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E o tele-taxi?

08 de julho de 2011 3

O serviço de taxi em Porto Alegre está começando a colapsar. No passado, o problema com a Cidade, maior tele-taxi que se tinha por aqui, eram os mini-carros, com duas portas, sem ar-condicionado e um motor mil totalmente inadequado para o trabalho de praça. Ao se chamar um carro, era preciso ser explícito quanto à qualidade desejada. Parece que superamos essa fase. Agora, contudo, fica-se esperando para ser atendido – “a sua é a quinta ligação da fila”, informa uma voz mecanizada, “e seu tempo de espera é de: 2 minutos”. E lá vai você pendurado ao telefone. Ao ser atendido, vem o tempo de espera para que o taxi chegue. Até há pouco tempo eram 5 minutos, já passou para 10 e agora já pedem mais de 15 minutos. Dizem que é por causa do trânsito. Pode ser. Mas vamos lembrar também que desde que a Cidade trocou o velho rádio pelo novo GPS deixou de ter bases de apoio nos bairros. Pode ter diminuído os custos operacionais, mas contribuiu para aumentar o tempo de espera do passageiro.

Aí tentei o ponto de taxi do bairro. É uma loteria! Chama, chama e não atende, pois os carros não ficam parados no ponto.

Outras companhias também não rendem. Uma tal de Rota, por falta de veículos, tem passado chamadas para o pessoal da Cidade atender. Já a Transtaxi Radiotaxi é o auge da desconsideração! Garantiram-me um carro em 10 minutos. Depois de 25 minutos de espera ligo perguntando pelo carro, a atendente diz com a maior cara de pau: “não conseguimos um carro para o senhor; o senhor continua aguardando?” Claro que não! Perdi o meu compromisso! Gente assim tinha de ser punida de alguma forma. Mas será que a EPTC fiscaliza?

Enfim, é óbvio que não há taxis suficientes em Porto Alegre hoje. A Prefeitura está dormindo no ponto e deixando o cidadão a mercê de um serviço cada vez mais deficiente. É preciso reagir rápido, aumentando significativamente as licenças.

Comentários (3)

  • Alessandro diz: 8 de julho de 2011

    Esses dias eu fui pegar um taxi naquele ponto que fica em frente ao cemitério do Higienópolis, perto do Postão, travessa Meteoro e o taxista (placa IQW8646) se recusou a fazer a corrida alegando que estava tomando café. oito da manhã, eu atrasado para um compromisso e o taxista me diz que não pode me levar pq está tomando café. O pior é que era somente ele no ponto naquele momento, tive que caminhar até achar um outro taxista. Claro que reclamei para a EPTC. Mas o serviço de reclamações é deficitário, pela Internet pede uma série de dados que até tu preencher já desiste de reclamar…deveria ser mais ágil….Esse é o atendimento que será dado ao turista na Copa 2014?

