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“Apagão” na Educação: erros e preconceitos no novo ENEM

21 de novembro de 2009 14

Há algum tempo, desejo escrever um post sobre o ENEM. Bem antes das trapalhadas envolvendo a regulamentação do exame e, em seguida, do vazamento da prova, surpreendia-me o equívoco da concepção. Ontem mesmo, postei para vocês neste blog uma entrevista que fiz em Paris com o grande teórico do interculturalismo, François Jullien. Este filósofo opera com os conceitos de universal, comum e uniforme, cuja definição merece ser consultada. Diante deste horizonte, ele considera a Comunidade Comum Européia uma usina do uniforme, ou seja, uma máquina de regulamentação centralizante e padronizante, que está desconsiderando as especificidades regionais, sufocando as autonomias comunitárias e produzindo reações espontâneas – como o “Não” dos franceses à Constituição européia -, as quais jogam papel paralisante sobre o futuro do bloco. O que Jullien diz é que a CCEU está, em parte, se comportando na contramão dos novos tempos, cuja senha é cada vez mais a autonomização do indivíduo e o empoderamento das comunidades, de cuja prática livre e democrática brotaria o comum e a união: um novo universalismo baseado nas diferenças.

Fruto de mentalidades burocráticas, o ENEM é exatamente isto: uma poderosa usina de uniforme; e jamais de produção do comum! É incrível que num País como o Brasil, continental e com imensas peculiaridades regionais, pretenda-se uma prova uniformizada, produto de um esforço centralizador, aplastante. É evidente que os problemas de segurança – apenas uma face, dentre muitas, do dilema – aumentam exponencialmente face ao gigantismo da empreitada. O pessoal de Brasília talvez seja até bem intencionado, mas o resultado de sua iniciativa promove desmobilização comunitária e desestimula a reflexão humanística, o que, em última análise, tem conseqüências conservadoras e autoritárias.

O ENEM era uma excelente proposta enquanto funcionava como instrumento de aferição da qualidade do ensino médio. Mas é contraproducente substituir o vestibular pelo ENEM. Num país que enfrenta crise de valores, em decorrência dos escândalos de corrupção, da queda da qualidade dos nossos políticos e da impunidade generalizada, o vestibular era uma instituição respeitada. A população confiava na sua excelência e na sua importância. O vestibular brasileiro emergiu como uma barreira ao “homem cordial” descrito por Sérgio Buarque de Hollanda: entrava na Universidade quem conquistava bom desempenho e não existia qualquer tipo de favoritismo pessoal. Cada universidade produzia a prova com vistas ao conhecimento universal e aos traços específicos da cultura local. Se a qualidade do ensino médio é precária, é preciso melhorar este ensino, e não abastardar o vestibular!

Mas chega de falar!

Recebi ontem um texto excelente do Professor Dr. José Plínio Guimarães Fachel, da Universidade Federal de Pelotas, com uma análise ponderada, elegante e eloqüente da prova do ENEM que vazou. Com a autorização dele, reproduzo-a aqui para vocês, acreditando, como o Prof. Fachel, ainda haver tempo para abrir o debate e reverter o equívoco. Com a palavra, o Prof Fachel:



As chuvas, os ventos e os raios não podem ser responsabilizados pelas trapalhadas no Exame Nacional do Ensino Médio. A prova vazou, o processo atrasou em dois meses, o dinheiro público foi desperdiçado e o ministro pediu que a prova exposta servisse de modelo para estudos. O “novo” ENEM envolve diretamente mais de quatro milhões de inscritos e, conforme a LDB (Lei das Diretrizes e Bases da Educação), tem de ser uma referência em avaliação. Portanto, merece uma análise crítica.


Alertamos ao Ministério da Educação que sua Portaria 109/09, que regulamentava o exame, estava lotada de erros, tanto que foi invalidada por republicação em 08/06/2009 e alterada pela 244/09. Esta também apresenta erros de grafia e repetição de parágrafos inteiros (ver art. 13, 17 e 27). Ainda, gera novas inseguranças e quebra a isonomia, mediante a informação de que há datas distintas para aplicação aos apenados. A regulamentação do atual exame apresenta, inclusive, falha ao prever em seu programa a disciplina de língua estrangeira, que não será cobrada neste ano.


