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Posts de outubro 2010

Artigo novo - sobre o Ministério Público

31 de outubro de 2010 0

Neste sábado, foi publicado um artigo meu, um resumo sobre a evolução histórica do Ministério Público, no Diário Catarinense. Segue o link aí: Singularidade histórica e defesa da cidadania

Luis Antônio de Assis Brasil anunciado para a Secretaria de Cultura do RS

30 de outubro de 2010 0

Então tá! Luiz Antônio Assis Brasil foi anunciado para a Secretaria da Cultura do futuro Governo Tarso Genro! Ponto para a Cultura! Músico, escritor e professor respeitado, um titular desse calibre representa um avanço diante de um cenário de apedeutas e piriguetis.


Confesso que ainda não li nenhum dos livros de Assis Brasil e que precisarei preencher esta lacuna com urgência. Cheguei a comprar uma obra dele há alguns anos atrás, mas a agenda sempre hipertrofiada foi roubando tempo de leitura. Em 2006, assisti-o na Fflip, em Paraty, declarando já saber tudo o que necessitava sobre a História para poder escrever seus romances. Como historiador, fiquei um pouco decepcionado, pois a História é infinita e está sempre mudando diante de novas interpretações, novos trabalhos. Aí, o livro foi ficando na base da pilha das coisas a ler… Mas agora, voltará ao topo.


Não conheço as idéias de Assis Brasil como gestor cultural. Sei vagamente que ele ocupou algumas funções como dirigente cultural, sob a liderança de Paulo Amorin, durante o regime militar: nos anos 1970 na Prefeitura de Porto Alegre e em princípios dos anos 1980 conduziu o IEL. Atualmente, dirige o importante espaço de memória da PUC-RS.


Notei que a sua indicação foi recebida com certa cautela por colunistas e blogueiros. Ninguém fez muita festa. O pessoal parece estar esperando a indicação do restante do quadro auxiliar para se manifestar. O excelente artigo de Cláudia Laitano na Zero Hora de hoje é um bom exemplo disso. Mas, como não moro mais em Porto Alegre, pode ter sido apenas uma impressão…


E falando em gestores, o PT tem uma tradição contraditória nessa área. Possui em seus quadros agentes muito respeitados, dentro e fora do partido, como Vitor Ortiz, que foi Secretário Municipal da Cultura em Porto Alegre e de São Leopoldo e coordenador na Funarte, no Rio de Janeiro, onde reside atualmente. Também é o caso da produtora Adriana Donato, reconhecida no Rio Grande do Sul por sua competência. Eu provavelmente estou cometendo injustiças ao esquecer outros nomes… Mas há também figuras de burocratas profissionais, cujo desempenho, tanto aqui quanto em Brasília, é com freqüência considerado limitado. Oxalá as forças internas do partido convirjam para mobilizar os melhores.


Luiz Antônio prepara-se para assumir a Pasta no momento em que a novela da OSPA ganha mais um lance. A renúncia do Maestro Isaac Karabichewsky expõe o desprestígio com que a nossa querida orquestra vem sendo tratada pelos sucessivos governantes. Isaac preferiu ficar pelo Rio de Janeiro, onde os músicos não fazem greve, onde a Escola de Música não foi fechada, onde há programas sociais e onde há um teatro. Está certo ele. Ninguém merece!


E tudo, aliás, tem um lado positivo. A saída de Karabichewsky pode abrir novas possibilidades e representar uma oportunidade para um bom gestor. Quem sabe se a OSPA, no seu estágio atual, não ficaria bem posta trocando um grande maestro de nomeada por uma solução mais caseira e convênios propositivos com orquestras de porte médio da Europa e dos Estados Unidos – facilitando o intercâmbio entre os músicos, por exemplo? É claro, essa estratégia seria de pouca serventia para uma orquestra sem teto, sem casa, sem apoio do Governo e da sociedade.


