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Resultados da pesquisa por "Meus Secretos Amigos"

Meus secretos amigos

24 de setembro de 2012 1

Tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos! Não percebem o amor que lhes devoto e a absoluta necessidade que tenho deles… Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos! Até mesmo aqueles que não percebem o quanto são meus amigos e o quanto minha vida depende de suas existências…

A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem.

Essa mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida. Porque não os procuro com assiduidade, não posso lhes dizer o quanto gosto deles!

Eles não iriam acreditar! Muitos deles estão lendo esta crônica e não sabem que estão incluídos na sagrada relação dos meus amigos, mas é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro, embora não o declare e não os procure.

Às vezes, quando os procuro, noto que eles não têm noção de como me são necessários, de como são indispensáveis ao meu equilíbrio vital, porque fazem parte do mundo que eu, tremulamente, construí e se tornaram alicerces do meu encanto pela vida.

Se um deles morrer, eu ficarei torto para um lado. Se todos morrerem, eu desabo! Por isso é que, sem que eles saibam, eu rezo pela vida deles e me envergonho porque essa minha prece é, em síntese, dirigida ao meu bemestar. Ela é, talvez, fruto do meu egoísmo.

Por vezes, mergulho em pensamento sobre alguns deles. Quando viajo e fico diante de lugares maravilhosos, cai-me alguma lágrima por não estarem junto de mim, compartilhando daquele prazer… Se alguma coisa me consome e me envelhece é que a roda furiosa da vida não me permite ter sempre ao meu lado, morando comigo, andando comigo, falando comigo, vivendo comigo, todos os meus amigos e, principalmente, os que só desconfiam ou talvez nunca vão saber que são meus verdadeiros amigos!!!

A gente não faz amigos, reconhece-os!

Meus secretos amigos

17 de março de 2011 3

Eis uma de minhas melhores colunas já publicadas:

Tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos! Não percebem o amor que lhes devoto e a absoluta necessidade que tenho deles… Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos! Até mesmo aqueles que não percebem o quanto são meus amigos e o quanto minha vida depende de suas existências…

A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem.

Essa mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida. Porque não os procuro com assiduidade, não posso lhes dizer o quanto gosto deles!

Eles não iriam acreditar! Muitos deles estão lendo esta crônica e não sabem que estão incluídos na sagrada relação dos meus amigos, mas é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro, embora não o declare e não os procure.

Às vezes, quando os procuro, noto que eles não têm noção de como me são necessários, de como são indispensáveis ao meu equilíbrio vital, porque fazem parte do mundo que eu, tremulamente, construí e se tornaram alicerces do meu encanto pela vida.

Se um deles morrer, eu ficarei torto para um lado. Se todos morrerem, eu desabo! Por isso é que, sem que eles saibam, eu rezo pela vida deles e me envergonho porque essa minha prece é, em síntese, dirigida ao meu bemestar. Ela é, talvez, fruto do meu egoísmo.

Por vezes, mergulho em pensamento sobre alguns deles. Quando viajo e fico diante de lugares maravilhosos, cai-me alguma lágrima por não estarem junto de mim, compartilhando daquele prazer… Se alguma coisa me consome e me envelhece é que a roda furiosa da vida não me permite ter sempre ao meu lado, morando comigo, andando comigo, falando comigo, vivendo comigo, todos os meus amigos e, principalmente, os que só desconfiam ou talvez nunca vão saber que são meus verdadeiros amigos!!!

A gente não faz amigos, reconhece-os!

Plágio póstumo

15 de setembro de 2012 0

Só ontem fiquei sabendo que circula em todo o Brasil, pela internet, um célebre poema de Vinicius de Moraes, intitulado Amigos. Já em julho do ano passado, no Dia do Amigo, o poema foi enviado por milhares de pessoas aos seus amigos, vários colegas aqui de Zero Hora receberam o texto.