O ENEM é draconiano e excessivo na segurança em relação aos candidatos, ao impor a permanência de no mínimo duas horas na sala, eliminar aquele que portar lápis, borracha ou grafite e negar o direito de postular a anulação e revisão de questões. Tais determinações prejudicam os direitos constitucionais de ir e vir e do contraditório. Qualquer candidato, que não esteja cumprindo pena, poderá abandonar o local do exame quando desejar. Por outro lado, vedar o recurso no âmbito administrativo fere a previsão da lei e da boa pedagogia no sentido de que as avaliações devem ser dialógicas.


Atualmente, o ENEM, além de ser uma forma de aferir a qualidade do ensino, competências e habilidades dos estudantes, também se apresenta como uma forma de classificação dos estudantes para ingresso nas universidades, embora o Ministério da Educação negue o aspecto classificatório da prova. É inadequado que o mesmo exame analise situações tão diversas como aferição das competências e habilidades dos estudantes para o fim de conclusão do ensino médio, que exige um grau de dificuldade básico, e a classificação para ingresso em concorridas universidades, cujo grau de dificuldade se apresenta, em regra, mais acentuado.


De todas as falhas apresentadas, a mais prejudicial é o retorno à forma de avaliação tecnicista e unificada, pautada por questões de cruzinhas, que foi implementada no Brasil na época do regime militar. Este tipo de avaliação supõe verdades absolutas. Neste contexto, as habilidades e competências que envolvem a crítica e a criatividade não são avaliadas, como ocorre nos vestibulares com questões analíticas e dissertativas, forma de avaliação mantida em excelentes universidades brasileiras[1].


Na prova que vazou, por falha da segurança, constam erros e preconceitos. A fim de auxiliar no aprendizado dos estudantes e demonstrar os problemas desta forma de avaliação, que justificam a necessidade de previsão de recursos, passo a analisar o exame.


Na prova de Linguagens, constam falhas nas questões:


1) Apresenta uma perspectiva muito subjetiva ao questionar acerca de reticências no final das frases da linguagem da internet;


19) Nas linhas 6 e 8 do texto, há erro no uso dos porquês.


Na prova de Matemática, os erros começam na capa, onde há falha na acentuação na linha 3, e seguem nas questões:


49) As alternativas A e C são idênticas;


68) A questão, contrariando a realidade, aponta como alternativa correta a compra no comércio de uma tampa de reservatório com mais de 108m²;


72) As medidas na figura estão desproporcionais;


90) A alternativa apontada como correta reforça o machismo e induz à conduta abolida em nosso país ao prever que os pais “precisariam procurar uma clínica” especializada para a escolha do sexo de seus filhos. Desde 1992, no Brasil, é ilegal escolher o sexo dos filhos em reprodução assistida. O novo Código de Ética Médica em seu art. 15, §2º, III, impede o médico de: “criar embriões com finalidade de escolha de sexo, eugenia [...]“.


Na prova de Ciências Humanas, há os seguintes problemas:


53) A assertiva apontada como correta induz o estudante a crer que foi “a partir” de 1968 que teve início o desrespeito à Constituição então vigente e aos direitos civis. Exige mera memorização da data.


55) O estudante é questionado acerca do “processo democrático” na República Velha. Ocorre que o texto da questão não se refere a processo democrático, mas sim a processo eleitoral, tanto que menciona o voto a cabresto, os currais eleitorais, os eleitores fantasmas, a troca de favores, as fraudes e  violências eleitorais. Tais vícios eleitorais, embora ainda ocorram em nosso país, não são democráticos.


62) A escravidão indígena, embora frequente, foi proibida muito antes de 1755 devido aos interesses no tráfico com a África, diferente do que indica a questão. Por outro lado, a exploração do trabalho indígena pelos jesuítas não pode ser considerada como escravidão, pois a Revolta dos Beckman demonstra o contrário.