Dramática é a perspectiva de levar a TVE para uma eventual nova Pasta da Comunicação. Tratar a TVE como comunicação de governo e não como agente irradiador de cultura seria um retrocesso e uma desconsideração para a emissora, que está a merecer, isso sim, ser elevada à categoria de fundação independente de fato, ao invés de ser sistematicamente tratada como filho enjeitado. Tamanho golpe figuraria como desprestígio ainda maior para o novo Secretário, pois ele já assumiria com sua pasta sendo esvaziada… ! Enfim, tomara que essa idéia não prospere.


Diante do cenário de terra arrasada na cultura do governo que finda, uma gestão mediana no Governo Tarso já seria celebrada por muitos. Mas é verdade que o Rio Grande do Sul tem as pré-condições pertinentes para acolher uma gestão na Cultura que seja capaz de projetar-se nacionalmente por meio de idéias e iniciativas dinâmicas e criativas. Basta atentar para a efervescência cultural que existe no Estado no campo privado, à margem da Secretaria, para evidenciar o descompasso cognitivo, algo esquizofrênico, entre o cenário cultural e a administração pública. Se essas instâncias conseguissem colaborar, se tivéssemos um governo comprometido com a cultura, maravilhas poderiam ser feitas! É esperar para ver.

Fliporto - Olinda, em novembro!!!!

24 de outubro de 2010 1

Gente! Estarei participando de uma mesa na Fliporto em Olinda, com a Camille Paglia e a Marcia Tiburi. A Fliporto acontece entre os dias 12 e 15 de novembro. Veja o release aí:


Plural e inclusiva, Fliporto aporta em Olinda e redesenha seu próprio conceito


Mantendo o pilar da discussão e interpretação de identidades literárias contemporâneas, Fliporto 2010 muda de local e tem como tema central a literatura judaica. A Festa é realizada de 12 a 15 de novembro.


Em 2009 foi a vez de se debruçar sobre a influência Ibérica na identidade brasileira. Já nesta nova década, a Fliporto vai mais longe. A festa literária – que este ano deixa o balneário Porto de Galinhas e migra para a cidade-patrimônio Olinda da humanidade,  espaço ideal para debater as novas configurações identitárias, a própria formação do brasileiro e os grandes dilemas e conflitos contemporâneos. O tema central da festa, literatura e presença judaica no mundo ibero americano, é o principal arcabouço que norteará as mesas temáticas e o evento em si.


Por motivos óbvios Olinda tem por essência o caráter de celeiro cultural, de vitrine para as manifestações artísticas, abrigando em seu calendário eventos significativos, como a Mimo (Mostra Internacional de Música em Olinda), o Cine-PE, o Abril pro Rock e o Olinda Arte em Toda Parte. Agora, abre seu leque para a literatura, preenchendo uma lacuna com um hóspede mais que especial e relevante. Tradição, patrimônio, cultura, efervescência, pluralidade são as afinidades vislumbradas na relação entre Fliporto e Olinda, e inspiram o encontro que promete ser duradouro.


“Este ano vamos para Olinda com a missão ousada de aproximar, ainda mais, as discussões em torno de nossas raízes literárias e consolidar Pernambuco e, mais precisamente o Brasil, enquanto o local para a compreensão dos novos espaços de afirmação e conflitos multiculturais travados em todo o mundo”, afirma o coordenador do evento, o escritor e advogado Antônio Campos.


Membro da Academia Pernambucana de Letras (APL) foi ideia de Antônio Campos a discussão em torno da literatura judaica e a sugestão do escritor homenageado desse ano, Clarice Lispector. “A escolha de Clarice se deve a própria trajetória da escritora, que da Ucrânia veio para o Brasil e sua importância seminal para a construção da literatura brasileira moderna”, afirma ele. Ao lado de Campos quem assina a produção executiva do evento é Eduardo Cortes.


Cinema, artes plásticas, música e tecnologia também encontram amplo debate na Fliporto 2010, através dos demais projetos simultâneos: Cine Fliporto, Fliporto Criança, Fliporto Gastronomia e Fliporto Digital. Hoje, a Fliporto se impõe enquanto um evento dinâmico, que envolve toda a comunidade literária de Pernambuco e dos estados vizinhos, oferecendo uma intensa programação alinhada ao melhor de nossas letras. A Festa sedia ainda a I Feira do Livro de Pernambuco.


