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Ecos da campanha

23 de agosto de 2010 0

Nos últimos dias, tenho circulado bastante, pra lá e pra cá. Assim, eu, que já ouço muito o rádio, fiquei ainda mais ligado. Por isso, tenho acompanhado a campanha eleitoral pela FM. Está interessante até…


Bom, o Plínio ficou parecendo um tanto histriônico, mas, afinal, quais são as alternativas para quem tem tão pouco tempo disponível para tentar captar a atenção do eleitor?


A Marina está com um discurso correto e ponderado. Porém, sinceramente, acho que a grande maioria das pessoas está – infelizmente – pouco preocupada com a ecologia, o desenvolvimento sustentável e a educação. A turma quer é preservar a ascensão social conquistada recentemente. Não tiro a razão de quem pensa assim.


É aí que a campanha da Dilma acerta a mão: está otimista, confiante, alegre, dinâmica, clara e objetiva. Para quem vinha com tantas dificuldades de comunicação, é realmente uma surpresa. A gente conversa com as pessoas por aí e percebe que elas estão achando o discurso empolgante. Claro, há evidentes apelos populistas – quando se fala em “uma mãe para o meu povo” e etc -, mas o fato é que muita gente tem dito por aí que não se importa necessariamente com a trajetória pregressa da Dilma, mas sim com o fato de ser ela a ungida por Lula.


E é aí que o Serra parece estar errando a mão. No que pode até passar a idéia de certo desespero de causa, a campanha do Serra tenta torná-lo parecido com o Lula (!!). Há um insólito personagem com voz rouca, forte e popular sotaque baiano, ou coisa que o valha; e há ainda um esforço para transformar José Serra no Zé!!! Não sou marqueteiro nem cientista político, mas eu acho arriscadas estas tentativas de subverter e modificar a identidade de uma pessoa assim de inopino. É o tipo de movimento que tem tudo para se tornar um tiro pela culatra. As pessoas percebem que o discurso fica no contrapé. Tem gente por aí que resume a questão: “o Serra parece aquele tipo de cara que toca em pobre com a pontinha dos dedos, para não sujar”. Leia-se, então, uma certa falta de carisma agora associada a uma tentativa, mal compreendida, de mudança identitária.


Quanto à perspectiva, cada vez mais sólida, a julgar pelas pesquisas que por aí estão, de vitória da Dilma no primeiro turno, creio que, para o País, há um lado positivo e outro nem tanto. É bom quando as coisas se resolvem logo, não deixando maiores dúvidas sobre o apoio do povo a um determinado projeto e concedendo ao vencedor um pouco mais de tempo e tranqüilidade para organizar o seu governo. Por outro lado, eleger alguém que nunca se submeteu antes a um processo eleitoral no primeiro turno pode, talvez, contribuir para fomentar o risco da soberba.


Enfim, e como vocês estão percebendo esta primeira semana de horário eleitoral gratuito?

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