65) Nas duas telas há a incorporação dos indígenas. Na de Portinari, conforme Leonardo Rodrigues, “a estrutura plástica foi reabsorvida numa espacialidade realista”. Os dois artistas, apesar de usarem semânticas diferentes, são coincidentes nos objetos (“As Primeiras Missas…”, 19&20, RJ, VII, n. I, jan/2007). A alternativa A também está correta.


67) A afirmação de que houve recessão norte-americana nas três primeiras décadas do século XX não é correta, especialmente frente ao crescimento econômico durante e logo após a I Guerra Mundial.


69) Os cortes feitos no texto de História da América, sem nenhuma indicação, alterou completamente o conceito de economias metropolitanas proposto pelo autor, inviabilizando as respostas.


72) É improvável que “Música ao Longe” tenha sido escrita no início da década de 1930.


77) Apesar da recente retirada de direitos previdenciários, “A Ordem Social” permanece sendo o Título VIII da Constituição Federal e não o VII como apontado na questão.


84) Os mexicanos, os indígenas e os povos das Antilhas vivenciaram práticas bélicas na execução da Doutrina Monroe.


Na prova de Ciências, constam as seguintes falhas:


16) Fizeram uma profunda adulteração e não uma adaptação no esquema da SANASA. No original (http://www.sanasa.com.br), o cloro e a cal são adicionados não apenas na fase 5, como consta na questão, mas também na fase 2. Considerando que a educação deve ser pautada pela realidade, não há resposta correta.


43) Denominar as pessoas arrancadas da África pelo escravismo luso-brasileiro como “escravos africanos” é um erro conceitual. Na África não nasceram escravos, sendo que poucos, dentre aqueles, vivenciaram o escravismo naquele continente. A doença referida na questão, anemia falciforme, atingiu basicamente os bantos no noroeste da África. Logo, nem todos os contingentes africanos apresentavam este problema genético.


Além destes problemas, o exame é excessivamente longo, preocupando-se com a quantidade em detrimento da qualidade das questões. Só dois minutos e seis segundos para a solução de cada uma das questões, preciosas nas exigências de fórmulas e datas, favorecem o erro casual ao invés do raciocínio.


Em termos de qualidade, é preciso lembrar que em um país continental é essencial que o ensino busque retratar as realidades históricas e geográficas regionais, o que foi prejudicado pela homogeneização do programa.


Contudo, não basta destruir o que sobrou, é necessário construir o que falta, sobretudo em atenção aos estudantes das regiões menos favorecidas do Brasil que têm menor possibilidade de acesso às universidades que não se submeteram ao novo ENEM.


Acreditamos que com base nas experiências dos vestibulares das diversas universidades, o Ministério da Educação pode construir uma avaliação do ensino médio mais segura e de melhor qualidade.



[1] Indico a leitura do artigo “A necessidade de questões analítico-expositivas de História no Vestibular…”, de minha autoria, em “Qual História? Qual Ensino? Qual Cidadania?, org. ANPUH/RS, ed. Unisinos: 1997.

Comentários (14)

  • Prof. Alberto Ricardo Präss diz: 21 de novembro de 2009

    Só pode ser piada alguém supostamente inteligente ser contra uma prova como o ENEM.

    O ENEM não é simplesmente uma prova. Ele é uma tenativa de de tirar a educação brasileira do fiasco que ela se encontra. Culpa sobretudo do pensamento de um povo luzitano que nunca teve vocação para estudar.

    As universidades não são obrigadas a usarem o ENEM, mas certamente o estilo de prova pode gerar mudanças no processo de ensinoa-prendizagem.

    As pessoas que coordenam o ENEM estão lá desde os anos 90. Não foram criadas subtamente.

    O vazamento da prova claramente e fruto de pessoas interessadas em tumultuar as coisas (gráfica da Folha de São Paulo).

    E, insisto, claramente reforça o meu argumento de que quase tudo nesse país precisa ter fiscal de fiscal, pois somos luzitanos (ou quem sabe latinos).

