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Tracanaços no supermercado

20 de dezembro de 2009 2

Todo mundo tem suas lojas prediletas. Eu adoro os Supermercados Záffari! Ok, a arquitetura é, digamos, para ser simpático, uma coisa um tanto kitsch. Mas tudo o mais é quase perfeito. No estacionamento não é difícil achar vagas, os corredores são amplos, as frutas e verduras costumam estar fresquinhas, no açougue as carnes são ótimas. Dificilmente há filas nos caixas. E, uma coisa muito importante para consumidores do sexo masculino, em geral mal treinados na complexa arte de localizar novidades dispersas nas prateleiras, as coisas estão sempre no mesmo lugar! Ademais, os funcionários são todos umas gracinhas, sempre gentis e alegres, jamais ruidosos ou mal humorados.


Um padrão do qual sinto falta nas localidades onde a rede não funciona.


É por isso que eu não entendo por que umas coisinhas simples, das quais todo mundo reclama, nunca são solucionadas.


Há anos freqüento a loja da Otto Niemeyer, na Tristeza. Há anos eu, e um monte de gente, notamos o insuficiente número de carrinhos pequenos. Aqueles carrinhos gigantes, uns tracanaços tamanho família, têm aos montes. Mas ninguém os quer mais!


Os hábitos de consumo estão mudando. Cada vez menos as pessoas fazem ranchos familiares para a semana inteira. Cada vez mais as pessoas dão uma passadinha rápida no supermercado, na volta para casa, no caminho para o trabalho, quando se vem, ou se vai para algum lugar. As famílias, como se sabe, estão menores do que no passado, e Porto Alegre é a cidade no País com maior incidência de pessoas morando sozinhas. Sou um desses. Portanto, sei bem que o que se quer é poder comprar todos os dias produtos fresquinhos em pequena quantidade e com agilidade.


Mas o Záffari parece ter dificuldade de entender esta mudança nos costumes e impõe às pessoas desejosas de comprar uma dúzia de coisinhas – que não se acomodam bem numa cestinha – a descortesia de fazê-las empurrar seus tracanaços sobre rodas. Será que isto é alguma estratégia enviesada de vendas, imaginando ver as pessoas comprando mais se elas usarem mega-carrinhos?


É o tipo do equívoco, pois os clientes se amofinam esperando os carrinhos pequenos. E quando eles não chegam, o que era para ser uma passadinha vira uma complexa operação, com manobras de condução e estratégias para estacionar estas jamantas, entre a banca das batatas e a das cebolas, por exemplo.


Há anos nos garantem terem os pedidos para novos carrinhos sido feitos. Só que eles nunca chegam.

Comentários (2)

  • zé ferreira diz: 20 de dezembro de 2009

    O zaffari tem certas coisas que a gente não entende. Economizar é comprar bem, é o slogan. Mas tenho ido seguido no zaffari da getúlio e as garrafas de refrigerante estão sempre sujas, grudentas, que sujam o restante das mercadorias compradas(e assim não economizo nem compro bem). Já reclamei para o encarregado mas não deram bola. O zaffari precisa mudar e com esta dos carrinhos pequenos(que na loja da getúlio são a maioria) sinto que tem alguma coisa errada.

  • Vitor Br diz: 22 de dezembro de 2009

    “os funcionários são todos umas graçinhas” (graÇinhas?!) Hã?!

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