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Posts de junho 2011

Telefones da TAM não atendem passageiros do interior!!

25 de junho de 2011 3

A TAM continua um lixo! Por falta de opções, preciso voar com esta companhia, de vez em quando. Hoje tentei ligar para o 0800 570 5700, pois estou no interior. Queria remarcar uma passagem. Mas uma gravação informa ser necessário ligar para o 4002 5700. Tento e uma outra gravação informa não existir este número. Liguei para o “simpático” “Fale com o Presidente”, para solicitar a remarcação. Disseram que somente o conseguiria por um dos dois telefones mencionados, ou diretamente numa loja da TAM, o que, evidentemente, no meu caso, é impossível, porque estou no interior, onde não há lojas da TAM. A atendente teve a cara de pau de dizer que eu precisaria pedir para alguém em alguma capital ligar para mim ou ir a uma loja por mim e resolver a remarcação. Tipo assim, passageiro da TAM que está no interior é tratado como se fosse lixo! Pedi então que alguém da TAM me ligasse, para que eu conseguisse remarcar a passagem. Isso também é impossível, me informa a atendente. Tudo o que eu consegui fazer foi registrar mais uma inútil reclamação. É assim que o Brasil pretende receber uma Copa do Mundo? É assim que o Brasil pretende se desenvolver? Com esse nível de incompetência e descaso no setor aéreo?

Sobre o sigilo eterno dos documentos diplomáticos

22 de junho de 2011 1

De repente, esse assunto do sigilo dos documentos ultrassecretos no Brasil virou um ba-fa-fá. Em parte por inabilidade do próprio governo, que se enrolou com um avança-e-recua, com declarações precipitadas da Ministra Ideli Salvatti e com ameaças de rebelião da base aliada no Congresso. Embora debate sempre pertinente, o tema ganhou dimensão exagerada.

Em tempos de ocaso da privacidade burguesa e escancaro via wikileaks e que tais, não faz sentido em democracias reais pretender o sigilo eterno de documentos oficiais. Entretanto, creio, têm os países todo direito de entender não ser recomendável certos documentos venham a público fora de contexto. Para isso, existem as classificações e os tempos de reserva. Os critérios que os definem e regulam podem ser técnicos até um certo ponto. Depois, começa a ficar algo nebuloso. Dependendo do documento, 50 anos pode ser muito tempo, ou pouco… Penso que devamos ser contrários ao sigilo em assuntos que tangem a administração pública, por exemplo. Mas, com efeito, há aspectos do interesse nacional que podem merecer reserva mais cuidadosa.

O Itamaraty, em geral, tem se mostrado conservador com relação a certos temas, atinentes, por exemplo, à fixação de limites do País. Penso que na maior parte dos casos há exagero nessa abordagem. Um exagero encarquilhado, que se mantém mais por inércia. É coisa que vem, talvez, do tempo da Proclamação da República, quando muitos políticos brasileiros abraçaram a tese, animada por estrangeiros, de que o Império fora agressivo e expansionista.

Hoje, ainda, vemos o Itamaraty pecando pelo silêncio, quando podia explicar suas posições históricas com segurança e propriedade. É o caso, por exemplo, da fixação de limites com a República do Uruguai, um processo do qual não há nada do que o Brasil deva se envergonhar, pelo contrário, como mostrou recentemente o livro do Ministro Fernando Cacciatore de Garcia. Também o Tau Golin, no exaustivo estudo sobre a fronteira, sublinha que o Brasil não subornou os demarcadores uruguaios, como se chegou a dizer. Enfim, o que esse autores mostram é justamente que o Brasil procedeu dignamente em muitos aspectos tidos por polêmicos.

