos totalmente inchados, vermelhos, dominados pelos hematomas, tem o coração cortado pela barbárie.

Não foi a única criança que ela maltratou. Ela se especializou em obter guarda de crianças com o único fim de torturá-las física e mentalmente.

Como pode? Como pode uma procuradora, pessoa de dotes culturais notáveis, dedicar-se a esse tipo de crime hediondo?

Quantas pessoas vivem socialmente, no seio da comunidade, que no entanto todas as manhãs veem as feras que dormem dentro de si acordarem aos berros pedindo sangue?

Quanta gente completamente louca está à solta praticando crime de maldade incessante? Quanta?

*

Este caso penaliza a gente, nós, que tomamos conhecimento dele. Imaginem a extensão do mal que a procuradora causou durante anos a duas ou mais crianças.

Segundo empregadas domésticas da procuradora, a mais simples das maldades dela era erguer a menina pelos cabelos e tirar os pés dela do chão, ficando a criança pendurada no ar. Isso era a toda hora.

Imagine a dor da menina e a compreensão que a criança tinha sobre os castigos a ela infligidos.

O que pensaria essa criança? Que assim era a vida, que a vida não passava de uma rotina de horrores aos quais ela tinha que obrigatoriamente se submeter?

*

Evidentemente que a maioria das pessoas não é má. Mas assusta que milhões o sejam e continuem soltos pelo mundo a praticarem suas selvagerias.

Andou em boa hora o juiz que não relaxou a prisão da procuradora. Há inúmeros testemunhos de que ela massacrava a menina de dois anos. Os seus crimes eram hediondos também porque eram contínuos e fruto de uma mente nitidamente desajustada.

Como pode transitar no meio social, com posição destacada, um monstro desses, impune?

*

Será que essa procuradora tem noção exata do tamanho e gravidade do seu crime? Não pode ter. Ela se apresentou à polícia com ar de quem não conhece ser horrendo maltratar assim uma criança.

A tortura é tão grave quando praticada sobre uma criança ou sobre um adulto.

Mas não sei por que dói mais à gente que toma conhecimento desses fatos quando uma criança é vítima deles.

E passa pela cabeça da gente o impossível: que a sociedade se munisse de meios para, sem o perigo da injustiça, se aparelhar da pena de morte para punir tais delitos hediondos.

A única forma de redimir-se um crime desses seria tirar a vida da sua autora.

Comentários (14)

  • André diz: 15 de maio de 2010

    Num mundo cada vez mais povoado de indivíduos temerosos de dizerem o que pensam e extremamente preocupados em em estarem alinhados com o que é chamado de pensamento politicamente correto, eu louvo sua coragem de defender a pena de morte. Mesmo sabendo-se que ela pouco contribui para a redução da criminalidade nos locais onde é aplicada, a sociedade deve dar um troco mais do que à altura. A sociedade deve fazer-se impor. Isso mesmo, impor-se ante o medo de se fazer justiça.

  • MariaRejaneVargasDaCosta diz: 15 de maio de 2010

    Sr. Paulo
    Li sua coluna de domingo(16/5) e declaro que sou contra a pena de morte. Acredito que a morte é um privilégio. É a passagem para o estado livre, para a energia livre da carga terrena que é o corpo. Quem comete terrorismo com qualquer ser humano (seja adulto ou criança, seu próprio filho ou de terceiros), merece a prisão perpétua. Uma solitária sem luz. uma escuridão perpétua, perpétua…. Há quem dedique a vida para destruir o próximo criando calúnias e difamações. Esse tipo de gente encontra eco na sociedade. O senhor pode imaginar quantos foram excluidos e até assacinados, cujo motivo foi uma fofoca bem arquitetada? Esses “tipos” tambem são tão criminosos quanto a procuradora carioca!

  • HENRY diz: 15 de maio de 2010

    O grande problema no país em que vivemos é a maldita impunidade.O povo brasileiro aguenta tudo calado,sem maiores manifestações nem alardes.Auqela historia de que quando não é comigo não me meto, parece ser a lei maior por aqui.Estamos cansados de saber que essa ‘delinquente” vai se dar bem logo , e que a propria imprensa vai abandonar esse caso para dedicar-se a outro mais sensacionalista.E o que leva uma pessoa a fazer isso só pode ser a imsanidade mesmo, não posso pensar em mais nada.Abraço!

  • Flavio Fabres diz: 15 de maio de 2010

    Perfeito, SantAna!!!

  • Lucas/PORTO ALEGRE diz: 16 de maio de 2010

    Tão certo como dois e dois são quatro, a defesa dessa infame criatura vai alegar problemas emocionais, mentais e etc. para tentar livrar a cara de sua cliente. E algum psiquiatra atestará que ela sofre de perturbação mental. Do que não resta dúvidas, dadas as condutas exibidas. Considerada sua idade, titulação profissional, etc. etc., não demora uma semana e ela estará livre, leve e solta. Que Deus não permita que ela encontre outra mãe que lhe confie um/a filho/a para criar,pois a história se repetirá. Afinal, pelo que consta, essa menina não a primeira vitima de sua sanha psicopática.

