Sou uma pessoa que nunca teve metas.
Mas atualmente, pela primeira vez, tenho duas metas em minha vida.
A primeira meta por que tanto anseio é ser premiado, em 2010, pela 20 ª vez consecutiva em 20 anos, com o Top of Mind da Revista Amanhã, na categoria de colunista de jornal mais lembrado pelos gaúchos.
Esta premiação me é muito importante porque é fruto de uma pesquisa feita junto aos leitores de jornal.
Ou seja, é um voto direto dado por quem lê jornal no seu cronista preferido.
Há 19 anos recebo essa láurea.
Sinto-me honrado com ela.
A segunda meta que agora me sinto perseguindo até com certo desassombro é a de completar 40 anos de serviços prestados a RBS TV, Rádio Gaúcha e Zero Hora em atividade contínua de quatro décadas ininterruptas, ressaltada na solenidade anual de maior significado e conteúdo humano que realiza a RBS.
Não sei bem quanto tempo me falta para completar 40 anos de RBS: há uma divergência polêmica.
Irei completá-los em 2011 ou em 2012? É que eu tive uma passagem por Zero Hora, como repórter setorista do Grêmio, em 1971.
Trabalhei seis meses e pedi demissão.
No ano seguinte, eu voltaria para Zero Hora como colunista.
O certo é que falta pouco para eu chegar aos 40 anos de atividades na RBS.
E este jubileu me interessa porque ele compreende, em última análise, a minha vida.
Além disso, toda pessoa tem de traçar metas para sua vida.
E eu agora tenho as duas que explicitei acima.
E com tenacidade hei de alcançálas.
Estou abismado com a reação de quatro ou cinco leitores que me escreveram sobre a coluna da última quarta-feira, quando noticiei que dois colunistas de Zero Hora tinham sido carroceiros na sua adolescência.
Naquela coluna, fiz questão de deixar bem claro que não estava dando opinião nem contra nem a favor das carroças no trânsito de Porto Alegre.
Pois não é que quatro ou cinco leitores me espinafraram porque entenderam que eu estava escrevendo a favor das carroças! Mas o que é isto? Tenho vontade de escrever contra as carroças.
Mas me dão medo esses patrulheiros que odeiam os carroceiros e entendem que todos os carroceiros maltratam os cavalos.
Não são todos que maltratam os cavalos.
Enquanto todos os carroceiros tratam bem suas famílias, sustentando-as na sobrevivência.
Eu tenho simpatia pelos carroceiros porque tenho simpatia por todos os pobres.
E jamais teria coragem de assinar um decreto que extinguisse as carroças.
A caneta tremeria na minha mão.
Deus me livre dessa crueldade.
*texto publicado em 12/06/2009



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