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O fim do minizoo na Redenção

20 de dezembro de 2011 6

Li hoje na Zero Hora, com pesar, a notícia sobre a remoção dos bichinhos do minizoo da Redenção. Acho que devemos sim discutir os direitos dos animais e não podemos abrir mão de garantias ao bem estar deles. Mas só vai aprender a respeitá-los e amá-los quem tiver sido exposto ao contato com eles e a uma boa dose de educação. Nesse sentido, o minizoo da Redenção desempenhava um papel estratégico. Eu estou entre as crianças que cresceram magnetizadas por aqueles bichinhos. Durante anos, a grande atração para mim e para minha irmã nos passeios pela Redenção eram os macaquinhos, os pássaros, as tartarugas… A presença deles está absolutamente impressa no meu imaginário e nas minhas lembranças mais carinhosas da cidade de Porto Alegre. Achávamos encantador poder contemplar tão de perto aqueles serezinhos fantásticos que víamos apenas nos livros infantis e na televisão. Sim, o passeio ao Jardim Zoológico de Sapucaia era adorado também. Mas esse era um acontecimento extraordinário, porque demandava um deslocamento importante. Os bichinhos da Redenção, ao contrário, estavam ali, pertinho, povoando o nosso cotidiano, com um apelo, ao mesmo tempo, ao fantástico e ao natural. Se estavam mal acomodados, a Prefeitura não poderia ter investido em instalações melhores? Dizem que estavam expostos ao barulho e à poluição urbanos. Bom, como de resto todos nós estamos, assim como todos os passarinhos silvestres que habitam e voam pelos ares da Capital. Qual será o próximo passo? Remover todos os pardais, sabiás, tico-ticos e bem-te-vis? Ora, façam-nos o favor! Estamos flertando com uma espécie de histeria ecológica cuja principal conseqüência está sendo nos desconectar ainda mais da natureza. Duvida? Assista ao filme “O Homem Urso” do Werner Herzog! É um tapa na cara de quem partilha dessa visão new age da natureza, um choque de realidade, um grito de alerta. Tipo assim, acordem! Achei a remoção do minizoo um golpe contra uma importante tradição da cidade e dos freqüentadores do Parque. Foi um erro da Prefeitura! Uma ação impopular e contraproducente.

Comentários (6)

  • Guilherme diz: 20 de dezembro de 2011

    Gunter,
    Seu blog é repleto de boas ideias, mas penso que nessa você está equivocado. Concordo que a primeira alternativa seria discutir melhorias para o lugar, mas ele teria que ser completamente remodelado para que fornecesse boas condições aos animais.
    Discordo da sua ideia de que um lugar assim possa ter um impacto educacional positivo em quem o visita. Me parece que o minizoo imprime a ideia de que os animais devem ficar aprisionados em qualquer tipo de recinto, mesmo o mais precário, para servirem de atração aos visitantes. Na maioria dos casos, os animais têm o comportamento estereotipado, com movimentos repetitivos típicos de indivíduos muito estressados, e isso ocorre pela soma das más condições do local com o barulho e o mau comportamento dos visitantes, que gritam, alimentam os animais e batem nos recintos para que os bichos “façam algo interessante”.
    Muitas vezes temos que deixar a tradição de lado em nome de algo maior, nesse caso imagino que seja o bem estar dos animais do zoo. O impacto educacional também me parece positivo: remover os animais para um local mais adequado significa que não estamos alheios ao sofrimento deles, significa que consideramos que eles também devem ter uma vida melhor. Isso, na minha opinião, educa muito mais do que uma exposição de animais em precárias condições.

    Um abraço
    Guilherme

  • Raquel Mendes diz: 21 de dezembro de 2011

    Olha Gunter,concordo com o Guilherme!
    Eu fui criada no Bom Fim,ir a Redenção andar de bici e visitar o minizoo era meu passeio diário.
    Até que um dia fui testemunha de uma sena horrive lPresenciei um macaco prego esfomiado puxar uma pomba para dentro do cercado, a despedaçar e come-la viva!!!Fiquei traumatizada vendo aquela pomba se debatendo e gritando!!!
    Aqueles animais não eram bem tratados e frequentemente via seus recintos sujos e com limo.
    Agredito que agora terão uma vida mais digna, em um ambiente mais tranquilo e melhores condições de saúde e manejo!
    Boas Festas!
    Raquel

  • Renato R. G. diz: 22 de dezembro de 2011

    Concordo Guilherme, e acrescentoque o colunista está mal informado. Acho que deveria verificar a informação antes de publicar algo em um veículo tão influente quanto este.

    Nâo há nada de histeria ecológica no ocorrido. A remoção dos animais era também uma questão legal. O minizôo estava fora das normas do IBAMA, o órgão ambiental exigiu da prefeitura que fosse feita uma reforma para atender as exigências legais ou que removesse os animais para um local que estivesse dentro das normas. A prefeitura alegou não ter recursos já que o valor para a reforma era muito alto. Optou então por fazer a remoção. Simples e lógico. Nada histérico.

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