Ontem foi o meu dia de receber a homenagem. O colega Emanuel de Mattos felicitou-me por meu aniversário e finalizou sua mensagem assim: %22Esse poema que segue, do grande Vinicius de Moraes, que certamente conheces bem, vale hoje como minha modesta homenagem por todos os dias em que teu texto deixou de ser apenas um colírio para os olhos e virou bálsamo da minha vida%22.

Preparei-me para ler o poema de Vinicius.

Até que cheguei à seguinte parte: %22Muitos dos meus amigos que estão lendo estas linhas não percebem o quanto são meus amigos nem quanto os adoro e são indispensáveis ao meu equilíbrio vital. A alguns deles não procuro. Basta-me somente saber que eles existem. Só isso me encoraja a seguir em frente pela vida… Por vezes, mergulho em pensamentos sobre alguns de meus amigos. Quando viajo e fico diante de lugares maravilhosos, cai-me alguma lágrima por não estarem junto de mim, compartilhando daquele prazer. Se alguma coisa me consome e me envelhece, é que a roda furiosa da vida não me permite ter sempre a meu lado, morando comigo, andando comigo, falando comigo, vivendo comigo, todos os meus amigos. E, principalmente, os que só desconfiam ou talvez nunca vão saber que são meus amigos!%22

Quando dei os olhos nesse trecho, exclamei: %22Que Vinicius, nada! Este texto é meu, foi publicado há anos neste espaço de Zero Hora. Faz parte do meu livro O Gênio Idiota. Lembro-me de que essa coluna, sob o título de Meus secretos amigos, fez tanto sucesso, que as pessoas recortavam-na e a colavam nas paredes de suas cozinhas%22. E incrivelmente o meu amigo Emanuel me mandou o poema como se fosse de Vinicius de Moraes, achando que tinha tudo a ver comigo.

Não só tinha a ver comigo, como era meu. E está lá na internet, em página adornada, com excelente desenho ilustrativo, assinado por Vinicius de Moraes, acrescido de um regalito: %22in Antologia Poética%22. Agora mesmo, a colega Lurdete Ertel, que trabalha aqui ao meu lado na Redação, afirma-me que recebeu no ano passado o mesmo poema, enviado por um amigo, como sendo de Carlos Drummond de Andrade.

Quero dizer que isso, a par de me envaidecer, me enfurece: vou acionar na Justiça por usurpação de direitos autorais as nove viúvas do Vinicius de Moraes. Estes grandes poetas brasileiros não passam de meros plagiadores.

Plágio póstumo

30 de maio de 2008 7

Tempos atrás fiquei sabendo que circula em todo o Brasil, pela internet, um célebre poema de Vinicius de Moraes, intitulado Amigos. No mês de julho, quando se comemora o Dia do Amigo, o poema é enviado por milhares de pessoas aos seus amigos.

Pois ainda vou acionar na Justiça por usurpação de direitos autorais as nove viúvas de Vinicius de Moraes. O texto, que reproduzo abaixo, é meu, foi publicado há anos no jornal Zero Hora sob o título Meus Secretos Amigos e faz parte do meu primeiro livro, O Gênio Idiota.


Foto: Banco de Dados

Meus secretos amigos

Tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos.

Não percebem o amor que lhes devoto e a absoluta necessidade que tenho deles… Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos! Até mesmo aqueles que não percebem o quanto são meus amigos e o quanto minha vida depende de suas existências…

A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem. Essa mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida. Porque não os procuro com assiduidade, não posso lhes dizer o quanto gosto deles!

Eles não iriam acreditar! Muitos deles estão lendo esta crônica e não sabem que estão incluídos na sagrada relação dos meus amigos, mas é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro, embora não o declare e não os procure.

Às vezes, quando os procuro, noto que eles não têm noção de como me são necessários, de como são indispensáveis ao meu equilíbrio vital, porque fazem parte do mundo que eu, tremulamente, construí e se tornaram alicerces do meu encanto pela vida.

