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Simpósio sobre o Centenário do Contestado - Florianópolis - 29 de maio a 1º de junho de 2012

23 de maio de 2012 0

A Universidade Federal de Santa Catarina está promovendo um simpósio sobre a Guerra do Contestado, com uma ótima programação. Para quem se interessa pelo tema e pode estar em Florianópolis no final de maio, fica aí a dica.

Terça-feira, dia 29 de maio de 2012

8:00 às 12h e das 14 às 18h

Auditório da Reitoria da UFSC


Inscrições de ouvintes e Credenciamento de participantes

9:00h Cerimônia de abertura

Auditório da Reitoria da UFSC


9:40 às 11:50h

Conferência I

Abertura:

Prof. Dr. Alexandre Karsburg (UFRJ) O EREMITA DO NOVO MUNDO.  A odisseia de um monge peregrino na América Católica do século XIX.

11:50 às 14h

Intervalo

14:00h às 15:50h

Auditório da Reitoria da UFSC

Mesa 1:

Território, povoamento e conflitos.

Dr. Paulo Afonso Zarth (UNIJUÍ) e Dr. Marcio Antônio Both da Silva (UFFS/Unioeste). Religiosidade popular, autoridade constituída e conflitos no sul do Brasil (1860-1930).

Dr. Milton Cleber Pereira Amador (UNC). Colonização de Concórdia e a expulsão dos caboclos.

16:00h às 17:50h

Auditório da Reitoria da UFSC


Mesa 2:

Economia e sociedade

Dr. Nazareno Campos (UFSC)e Dr. Pablo Martin Bender (UNL- Argentina) Região do Contestado e Noroeste Santafesino no inicio do século XX: grandes capitais transformando a realidade socioeconômica e ambiental.

Ms. Alexandre Assis Tomporoski. (UFSC).Do antes ao depois: a influência da Lumber Company para a deflagração do movimento sertanejo do Contestado e seu impacto sobre a região fronteiriça entre Paraná e Santa Catarina. Três Barras, 1911-1960.

Dr. Antonio Marcos Myskiw (UFFS). A Colônia Bom Retiro (Pato Branco/PR) e sua relação com o êxodo camponês da região do Contestado.

17:50 – 19:00h

Intervalo

19:00 às 21:50h

Auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas – CFH

Conferência II

Dra. Márcia Janete Espig (UFPEL).  Uma ferrovia estratégica? A atuação da Estrada de Ferro São Paulo – Rio Grande durante a Guerra do Contestado.



Quarta-feira, dia 30 de maio de 2012

8:30  às 10:50h

Auditório da Reitoria da UFSC

Mesa 3  Campesinato e Colonização

Dr. Paulo Pinheiro Machado (UFSC). Terras e colonização no planalto e a questão do Contestado.

Dr. Flavio Braune Wiik (UEL). O Contestado e seu impacto sobre modos e regimes de relação Homem-Natureza entre os Kaingang da Terra Indígena Xapecó – SC.


Dr. José Carlos Radin e Dr. Delmir José Valentini (UFFS) O Contestado e a expansão da colonização.

Ms. Soeli Regina Lima (UNESPAR). Capital transnacional na região do Contestado: um estudo de caso da Southem Brazil Lumber and Colonization Company.

11:00 às 11:50h

Auditório da Reitoria da UFSC

Conferência III


Dr. César Hamilton Brito de Góes (UNISC). Nos caminhos do Santo Monge: religião, sociabilidade e lutas sociais no sul do Brasil.


11:50 às 14h

Intervalo

14:00 às 15:50h

Auditório da Reitoria da UFSC

Mesa 4


Saúde e profetismo popular

Dra. Nikelen Acosta Witter  (UNIFRA). O Poder social da cura: uma análise cultural.

Prof. Rui Bragado Sousa (UEM). Entre o céu e a terra: messianismo e materialismo no conflito do Contestado (1912-1916).


16:00 às 17:50h

Auditório da Reitoria da UFSC

Mesa 5

Historiografia do Contestado

Dr. Claiton Marcio da Silva (UFFS). “Uma Guerra Desconhecida”(?): disputas simbólicas, ressigni-ficações sobre a memória do Contestado (1970-2011).


Dra. Ivone Gallo  (Unicamp). Os Contestados: suas histórias, suas fontes e suas ficções.

17:50 às 19:00h

Intervalo

19:00h  Saguão do Bloco de aulas do CFH.

Lançamento de livros dos participantes do Simpósio

20:00 às 21:50h

Conferência  IV

Auditório do CFH.


Dra. Jacqueline Hermann (UFRJ). Messianismo e Sebastianismo no Brasil e no Contestado.





