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Posts de fevereiro 2012

Novidade teratológica

23 de fevereiro de 2012 49

* Texto publicado na página 47 de Zero Hora desta quinta-feira (23)

Desculpem, mas não existe assunto melhor do que este: em São Sepé, esta semana, um cão que tem no sangue a mistura de pitbull com rottweiler botou para fora de casa uma família inteira, depois que a proprietária foi ameaçada por ele e conseguiu fechar a porta da casa e fugir do lar.

Isto apenas uma semana depois que um cão, também uma cruza de pitbull com rottweiler, matou a dentadas um menino em Capão da Canoa.

Eu pergunto: o que tem na cabeça uma pessoa que cruza pitbull com rottweiler?

O que tem na cabeça? Sei bem o que pensa. Pensa que tem uma arma mortífera em casa, mas quer uma arma mais mortífera ainda. E cruza as duas raças, revelando uma megalomania incrível, autodotando-se de um superpoder. Teratologia (monstruosidade) pura.

Informa-me o Cyro Silveira Martins Filho que os pitbulls são descendentes dos molossos, cães ferocíssimos que eram usados pelos romanos para a guerra e para a caça. Ou seja, os romanos caçavam rinocerontes e leões com a ajuda dos molossos. Daí se pode calcular o poder de destruição que têm os pitbulls.

Pois bem, a senhora de São Sepé foi atacada agora pelo seu próprio pitbull com cruza de rottweiler. E trancafiou a fera enfurecida na sua casa. E chamou o Corpo de Bombeiros.

Os meus leitores não vão acreditar no que aconteceu a seguir: os bombeiros não possuíam equipamentos para aprisionar o cão. Bombeiro é valente, mas não é tão valente a ponto de enfrentar um cão desses.

Apenas dois dias depois, três bombeiros e a dona do cão conseguiram organizar uma força-tarefa para capturar o cão, isto que a fera estava presa dentro de casa. Apenas horas depois aprisionaram o cão-fera.

Então, a minha pergunta é a seguinte: podem continuar convivendo entre pessoas humanas essas feras com tal poder de destruição? Mas é claro que não podem.

O perigo é maior do que se pensa: a moda agora, como notam os leitores, é cruzar pitbull com rottweiler. Onde é que vai parar essa insanidade? Isto tinha de ser imediatamente proibido. Isto é cruza pior que a de Anthony Garotinho com Renan Calheiros.

Meus leitores, prestem atenção numa coisa: vão continuar a acontecer vítimas dessas feras. Não param mais de acontecer. E ninguém faz nada.

E está provado que a tara assassina desses cães se soma à tara de seus donos, que agora pegaram a mania de cruzar as duas raças, imaginem!

Só por cruzar já mereciam ir para a cadeia os donos desses cães.

Se um pitbull já é sanguinário, imaginem o que vai dar a cruza dessa fera com rottweiler!

É nitroglicerina pura.

E ninguém toma sequer uma providência!

Outro cão assassino

16 de fevereiro de 2012 433

Pelo que conversei ontem com mais de uma dezena de pessoas, o Rio Grande do Sul acordou assombrado com o cão, cruza de pitbull com rottweiler, que matou um menino de cinco anos com uma dentada na nuca.

Uma fera dessas não podia estar amarrada numa cordinha de náilon, como estava. Tinha de estar numa jaula. E ainda assim era uma fera perigosa.

Já escrevi mais de 70 vezes sobre os assassinatos que os pitbulls e os rottweilers cometeram contra crianças e idosos no RS nos últimos anos. Tornei-me até quase um jornalista especializado nesses ataques. São testemunhas os meus leitores. Eu só não tinha visto uma fera dessas com mistura das duas raças assassinas no sangue, como foi o caso desse cão assassino de Capão da Canoa anteontem. Eu juro que queria ter assistido ao congresso carnal entre a cadela pitbull e o cão rottweiler que afinal redundou no animal sanguinário de Capão da Canoa: um ato sexual entre essas duas raças homicidas é muito delicado, qualquer mordidinha carinhosa poderá vir a ser fatal.

Disse a reportagem que o cão abocanhou a nuca do menino e não queria soltar as mandíbulas. Intervieram várias pessoas e nada de o cão soltar os dentes afiados da nuca do menino. Foi necessário que alguém fosse buscar um espeto e fizesse uma alavanca entre o porrete e a cabeça do menino para a fera afinal ceder e oferecer aos socorristas o cadáver da criança. Uma tragédia. Eu não sei como se permite que convivam com pessoas humanas essas duas raças amaldiçoadas. Não consigo entender como passam os anos e rolam as vítimas. E ninguém faz nada. Ninguém esteriliza essas duas raças. Um pesadelo em forma de holocausto.

Diz a notícia que o cachorro implacável foi sacrificado logo em seguida ao ataque, com permissão do seu dono. Tinha de ter sido sacrificado antes de matar o menino. Um cão desses não pode existir, vou mais longe: não pode nascer.

Alguns tolos diziam ontem que o cão matou o menino por estar amarrado. Outros ingênuos falavam que o menino foi atacado e morto pelo cão por não morar na casa onde se deu a morte. Tudo especulação infundada. Centenas dessas feras assassinas mataram crianças com quem conviviam, que lhes davam alimentos na boca. E outras centenas foram mortas com esses cães soltos, sem estarem amarrados. Já expliquei que é do gene ancestral desses cães matar. Pode passar algum tempo, mas, chega um dia, eles matam. Mas já não está suficientemente provado isso?

No Cemitério de Farroupilha, vi, durante o velório de Theodósio Bartelle, semanas atrás, à entrada da Capela A, um pensamento magistral do grande William Shakespeare: “O tempo é muito lento para os que esperam. O tempo é muito rápido para os que têm medo e muito longo para os que lamentam. E é muito curto o tempo para os que festejam. Mas para os que amam o tempo é eterno”. Fantástico!