  • Patricia diz: 16 de maio de 2010

    Realmente este caso vem mobilizando muitas pessoas. Entendo seu posicionamento, Paulo, mas, por mais forte que sua opinião pareça e pois mais correta que LHE pareça, não passa de uma opinião.
    Liberdade de expressão serve pra isso mesmo, mas não esqueça que liberdade implica em responsabilidade e não acho que lançar na internet uma opinião tão forte, que sugere o assassinato (sim, porque é isso que pena de morte é, por mais justificada que ela lhe pareça) de alguém, perde o status de liberdade; vira irresponsabilidade. Cuidado, Paulo, opiniões não devem causar danos.

  • Antonio diz: 16 de maio de 2010

    Jé está em hora de que revise o nosso código penal, para que tenhamos, senao a pena de morte, pelo menos a prisao perpétua. Um ser humano (?) que comete um crime destes nao tem recuperacao. Todo e qualquer crime contra criancas deveria ser tratado como ediondo e com pena máxima.

  • Paulo Roberto Ramires diz: 16 de maio de 2010

    Um monstro essa senhora.Uma criança de apenas dois anos de idade, indefesa, sem noções do que é certo ou errado.Pena de morte seria pouco.É um crime bárbaro, inafiançavel.Como bem salienta Paulo Santana em seu comentário, quantas mais estarão agora, neste momento sofrendo maus tratos por pessoas desequilibradas mentalmente.Nosso dever é denunciar.A única maneira de podermos ajudar neste sentido é a DENUNCIA.Se voce tiver vizinhos em que o choro de uma criança lhe pareça ser anormal, verifique , ela pode estar precisando do seu apoio, voce pode ser o anjo da guarda dessa criança.Que Deus proteja todas as crianças que são abusadas e maltratadas diariamente e nada podem fazer.

  • Ana Contessa diz: 16 de maio de 2010

    Até que emfim alguém falou algo que falta aqui no Brasil, pena de morte, já coloca junto nesse bolo os Nardoni, a Suzane Richtofen, o Guilherme de Pádua e Paula Thomaz e por aí vai, será que ninguém ve que é assim o único jeito de limpar a sociedade, cortando o mal pela raíz!!

  • Chaba diz: 16 de maio de 2010

    E o pior que todo seu status de procuradora, provavelmente, a credenciava para adotar uma criança. Imaginem, este tipo de gente esta ai para julgar e fazer justiça!!!

  • Vaner Mombach diz: 16 de maio de 2010

    É por isso Santana que eu sou totalmente a favor da pena de morte para algumas situações. Posso até admitir que o assacinato puro e simples não seja punido com a pena capital desde que não seja fruto da pura maldade, mas casos como o desta mulher infame e filha de Satã, deveriam ser punidos com a pena capital ou no mínimo com prisão perpetua sem direito a revisão de pena.

  • ADRIANO DE MIRANDA ALVES diz: 16 de maio de 2010

    para min uma pessoa como esta procuradora que comete este barbaro crime contra uma criança. tem que ser punida com uma pena maxima de prisao perpedua e fazer esta pessoa cumprir com trabalhos forçados dentro da propria prisao penenteciaria sem direitos a visitas familiares.

  • Simone Luft diz: 16 de maio de 2010

    Quanto a pena de morte para crimes hediondos, sou totalmente a favor! Essas injustiças acontecem e vão aumentar cada vez mais porque somos governados por políticos corruptos pra dizer o mínimo deles. Misturam religião com política para lucrar em cima dos tolos, e outras coisas mais. No Brasil, a maioria do povo é muito burro, e não tem a ver com condição econômica, mas sim cultural. Algumas pessoas não raciocinam, simplesmente aceitam idéias que vem de pessoas espertalhonas. Por isso ficamos a mercê de influências maléficas, inclusive as religiosas. Passam a mão na cabeça de bandido, que claro, deve rir da cara dos que lhes perdoam e os deixam livres, pra continuar praticando barbaridades! Nossa justiça também é bandida!

  • Eduardo diz: 16 de maio de 2010

    Peraí. Como assim pessoa de dotes culturais notáveis. Tá louco. Quem disse que só porque é procuradora tem que ser notável culturalmente. Além de um concurso estas pessoas teriam que passar por um fortíssimo exame psicológico e ai sim poder exercer a função. Passei na prova, sou procurador e acabou. Teria que ter passado por cosulta de antecedentes também. Mensalmente ser verificado se ainda continua tendo condições de exercer o cargo ou função. Uma pessoa por ter passado em uma prova não quer dizer que seja dona da verdade por ser procuradora. Tá errado e assim mesmo continuam a aceitar gente deste tipo como intelectuais e dotadas.

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