Quinta-feira, dia 31 de maio de 2012

9:00 às 11:50h

Mesa 6

Imaginação, santificação e cultura popular

Dra. Susan Aparecida de Oliveira (UFSC) Tramas entre memórias e imaginário colonial: as vidas de santos e os relatos sobre os monges do Contestado.


Prof. Celso Viana Bezerra de Menezes (UEL) Rituais de Devoção: Dádivas no Messianismo do Contestado.

Ms. Henrique Aniceto Kujawa  (UNO-CHAPECÓ).  Representações e Resignificações do Monge João Maria na construção do Movimento dos Monges Barbudos.


11:50 às 14:00h

Intervalo

14:00 as 15:50h

Mesa 7

Religiosidade e representação

Prof. Fernando Tokarski (UnC). A ermida de São João Maria e a invenção de Santa Emídia.

Dra. Tânia Welter (UFFS).Discursos e interpretações contemporâneos em torno do Profeta São João Maria.


16:00 às 17:50h

Mesa 8

Fontes especiais: O Contestado na arte e na arqueologia

Dr. Delmir José Valentini (UFFS) e Prof. Gerson Witte (IFSC) Hassis e o Contestado – Terras Contestadas.

Dra. Rita Inês Petrykowski Peixe (UNIVILLE e UNOESC) A crônica visual (re)constrói um conflito?


Ms. Jaisson Teixeira Lino (UFFS). Monges sacralizando a paisagem: grutas, fontes d’água e outras formações naturais no viés da arqueologia do sagrado.

17:50 às 19:00h

Intervalo

19:00 às 21:50h

Auditório do CFH

Conferência V

Profa. Dra. Márcia Maria M. Motta (UFF) Terras: ocupação e conflito no início da República.






Sexta-feira, dia 1º  de junho de 2012

9:00 às 11:50h

Auditório da Reitoria da UFSC

Mesa 9

Guerra e História

Ms. Alexandre dos Santos e Dra. Noeli Weschenfelder (UNIJUÍ) A Guerra do Contestado no cinema e no ensino de História através da obra A Guerra dos Pelados.


Dr. Geraldo Antônio da Rosa (UNIPLAC) Panorama da Educação na Região do Contestado após cem anos da Guerra do Contestado.

Ms. Cláudio Calaza (UNIFA) Aviões no Contestado: descortinando um emprego inédito.

Ms. Juçara Nair Wolff (PUC-RS). Colônia Militar de Chapecó: economia de bens, pessoas e leis. 1882-1909.


11:50 às 14h

Intervalo

14:00 às 16h

Auditório da Reitoria

Conferência de Encerramento

Dr. Rogério Rosa Rodrigues (UDESC). A guerra, a memória, a história: os historiadores de farda e a escrita da história do Contestado


Promoção:

Programa de Pós-Graduação em História – Universidade Federal de Santa Catarina

Centro de Filosofia e Ciências Humanas

PET-História - UFSC

Universidade Federal da Fronteira Sul

Programa de Pós-Graduação em História – Universidade Federal de Pelotas

CAPES

Memorial do Ministério Público de Santa Catarina


Informações:

centenariocontestado@gmail.com e   http://simpsiocentenriocontestado1912-2012.blogspot.com.br/

Inscrições de ouvintes:

Na antessala do auditório da Reitoria da UFSC, a partir das 8h do dia 29 de maio.

Chamada para trabalhos (até 31 de maio) - Simpósio Internacional de História Pública - USP

13 de maio de 2012 0

Achei bem interessante a proposta desse evento na USP. O encontro pretende discutir múltiplas faces da relação entre o ofício do historiador e o espaço público, para além das fronteiras acadêmicas convencionais. Já não era sem tempo desse tema ser encampado pelo debate acadêmico no Brasil! Veja aí.


CHAMADA PARA TRABALHOS
Chamada para trabalhos com conteúdo histórico em múltiplos formatos
Até 31 de maio de 2012
• Comunicação oral • Pôster • Vídeo documentário
• CD-Rom • Blog • Podcast • Documentário sonoro
• Conversas sobre livros • Site • Rede social
• Apresentação artística • Painéis coletivos
• Relato de experiência • Artigo jornalístico
• Fotografia • Ficção histórica • Portal ATIVIDADES PROGRAMADAS
Sessão plenária
• História pública no século XXI
com Michael Frisch (University at Buffalo, The State University of New York)
Mesas redondas • Qual o papel do intelectual público?
• Qual o papel da história diante da demanda pública por memória?
• Como a informática tem transformado o ofício do historiador?
• Quanto de história há na literatura histórica?
• O que o mercado editorial espera da história?
• A história em revista: Publicação ou divulgação?
• Arquivos e museus são lugares da memória pública?
• Quanto de história pública há na educação histórica?
• História em imagens: Visualidade é credibilidade?
Painéis • Memórias em movimento: Audiovisual e a escrita da história pública
• Perspectivas internacionais sobre a história pública Oficinas • Elaboração de projetos culturais
• Narrativa em novas mídias
• Introdução ao roteiro de documentário
• Narrativas fotográficas
• Documentário radiofônico
• História oral e história pública
• História digital e mídias sociais
• Direitos autorais para história pública e outras atividades REALIZAÇÃO

