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Posts de abril 2012

IV Congresso de Jornalismo Cultural - revista Cult - São Paulo, 28 a 30 de maio

28 de abril de 2012 3

Alô, pessoal! Já está on-line a programação para o IV Congresso de Jornalismo Cultural, promovido pela revista Cult, de São Paulo, que este ano acontecerá na última semana de maio, no teatro do Tuca. O evento, para cuja curadoria contribuo, já se tornou uma referência no calendário cultural brasileiro. Este ano teremos as presenças, dentre outros do historiador Robert Darnton, do escritor Gonçalo Tavares, do quadrinista Art Spiegelman e do escritor Gay Talese. A programação, como sempre, está imperdível.

Moedas Criativas - Fronteiras do Valor na Economia da Cultura

28 de abril de 2012 0

Achei bacana a programação do evento “Moedas Criativas – Fronteiras do Valor na Economia da Cultura”, que acontece nos dias 29-30 de abril e 1 de maio, no MIS, em São Paulo, no âmbito das atividades agendadas pelo Diversitas da USP. Vale a pena conferir!

Novo número da revista Mouseion, da Unilasalle, está on-line

28 de abril de 2012 0

Para quem se interessa pela discussão sobre memória e patrimônio, posto link para o novo número da revista Mouseion, do Museu e Arquivo HIstórico La Salle. Confere aí.

Bad Thoughts & The Politics Of The Polysyllabic: An Interview With Mark Dery

14 de abril de 2012 1

E por falar em Mark Dery, saiu esta interessante entrevista dele para o blogueiro Sirius, a propósito da edição norte-americana do livro. Confere aí!

Reforma da Lei Rouanet: "teremos um hospício burocrático", diz o produtor Paulo Pélico

14 de abril de 2012 0

Recomendo assistir ao vídeo com entrevista do produtor cultural Paulo Pélico, publicado no site Cultura e Mercado – boa análise sobre o projeto de reforma da Lei Rouanet, que é na prática uma proposta de extingui-la: “teremos um hospício burocrático”, vaticina! Estou de pleno acordo: o projeto do Deputado Pedro Eugênio é um retrocesso brutal!

Mark Dery no blog de Edward Pimenta

14 de abril de 2012 0

Simpática a referência que Edward Pimenta, escritor e editor do Grupo Abril, residente em São Paulo, fez em seu blog ao livro do crítico da cultura Mark Dery, “Não devo pensar em coisas ruins…”, publicado pela Sulina, de Porto Alegre, o qual tive a grata satisfação de prefaciar (para uma palinha do livro, ver o meu prefácio em pdf). Na citação reproduzida por Edward, Mark, especialista em análise da cultura digital, propõe um balanço dos blogs. O livro é ótimo, transitando com inteligência provocativa e muito humor por vestígios do gótico e do grotesco na moderna sociedade de massas. Acho que é das boas coisas que vem se escrevendo sobre a Internet e cibercultura. Fica aí minha dica de leitura para o fim de semana. Vale a pena conferir.

Mike Wallace e Salvador Dali patrocinados pelo cigarro Parliament

14 de abril de 2012 0

No blog do Edward Pimenta, achei esta divertida homenagem ao jornalista Mike Wallace, morto aos 93 anos de idade no último dia 7 de abril. Wallace foi uma das mais importantes e influentes personalidades da mídia norte-americana, celebrizado a frente do programa de entrevistas 60 Minutos. Christopher Plummer representa-o em O Informante, excelente filme de Michael Mann, 1999, que tem também Al Pacino no elenco. A trama é baseada numa história real: Wallace, juntamente com seu produtor, teria convencido um ex-executivo da indústria do tabaco a conceder uma entrevista, em 1994, denunciando as estratégias das empresas do ramo para ampliar o potencial viciante do cigarro. No vídeo aqui postado, os cigarros Parliament, com seu famoso filtro recessivo, patrocinam Wallace e Salvador Dali. Do tempo em que as pessoas fumavam na televisão e o cigarro aliava sua imagem a de celebridades. Trata-se de uma visão impossível de se repetir no mundo atual, dominado pelo politicamente correto e pela progressiva sanitarização.


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Dois historiadores nas origens da identidade brasileira: Varnhagen e Capistrano de Abreu

13 de abril de 2012 3

Francisco Adolpho de Varnhagen (1816-1878), o Visconde de Porto Seguro, filho de uma portuguesa e de um engenheiro militar alemão, é considerado o fundador da história do Brasil, tendo recebido o apelido de Heródoto brasileiro. A sua “História Geral do Brasil” foi publicada entre 1854 e 1857. Antes dele, a exceção do pequeno texto de Martius, o que se tinha eram interpretações sem poder de síntese e que desenhavam um cenário sombrio do Brasil, com relação às possibilidades futuras da colonização portuguesa nos trópicos: destacava-se a degeneração dos costumes, da religião e de moral; denunciava-se a economia frágil, a miséria, a violência, a turbulência social, a criminalidade elevada e a onipresença de enfermidades.

