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Contatos de quarto grau

16 de abril de 2010 1

Para quem curte thrillers de terror e de ficção científica, ontem assisti ao “Contatos de Quarto Grau” (The forth kind), com a Mila Jovovich no papel principal, representando uma psicóloga, desestabilizada com a misteriosa morte recente do marido, atuando em uma pequena cidade no Alaska. Bem, ela atende a um grupo de pacientes com distúrbios de sono e descobre que entre eles há uma recorrência: todos acordam angustiados às 3hs33min da madrugada e dizem ter visto uma estranha coruja branca. Ela então ataca de hipnotizadora e hipnotiza seus pacientes num passe de mágica: a consciência de nenhum deles oferece qualquer resistência. Neste estado de transe, os pacientes conectam-se a suas verdadeiras memórias e evocam contatos com criaturas horríveis, que falam sumério arcaico e que se afirmam ser Deus. A psicóloga conclui serem alienígenas abduzindo as pessoas, não sem antes viver um embate pessoal entre ciência e ficção.


O mais interessante do filme, além de belas tomadas que exploram a luminosidade misteriosa do Alaska, é que ele segue a linha “Bruxa de Blair”, isto é, finge basear-se numa história real, proposta inaugurada pela radio-novela “A Guerra dos Mundos”, de Orson Welles, inspirada no livro de H.G. Wells, publicado em 1898. O filme incorpora trechos de gravações em vídeo de entrevistas com a suposta verdadeira Dra. Tyler, vivida pela lindíssima Mila Jovovich, gerando o efeito documentário enganoso. Assim, o espectador é confrontado a duas Dras. Tyler: Mila e a outra, vivida por uma atriz não identificada. Este diálogo entre ficção e suposta realidade, ficcionada, também, ao fim e ao cabo, é que produz a tensão do filme.


Em que pese tenha sido recebido com frieza pela crítica, mundo afora, conquistou razoável audiência. Os produtores e a Universal Pictures desenvolveram uma estratégia de marketing que plantou pela Internet informações falsas, dando-lhes roupagem de veracidade. A película retoma assim a fórmula de Orson Welles – quando se potencializa o medo se revestindo a ficção com foros de realidade – e investe neste peculiar traço da cultura de massas contemporânea, especialmente ampliado pelo Watergate: as teorias de conspiração. A diluição do limite entre ficção e realidade torna-se cada vez mais familiar em nosso cotidiano, ao mesmo tempo que se insinua como um dos grandes fantasmas da nossa época.

Comentários (1)

  • Boo diz: 16 de abril de 2010

    E por falar em filme de terror, escutei na rádio Gaúcha, no programa Chamada Geral, uma conversa na qual chegou-se à conclusão que o prefeito Fortunati “NÃO FUGIU” em assumir a responsabilidade da morte do rapaz. Realmente ele não fugiu, porém HESITOU até onde deu. Tentou transferir a culpa para a CEEE, e finalmente sucumbiu ao CLAMOR POPULAR. Não fosse isso, até hoje estaria naquele JOGO DE EMPURRA para responsabilizar sei lá quem. Aliás, penso que na primeira vez que aconteceu uma descarga elétrica, o Fogaça ainda era prefeito. E?!!…

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