Vale o mesmo para o Acre. Quando o oportunista Evo Morales disse que o Acre foi trocado por um cavalo, não só cometeu uma leviandade como proclamou uma mentira. O governo do Brasil só abraçou a causa acreana – motivada por uma rebelião autônoma de seringueiros e posseiros (em parte, sim, financiados pelo Governo do Amazonas e liderada, num segundo momento, pelo gaúcho Plácido de Castro) – quando a Bolívia, incapaz de manter a soberania sobre aquele território, entregou-o a uma chartered company norte-americana. Ora, a intervenção do Itamaraty preservou o continente sul-americano de uma inconveniente e ameaçadora intervenção estado-unidense. Isso seria motivo de orgulho para o povo brasileiro, mas é tratado com descaso pelo nosso governo. O próprio Ex-presidente Lula se calou quando o Morales invadiu com o exército instalações da Petrobrás. Assim, o silêncio do Itamaraty toda a vez que alguém levanta essa lebre, é lamentável. Nós, brasileiros, não merecemos que nos inculquem uma má consciência e um recalque que não nos cabem. E por aí vai.

Mas admite-se que alguns documentos exijam de fato retenção mais prolongada – por 60, 100 anos, sei lá… Até, em certos casos, para preservar a autoestima dos nossos próprios vizinhos. Duvidam? Cito um caso, só unzinho. No início da década de 1820, territórios da hoje Bolívia realizaram votações internas e pediram para integrar a nacionalidade brasileira. Em respeito à soberania dos vizinhos e também para evitar criar novas frentes de atritos, o então Imperador Dom Pedro I desautorizou estas movimentações e negou-se a admitir o fatiamento da Bolívia, país que estava em formação. Ora, um país que aspira à condição de potência não pode sair por aí colocando sua política externa e a de seus vizinhos na saia justa, como quem vai às pitangas.

Precisamos entender também que diplomatas não denigrem os opositores. Em caso de derrota, seria aumentar o fracasso. Em caso de vitória, seria diminuí-la. A diplomacia tem o seu tempo, o seu ritmo próprio. Um bom diplomata tem a tradição por trás e a eternidade pela frente.

O tema da necessidade de preservação do sigilo de certos documentos por mais de 50 anos foi recentemente suscitado no Congresso Nacional pelos Senadores Collor e Sarney. São duas figuras que inspiram pouca credibilidade em muitos de nós, é verdade. Um, foi afastado da Presidência por processo de impeachment; o outro, é uma conhecida raposa felpuda, para alguns, uma sarna sobre a epiderme nacional. Recentemente, os dois protagonizaram um constrangedor episódio no Senado em torno das temáticas relativas à memória: quando da inauguração de uma exposição, Sarney, Presidente da Casa, tentou justificar o silêncio sobre, justamente, o impeachment do Collor. A iniciativa é típica de coroneletes que pensam serem capazes de escrever a história de acordo com o seu próprio gosto. Sarney precisou recuar e, parece, colocou-se lá, finalmente, um painel sobre o impeachment.

Os dois, contudo, queiramos ou não, presidiram a República. E são hoje Senadores. De sorte que o argumento não pode ser desprezado a priori. Embora o que venha deles possa naturalmente despertar suspeitas, acho que neste caso a imprensa está errando a mão ao pretender atribuir à motivação dos dois um possível desejo sub-reptício de esconder o próprio passado. A documentação relativa aos governos deles, segundo consta, não está contingenciada. Além do mais, ambos foram exaustivamente investigados, por CPIs, pela mídia, etc. Agora, cabe aos historiadores se debruçarem sobre o período e escrever a história dessa época, o que, aliás, já vem sendo feito por alguns, quer eles queiram, quer não.

Se os documentos que o Collor, o Sarney e o Itamaraty ambicionam preservar precisam de fato ser ocultados, só uma comissão isenta poderia dizê-lo com propriedade. Uma comissão formada por diplomatas, arquivistas, historiadores, parlamentares… Correríamos, é verdade, o risco de estarmos aqui a um passo do ultrassecreto deixar de sê-lo, pois, quanto mais representativa tal comissão, maior a chance de vazamento. Uma boa sinuca de bico, que precisa ser administrada com cuidado.

De qualquer forma, merecemos uma solução melhor do que a hoje em dia existente, que estabelece um sigilo eterno de alguma amplitude sobre a documentação diplomática, estimulando, inclusive, essa impressão de que o Brasil fez coisas impublicáveis com os vizinhos, o que não necessariamente é verdade. Mas também não acho que devamos desguarnecer o interesse nacional, expondo irresponsavelmente nossas estratégias como se o País fosse agora a casa da Mãe Joana. É razoável e possível alcançarmos uma posição intermediária, criteriosa e transparente, que respeite a tradição de nossa diplomacia e atenda às nossas mais dignas aspirações democráticas.