PROGRAMAÇÃO – Além da presença de grandes nomes da literatura mundial, como Camille Paglia, uma das mais influentes intelectuais da atualidade, e o escritor sírio Adonis (pseudônimo de Ali Ahmad Esber), sempre cotado ao para o Nobel. A Fliporto traz afora uma magnânima tertúlia, novidades do circuito editorial. Autores reservaram à Festa Literária Internacional de Pernambuco a oportunidade de interagir com o público e divulgar suas obras entre lançamentos exclusivos e seções de autógrafos.


O ficcionista e ensaísta argentino Ricardo Piglia apresenta na Fliporto sua visão do escritor como crítico. Argentino e canadense, residente na França, o cidadão do mundo Alberto Manguel exibe o aguardado Todos os Homens São Mentirosos.  Um dos mais referenciados críticos de cultura digital, Mark Dery apresenta antologia  brasileira de seu trabalho “I Must Not Think Bad Thoughts: Essays on American Empire, Digital Culture, Posthuman Porn, and the Sexual Symbolism of Madonna’s Big Toe”, editado nacionalmente pela Sulina.


Dentro do tema da edição, Literatura e Presença Judaica no Mundo Ibero-americano, grandes nomes apresentam seus títulos de extrema relevância. Eva Schloss, meia irmã de Anne Frank, conta sua biografia como sobrevivente de um campo de concentração nazista, na Polônia, em “A História de Eva” (Record), seu livro inédito.  O norte-americano naturalizado português Richard Zimler lança em primeira mão “Os Anagramas de Varsóvia”. O historiador Ronaldo Vainfas apresenta “Jerusalém Colonial – Os Judeus Portugueses no Brasil Holandês” e Arnaldo Niskier divulga “A sabedoria judaica de A a Z”.


Figuram ainda entre as novidades da Fliporto Clarice na Cabeceira, nova coletânea, dessa vez de crônicas, organizada por Teresa Montero; a graphic novel “Cachalote”, de Daniel Galera e Rafael Coutinho, “A Cidade Ilhada”, de Milton Hatoum; “Traduzindo Hanna”, de Ronaldo Wrobel, e “Deixa Ir Meu Povo”, da pernambucana Luzilá Gonçalves Ferreira.


A sexta edição confirma ainda entre os entre os nobres ‘marinheiros’ Ioram Melcer, Michel Sleiman, Geneton Moraes Neto,  Marcia Tiburi, Raimundo Carrero, Tatiana Salem Levy, Alberto Dines, Teresa Montero e Moacyr Scliar. Entre os especialistas em Clarice Lispector estão os biógrafos Nádia Gotlib e Benjamin Moser, este último responsável por “Clarice,”, lançado em 2009. Além deles há os nomes de François Jullien, Contardo Calligaris, Adriana Armony e Guilherme Fiúza.


Serviço

Fliporto 2010 – Literatura e Presença Judaica no Mundo Ibero-americano

Onde: Praça do Carmo, Olinda

Quando: de 12 a 15 de novembro

Quanto: Passaporte para o congresso literário – R$ 80 e R$ 40 (meia) ou R$ 10 e R$ 5 (meia) para cada conferência. Para as demais atividades a entrada é franca.

Informações: www.fliporto.net

Kathrin Rosenfield no Fato Literário!

24 de outubro de 2010 0

Minha amiga Kathrin Rosenfield foi indicada para concorrer ao Prêmio Fato Literário!