Se um deles morrer, eu ficarei torto para um lado. Se todos morrerem, eu desabo! Por isso é que, sem que eles saibam, eu rezo pela vida deles e me envergonho porque essa minha prece é, em síntese, dirigida ao meu bem-estar. Ela é, talvez, fruto do meu egoísmo.

Por vezes, mergulho em pensamento sobre alguns deles. Quando viajo e fico diante de lugares maravilhosos, cai-me alguma lágrima por não estarem junto de mim, compartilhando daquele prazer… Se alguma coisa me consome e me envelhece é que a roda furiosa da vida não me permite ter sempre ao meu lado, morando comigo, andando comigo, falando comigo, vivendo comigo, todos os meus amigos e, principalmente, os que só desconfiam ou talvez nunca vão saber que são meus verdadeiros amigos.

A gente não faz amigos, reconhece-os.

*Texto publicado em 15/04/1994 em Zero Hora

Postado por Sant`Ana

Plágio póstumo

14 de fevereiro de 2008 5

Só ontem fiquei sabendo que circula em todo o Brasil, pela internet, um célebre poema de Vinicius de Moraes, intitulado Amigos. Já em julho do ano passado, no Dia do Amigo, o poema foi enviado por milhares de pessoas aos seus amigos, vários colegas aqui de Zero Hora receberam o texto.

Ontem foi o meu dia de receber a homenagem. O colega Emanuel de Mattos felicitou-me por meu aniversário e finalizou sua mensagem assim: %22Esse poema que segue, do grande Vinicius de Moraes, que certamente conheces bem, vale hoje como minha modesta homenagem por todos os dias em que teu texto deixou de ser apenas um colírio para os olhos e virou bálsamo da minha vida%22.

Preparei-me para ler o poema de Vinicius.

Até que cheguei à seguinte parte: %22Muitos dos meus amigos que estão lendo estas linhas não percebem o quanto são meus amigos nem quanto os adoro e são indispensáveis ao meu equilíbrio vital. A alguns deles não procuro. Basta-me somente saber que eles existem. Só isso me encoraja a seguir em frente pela vida… Por vezes, mergulho em pensamentos sobre alguns de meus amigos. Quando viajo e fico diante de lugares maravilhosos, cai-me alguma lágrima por não estarem junto de mim, compartilhando daquele prazer. Se alguma coisa me consome e me envelhece, é que a roda furiosa da vida não me permite ter sempre a meu lado, morando comigo, andando comigo, falando comigo, vivendo comigo, todos os meus amigos. E, principalmente, os que só desconfiam ou talvez nunca vão saber que são meus amigos!%22

Quando dei os olhos nesse trecho, exclamei: %22Que Vinicius, nada! Este texto é meu, foi publicado há anos neste espaço de Zero Hora. Faz parte do meu livro O Gênio Idiota. Lembro-me de que essa coluna, sob o título de Meus secretos amigos, fez tanto sucesso, que as pessoas recortavam-na e a colavam nas paredes de suas cozinhas%22. E incrivelmente o meu amigo Emanuel me mandou o poema como se fosse de Vinicius de Moraes, achando que tinha tudo a ver comigo.

Não só tinha a ver comigo, como era meu. E está lá na internet, em página adornada, com excelente desenho ilustrativo, assinado por Vinicius de Moraes, acrescido de um regalito: %22in Antologia Poética%22. Agora mesmo, a colega Lurdete Ertel, que trabalha aqui ao meu lado na Redação, afirma-me que recebeu no ano passado o mesmo poema, enviado por um amigo, como sendo de Carlos Drummond de Andrade.

Quero dizer que isso, a par de me envaidecer, me enfurece: vou acionar na Justiça por usurpação de direitos autorais as nove viúvas do Vinicius de Moraes. Estes grandes poetas brasileiros não passam de meros plagiadores.


(Crônica publicada em 20/06/2002)

Postado por Sant`Ana