Passando por Natal

22 de junho de 2011 1

Oi pessoal! Passei alguns dias longe do blog. Também não consegui ler os jornais. Mas foi por uma boa causa: estive em Natal!

Natal é decididamente uma das cidades que mais aprecio. É linda, limpa, organizada, tranquila e o povo é amigável e gentil. Tem uma ocupação urbana razoavelmente planejada, sobretudo se a compararmos com outras capitais nordestinas. Em Recife, por causa dos prédios enormes da beira da praia, o sol na areia some depois da uma hora da tarde. É absurdo. Em Fortaleza, a parede de prédios à beira mar bloqueia até a passagem da brisa marinha para o coração da cidade. Sim, gosto de Recife e Fortaleza, mesmo assim. Mas acho que Natal está fazendo melhor escolha nesse sentido, contendo a exploração imobiliária desenfreada.

Por força do trabalho, precisei visitar estabelecimentos hoteleiros na cidade. Fiquei positivamente impressionado com a qualidade de alguns hotéis. Quartos, ambiência e áreas de lazer bem estruturados e decorados. Dessa vez, tive a oportunidade de almoçar no excelente restaurante do Pestana, uma construção rústica à beira mar, onde foi possível saborear uma moqueca dos deuses! E, claro, não podia faltar uma passada pelo sempre excelente Camarões, restaurante que é uma das marcas registradas da cidade.

Na segunda-feira à noite, assisti à posse do Procurador-Geral de Justiça do Rio Grande do Norte, o Promotor Manoel Onofre de Souza Neto, que é pessoa muito querida por lá. A cerimônia foi abrigada no adorável Teatro Alberto Maranhão, uma pequena joia, muito bem preservada. Inaugurado em 1904, a fachada segue elegante estilo belle époque francês, com magnífico piso em ladrilhos belgas e camarotes guarnecidos por rendilhados gradis de ferro. A posse foi muito simpática. Começou com o conjunto de cordas da Escola de Música da Universidade Federal, cujo programa trouxe Villa-Lobos e Grace Jones, e terminou com um coquetel no agradável foyer, embalado pela afinada banda de rock Uskaravelho.

Chamou-me a atenção que o Estado do Rio Grande do Norte é território comandado majoritariamente por mulheres. A governadora é Wilma de Farias. A Prefeita da Capital é Micarla de Souza. A Presidente do Tribunal de Justiça é a Desembargadora Judite Nunes (que, aliás, ascendeu ao Tribunal pelo Quinto). O Colégio de Procuradores de Justiça do RN é composto por maioria de mulheres. Eu nunca antes havia assistido a uma cerimônia oficial com tantas mulheres em posição de comando. Adorei!

Bom, enfim, de volta ao blog, já vou colocando-o em dia. Eu tinha rabiscado no sábado um post sobre o tema do sigilo da documentação diplomática. Vou dar uma revisada e o publico em seguida.

1822, de Laurentino Gomes

19 de junho de 2011 4

Dia desses, precisando de uma leitura em um aeroporto, detive-me nessas vitrines de best-sellers. Estava lá o “1822” do Laurentino Gomes. Achei que seria uma boa distração. E foi.

Há alguns historiadores que torcem o nariz para livros escritos por jornalistas. Não estou entre eles, definitivamente. Há bons e maus livros. Ponto. Há os livros que resultam de extensas e profundas pesquisas e os outros que são obras de divulgação. O livro do Laurentino não tem a pretensão de defender uma tese inovadora. Mas faz bem o que se propõe: conta uma história de forma saborosa e permite ao leitor uma visão de síntese bem costurada sobre um dos momentos mais ricos, complexos e importantes da nossa trajetória nacional.