Kathrin Holzermayr Rosenfield nasceu na Áustria e vive em Porto Alegre desde 1985. Ela graduação e mestrado (em literatura e antropologia histórica) em Viena, Salzburg e Paris. Concluiu seu doutorado sob a direção de Jacques Le Goff na École des Hautes Etudes, Paris. Formou-se em psicologia clínica (Sorbonne Paris VII) e psicanálise e começou sua carreira como psicanalista em Porto Alegre (1984-7). Desde 1985 ela leciona na UFRGS nas áreas de literatura e de filosofia. Dirige o núcleo de pesquisa PHILIA-FILIA, que promove atividades interdisciplinares e estabelece vínculos entre pesquisa acadêmica e a sociedade. Nesse âmbito, destacam-se inúmeros colóquios nacionais e internacionais, e eventos artísticos como a encenação de Antígona de Sófocles, e de Hamlet de Shakespeare (com Luciano Alabarse e Lawrence Flores Pereira – entre 2004 e 2007). O evento “O Mal-estar na Cultura”, organizado pela Difusão Cultural da Ufrgs, com curadoria de K. Rosenfield, foi o mais recente desdobramento deste núcleo (2010 – www.malestarnacultura.ufrgs.com) . Kathrin fundou e dirige a revista eletrônica Philia&filia, lançada em 2010 e publica regularmente em revistas nacionais e internacionais. Entre mais de quatorze livros publicados, destacam-se:


- Antigone. Sophocles’ Art – Hölderlin’s insight. The Davies Group, Aurora, Collorado, 2010.


- Desenveredando Rosa, Rio, Topbooks 2006 (ganhou Prêmio Mario de Andrade da Biblioteca nacional)


- Antigone: De Sophocle à Hölderlin, Paris, Galilée 2003


- T.S. Eliot e Ch. Baudelaire. Poesia em Tempo de Prosa (com Lawrence Flores Pereira), São Paulo, Iluminuras, 1996


- Estética, Zahar, Rio de Janeiro, 2006.


- Édipo Rei: História de uma Intriga Palaciana, érealizações, São Paulo, 2011 (no prelo)


- Oedipus Rex. The Story of a Palace Intrigue. The Davies Group, Aurora, Collorado, 2011 (no prelo)


Outros livros (sobre Goethe, Machado, Coetzee e Kleist) estão em preparação.


Para votar no Fato Literário, basta acessar o link Votação Fato LIterário!, ou a partir do dia 29 de outubro no stand da RBS na Feira do Livro.

Luis Augusto Fischer lembrado para a Pasta da Cultura

23 de outubro de 2010 0

Li pelos jornais que o escritor Luis Augusto Fischer estaria cotado para assumir a Secretaria de Cultura do Estado do Rio Grande do Sul. Excelente notícia para a Cultura! Fischer é um intelectual respeitado, profissional dinâmico, cordial no trato pessoal e tem ótimo trânsito nas mais diversas áreas e segmentos. Algo muito raro de se conseguir no eternamente cindido Rio Grande do Sul, Fischer seria praticamente um consenso. Com esta indicação, Tarso Genro prestigiaria a Cultura como ela merece e se colocaria diante da História no estremo oposto de Yeda Crusius, cujo Governo, na maior parte do mandato, avacalhou a área nomeando para a Pasta políticos indigentes completamente avessos e estranhos ao ambiente. Tarso, além disso, romperia com a tradição de seu partido, o PT, de atribuir a pasta da Cultura para burocratas militantes sem maior expressão. Um up grade na gestão cultural do Rio Grande do Sul por si só já faria a diferença, captando a solidariedade da classe artística e da intelectualidade, agentes formadores de opinião – e dos mais diversos matizes. Fico aqui na torcida para um desfecho feliz para a nossa tão judiada Cultura.

Cais da Mauá e estacionamentos subterrâneos

23 de outubro de 2010 0

Vi a descrição do projeto de reformulação do cais do porto de Porto Alegre, publicada na Zero Hora de hoje. Achei espetacular! Parece que finalmente a minoria ranzinza que odeia o desenvolvimento de Porto Alegre será colocada no seu devido lugar, o lugar das minorias ranzinzas, que são ouvidas por educação, mas que não têm bala na agulha para travar as melhorias urbanas em andamento. Está de parabéns o Edemar Tutikian por ter tocado este projeto, enfrentando todos os céticos e administrando as resistências da turma do contra pelo contra como fim em si mesmo. Finalmente Porto Alegre ganha um grande projeto urbanístico a altura da importância da cidade!

Outro que chegou com tudo, sem medo de cara feia, é o Prefeito José Fortunati. Achei excelente que ele tenha desengavetado o projeto dos estacionamentos subterrâneos na área central de Porto Alegre. A cidade estava precisando dessa capacidade de visão e coragem.

