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De lupa

08 de dezembro de 2010 1

Gostei da iniciativa do Vereador de Porto Alegre Carlos Todeschini, de obrigar a instalação de lupas em carrinhos de compras e em gôndolas nos supermercados, a fim de que os consumidores possam ler aquelas famigeradas letrinhas pequenas impressas nas embalagens. Eu, por exemplo, sofro com esta dificuldade. Não posso ingerir açúcar e é sempre um problema ler a composição dos alimentos. Para quem não sabe, boa parte das coisas supostamente salgadas, como molhos, massas, pães, bolachas, torradas, etc… leva açúcar! Se eu esqueço os óculos, já não consigo ler.


Pior, entretanto, acontece nos restaurantes – talvez o mais esdrúxulo e radical caso de esquizofrenia comunicativa do qual se tenha notícia. A constrangedora e esmagadora maioria desses estabelecimentos entrega aos seus clientes cardápios impressos com letrinhas miúdas, capazes de serem lidas apenas por pessoas de 20 anos. Acontece que essas pessoas dificilmente frequentam restaurantes e, quando o fazem, raramente pagam a conta, pois costumam então estar em companhia de um adulto que o faz. Então, os restaurantes são instalados para pessoas com mais de 30 anos, mas a sua estratégia de comunicação foca-se nos jovens e adolescentes, únicos capazs de ler sem sofrimento letrinhas miúdas! Esquizofrenia igual não existe!


Eu costumo frequentar restaurantes munido de lanterninhas e de óculos. Pois não bastassem as letrinhas diminutas, a iluminação difusa e serena praticamente inviabiliza a leitura dos cardápios. Lembro-me de ter ido a um restaurante em Washington no qual o menu era equipado com uma lanterninha acoplada no alto. Achei a ideia genial. Enfim, será necessária uma lei municipal para combater a esquizofrenia comunicativa dos nossos restaurantes, algo que deveria ser naturalmente percebido por agências de publicidade, relações públicas e etc.

Comentários (1)

  • fabricio diz: 9 de dezembro de 2010

    interessante a iniciativa!

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