  • Francisco Bendl diz: 11 de julho de 2011

    Dias atrás tivemos a publicação de reportagens na ZH sobre a venda ilegal de placas de táxis.
    Temos uma frota que não aumenta desde 1.973, portanto, uma quantidade de táxis que, em última análise, precisaria ser aumentada substancialmente.
    Mas precisamos analisar algumas questões:
    Da década de setenta para cá, houve a introdução no transporte coletivo das lotações. Elas tomaram um público considerável dos táxis.
    A prefeitura colocou à disposição da população as linhas de ônibus transversais, ligando um bairro ao outro pela Carris, menos gente a usar o táxi.
    O aumento vertiginoso da venda de carros particulares também, óbvio, diminuiu esta população que se via obrigada a andar de táxi.
    Ora, a perda desta clientela seria inversamente proporcional ao aumento que se está pedindo da frota dos “laranjinhas” hoje existente.
    De certa forma, o número de clientes do táxi de 73 para cá não cresceu, justamente pelas ofertas de transporte atualmente.
    Mas este serviço é concedido pela prefeitura, ela quem dá a permissão para ser explorada a prestação de serviço de táxi, que se conclui que existem falhas clamorosas no seu planejamento de atendimento ao consumidor, organização em decorrência que deixa a desejar, uma direção da EPTC cujo objetivo principal é a arrecadação de dinheiro advindas da indústria das multas e uma falta total de controle sobre a forma como procede o atendimento dos permissionários taxistas junto à população da capital.
    Diante deste desleixo, obviamente que os outros serviços que são satélites deste meio de transporte estão comprometidos pelos mesmos problemas que aqueles apresentam, a começar por pessoas absolutamente amadoras no trato com o público e a total falta de sincronia entre o permissionário que instala um rádio no seu carro daquela estação e se o seu táxi reúne as condições que a teletáxi imagina, muito menos considerar que o trânsito caótico da Porto Alegre está a exigir muito mais tempo de locomoção de um veículo que há dois/três anos atrás!
    O professor se queixa dos carros com motor de um litro ou mil cilindradas, que são evidentemente fracos.
    No entanto, o carro que usa o GNV tem a sua vida útil diminuída pela metade. Se um motor abastecido a etanol ou gasolina (flex) dura, em tese, meio milhão de quilômetros sem precisar de retífica, o alimentado a gás não chega à metade desta duração.
    Então, muitos permissionários optam pelos carros de um litro, haja vista que não precisam diminuir a capacidade dos portamalas e seus veículos vão dar menos manurenção e mais durabilidade.
    Outra questão de fundamental importância é a seguinte:
    Os táxis atendem os mais diversos serviços que possamos imaginar. Ele é ambulância, carro de bombeiros, viatura da polícia, transporte escolar, coletivo, particular, transita desde os bairros de classe elevada até as residências mais humildes em vilas sem qualquer infraestrutura, e isto durante 24 horas!
    Ele também serve para transporte de cargas, animais, ranchos, idosos, jovens, meia idade, namorados, gente com pressa, humorados, mal humorados, gente que paga a corrida (praticamente a totalidade das pessoas), usuários que não pagam, que pedem para o motorista esperar e desaparecem, enfim, conduz gente com banho tomado e o mal cheiroso, com sapatos sujos ou limpos, crianças que sujam os bancos comendo ou bebendo durante o trajeto, pessoas que vomitam dentro deles, bêbados que não sabem o caminho de volta às suas casas, brigas entre casais que se esbofeteiam às vezes no interior dos táxis, um festival de situações tão diversas que eu não estou narrando quase nada, afora os doentes que urinam ou evacuam no táxi recém lavado.
    Não preciso comentar os profissionais que já foram mortos estupidamente por criminosos que ceifaram a vida de chefes de famílias ou jovens que ainda despertavam à vida.
    As rádios que mantém convênios com os táxis também possuem as mesmas falhas que este serviço hoje apresenta.
    Eu afirmo categoricamente que o serviço de táxi britânico não daria certo em Porto Alegre, como de resto dos países europeus por uma única razão: não fariam um terço dos que os nossos fazem ou cobrariam uma tarifa dez vezes maior!
    Que o professor tem razão isso é indiscutível, agora, precisa-se apontar os culpados desta balbúrdia que se transformou este serviço de grande importância à população e, naturalmente, não há a necessidade de muita pesquisa, basta concentrarmos nossa atenção na forma como a EPTC trabalha, que só visa a cobrança de multas.
    Não é solução aumentar a frota, mas, penso que um serviço diferenciado, com veículos mais luxuosos, mais potentes, que pudessem transitar pelos corredores dos ônibus (somente esses táxis) para andarem mais rápido, que atendessem somente passageiros clientes de uma ou outra rádio com a devida fiscalização quanto à frota que nelas opera, possivelmente o serviço melhoraria, claro, a tarifa seria diferente, mais cara.
    Eu pergunto:
    Pagaríamos a mais por esta distinção? Estaríamos dispostos a desembolsar mais dinheiro para uma corrida de táxi mais rápida, segura e confortável? Haveria passageiro para esta oferta de serviço de melhor nível?
    Os usuários de táxi que respondam.

  • Guilherme M. diz: 17 de dezembro de 2012

    Sou de Porto Alegre. Eu e a esposa usamos os táxis da nossa cidade com alguma frequência, em média uma vez por semana, para nos deslocar mais rapidamente e com segurança até nossa casa ou até outros destinos. Tenho na minha agenda telefônica pelo menos três números de prestadoras de táxi, além do telefone do ponto mais próximo de casa.
    Conforme eu pesquisei na internet, desde 1998 existe a obrigatoriedade de os táxis de Porto Alegre serem veículos de quatro portas. Depois disso, os de duas portas foram reduzindo sua quantidade aos poucos, até que, há poucas semanas atrás, avistei ainda um táxi Gol G2 de duas portas, placas IGG-xxxx (de 1997, se não me engano). Quanto aos carros “pequenos”, de fato, havia muitos Fuscas, Gols, Unos e Escorts rodando na praça, nos anos 80 e 90. Muitos deles foram substituídos por carros “sedan”, que têm mais espaço no porta-malas, atributo muito valorizado pelos taxistas desde a implementação do GNV nos veículos. Atualmente, a maioria dos carros de praça de Porto Alegre são do modelo Fiat Siena, ocupando quase metade da frota vermelha-alaranjada da capital (fora os brancos do Aeroporto). Depois do Siena e também do novo Grand Siena, os veículos que conquistaram a preferência dos taxistas são o Classic, Prisma, Corsa Sedan, Meriva e Parati (sendo que esses três últimos já saíram de linha).
    Também concordo que em muitas situações, como em dias de chuva, é bem difícil de se conseguir um táxi em Porto Alegre. E já passei, igualmente, pela situação descrita pelo internauta, de só haver um taxista no ponto que eu queria pegar e ele estar fazendo lanche naquele momento. Tudo bem, eles têm direito também, de dar uma “paradinha” para comer algo, ou até para ir a um sanitário fazer suas necessidades, mas o atendimento poderia ser melhor, isso sim.

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