Protestos na França

23 de outubro de 2010 0

Bem interessante o artigo do economista francês Guy Sorman, publicado no Wall Street Journal do dia 20. Reproduzo-o abaixo para vocês.

France’s perpetual Revolution ,

The Wall street journal, October 20 , 2010.

By Guy Sorman.

The French have a long tradition of taking to the streets as an irrational answer to economic reforms. In 1848, when a democratically elected government tried to contain monetary inflation, the nascent Socialist Party raised barricades in Paris. Alexis de Tocqueville, then a member of the parliament, wrote in his “Memoires” that the French knew a lot about politics and understood nothing about economics. The current disruption of French cities by strikes and riots illustrates the continuity of this political culture.

The pretext for the current “social movement,” as we call it in French, is a perfectly rational initiative by President Nicolas Sarkozy to raise the legal age of retirement to 62 from 60. It had been lowered to 60 from 65 in 1983 by the socialist Francois Mitterrand. Going up to 62 is thus a modest return to sanity: 62 happens to be the average in the European Union.

The rationale behind this reform — an aging population — can be understood by all the French. Longer life expectancy and slow economic growth offer no other choice to save the public pension funds from bankruptcy. Why then such a violent reaction from the street?

The leftist unions that have started the strikes represent the public sector, a quarter of the active population. For them, any change in the pension-fund regulations is but a first breach in the welfare state. The French left sees how the Scandinavian, German and British governments are cutting spending in the name of sound finance and stronger growth.

The French unions fear that France will follow. Since they represent the public sector, they are not that interested in reviving the market economy. Moreover, the welfare state is perceived by the French left as a historical conquest on the road to socialism, which remains the ultimate goal. Knowing who the unions represent allows us to understand their choice for violence over negotiations: France is not a northern European, pragmatic country.

This does not suffice to explain the support for the strikers by high school students and the mild sympathy from a majority of the French — or at least the passivity of the silent majority. Mr. Sarkozy’s character may explain, in part, the mixed feeling of the French toward the strikes and the riots. The president is a polarizing figure who is generating stronger hostility from the left than his older conservative predecessors did.

What’s more, the French are proud of their Revolution: To replay it, in a less bloody and more theatrical form, is often perceived as a patriotic and cultural duty. It does not help that in the French school curriculum the 1789-1793 Revolution is taught with enthusiasm by leftist teachers. They apparently missed Marx’s line about history repeating itself as tragedy and farce.

For the young, street riots are a sort of generational rite of passage. They replay the Revolution as their parents did in May 1968. The comparison is somewhat irrelevant: May 1968 was a Parisian rebellion of rich kids asking for more personal freedom in a still-authoritarian society dominated by the haughty figure of Gen. Charles de Gaulle. At that time, there was no unemployment, no fear for the future. Also in May 1968, there was no equivalent of the violent mobs we see today. This new kind of gratuitous violence is the regrettable outcome of decades of uncontrolled immigration, a lack of opportunities, and police tolerance for vast lawless suburban zones.

The current violence will subside when the French citizenry gets tired of the theatrics and demands order. In 1968, the de Gaulle government was able to re-establish order when the French could not find any more gasoline at the pump. The same denouement can be expected this time, and nothing will be resolved: The pension age will be raised to 62, but the real battle will take place later.

The debate over how to strike the right balance between the welfare state that Europeans love and a dynamic economy started many years ago in the Scandinavian countries. Denmark, for one, came up with the creative concept of

with the creative concept of “flexisecurity”: The labor market has been deregulated, and dismissed employees are immediately sent to training schools and must accept the first new job offered to them. Less regulation has actually created more jobs. Germany has rekindled the job market by reducing unemployment benefits. The United Kingdom under David Cameron is shifting welfare support from the middle class toward the real poor. In France, Mr. Sarkozy — who was elected on a free-market platform — has in office become enamored with statism, like all his predecessors.

