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Azul e vermelho

19 de agosto de 2012 0

Há dois tipos de homens que agradam profundamente às mulheres: os recatados e os inofensivos.

Há dois tipos de mulheres que agradam profundamente aos homens: as que afetam que traem mas não traem e as que detestam shopping center.

O bom mesmo da nossa relação é quando ela desembesta.

O momento mais negativo e ao mesmo tempo culminante da festa foi quando o homenageado, no meio do discurso de improviso, esqueceu do texto que decorara.

E arrematou: “Sabem de uma coisa, estou tão emocionado que vou ficar por aqui. Muito obrigado”.

Os convidados ficaram indecisos entre bater palmas ou vaiar.

Atenção, publicitários, jornalistas e empresários: no jantar espetacular que 30 amigos ofereceram a este colunista esta semana, pela passagem dos 70 anos, na Agência Competence, de João Satt, ficou praticamente acertado que será desfechada logo em seguida campanha publicitária, em multimídia, que terá como ator Pablo.

Esses dias publiquei aqui uma nota em que citei o nome de Sérgio Jockymann, recordando-o como o grande nome da crônica em jornal e na televisão.

Jockymann, por muitos anos, fez tabela comigo no Jornal do Almoço. Ele foi contratado pelo programa para fazer frente, como colorado, a mim, que surgira como um bólido defendendo o Grêmio na imprensa.

Na Folha da Tarde, meses depois, ainda nos anos 70, Jockymann escreveu assim sobre meu surgimento na imprensa: “O Sant’Ana é gremista por desaforo. Em realidade, ele é o maior colorado da Coreia. O Sant’Ana fala em azul e a gente ouve em vermelho”.

Naquele tempo, eu não era o cronista moderado que sou hoje em matéria de rivalidade Gre-Nal, tenho sido sempre obsequioso e respeitoso com o Internacional. Eu batia duro.

Então respondi ao Jockymann assim, em Zero Hora: “Os colorados dizem que eu tenho tudo para ser colorado porque tenho cara de bagaceiro”.

E todos os dias eu me defrontava, nos anos que foram passando, com os colorados que se apresentavam de plantão: Ibsen Pinheiro, Cid Pinheiro Cabral, Hugo Amorim, Pilla Vares, Kenny Braga e Guerrinha. Ajudei sempre a criar estes empregos todos na RBS, claro que levando em conta o talento dos meus oponentes no microfone.

“Ah, que saudades que eu tenho/ da aurora da minha vida/ da minha infância querida/ que os anos não trazem mais”.

Escrevo antes do jogo Cruzeiro x Grêmio. Mas qualquer que tenha sido o resultado, ele se adapta à frase que pronunciei ontem no Jornal do Almoço, de Canoas: “Sobre este Gre-Cruz e as chances do Grêmio na Libertadores, lanço meu palpite à interpretação dos teólogos: tenho muita esperança e nenhuma fé”.

 * Texto publicado em 25/06/2009

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