Varnhagen, que viveu quase toda a vida na Europa, ocupando postos na incipiente diplomacia brasileira, introduziu pela primeira vez a preocupação com a documentação. Ligado ao recém-criado Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, sua obra traduz forte influência das ideias de Ranke e da produção historiográfica em curso em Paris. Ele defendeu o Brasil português, com a Coroa e um imperador. Procurou dar sentido à independência de Portugal, conquistada em 1822, mas sublinhou a continuidade cultural, em detrimento da ruptura institucional. Defendeu um Brasil unitário, monarquista e cristão e se opôs firmemente a toda a ameaça de fragmentação do território. Note-se que se tratava de um momento de contestação no Brasil: o ciclo revolucionário iniciado em 1817, em Pernambuco, apenas se concluiu em 1848. Muitas foram neste entremeio as revoltas separatistas. É por isso que Varnhagen preferiu escrever uma história que silenciou sobre os conflitos.

Varnhagen aceitou a ideia de um país mestiço, mas fez o elogio da colonização portuguesa e da raça branca. Considerou os indígenas como bárbaros convenientemente assimilados. Dos africanos, ele quase não falou, pois os considerou uma raça inferior, defendendo a promoção do branqueamento da população. Mas se opôs à escravidão, por considera-la nociva aos foros de civilidade pretendidos pelo Brasil.

Assim, trata-se evidentemente de uma abordagem elitista, conservadora e racista, mas que reconheceu as qualidades da colonização portuguesa e que propôs um futuro ao Brasil. Varnhagem sistematizou o passado e defendeu a viabilidade da nação.

João Capistrano de Abreu (1853-1927) era filho de um médio proprietário rural do interior do Ceará. Um mestiço que cresceu em um ambiente rude e autoritário, em contato direto com o verdadeiro espírito do colonizador. Capistrano revelou-se um verdadeiro milagre, pois se projetou desse cenário árido como um autodidata muito cultivado e com uma inteligência luminosa.

Capistrano chegou ao Rio de Janeiro em 1875, se tornando conhecido em seguida com um elogiado necrológico de Varnhagen. Em 1907, publicou “Capítulos da História Colonial”, no qual se debruça sobre um rigoroso estudo dos documentos. Por meio de uma escritura concisa, precisa e moderna, revela o interesse por uma história íntima, pelas festas, pela família, pelo indivíduo e pela diferença. Substituindo pioneiramente o conceito de raça pelo de cultura, valorizou o povo enquanto sujeito social e objeto de pesquisa. Inquiriu-se sobre suas lutas e sobre seus costumes. Descreveu a mestiçagem, o clima tropical e a natureza. Atribuiu ao povo a condição de sujeito de sua própria história, valorizando o indígena e o africano. Na esteira do que fora sugerido por Martius, apresentou o brasileiro como um personagem novo surgido na história universal. Se Varhagem foi conhecido como o Heródoto brasileiro, Capistrano ganhou o apelido de Heródoto do povo.

Capistrano descreveu a violência e a brutalidade do meio social brasileiro, mas sublinhou também as lutas emancipacionistas e a especificidade da cultura. É um historiador das transformações e das mudanças, fazendo recair a ênfase de sua narrativa sobre a descontinuidade entre passado e futuro e a busca pela compreensão da verdadeira independência da nação.

O colapso do serviço de taxis em Porto Alegre

10 de abril de 2012 4

Desde que fui morar em Florianópolis, tornei-me usuário bem mais frequente do serviço de transporte público em Porto Alegre. Afinal, chegando à Capital de avião ou de ônibus, a locomoção na zona urbana depende de outros meios, que não o veículo particular. Lembro-me da época de estudante, nos anos 1980 e 1990, quando eu costumava usar mais o transporte público. Os ônibus eram velhos, viviam lotados, às vezes sujos, a malha de linhas era precária e o atendimento dos funcionários ruim. Isso tudo mudou muito! Hoje, a cidade conta com uma frota renovada e uma malha bastante eficiente. Andar de ônibus ou de lotação é quase sempre uma experiência confortável.

Em compensação, desorganizou-se incrivelmente o serviço de taxis. Todo mundo reclama! Há dois anos venho denunciando esta barbaridade aqui pelo blog. De uns tempos para cá, o tema ganhou as manchetes dos jornais. Mas a Prefeitura, nada faz!