Gostei da estrutura do livro e acho que ele oferece um bom panorama. Inclusive, articulando bem aquele momento com o que estava em curso no contexto mundial. Agradou-me a forma descomplicada com que o autor vai relacionando os fatos e personagens do passado com os lugares da memória no presente e as narrativas consolidadas pelas tradições inventadas. Inclusive, aprendi alguma coisa, como detalhes sobre a biografia da Marquesa de Santos e a visão sobre a guerra civil portuguesa, que confrontou liberais, chefiados pelo nosso Dom Pedro, e conservadores carolas, liderados por seu irmão, Dom Miguel – é que, confesso, eu nunca tive tempo e oportunidade de me debruçar sobre este período da História de Portugal. Em geral, nas faculdades, Portugal deixa de interessar para os currículos depois que o Brasil se torna independente.  É um erro. A história dos dois Países, assim como da África lusitana, deveria ser estudada de forma mais combinada, mesmo a história recente.

Laurentino acerta a mão em mostrar que os brasileiros foram em grande parte empurrados para a Independência pelos próprios portugueses. Eu sempre tive a convicção de que a revolução do Porto, para os portugueses, foi um incrível tiro no pé – um raro caso de revolução liberal que enfraquece uma nação. Brasil e Portugal tinham tudo para terem ficado juntos no projeto do Reino Unido, de 1815.

Outro mérito do livro está em mostrar que a Independência brasileira, embora encerrasse a sua dimensão de composição e acordo com Portugal, esteve longe de ser pacífica. O número de combatentes envolvidos no conflito foi maior do que aquele presente nas guerras de libertação da América espanhola, sublinha com precisão. Destaque, por exemplo, para a descrição do incrível combate do Jenipapo, no Piauí, tão pouco lembrada entre nós.

Também gostei do tratamento dado à questão da escravidão, uma chaga que funcionou, entretanto, como elemento catalizador para uma elite dividida por múltiplos interesses. Em resumo, um dos motivos pelos quais as elites brasileiras aceitaram a ideia de Império unificado residiu na preocupação em preservar a qualquer custo o modelo escravista.

Como não poderia deixar de ser, numa obra de 350 páginas e com o compromisso de síntese, alguns temas, mais ansilares, não foram contemplados. É o caso, por exemplo, do pedido da Província de Santa Cruz, na hoje Bolívia, para se integrar ao Brasil. Outros temas foram, talvez, algo simplificados, como o caso da Guerra da Cisplatina, tratada de forma resumida, ou do tema da imigração europeia, reduzida à política de branqueamento da população, quando se sabe ter sido mais do que isto: a própria Imperatriz Leopoldina estava empenhada neste processo, pois via a chance de facilitar a emergência de uma cidadania baseada sobre a pequena propriedade rural, num país dividido pela escravidão.

Fica aí, portanto, outra dica de leitura neste fim de semana.

Entrevista comigo na revista Press

18 de junho de 2011 0

Recebi esta semana pelo correio exemplares do número 132 da revista Press, de Porto Alegre, contendo entrevista que concedi em abril. Fiquei muito lisonjeado com o interesse do pessoal a não esperava que dedicassem às minhas respostas um espaço tão generoso. Também me senti honrado por passar a integrar relação de entrevistados da revista, que reúne, nas edições anteriores, jornalistas, intelectuais, escritores e publicitários de nomeada.

Agradei-me da entrevista, cujo perfil foi diferente das que eu até então havia concedido. Normalmente, as pessoas me perguntam sobre um livro que estou lançando, sobre um convidado que estou trazendo ao Brasil para conferenciar ou sobre um projeto pelo qual estou responsável. Ou, ainda, pedem que comente algum tema específico, a partir de uma perspectiva histórica.  Dessa vez as perguntas versaram sobre assuntos diversos, desde hábitos rotineiros, métodos de trabalho, concepções da história até questões próprias da contemporaneidade global. Foi uma experiência bem legal. Uma oportunidade pela qual agradeço.

