Texto publicado em 16/04/2005:
Muitas pessoas encontram percalços em suas relações cotidianas por um simples defeito de comunicação: esquecem-se de que ao se dirigirem a outrem devem observar uma regra universal de educação e respeito, que manda usarem-se as expressões “por favor” no início da conversação e “muito obrigado” no fim.
Qualquer pessoa que seja abordada por outra terá muito melhores condições de desempenhar seu papel na relação que acaba de se instalar se for brindada com a expressão “por favor” no início da conversa, mesmo que o abordado tenha o dever funcional de atender a quem o aborda.
“Por favor” é uma expressão mágica para iniciar qualquer encontro: significa de plano que quem a pronunciou não está impondo nada, é uma técnica de humildade que facilita todas as relações, motivando a pessoa a quem se solicita algo a nos atender cordialmente.
Outra expressão muito usada que tem o condão de abrir caminhos para a solução que pretendemos é “o senhor (ou senhora) quer ter a bondade de me informar onde fica a rua...”.
Quando instamos uma pessoa a “ter a bondade”, estamos fazendo-a crer que é capaz de ser generosa e atender a nossa solicitação. Ou seja, quem é premiado com essa expressão sente-se orgulhoso de que um desconhecido supõe que o abordado é uma pessoa virtuosa a ponto de brindá-lo com a cortesia do atendimento.
E a expressão “muito obrigado”, além de ser um dever de educação de quem a pronuncia como agradecimento por ter sido atendido, ainda carrega o sentido daquela pessoa que nos prestou aquele serviço sentir-se satisfeita por ter sido reconhecida, além de aprestar-se a atender todas as outras pessoas que venham a abordá-la no futuro do mesmo modo atencioso, certa de que será sempre alvo de gratidão.
Além disso, a expressão “muito obrigado” ou “agradecido” transmite a quem a ouve uma sensação orgulhosa de utilidade.
Não temo estar sendo óbvio, piegas ou redundante ao pregar por esta coluna a civilidade de pronunciarmos a todo instante, no turbilhão da vida cotidiana, “muito obrigado” e “por favor”, principalmente se alguém que estiver lendo esta coluna já seja observador constante dessa regra de elegância.
É que tenho visto, não por rudeza de certas pessoas, mas por mecanicidade, que elas não pronunciam essas expressões, principalmente quando quem as atende tem obrigação de fazê-lo, tanto sejam funcionários públicos quanto trabalhadores de empresas privadas.
Muitas vezes nem percebem essa omissão.
E noto no ar um mal-estar por parte dos abordados, quando não uma má vontade no atendimento.
Quando é tão fácil habituar-se a usar essas expressões, de tanto empregá-las, elas acabam para sempre automáticas em nossos lábios, capazes de tornar muito mais milagrosamente aprazíveis e eficazes as nossas dezenas de contatos diários.
Centenas por mês, milhões pela existência.
Muitas pessoas
encontram
percalços em suas
relações cotidianas
por um simples defeito de
comunicação: esquecem-se de que
ao se dirigirem a outrem devem
observar uma regra universal de
educação e respeito, que manda
usarem-se as expressões “por
favor” no início da conversação e
“muito obrigado” no fim.
Qualquer pessoa que seja
abordada por outra terá muito
melhores condições de
desempenhar seu papel na relação
que acaba de se instalar se for
brindada com a expressão “por
favor” no início da conversa,
mesmo que o abordado tenha o
dever funcional de atender a
quem o aborda.
n n n
“Por favor” é uma expressão
mágica para iniciar qualquer
encontro: significa de plano que
quem a pronunciou não está
impondo nada, é uma técnica de
humildade que facilita todas as
relações, motivando a pessoa a
quem se solicita algo a nos
atender cordialmente.
Outra expressão muito usada
que tem o condão de abrir
caminhos para a solução que
pretendemos é “o senhor (ou
senhora) quer ter a bondade de
me informar onde fica a rua...”.
Quando instamos uma pessoa a
“ter a bondade”, estamos
fazendo-a crer que é capaz de ser
generosa e atender a nossa
solicitação. Ou seja, quem é
premiado com essa expressão
sente-se orgulhoso de que um
desconhecido supõe que o
abordado é uma pessoa virtuosa a
ponto de brindá-lo com a cortesia
do atendimento.
n n n
E a expressão “muito obrigado”,
além de ser um dever de educação
de quem a pronuncia como
agradecimento por ter sido
atendido, ainda carrega o sentido
daquela pessoa que nos prestou
aquele serviço sentir-se satisfeita
por ter sido reconhecida, além de
aprestar-se a atender todas as
outras pessoas que venham a
abordá-la no futuro do mesmo
modo atencioso, certa de que será
sempre alvo de gratidão.
Além disso, a expressão “muito
obrigado” ou “agradecido”
transmite a quem a ouve uma
sensação orgulhosa de utilidade.
n n n
Não temo estar sendo óbvio,
piegas ou redundante ao pregar
por esta coluna a civilidade de
pronunciarmos a todo instante, no
turbilhão da vida cotidiana,
“muito obrigado” e “por favor”,
principalmente se alguém que
estiver lendo esta coluna já seja
observador constante dessa regra
de elegância.
É que tenho visto, não por
rudeza de certas pessoas, mas por
mecanicidade, que elas não
pronunciam essas expressões,
principalmente quando quem as
atende tem obrigação de fazê-lo,
tanto sejam funcionários públicos
quanto trabalhadores de empresas
privadas.
Muitas vezes nem percebem
essa omissão.
E noto no ar um mal-estar por
parte dos abordados, quando não
uma má vontade no atendimento.
Quando é tão fácil habituar-se a
usar essas expressões, de tanto
empregá-las, elas acabam para
sempre automáticas em nossos
lábios, capazes de tornar muito
mais milagrosamente aprazíveis e
eficazes as nossas dezenas de
contatos diários.
Centenas por mês, milhões pela
existência.
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