To conclude that France never changes, however, would be slightly mistaken. In spite of a Napoleonic right and a Marxist left, the French economy has become much more market-oriented than it was 20 or 30 years ago. The best and the brightest now want to become entrepreneurs, not top bureaucrats. Such an evolution was not desired by political leaders but instead has been forced on French society through the liberating influence of globalization and the European Union. This confrontation between Mr. Sarkozy and the unions doesn’t mean much compared to those historical trends.

Mr Sorman, a contributing editor at City Journal , is the author of Economics does not lie ( Encounter, New-York)

Sistema castilhista de poder

22 de outubro de 2010 0

Estarei hoje pela manhã, às 10hs45min, palestrando no Memorial do Judiciário, Palácio da Justiça, Praça da Matriz, sem número, Porto Alegre, sobre o sistema castilhista de poder na República Velha.

A protetora das galinhas

20 de outubro de 2010 0

Lamentável. É o que se pode dizer do caso promovido pela Promotora protetora das galinhas que avacalhou, diante do Brasil inteiro, o Ministério Público do Rio Grande do Sul, instituição séria e amplamente prestigiada. Ela ajuizou uma ação penal contra um motorista de caminhão pelo atropelamento de – pasmem! – duas galinhas!!! Sim, galinhas, aquelas aves que estão todos os dias nos pratos de todo o mundo. Ok, coitadas das galinhas que sofreram trágico sinistro. Também estou compungido com o acidente! Mas daí a movimentar a máquina da Justiça?!

Seria até uma coisa engraçada, não fosse pelo fato de que o rapaz precisará perder tempo e gastar suas economias com advogados. E o prejuízo da transportadora, que não conseguiu entregar sua carga em tempo, quem paga? Seria até engraçado, se a ação penal não tivesse um custo para transitar na Justiça, que, em última análise, é pago por todos nós, cidadãos.

Se uma Promotora de Justiça resolve ajuizar uma ação dessas, a primeira coisa que nós, cidadãos, devemos nos perguntar é o que ela faz com o seu tempo. Não seria estranho imaginar-se que ela não tenha muito com o que se ocupar, já que se dedica a tais inquietações. Donde pode se concluir haver promotores demais por aí. Não? Bom, então é preciso perguntar sobre a eficácia do trabalho da Corregedoria-Geral do Ministério Público. Todos sabemos que os Promotores são independentes, mas se uma coisa esdrúxula dessas acontece, é claro que está faltando orientação e, também, por que não, fiscalização.

Mas há algo ainda mais inquietante por trás de tudo isso. A julgar pelas justificativas da Promotora na matéria da Zero Hora de hoje, a lógica que parece ter justificado a ação penal pode estar perigosamente relacionada ao que chamei alguns dias aqui no blog de histeria eco-urbanóide, isto é, o descolamento da realidade de pessoas que passaram a sua vida inteira encerradas em apartamentos e vagando pelo asfalto. Digo perigosamente, porque se trata de uma Promotora da área ambiental. Uma autoridade investida de grande poder para proteger a cidadania e os direitos indisponíveis e que, em meio ao constrangimento geral, dá indicações de ter perdido o contato com a realidade, bem como o senso de prioridade. Pois um agente da Justiça que move céus e montanhas pelo direito das galinhas, nem que para isso tenha de gastar fortunas e colocar em risco os seres-humanos, não pode estar com o seu medidor de prioridades bem calibrado. Sim, porque imagine o risco de uma freada brusca representado por um caminhão com quase 11 metros de comprimento e carregado com 12 mil quilos. Não é o mesmo que frear um Uno Mille. Não sei não, mas talvez estejamos diante de uma ameaça à sociedade. É preciso que alguma providência seja tomada. E este rapaz, desde já, deve sentir-se no direito de pleitear uma indenização ao estado. Afinal, ninguém pode submeter os outros a tamanho absurdo impunemente.

Livros editados nas Missões Jesuíticas

18 de outubro de 2010 0

Fernanda Verissimo está em fase final de sua tese sobre a produção de livros na Missões Jesuíticas. Será defendida na Sorbonne. Pesquisou em várias biblioteca do mundo e já conseguiu acessar oito edições publicadas entre 1700 e 1723. Bem interessante. Vale consultar a entrevista: colunas_conteudo.php?cod=164