Lendo-a, identifico agora um ou outro aspecto merecedor, talvez, de alguma consideração. Embora existam pessoas melhor capacitadas para falar de jornalismo, que não é a minha área e sobre o qual posso me manifestar apenas como leigo observador, numa pergunta sobre seus destinos mencionei a reforma gráfica e editorial, conduzida há cerca de um ano, na Folha de São Paulo, assunto já tratado aqui no blog. Continuo achando que o jornal ficou com figurinhas de mais e muito espaço entre as letras. Continuo lamentando a substituição do tradicional Caderno Mais! pelo Ilustríssima. Mas hoje – como, aliás, comentara há alguns dias aqui – já tenho uma impressão melhor. Andei lendo na Ilustríssima boas resenhas e entrevistas, bem como artigos interessantes. Então, suspeito que minha resposta ainda estava tomando por referência os primeiros exemplares do caderno, lançado há cerca de um ano, e não os atuais. Não que alguém vá realmente se importar com a minha opinião a respeito, mas fica aí o registro. Aliás, ando com saudades da Folha de São Paulo e penso até em voltar a assiná-la, já que é difícil encontrar uma banca bem sortida aqui perto.

Trocando um pouco em miúdos a percepção sobre o jornalismo cultural, talvez valesse considerar, em adição, que a injeção de temáticas do cotidiano e da cultura nas páginas dos jornais pelo mundo vem se dando como uma resposta estratégica das editorias à crise do político, isto é, ao crescente desinteresse dos leitores pela política. Mas isto não necessariamente implica em qualificação da crítica cultural. Pelo contrário, diversos intelectuais, como Beatriz Sarlo, Roger Chartier, Camille Paglia e Werner Herzog, dentre outros, observam que a crítica vem perdendo prestígio e consistência, por vários fatores, dentre os quais a própria Internet, onde hoje alguns críticos se alojam em blogs e coletivos.

Nesse contexto, o Brasil parece estar vivendo um fenômeno peculiar: o jornalismo tradicional ainda não sente a crise global do setor com o mesmo impacto, e, pelo contrário, alguns veículos até ampliam tiragem. Mas se a critica cultural também perde espaço, perdem igualmente as temáticas próprias da cultura em geral, que, desprezadas pelos jornais, acabam por ser acolhidas e desenvolvidas por revistas independentes.

Elogiei ensaístas do passado e jornalistas contemporâneos que escrevem sobre história, mas nutro também manifesta admiração por diversos historiadores. Acabo, a propósito, de iniciar a leitura do “O alufá Rufino”, livro de 2010 de João José Reis, Flávio Gomes e Marcos Carvalho. Recomendo! Também estou avançando na leitura do monumental livro sobre o Tribunal da Relação do Rio de Janeiro, de Arno e Maria José Wehling. São dois bons exemplos, dentre muitos outros, dos excelentes historiadores que temos hoje no Brasil. O tema chegou a ser tratado na entrevista, mas os espaços das publicações são limitados e é natural que nem todas as nossas respostas possam ser contempladas.

Gilberto Perin lança "Camisa Brasileira"

18 de junho de 2011 0

O livro de fotos do Gilberto Perin, “Camisa Brasileira”, sobre bastidores do um time de futebol, terá lançamento em julho em São Paulo e Porto Alegre.

São Paulo – Museu do Futebol, no Estádio do Pacaembu, 1º de julho.

Porto Alegre – Livraria Cultura, no Bourbon, 4 de julho.

O livro tem texto de Aldyr Garcia Schlee e de João Gilberto Noll. Conta com 110 fotos. Perin acompanhou durante 4 meses os vestiários do Brasil de Pelotas-RS, na disputa da 2ª divisão do campeonato gaúcho do ano passado. As fotos falam com eloquência da alma brasileira. Imperdível!


Na Brava...

18 de junho de 2011 2

A pesca da Tainha engatou aqui na Praia Brava. Ontem o pessoal puxou as redes com quase 3.500 peixes. Anteontem, a colheita já havia rendido uns 600. Sobre a areia, em meio ao corre-corre que tomava conta do barracão, junto ao morro do canto direito da praia, crescia uma pilha de peixes frescos, ainda se debatendo. Algumas Tainhas eram bem grandes. Dava gosto de ver a felicidade de todos, as pessoas caminhando pela praia segurando duas, três, quatro Tainhas pela cauda. Os barquinhos continuaram na água pelo resto do dia, preenchendo o horizonte.

Entrega da Zero Hora em Florianópolis (ainda não foi) regularizada

18 de junho de 2011 0

Depois de quase um mês de suplício, foi retomada nesta segunda-feira a entrega regular da minha Zero Hora aqui em Florianópolis. Estive bem próximo de cancelar a assinatura. Afinal, parece que eles conseguiram resolver o problema. Estou contente com o desfecho e na torcida para que a qualidade do serviço se mantenha.

