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Posts do dia 3 janeiro 2012

O medo se espalha

03 de janeiro de 2012 2

Está se criando uma consciência contra a criação sem controle de cães ferozes porque, além das vítimas que eles fazem, um mal muito mais abrangente eles causam a milhares de pessoas das inúmeras comunidades: o medo e o terror que as feras caninas infundem a seus vizinhos e aos transeuntes das ruas, dos parques e dos logradouros em geral. Esse medo é permanente, é um terror que se apossa das pessoas que não estão livres dessas feras nem em seus pátios e quintais, quanto mais nas calçadas ou nos passeios das praças e parques. Se somar-se este medo ao medo dos assaltos, teremos como resultado uma população aterrorizada, não sabendo mais como viver ou movimentar-se.

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Olhem o absurdo: criam rottweiler até em apartamento JK: “Sr. Paulo Sant’Ana. Moro na Cidade Baixa, num prédio em que todos os apartamentos são JK. No andar em que resido com minha filha de três anos, também mora uma cadela rottweiler que era cão de guarda da antiga Moda Casa. Segundo meus vizinhos, ela foi abandonada e eles, com pena do bicho, a trouxeram para morar com eles nesse cubículo (apto JK).Eu e minha filha já demos de cara com este bicho solto sem coleira e sem focinheira no corredor e na calçada, falei com meu vizinho, mas ele alegou que a cachorra é mansa e que até brinca com as crianças do prédio, mas eu e minha filha temos muito medo. O que fazer? Sua leitora assídua (ass.) Rosani Nunes da Silva”.Olhem só a capacidade de destruição das feras: “Olá Sant’Ana, até quando esses ataques acontecerão??? Venho aqui para te contar mais um caso: minha sogra tem muitos cães, entre eles dois pitbulls, uma poodle, um fox e uma beagle. Tudo corria bem, as cadelas pitbulls ficavam no canil e adoravam brincar com os menores. Mas hoje o drama atingiu a casa da minha sogra. As duas pitbulls estraçalharam a pequena Juli, uma beagle linda e mansa. E o mais triste é que meu marido, quando ouvia e lia reportagens dizia: ‘Estas nossas pitbulls são mansas, não fazem nada, pode ver, elas convivem com o Samuel (sobrinho) e tudo bem’. Que absurdo! Onde vamos parar? Colocar focinheira quando eles vão passear? Nessa hora eles estão tranqüilos, sempre serão em casa os ataques, quando eles estão presos e nervosos. Como é que nos vendem esses monstros e não nos transmitem nenhuma preocupação? Sant’Ana, continua sempre abordando essa polêmica em nome da vida. Grande abraço, (ass.) Cristina Molon”.

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“Caro Sant’Ana. Tenho casa em um condomínio de classe média, onde grades são proibidas, canil muito menos. Mas um morador insiste em passear com um pitbull. Diz que ele é manso. Não bota focinheira no animal. O cachorro já esfacelou patos do lago do condomínio e o dono da fera disse que a culpa foi dos patos. E agora, Sant’Ana? Quem vai pagar o pato? Espero que não escrevas algum dia que uma criança morreu no Condomínio Saint Moritz, em Gramado. (ass.) Maria Regina Garavelo”.

*Texto publicado em Zero Hora de 27/05/2005