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Posts de julho 2011

Antônio Vicente Martins pede demissão

31 de julho de 2011 29

Trabalhei dois dias para conseguir a notícia e dei com absoluta exclusividade na Rádio Gaúcha: Antônio Vicente Martins não está mais no Grêmio.


O vice-presidente de futebol pediu demissão ao presidente Paulo Odone neste sábado.


Amanhã será oficializada a saída.




- Leia  a crônica da última partida do Grêmio

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Os responsáveis pelo possível rebaixamento

28 de julho de 2011 44

“Quem é o culpado deste time caricatural do Grêmio?” foi a pergunta lançada e respondida por Paulo Sant’Ana no Jornal do Almoço desta quinta-feira.

Há três culpados, segundo o colunista: o presidente, Paulo Odone, o vice de futebol, Vicente Martins, e a imprensa esportiva.

Clique na imagem para assistir ao comentário.




O risco de rebaixamento

28 de julho de 2011 7

Em comentário no Gaúcha Hoje nesta quinta-feira, o colunista Paulo Sant’Ana comentou o possível rebaixamento do Grêmio. “Agora, o time corre sério risco. O próximo jogo é contra o Flamengo, que ganhou do Santos por 5 a 4″.


Retornando à atividade

25 de julho de 2011 3

Paulo Sant’Ana pretende voltar ao quadro fixo dos programas de rádio e televisão. Nesta segunda-feira, o colunista de Zero Hora participou do Gaúcha Hoje e comentou sobre a situação do Grêmio. “Estou preocupado. Faltam três ou quatro colocações para a zona de rebaixamento”, salientou. Confira o comentário:


Depois de uma pausa para tratamento médico, Sant’Ana pretende participar do Gaúcha Hoje, Sala de Redação e Jornal do Almoço nas segundas e quintas-feiras.

Eu disse...

18 de julho de 2011 50

Em 16 de abril, publiquei uma coluna em que falei sobre a possível demissão de Falcão. Acertei. Confira o que escrevi na época.

“Em face da grande leitura que tinha a coluna do Falcão em Zero Hora, superior até mesmo à leitura da minha coluna, digo-o pelo salário que ele recebia em ZH, disparadamente superior ao meu, sinto-me agora, pelo menos nos próximos três meses, tempo que durará o contrato de Falcão com o Inter, com redobrada responsabilidade. Vou me dobrar em talento para tentar cobrir o vazio da ex-coluna do Falcão”.

Aliás, errei por dois dias, como mencionei no Jornal de Almoço desta segunda-feira.


Como a Polícia Civil vai manter presos nas delegacias?

12 de julho de 2011 3

Depois de ler a notícia estarrecedora de que as delegacias do Estado poderiam abrigar criminosos, fiz um comentário no programa Gaúcha Hoje desta terça-feira.

Não há como a Polícia Civil assumir esse papel, porque está sucateada.



Área de alimentação

07 de julho de 2011 2

Estou tomando uma coca diet na área de alimentação do shopping, chega a primeira pessoa e me aborda, como era esperado: “Parece que estou lhe conhecendo, o senhor não trabalha em televisão?” Digo que sim.
Continua o abordante: “Seu nome… como é mesmo? Lauro… não, o senhor não é o Lauro Quadros?” Digo que não: “Eu sou o Sant’Ana”. Conclui o interlocutor: “Ah, o senhor é o Telê Santana!”

Chega uma outra senhora na mesa e já vai falando: “O senhor fica muito melhor assim pessoalmente que na televisão. Na televisão o senhor parece mais velho. Eu canso de vê-lo no Jornal do Almoço, mas aqui o senhor está muito mais simpático. Eu sempre achei que as pessoas são uma coisa na televisão e outra coisa na vida real. Desculpe, mas não resisti a falar com o senhor, eu sempre quis encontrá-lo. E tenho um assunto para relatar ao senhor. O senhor me daria 30 minutos para conversarmos?”

Só pude dizer: “Resuma, minha senhora, resuma”.

Peço outra coca-cola porque o assunto da senhora era meio encaroçado e se interrompia com os autógrafos que vez por outra eu assinava naqueles papéis que servem de base para as pizzas e em guardanapos.

A senhora me contou que se separou de seu marido, que ele pagava para ela uma certa quantia como pensão alimentícia, mas agora está se negando à prestação, sob a alegação de que ela foi vista várias vezes com um novo namorado, que não mora com ela, mas visivelmente estabeleceu-se uma relação amorosa entre ambos. Segundo ela, seu ex-marido diz que quem tem que sustentá-la é seu namorado e exclamou isso pateticamente diante do juiz: “Quem almoça paga a conta, Excelência. E já faz dois anos que estou de jejum”.