Publiquei o texto acima hoje pela manhã quando ainda acreditava que a Zero Hora estava a caminho. Bom, não chegou. Continuam as falhas, segue o descaso. Só me ligam da Zero Hora para confirmar a entrega nos dias em que o jornal efetivamente é entregue. No dia seguinte a uma ligação do tal controle, o jornal já não chega. A turma por lá se faz de salame. A coisa está chata.

Início agitado...

17 de junho de 2011 0

Então, podia ter começado melhor a Ideli Salvatti. Antes mesmo de tomar posse criou constrangimento ao antecipar uma possível recuo do governo no que tange ao delicado caso da manutenção ou não do sigilo eterno de documentos ultrasecretos, em função de pressões dos Senadores Collor e Sarney, segundo divulgou a imprensa.

Ideli ainda tem bala na agulha. Ela e a Gleisi têm muitos cargos de segundo e terceiro escalão para distribuir. Sem mencionar as emendas parlamentares… A costura bem feitinha desse arranjo  acalmaria uma base indócil. Mas se saírem por aí metendo os pés pelas mãos, não será fácil, a começar pela tal base aliada, que depois da fritura do Palocci e do Luiz Sérgio, não anda lá com a imagem em alta junto à Presidente Dilma. Isto é, na hora do vamos ver, não surpreenderia se uns e outros tirassem o corpo fora. No assunto do sigilo dos documentos ultrassecretos, o PT já parece estar rachando… Se o governo se enreda numa questão dessas, imaginem nos assuntos cabeludos que vêm aí pela frente.

Dizem as pesquisas que a imagem da Presidente foi preservada junto a população durante o episódio Palocci. Gostei da análise da Rosane de Oliveira e da Carolina Bahia na Zero Hora: a crise política não chegou a afetar o bolso do eleitor massa. A propósito, uma das grandes revelações do Mensalão, foi a elite formadora de opinião se descobrir bem menos importante do que se imaginava, vivendo, pois, numa bolha, diante da imensidão real do Brasil, com a qual Lula estava conseguindo dialogar afetivamente. Mesmo assim, nunca é bom para um governante ter os formadores de opinião em trincheira oposta e não esqueçamos que a Dilma não tem o mesmo carisma que o Lula.

E quanto ao Ex-presidente estar se imiscuindo no governo, acho que há um pouco de hipocrisia nisso. Lula forjou a candidatura Dilma. É esperado que ele se empenhe para o sucesso do  governo. O problema, contudo, se instala quando ele toma iniciativas à revelia, desautorizando a Presidente, transmitindo uma impressão de que ela pode não passar de uma secretária sua. Se uma imagem assim se criar, o governo poderá ficar refém do fisiologismo e não demorará muito para que o povo sinta as consequências no bolso e no dia-a-dia.

Lady Gaga despenca

17 de junho de 2011 2

O prestigioso site de notícias Druge Report, uma referência no mundo virtual, veiculou nota indicando que a Lady Gaga já não é mais a número dentre as super estrelas pop: as vendas de seu último CD despencaram 85%. Bem, isso depois de ela ter martelado por aí que seria o álbum da década e marco de uma geração. Toma!

De fato, dia desses estava trocando as estações no rádio do carro e um menino de 19 anos a quem eu dava carona, ao ouvir a tal “Judas”, última música da Gaga, lascou: “A Gaga já foi melhor: não vou comprar este último CD”. Achei aquilo sintomático da relação da primeira diva da era digital com o seu público: Gaga é uma copista, sem consistência e criatividade. Jogou-se nos braços do consumo. Ora, o consumo tende a cuspi-la como bagaço, tão logo terminar de mastigá-la. Provavelmente funcionará com ela do mesmo jeito que acontece com estas casas noturnas para adolescentes: o sucesso estrondoso é seguido pelo mais completo abandono, pois logo ali na esquina, abriu uma novidade. E a Gaga de fato vem investindo muita energia em roupas, fantasias e declarações de efeito, quando deveria estar é se dedicando a fazer música de melhor qualidade.