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O mais demorado processo de inventário da História

28 de agosto de 2010 6

A idéia de patrimônio público, de preservação de monumentos, objetos, hábitos, costumes e paisagens é relativamente recente. A necessidade de mapear, constituir e preservar um corpo patrimonial derivou do nacionalismo, tendo por objetivo forjar solidariedades. Mas percebia-se também que a História se acelerava, ampliando a sensação de instabilidade, o que antes da era moderna era um sintoma agudo de crise. Há até pouco tempo, vicejava a percepção de imutabilidade do mundo, cabendo aos seres humanos a reprodução automática dos hábitos e costumes.


Um exemplo disso é o paradigmático inventário do Comendador Domingos Faustino Correa, iniciado em 27 de junho de 1874, na Comarca de Rio Grande, com base num testamento feito um ano antes, 18 dias antes de sua morte. O processo tramitou em Juízo por 107 anos e a meação jamais foi partilhada aos supostos herdeiros. Caprichosas, detalhistas e labirínticas, as disposições deixadas pelo Comendador previam até beneficiários de rendas e o custo dos impostos. Era tamanha a confiança na estabilidade do seu modo de vida que a vontade não abria horizonte para a possibilidade de mudanças institucionais, como a abolição da escravatura, a proclamação da República e a promulgação de um código civil. As mudanças viriam e, em poucos anos, a aplicação do testamento do Comendador tornou-se inviável, o que procrastinou a solução do feito por mais de um século.


De fato. Enquanto o Comendador agonizava, confiando na tentativa de regrar o futuro a partir dos cânones do presente, um mundo inteiramente novo insinuava-se. Antes ainda da Primeira Guerra Mundial, nos Estados Unidos, o poeta Ezra Pound apresentava aos colegas de rebeldia nas artes o lema mobilizador que sintetizaria o espírito moderno: “Make it new!”. Entre o fascínio pela heresia e o gosto pela insubordinação contra a autoridade, emergia o modernismo com toda a sua força.

Comentários (6)

  • joao bastos cavalcante diz: 4 de novembro de 2010

    eu miguel gimenes variles que moro , em campo grande saida de tres lagoas rua perpetuo socorro n:900 a chei por bem enformar para vcs que a pessoa que vcs proucura a muitos anos emcomtrei ele ele falou para mim quue era dono dessa eranca i eu acredito nele poqur isso e verdade i ele pede qui vcs entregue os livro dele ele quer o s livros de le antao eu vendo a africao dela eu resolvir mamdar um imail para vcs ele e uma pessoa que sosinha no mundo nao tem ninguem e des de quando ele saiu do ceara em 79 ele nao tem a honde mora na rua , ele e quem faz supricao e se vcs quiser falar com ele me proucure logo que ele ja esta para ir embora

  • Michaelson Ferreira de Loiola diz: 26 de janeiro de 2011

    O prefeito Janir Branco nomeou na tarde desta quarta-feira, 13, em solenidade na Prefeitura, a servidora pública Virgilina Edi Gularte dos Santos Fidelis de Palma como Curadora do Processo de Inventário do Comendador Domingos Faustino Corrêa, tombado como patrimônio histórico do município do Rio Grande. O referido processo, cuja pesquisa foi iniciada em 2001, está sob a guarda do Centro de Documentação Histórica da Fundação Universidade Federal do Rio Grande (FURG

  • lenice correa tavares diz: 15 de junho de 2012

    SOU BISNETA DE JOSÉ CORREA DOS SANTOS E JOAQUINA TAVARES . São OS PAIS DE MINHA AVÓ MARIA CORREA TAVARES NASCIDA EM 30/SET/ DE 1911 CIDADE ITAI S/P MATERNOS. O PATERNO São BENTO CORREA DOS SANTOS E GLORIA MARIA ANTUNES MEU AVÔ JOSÉ CORREA DOS SANTOS NASCIDO EM 05/MAR/ 1908 ITAI S/P MEUS AVÔS PRIMOS LEGITIMOS FAMILIA SIMPRES OMILDES NÃO TINHÃO MEIOS DE COMUNICAÇÃO MEM 2006 A DIVULGAÇÃO NO FANTASTICO VISTA POR FAMILIA CORREA HÁ ISTÓRIA QUE MEUS AVÔS CONTAVA CONFIRMA FAMILIA CONTRATA ADV VALR 12,0000,00 ELAS FORÃO PARA RIO GRANDE DO SUL TRULSERÃO ALGUNS DOCUMENTOS QUAZE QUE NADA O MESMO QUE A FAMILIA TEM EM MÃOS( ETC). DOMINGOS FAUSTINO CORREA, VIVEU NA ESPANHA ELE SERVIU Á QUERRA ,E SEUS IRMÃOS VIERÃO PARA O BRASIL 3 DELES NO ITERIOR DE S/P QUE SÃO MEUS BIZAVÔS, E OS OUTROS SEGUIRÃO PARA RIO GRANDE DO SUL ONDE ELES PERDERÃO O CONTATO ETC/ MEUS AVÔS COMENTAVÃO ENTRE ELES OQUE ACONTECEU COM FAUSTINO LA NA QUERRA . UM DIA NÓS HÁ DE SABER ? HÁ POSSIBILIDADE DE SERMOS LEGITIMOS ERDEIROS DE, COMENDADOR DOMINGOS FAUSTINO CORREA COMENTADO POR MES AVÔS…..

  • Wanderley da Silva diz: 4 de julho de 2012

    Tenho pesquisado recentemente a história do Comendador Domingos Faustino, pois cresci ouvindo uma historia da tal herança na minha familia e lembro bem dos dizeres dos meus tios e avós que o dia que o tel inventário estivesse pronto, todos iriam sair da miséria em que viviam. Falavam de uma tal de “Dalva” que estaria responsável em indicar quem de fato eram os legítimos herdeiros do Comendador. Nunca levei muito a sério este tipo de coisa, pois nunca foi do meu interesse pleitiar quaquer bocado de tal vultosa herança e hoje pesquiso apenas com a intensão de desvendar tal ligação entre meus familiares com o Comendador Domingos. Não consegui encontrar nenhuma referencia que ligue a minha familia com a arvore genealógica do Comendador. Ouvi também relatos de que na época do governo de Getulio Vargas houve uma certa perseguição aos herdeiros mais humildes para que estes não tivessem acesso aos bens herdados e entre os envolvidos, estariam componentes do governo que por uso da força, expulsaram estes individuos das terras onde se encontravam. Gostaria de emendar esta história para desvendar esta verdade.

  • percival gonzaga correa diz: 19 de junho de 2015

    percival gonzaga correa sou neto de joão correa fillho.bisneto joão correa dos reis nascido em portugal . da qual chegue ver a decraração que avó mostro como herdeiro herança familia correa hoge joáo correa filho nascido nova olimpia est sp ja faleçido; moranos em astorga parana .

  • pablo diz: 22 de dezembro de 2015

    oi eu sou pablo daniel almeida corrêa parente do comendador fastino

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