  • Miesco Gdynski diz: 21 de novembro de 2009

    Meu caro senhor, doutor, professor, pesquisador, escritor, consultor…

    Num país em que se errou escandalosamente por quinhentos anos, com o nível de estudo formal e técnico bem abaixo das nações desenvolvidas e até dos nossos vizinhos Uruguai e Argentina, e hoje, por exemplo, tem na Petrobrás um antigo professor da FURG, que, através de pesquisas suas e de seus alunos, como o homem que solucionou o problema de retirar petróleo da camada pré-sal, não tem do que se reclamar.
    A França, com toda a sua cultura e sistema de ensino superior bem mais antigo do que o nosso, por exemplo, não domina essa tecnologia.
    Ainda temos problemas, porém, o ENEM, com todos os erros citados, veio, e disso não tenho dúvidas, concorrer para o fim da indústria do monopólio do ensino. Refiro-me aos Cursinhos, onde professores universitários em conluio faturavam alto, em detrimento da cultura nacional.
    Creio que estamos no caminho certo. Se erros há, deverão ser corrigidos com o tempo.
    O que me preocupa é ver no ensino universitário de música, por exemplo, na universidade do professor citado, ao se referirem à escala modal Lócria, como sendo uma coisa sem importância. Isso é grave. Isso faz com que a música brasileira seja de uma qualidade tão inferior que a coloca como uma música primitiva.
    Outro dia no Estadão, acompanhei a entrevista com dois “críticos” de música, brasileiros, falando sobre a figura de Heitor Villa Lobos – o único compositor brasileiro que trabalhou e compôs músicas modais, o que, aliás, não são mais usadas no Brasil faz muitos anos, desde que ele deixou de compor, e lhe garanto que foi o maior conjunto de besteiras que já se ouviu em toda a história do Brasil.
    O que está acontecendo, na realidade, é que o país está sendo governado por um homem sem curso superior-sem cultura-que não faz parte da minoria que dominava e fazia com que a nossa pátria permanecesse na miséria monetária e cultural-sem dedo, e por aí vai… Mas, é um homem de extrema inteligência, coisa que os diplomas não concede.
    Vamos esperar. Creio que em alguns anos, esse país que tanto avançou nos últimos sete anos, em todos os sentidos, deverá se tornar um exemplo ao mundo de como mudar uma situação caótica numa de esperança de desenvolvimento e de futuro aos seus filhos.
    O senhor provavelmente, por ser oriundo da região de Novo Hamburgo, tenha parentes sofrendo pela queda de produção de sapatos, pois outro dia ouvi na FIERGS, do seu presidente, o absurdo de culpar a valorização do real pelas mazelas desse tipo de indústria, que parou de exportar. Não se deu conta esse senhor que tem uma coleção de diplomas que a maior razão pela não exportação é terem os chineses colocado suas indústrias de sapatos, eletrônica e têxtil, junto aos portos, nas chamadas ZPEs, o que traduzindo quer dizer, se a indústria de sapatos ainda não quebrou, vai quebrar.
    Ocorre que jamais passou pela cabeça dessa gente de utilizar uma ZPE que está pronta a mais de quinze anos, lá no porto de Rio Grande. Não foi para esse tipo de decisão que os diplomados tiveram suas formações pagas em instituições públicas. Parece que isso só é percebido por pessoas sem dedo, que governam países com profissionais pseudo-cultura, porém com seus ricos diplomas de cursos superiores.
    Agora, veja a decisão de se construir no Brasil as plataformas e navios necessários à exploração de petróleo: são milhões de empregos e desenvolvimento de tecnologias próprias que haveremos de criar. Errando, errando, até acertar.
    É assim que se faz um país livre e desenvolvido, caro senhor.
    Um abraço.
    Miesco.