São poucas as cooperativas e companhias de teletaxi atuando na cidade. Em horários de pico e em dias de chuva, é impossível conseguir ser atendido ao telefone. As atendentes simplesmente tiram o telefone do gancho! Faltam veículos nos pontos de taxi. Em alguns, estabelecem-se filas monumentais. Reconheço que seja difícil de atender um fluxo ímpar como o do retorno do feriadão de Páscoa na rodoviária. Mas o problema do ponto de aeroporto Salgado Filho existe há anos e acontece em qualquer dia. E ninguém faz nada!

Certa vez, depois de perder cerca de meia hora esperando um táxi no aeroporto – e olha que era um dia normal, nada de feriadão – liguei para a EPTC para reclamar. Disseram-se que não tinham nada a ver com isso, que a fiscalização do funcionamento do ponto cabia à cooperativa. Vejam, cidadãos de Porto Alegre, a que situação absurda estamos condenados! O próprio prestador do serviço se autofiscaliza.

No ano passado, uma fratura obrigou-me a depender por um mês de muletas, de bengala e, logicamente, dos taxis. Foi um pesadelo! Quando se tem alguma dificuldade de locomoção, quando se está carregado de malas, o serviço de taxi não é um luxo, mas um gênero de primeira necessidade! Uma cidade que não consegue organizar este serviço convenientemente desrespeita o cidadão.

Um aspecto positivo no serviço de taxis em Porto Alegre é que a maior parte dos motoristas é composta de gente educada, honestíssima e respeitadora das leis de trânsito. Sou fã dos nossos taxistas. Não acreditam em mim? Experimente usar regularmente os taxis em cidades como Florianópolis, Rio de Janeiro ou – a pior de todas! – Buenos Aires! No Rio, a coisa já melhorou muito. Mas ainda há risco de se tomar um veículo imundo ou ilegal. Em Florianópolis, a regra dos taxistas é dirigir muito acima do limite de velocidade, falando ao celular, tagarelando baboseiras com os coitados dos passageiros. Depender de taxi comum em Florianópolis é uma praga! Em Buenos Aires, então, a todos estes problemas, soma-se razoável quantidade de motoristas sem vergonhas, que tentam roubar os passageiros. Se você for a Buenos Aires, não confie nos taxistas!

Diz a EPTC que não adianta conceder licenças extras tendo em vista eventos pontuais, como a Copa do Mundo. Estou de acordo. Mas já faz muito tempo que o dia-a-dia do usuário do serviço virou um inferno!

É evidente que faltam licenças em Porto Alegre! A Zero Hora já denunciou aquilo que todos sabiam, por ouvir dizer e por dedução lógica: que há um comércio paralelo e ilegal de licenças na cidade! Todos sabem que a concessão de licenças está congelada desde 1973. De lá para cá, muita coisa mudou. Se a população pode ter aumentado relativamente pouco, há um fluxo muito maior de pessoas de fora pela cidade, como aquelas ligadas ao turismo de eventos ou de negócios, por exemplo. O interior do Estado cresceu e as pessoas viajam mais. Dependem da rodoviária, do aeroporto e dos hospitais da Capital, por exemplo. E, além disso, imaginem o impacto numa cidade como Porto Alegre da enorme ascensão social que animou o Brasil nos últimos dez anos! É claro que as pessoas estão com mais dinheiro no bolso e mais dispostas a usar serviços como o de taxi!

Só ampliar significativamente as licenças resolveria tudo? Provavelmente não, embora resida aí o X da questão. Também seria preciso obras de engenharia em pontos mais tumultuados, como o da rodoviária e do aeroporto e, sobretudo, uma fiscalização com mais aferro e mais transparência sobre o serviço das cooperativas. A população tem o direito de exigir que as cooperativas sejam multadas quando tiram o telefone do gancho. E se não o são, alguém tem de explicar porque estamos reféns dessa barbaridade! É vácuo de atribuição? Incompetência? Falta de estrutura? Alguma maracutaia? Sei lá, mas a resposta tem de ser dada!

Se o Prefeito não enxerga isso tudo é porque está cego! Eu estou entre os mais de 70% de porto-alegrenses que aprova a gestão do Prefeito José Fortunati. Penso que é o melhor Prefeito que a cidade tem em muitos anos! Mas não é possível tapar o sol com a peneira nesse caso. A reação dele ao problema tem sido lenta e insatisfatória. Se a EPTC está mostrando incompetência para gerir o problema, o que já está mais do que notório para os usuários do serviço, deveria um Prefeito dinâmico chamar esta gente à responsabilidade e intervir no processo. É a imagem dele que está em risco aqui. E Fortunati é candidato à reeleição.

Não tem cabimento estarmos há anos discutindo este tema. O assunto já encheu o saco! Está na hora de ações objetivas e concretas. Chega de nhém nhém nhém!