Ela me pede para dar uma chegada na Vara de Família onde corre o processo para tentar apressar a decisão.
Um homem com cara sofrida senta ao meu lado na mesa, sem pedir licença, e se identifica como funcionário federal, do Ministério do Trabalho. “O senhor que tem o rádio, a televisão e o jornal na mão podia dizer lá que faz 25 meses que não recebemos um tostão de aumento e tudo sobe, não é verdade que os preços estão contidos, dê uma força para os humildes, seu Sant’Ana!”!

Uns carnavalescos da Imperadores do Samba que vieram se congratular comigo pelo tricampeonato na avenida vão embora e a senhora da encrenca judicial contra-ataca: “Juro que não faço sexo com meu namorado, se o senhor tiver a oportunidade pode garantir isso ao juiz: o máximo que praticamos são os beijos. Mantemos apenas um retoço”.

O funcionário federal foi buscar um cachorro-quente e voltou: “Ando com vergonha de ser funcionário público e só não aceitei o PDV porque tenho 25 anos de serviço, 55 anos de idade, não iria arranjar emprego em nenhum outro lugar. E tenho um problema no condomínio em que moro. O senhor teria uns 20 minutos para me ouvir sobre isso?”

Minha resposta ao barnabé, enquanto atendo um menino que me pede uma camiseta do Grêmio: “Fale, desabafe, eu hoje tirei o dia para as audiências públicas”.

E pedi a quinta coca-cola, incrivelmente sem vontade de ir ao banheiro e ineditamente sem nenhuma intenção de voltar a ficar só, o que eu só sentia quando não era só.

Texto publicado em 16/02/1997

Festa em Paris

06 de julho de 2011 0

Crônica publicada em 14/07/1998

Eu estava pronto a escrever uma coluna, hoje, para dizer que a impressão que tive sobre Paris, a melhor e mais fantástica que jamais tive sobre outra qualquer cidade, e olhem que já visitei Moscou, Nova York e Carmel, não foi a mesma que tive do povo parisiense, do povo francês.

O que ia me levar a escrever contra os franceses foi a forma geral com que fomos tratados nos restaurantes, nos metrôs, nas ruas, em toda a parte onde íamos e desejávamos ser bem recebidos ou obter informações que atenuassem a nossa ignorância sobre o idioma local, o que leva todo o viajante a suplício permanente.

E por todo o local que cruzávamos éramos muitas vezes tratados a patadas, a mau humor e a má vontade, uma rispidez ou uma indiferença assustadoras.

Isso aconteceu até aqui no hotel em que estamos hospedados, o Holliday Inn. É bem verdade que não era uma regra, que muita gente nos tratava civilizadamente, com gentileza, mas espantou-nos que tantos franceses nos tivessem maltratado.

É sabido que os franceses não gostam dos estrangeiros, esse fenômeno levou-os há pouco ao noticiário internacional, quando eles tentaram ou conseguiram discriminar os não-nacionais em seus direitos sociais, em face da ameaça de desemprego que rondou o país.

Mas desisto neste instante de criticar os franceses. Porque o espetáculo a que assisti durante toda a madrugada de ontem em Paris, nas horas que sucederam a vitória estupenda da França sobre o vexado Brasil, desmentiu totalmente aquela minha impressão negativa.

Desde o estádio, estendendo-se pelo metrô e pelas ruas, os franceses demonstraram um grau tal de delicadeza, de urbanidade, de gentileza e ternura para com os mais de 20 mil brasileiros que aqui estavam, que só posso admirá-los e elogiá-los por isso, pelo que honram esta cidade maravilhosa que é sua capital e a tradição gaulesa de raça destacada na história da humanidade.

Vaguei por mais de seis horas pelas ruas de Paris, até o sol nascer, logo depois da conquista da taça mundial por eles. E não vi entre as milhares de pessoas que estavam nas ruas e em todos os cantos, inclusive bares e restaurantes, qualquer agressão, ofensa ou até mesmo inamistosidade para com os brasileiros. As camisas azuis deles e as amarelas nossas se misturavam num conúbio de amizade e cordialidade jamais visto no Brasil quando se defrontam os grandes clubes de futebol nos clássicos das capitais.

Fomos alvos da flauta francesa, mas uma flauta civilizada, superior, sorridente e alegre, mas sem nenhum grau de ofensa. Pelo contrário, era uma flauta convidativa a que nos integrássemosà festa deles, ao alarido estrondoso deles com as buzinas e seus cantos marciais ou de música popular.