  • A.A. Endres diz: 21 de novembro de 2009

    Olá Gunther. – Em primeiro lugar, é ótimo o post sobre o ENEM – tanto a tua introdução quanto a parte do Prof Fachel . A publicação é um serviço teu para todos nós. Essa é a beleza dos comentários nos bons blogs .Agora , o que também é bom mesmo , é ver os PeTralhas PaTrulheiros( nos comentários do leitores do blog) revelando-se intolerantes e verborrágicos, toda vez que alguém ousa discordar de suas sacrossantas medidas e/ou personagens.É óbvio que eles têm mais é se manifestar mesmo; só assim, com livre expressão, é que a vida tem graça – inclusive porque se eles não manifestassem sua opinião,como iríamos saber quanto são risíveis seus argumentos? E , a propósito, parodiando os porcos dominantes do “Animal Farm” do George Orwel – os quais repetiam , enquanto lhes convinha “quatro patas bom,duas patas mau”, poderíamos transpor o slogan dos suínos stalinistas do autor, para nosso contexto e repetir “néscio bom , culto mau “……….Abraço – AAEndres

  • Alceu Dias diz: 21 de novembro de 2009

    Parabéns pelo comentário. Tive um pouco de dificuldade com o texto grande, pois, afinal, sou “luZitano” de origem e, dessa forma, “não tenho vocação para estudar”. A análise foi excelente e exemplifica o estranhamento com a imposição de um exame nacional uniforme em um país tão grande e diversificado. Conheci o blog agora e pretendo voltar. Grande abraço,
    Alceu

  • Paulo Silva diz: 21 de novembro de 2009

    As críticas ao ENEM estão bem fundamentadas, não são contra a avaliação do ensino médio. Contribuem para uma reflexão sobre a sua atual qualidade. Ainda bem que, além das propagandas oficiais, existem blogs como este. Este espaço democratiza as informações que não são publicadas pela grande mídia. Parabéns Gunter, pela coragem de assumir posições não subordinadas aos governantes de plantão. As verdades sempre provocam o pavor. O preconceituoso , anti lusitano, que se esconde com o apelido de Miesco, não pode entender que a crítica é o elemento essencial a favor da qualificação educacional.” Os que administram o exame agora, demonstram incompetências diferentes daqueles de dez anos atrás, não são os mesmos.
    O Rio Grande se orgulha de intelectuais , como os que escrevem este blog. Atenciosamente Paulo Silva.

  • Renan Ritter diz: 22 de novembro de 2009

    Infelizmente o ENEM virou um jogo de marketing do ministro da educação. Sua tática é igual ao do atual governador de SP, quando então ministro da saúde, usou a campanha da dengue para se promover ao posto de governador.
    Hoje a dengue contínua nos mesmos patamares daquela época e é o que vai acontecer com a educação, pois além dos problemas já citados, não atingirá a educação de base.

    Ah, e adivinhem quais os próximos planos do ministro da educação? Uma dica: administrar o maior estado do país em arrecadação e influência política.

  • Christian diz: 23 de novembro de 2009

    Mas que diabo: o que a camada pré-sal tem a ver com o ENEM? E o outro então que para defender o ENEM se declarou racista, revelando preconceito para com os latinos? Que gente é essa? Está mal o ENEM de defensores. A patrulha ideológica está fraca das idéias e ruim de argumentos.
    Já o post do Gunter e do Prof. Plínio Fachel é ponderado e pertinente. Não critica o Governo federal, mas um projeto de um de seus Ministérios. Parabéns até pela coragem em contrariar o senso comum neste momento em que todos se calam, alguns até com medo de retaliações. Politizar a educação é uma imbecilidade, um crime. O presidente Lula não precisa desta polêmica. Deveria despachar os burocratas do Ministério da Educação para casa antes que eles comecem de fato a prejudicar a sua imagem. E achei boa a associação com o “uniforme” – pois mostra que há lógica econômica e de mercado por trás desta massificação do ENEM, quando educação deveria ser humanismo.

  • Renate E S Aguiar diz: 24 de novembro de 2009

    Leio milhas e milhas de belos textos, provocações, baixarias (o uso dos vocábulos petralhas e patrulheiros), vãs filosofias e teorias complexas e eu, professora da rede pública estadual, recolhida à minha insignificância, não possuo xerox para produzir minhas provas, meus colegas estão sendo velados na Assembleia Legislativa e o enterro do magistério está marcado para dezembro. Tem algo de errado ou estaria eu surtando? Abraços e excelentes divagações, o mundo é um circo mesmo!

