Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros
Capa ZH ZH Blogs Assine agora

Trocar o nome de uma avenida? Mais uma polêmica tola!

13 de dezembro de 2011 3

É tanta a falta de noção que, juro, pensei ser piada! Mas é verdade! Há mesmo um projeto de lei na Câmara de Vereadores de Porto Alegre propondo trocar o nome da Avenida Castelo Branco!

Será que os vereadores não têm mais o que fazer? Tanto gosto assim por polêmicas vazias pode estar traindo carência de conteúdo.

Ora, quem conhece a cidade de Porto Alegre sabe perfeitamente bem que seus habitantes repelem iniciativas que tais. Para a gente, a Praça da Matriz ainda é Praça da Matriz, assim como a Praça da Alfândega, a Rua da Praia, a Rua da Ladeira, a Redenção, o Parque Harmonia… Ninguém gosta dos inconvenientes trazidos pelo rebatismo de logradouros, que vão além do estresse com a troca de endereços e do custo com a substituição de placas e reprogramação visual. É a memória coletiva, do povo, que se acostumou durante décadas com o nome de um lugar, e que então resiste, precisamente por se sentir agredida. Porto Alegre, nesse sentido, é um testemunho da resistência popular à arrogância do influxo das forças políticas do momento e dos batizadores de plantão!

Se fôssemos rebatizar todos os espaços públicos que homenageiam personagens autoritários, iríamos varrer a cidade! Eram homens de seu tempo. Não podemos tirar nenhum deles de seu contexto. Forças políticas se organizaram para homenageá-los, gostemos disso ou não, admiremo-los ou não. Da mesma forma, forças sociais organizam-se para condená-los, gostem seus êmulos ou não. Se nenhuma Corte internacional condenou Getúlio Vargas, Floriano Peixoto ou Julio de Castilhos, é porque já se passou muito tempo e suas vítimas não estão mais vivas para se organizarem politicamente neste sentido.

De resto, por mais ferozes que Floriano, Julio de Castilhos, Getúlio Vargas, Arthur Bernardes ou os presidentes militares tenham sido, comparar qualquer um deles a Hitler, a Stalin ou a Sadam Hussein não passa de uma leviandade sinistra, que desconsidera a história. O autoritarismo tem vários níveis, cabendo o mais alto deles, certamente, aos totalitarismos stalinista e nazista.

E por falar em autoritário, pretender atribuir a pecha de reacionário a quem considera equivocada essa ideia de rebatismo, não poderia ser menos democrático. Não é desqualificando quem discorda que se afirma uma ideia. Não é preciso ser nenhum fã de Castelo Branco para considerar inconveniente e incoerente a proposta de renomear a Avenida.

Acho que faz todo o sentido homenagear a Legalidade. Mas então que se lhe dedique um monumento, se urbanize uma praça ou se construa uma nova avenida. E se acontecesse o que houve com a Redenção/Farroupilha? Não ficaria uma coisa horrível – Castelo Branco/Legalidade? Não! Definitivamente, a Legalidade, pela sua importância, merece uma homenagem completa e respeitosa.

Comentários (3)

  • Francisco Bendl diz: 20 de dezembro de 2011

    Os próprios políticos se encarregam de nos demonstrar as suas inutilidades, suas incompetências, o desperdício de dinheiro que é gasto em manter um poder (o Legisllativo) desconectado à realidade!
    Mudar o nome de uma das mais conhecidas avenidas da nossa capital porque tem como identificação um ex-presidente militar é de uma apavorante idiotice, estupidez, afronta à memória histórica do país e desta cidade!
    A verdade é que essa turma que se autodenomina de esquerda tenta por todos os meios se fazer presente, por mais imbecís que sejam suas proposições.
    Se é assim, então anulemos os nomes de ruas, avenidas e praças que contenham nomes de ex-militares.
    Por exemplo:
    Duque de caxias; General Osório; General Bento Martins; Aparício Borges; Marechal Floriano, e tantos outros.
    Por que o Castelo Branco não pode?
    Uma minoria barulhenta e sem propósito não quer?
    O que pretendem com esta iniciativa?
    Alterar o curso da história brasileira?
    Ora, vão se enxergar!!!
    Vão ser úteis aos eleitores que esperam trabalho, dedicação, criatividade, e não um ridículo revisionismo político absolutamente inócuo.
    Muito mais interessante seriam os movimentos políticos que protestassem contra os regimes totalitários, tais como o comunismo, que tem nas suas costas a responsabilidade de matar mais de CEM MILHÕES de pessoas.
    Talvez para os que desconhecem a história seja glamouroso filiar-se a um partido comunista, uma espécie de sigla que serve para identificar os contrários à democracia, à livre iniciativa, à liberdade de se ir e vir.
    Ou por acaso algum partidário, sectarista ou mesmo simpatizante pode me citar algum país comunista que seja democrático?
    Ou marxista?
    Por favor!
    Vão trabalhar porque vocês já ganham nababescos salários pagos pelos impostos que me extirpam, e parem de testar a paciência de boa parcela da população, incluindo a minha!

  • Eduardo diz: 5 de janeiro de 2012

    Ok, não precisa descontextualizar os ditos “homens de seu tempo”. Aliás, é necessário contextualizá-los melhor. Ao invés de Av. Presidente Catselo Branco, Av.Diatdor Castelo Branco. Ao invés de Cohab Presidente Costa e Silva, Cohab Ditador Costa e Silva.

Envie seu Comentário