Pina, de Wim Wenders

08 de abril de 2012 0

“Dancem, dancem: de outra forma estaremos perdidos”. Com este apelo, meio repto, meio lamento, testemunho gravado da legendária dançarina e coreógrafa alemã, conclui-se o magnífico documentário Pina, de Wim Wenders, um dos mais importantes cineastas da atualidade. Quem é Pina Bausch? Ela misturou dança e teatro, criando uma nova linguagem. Usou o corpo como discurso, para expressar, mediante movimentos minimalistas, gestos desconstruídos, repetitivos, a essência profunda e imediata de sentimentos, de elegias e tensões. Usou o corpo como tinta e pincel, para desenhar exuberantes quadros em movimento. Pina é teatro, é dança, é poesia, é escultura, é pintura… Ela está sem dúvida no rol dos mais influentes e importantes artistas do século XX.

Quem espera de Wim Wenders um documentário formal, que conta uma historinha a partir de um narrador central, vai se surpreender. Pina é um filme a um tempo impressionista, a um tempo expressionista. É a impressão de um artista, cuja base é o expressionismo, captada por outro. Wenders dialoga com o método e a estética da artista, usando a linguagem fílmica. É próprio do seu acento pessoal a capacidade de captar a essência identitária de cada local, de cada paisagem. E, partindo da dança de Pina, isso ele faz magistralmente, seja filmando num palco, seja reproduzindo o making off e os ensaios de uma peça, seja transportando a coreografia de Pina Bausch para ambientes insólitos, como uma pedreira abandonada, um riacho, o interior de um trem urbano, ou uma avenida no coração de uma cidade. Se Pina trazia elementos como a terra, a água, a pedra para o palco, Wim leva suas coreografias para o ambiente urbano e para a natureza, com forte acento modernista. As tomadas foram todas feitas na cidade de Wuppertal e arredores, onde fica a sede da companhia de Pina Bausch, o Tanztheater Wuppertal.

O documentário parece não ter início, nem meio, nem fim. É uma seqüência de extratos de algumas das peças mais conhecidas de Pina, fragmentos de ensaios, coreografias. A técnica do 3D enfatiza a dramatização de cada passo, transportando o espectador para o assento de uma platéia em um teatro, ou mesmo para o coração da cena. A costura entre um fragmento e outro se dá por depoimentos pungentes dos dançarinos do Tanztheater. Coletados na língua mãe de cada um, ajudam a acessar uma exegese para o método de Pina, profundamente subjetivo, delicadamente técnico, construído colaborativamente, em permanente interação com cada um dos membros da companhia. Não há no documentário uma narrativa sobre a vida de Pina, que nasceu em 1940, estudou na Julliard de Nova Iorque e morreu em 2009, vítima de um câncer avassalador, provavelmente ligado a anos de um tabagismo pesado.

Wenders começou a conceber o documentário, com a colaboração da própria Pina, quando ela ainda estava viva. Sua morte inesperada quase implicou no cancelamento da produção, mantida apenas graças à mobilização dos membros do Tanztheater, o que faz deles não apenas personagens e depoentes no documentário, mas também co-artífices do trabalho. Para uma artista colaborativa como Pina, a fórmula revelou-se mais do que pertinente. A pulsão melancólica fica por conta da sobreposição de áudio das entrevistas com a imagem dos depoentes olhando para a câmara, sem falar. Essa aparente desconexão dialoga em sintonia com o espírito pictórico do documentário, contornando o tom jornalístico que as entrevistas gravadas normalmente têm.

O filme começa com a versão de Pina para “Le sacre du Printemps”, balé seminal de Igor Stravinsky. Com uma estrutura rítmica complexa, recheada de timbres e dissonâncias, esta obra prima condensa a primavera da música e da dança modernas, tendo sido coreografada pela primeira vez por Nijinsky. O extrato final é da peça Vollmond (lua cheia). São magníficas as imagens feitas do palco inundado de água, em uma piscina preta, tendo uma enorme pedra ao centro. O contraste foi bem dimensionado para revelar o profundo investimento de Pina na beleza e na ferocidade da natureza, como na capacidade ilimitada do corpo humano para a expressão. Vollmond foi a última criação de Pina.

Em uma de suas sínteses que ecoam, Pina disse não estar interessada em como as pessoas se movimentam, mas naquilo que faz com que se movam. O que lhe serve então por inspiração é extraordinariamente próximo a cada um de nós. Um universalismo em interface com cada indivíduo. A alma e a identidade de cada dançarino impregnam os passos e conformam os movimentos com feições únicas. De cada dançarino ela extrai uma forma específica. Assim, adolescentes e idosos partilham o palco com profissionais cheios de vitalidade técnica. Porque a técnica não se impõe ao corpo, mas brota a partir da alma, ajustando-se ao corpo, ampliando sua capacidade de expressão.

O filme de Wenders é um tributo a essas pessoas que se expressam pelo corpo, uma imersão pungente na estética e no método de Pina. É imperdível!