  • Alexandre Barros diz: 2 de dezembro de 2009

    Coloquei no lugar onde pede o site, o link para artigo meu publicado n’O Estadão de 17 de outubro: O ENEM e a liberdade individual. É só clicar no link e o artigo abre no site d’O Estadão.

    3+4 é 7, apesar da minha discalculia

  • Vanessa Lemos diz: 14 de abril de 2010

    Esperei até este momento para manifestar a minha satisfação em saber que há pessoas realmente inteligentes e conhecedoras do assunto ao qual se propõem falar, como o caro Professor Doutor Fachel, apenas para lembrar que o ENEM foi um grande fiasco… E, para criticar algo, precisamos estudar sobre, o que me parece faltar para alguns

  • Miesco Gdynski diz: 16 de abril de 2010

    Gostaria de dizer ao Sr. Silva, Paulo, que não sou anti lusitano. Como poderia sê-lo? Todos sabem que os portugueses são um dos povos mais inteligentes do mundo.
    Quanto ao meu nome, ele é assim mesmo. O que fazer? Segundo o senhor, até seu próprio nome pode ser falso.
    Outra coisa: chamar-me de Petralha, eu nem sei o que isso, esse tipo de linguagem não faz parte do meu dia-a-dia. E quando se coloca uma opinião num artigo como esse, é no intuito de participar, sem ter conotação política. Isso seria uma baixeza de minha parte.
    Nunca desmereci o comentário do Professor, mas me reservo o direito de externar a minha opinião e até discordar. Isso é democracia! Ele mesmo fez isso ao escrever a matéria.
    Saiba que recebi hoje o comentário de Vanessa Lemos, do qual posso até discordar, mas por respeito à opinião alheia, jamais iria criticá-la.
    Já dizia Voltaire: “Não concordo com o que dizes, mas defendo até a morte o direito de o dizeres”
    Miesco.

  • Mateus de Oliveira Couto diz: 23 de julho de 2010

    Em um país tão desigual como o Brasil, utilizar uma avaliação unificada para o Ensino Médio é uma desproporção. Por mais que a intenção do Ministério da Educação seja de melhorar o ensino brasileiro, submeter alunos de diferentes níveis culturais a realizarem provas idênticas é um erro na minha avaliação. Se tivessemos um equilibrio pedagógico educacional nas diferentes regiões brasileiras, seria muito mais viável. Não estou me referindo aos erros específicos da prova que vazou, pois geralmente nas provas e nos processos seletivos ocorrem igualmente equívocos. De qualquer forma, termos um espaço para debater temáticas atinentes a educação já é motivo de alento, já que passamos mais de vinte anos da história recente do Brasil sem ter o direito de emitir opinião. Muito obrigado aos professores Gunter e Fachel por nos proporcionar participar dessa discussão.

  • Luisa Karolyne diz: 5 de novembro de 2010

    Novo ENEM, triste isso, uma proposta p “melhorar”, mas a cada dia piora, a prova disso somos nós, estudantes, fomos de certa forma prejudicado pelo novo ENEM no ano de 2009 que foi uma surpresa, mudamos os livros e as táticas de ensino. E preste atenção, o ano letivo tinha começado, e tivemos que mudar nossos materiais, e agora estamos no ano de 2010 com espectativas melhores pro ENEM q acontecerpa amanha dia 6 e depois de amanhã no dia 7 do mês de novembro, e passa em um telejornal que simplesmente não pode levar lápis ou grafite e nem borracha. BURRICE. Como fazer provas de ciencias exatas (matemática) sem o auxílio de uma borracha e um lápis, quer dizer quer não estamos sujeitos a errar? Ou se errar borrar toda a nossa prova pq não pode usar uma borracha? Pesquise entre os alunos, e veja uma nova estatísticas que um novo enem é simplesmente nada. Pessoas entram numa universidade sem saber muita coisa, pois o vestibular tradicional, que tinha questões subjetivas na 2º etapa, era literalmete prova do pouco conehcimento, mas do conhecimento que um aluno pode ter sobre a área que ele escolheu para atuar.
    meu nome é Luisa Karolyne Melo, sou do Maranhao. Sou estudante e spero que essa crítica seja refletida.

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