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Quem é quem

26 de fevereiro de 2011 2

Parece mentira, mas é verdade! No momento em que o energúmeno Muamar Kadafi trucida o seu próprio povo na Líbia, chocando o mundo, decadentes ditadores que assombram a nossa sofrida América Latina não se constrangem em serem os únicos a partir em sua defesa. Da Nicarágua, Daniel Ortega, como lembra o ex-chanceler mexicano Jorge Castañeda, declarou animado: “yo me he estado comunicando telefónicamente con Gadafi… lógicamente él está librando nuevamente una gran batalla, ¡cuántas batallas ha tenido que librar Gadafi!… le transmití la solidaridad del pueblo nicaragüense, la solidaridad de los sandinistas nicaragüenses”. Horror!


Já para Fidel Castro, o pior crime que se poderia cometer nesse momento seria os Estados Unidos usarem os eventos da Líbia como desculpa para acicatar a OTAN a invadir o país, cassando-lhe a soberania! Mas que soberania?, perguntaria estupefato qualquer um! A de um ditador sanguinário que massacra impiedosa e covardemente o seu próprio povo? E tomara que alguém resolva efetivamente intervir na Líbia, estancando o banho de sangue que por lá se verifica.


Novamente, como lembra Castañeda com propriedade, ainda que Hugo Chavez, da Venezuela, tenha se mostrado particularmente silente diante dos eventos no mundo árabe, seu chanceler seguiu a mesma linha de Castro, preferindo denunciar uma suposta invasão norte-americana na Líbia a condenar os homicídios e a repressão perpetrados por uma fera monstruosa.


No Brasil, temos pelo menos, no momento, um governo discreto, que se não condena vigorosamente os ataques à liberdade e aos direitos humanos promovidos por torpes ditaduras, pelo menos não as celebra por aí, como aconteceu há bem pouco tempo…

Comentários (2)

  • Luiz Inacio Medeiros diz: 26 de fevereiro de 2011

    Onde anda o ex-presidente, meu homonimo, que não se manifesta sobre uma crise que está mexendo com o mundo há um mes? Fidel que no inicio captou a simpatia de uma geração já está há mais de 50 anos no poder perseguindo dissidentes, enclausurando outros e os defensores de “alguns direitos” parece que se esqueceram dele..

  • Milena Costa diz: 1 de março de 2011

    O supremo princípio dos socialistas latino-americanos é o ódio aos EUA. Se o ditador é amigo dos EUA, abaixo o ditador. Se é contra os EUA, viva o ditador. À exceção de Israel, ameaçado pela Irmandade Muçulmana e afins, ninguém se solidarizou com os ditadores da Tunísia e Egito (nem mesmo os seus amigos americanos, que desta vez puseram seus princípios democráticos acima de outros interesses). Mas os ícones do “progressismo” latino-americano não se constrangem de mostrar simpatia pelo Kadafi!! Que é dez mil vezes mais perverso e truculento que os seus vizinhos depostos. Esses “heróis” da esquerda, além de revelarem a sua falsa moralidade, pondo o interesse político acima dos mais elementares direitos humanos, revelam também o seu atraso e ignorância. Só admiram os trajes de opereta (ridículos no Kadafi como no Fidel) e ignoram que o ditador líbio abandonou a vida de terrorista há tempos e hoje é amigo do Silvio Berlusconi e não deles. Que deixou de matar americanos (atividade que o alçou à glória no mundo paralelo dos neocomunistas) e hoje só mata líbios. Até parece sensato, da parte dos ditadores latino-americanos, sustentar que a soberania nacional garante o direito de matar compatriotas, pois sustentam o seu próprio interesse e arbítrio. Mas então deveriam, por coerência, abster-se de condenar qualquer ditadura.

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