E por todo o lado os brasileiros eram inacreditavelmente homenageados, em vez de serem molestados ou agredidos. Foi uma festa colossal, assemelhando-se ao Carnaval brasileiro, com os seus mesmos condimentos de luzes, cores, cantos, muita alegria nos gestos e danças de frenética euforia.

Que bom que isso foi me acontecer. Porque me desenvenenou a mente. Porque me fez mais crente nos homens. E porque afirmou o princípio de que o esporte foi feito para unir as pessoas e os povos.

Obrigado, França, pelo tratamento. Um povo assim, principalmente a multidão de jovens que festejava o título, merece ser campeão do mundo pela primeira vez.

Dormidores diurnos

05 de julho de 2011 0

Crônica publicada em 06/03/2001

Esses dias o David Coimbra contou o caso do Chimba, querido ex-colega e diagramador aqui da ZH, que dormia em pleno trabalho, apoiado no grafite da sua lapiseira.

Esta doença tem um sintoma designativo de Sonolência Diurna Excessiva, um dos 84 distúrbios do sono, segundo o doutor Dênis Martinez, especialista no assunto.

Esse tema me interessa por dois motivos, eu sou uma das pessoas que dormem em qualquer lugar por onde vão, mas também porque, agora, pela segunda vez em um ano, Porto Alegre foi considerada a capital da insônia, ninguém nos bate no Brasil na dificuldade de dormir à noite.

Na verdade, a variante mais comum dessa doença é a pessoa acostumar-se a dormir em certos ambientes, cercada de determinadas circunstâncias. O Warley, centroavante do Grêmio, por exemplo, adora dormir na pequena área.

Daí tornar-se comum que haja uma multidão de pessoas que não conseguem dormir na cama, só dormem em lugares públicos. Não raro, depois de ficar deitado na cama durante horas, o insone levanta-se, banha-se, veste-se e sai para a rua: “Não agüento mais este cansaço, vou tirar uma soneca no shopping”.

Há motoristas que incrivelmente só conseguem dormir no volante. E caminhoneiros que dormem na direção e colidem com suas jamantas na estrada e reclamam na delegacia: “Sempre acontece um acidente para atrapalhar”.

Há o caso inacreditável de um amigo meu que cursou durante 10 semestres uma faculdade de Direito aqui em Porto Alegre. Ele ia na faculdade só para dormir durante as aulas.

Aluno de faculdade de Direito que só dorme nas aulas, obrigatoriamente sai de lá diplomado. Foi o que aconteceu com meu amigo.

Já formado e com o diploma na mão, as férias se tornaram um inferno para o meu amigo insone. Ele não teve dúvidas e se matriculou novamente na mesma faculdade em março, já está hoje no 16º semestre de sono profundo, é capaz de ganhar o segundo diploma.

O senador Pedro Simon, por exemplo, só dorme no plenário do Senado, seguidamente são publicadas na imprensa fotos do seu sono parlamentar. Simon é um dos senadores que pretendem acabar com o recesso, justamente porque ele nesse período entra em pânico: “Onde dormir agora?”

O Jamelão, cantor e puxador da Mangueira, com 86 anos, meu amigo, é o mais célebre dorminhoco de qualquer lugar e hora que se conhece. Uma vez, eu vi com meus olhos, ele adormeceu no Barranco com uma costela assada entre os dentes.

Certa vez, na antiga TV Tupi, no ar, Jamelão deu uma passada inteira no samba Vingança, de Lupicínio Rodrigues, e botou pausa para que a orquestra fizesse o interlúdio. E dormiu.

Quando a orquestra devolveu para ele voltar a cantar, Jamelão largou a segunda parte do samba Nunca, que era do mesmo autor mas o tom ficou completamente embaralhado.

Na sala de espera de médico ou dentista, quase sempre durmo. Basta que demore mais de oito minutos, que é o tempo que eu dou para engrenar.

O João Cerqueira, saudoso amigo que perdemos há 10 anos, só dormia em palestras ou conferências. Todos os dias ele ia buscar no jornal a programação de palestras e se tocava para todas elas.

Era o primeiro que chegava e ninguém entendia por que ele sentava na última fila e de óculos escuros.
Pena que então já tivesse morrido, porque no Fórum Social Mundial, recentemente acontecido aqui, ele teria forrado o poncho.

Interessante é que, nas palestras, o Cerqueira só se acordava quando alguém da platéia dava um aparte. Por isso ele odiava aquele instante em que o palestrante abria margem para as perguntas do auditório.

Fugia dali e saía pela cidade a procurar outro monólogo. Era o motivo por que detestava reunião do orçamento participativo e adorava sermão de igreja pentecostal.