Núcleo de Estudos em História da Cultura Intelectual (NEHCI-USP)
Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas
Universidade de São Paulo
historiaintelectualusp@gmail.com

INFORMAÇÕES E INSCRIÇÕES

Gilberto Freyre e o elogio da mestiçagem

12 de maio de 2012 3

Gilberto de Mello Freyre (1900-1987) nasceu em uma família da elite patriarcal do Estado de Pernambuco, tradicional zona de colonização portuguesa e de cultura de cana de açúcar. Em 1922, publicou dissertação na Hispanic American Historical Rewiew, conquistando o grau de Master in Arts. Na Columbia University, foi orientado por Franz Boas, sua referência intelectual mais explícita. Sua obra é vasta e multipremiada.

Por meio de seu poderoso livro de estreia, “Casa Grande e Senzala”, publicado em 1933, propôs formulações intuitivas no modo de fazer ciência, aproximando-a da literatura e diluindo a distância entre o conhecimento erudito e o cotidiano. Acolheu uma proposta radicalmente interdisciplinar. Segundo o historiador Peter Burke, mostrou-se como uma verdadeira esponja intelectual, absorvendo o que lhe parecia pertinente de outras disciplinas, sem estabelecer hierarquias entre elas. Para Freyre a Sociologia é a mais dependente de todas as ciências e absolutamente indissociável da História.

Freyre elegeu o cotidiano como seu objeto de estudo. Sua narrativa pulsa em torno dos rituais do dia-a-dia, da música, da dança, dos costumes, tempera-se pela libido, os sabores, as falas. A natureza assoma com protagonismo no seu sistema teórico. Há uma efusão de sexualidade que permeia seu texto. A todo o instante, propõe conexões palpitantes, desconcertantes, tais como perceber a sensualidade contida num pequeno doce elaborado por receitas secretas de conventos; identificar o caráter sadomasoquista na relação senhor e escravo e derivar daí uma compreensão do sistema político patriarcal; ou, ainda, a correlação entre vida na floresta, guerra de guerrilha e de movimento (como a bramida contra os invasores holandeses no século XVII) e a ginga do futebol-arte, cujo apogeu foi encarnado por Garrincha e Pelé.

Nesse sentido, o conhecimento oportunizado pelas bibliotecas e arquivos estaria no mesmo plano, por exemplo, das receitas culinárias. Colocou-se na contramão do pessimismo reinante nas Ciências Sociais de sua época no que tange às interpretações sobre o Brasil, mostrando-se por vezes desbragadamente otimista.

Freyre absorveu as lições da École des Annalles, que modernizou a História no início do século XX, operando com múltiplas temporalidades, como fizera Ferdinand Braudel. Para Freyre, é diferente o ritmo das transformações da política, das mentalidades, dos costumes, da geografia. Para Gilberto Freyre, assim como para Câmara Cascudo e Mário de Andrade, a identidade nacional brasileira está fortemente marcada pela cultura popular. Para ele, contudo, a questão da cultura regional adquire centralidade.

Mas deve muito também aos que o precederam. O etnólogo bávaro Carlos Frederico Felippe von Martius, no artigo seminal “De como se deve escrever a história do Brasil”, publicado em 1845 na revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, já havia destacado a importância de se perceber a contribuição do negro e do índio, juntamente com o branco, para a formação da brasilidade, adubada por uma síntese única. Francisco Adolpho de Varnhagen, em meados dos anos 1850, propôs o elogio à colonização portuguesa, argumento central na legitimação dos albores do estado nacional independente e quando o mundo espasmava-se sob o tacão da arrogância eurocentrista. João Capistrano de Abreu, em 1902, matizou o conceito de cultura, em detrimento do de raça, bem como cerziu uma história íntima e familiar, valorizando o popular como sujeito social e objeto de pesquisa. Já o Manifesto Antropofágico, de 1928, dos poetas Oswald e Mário de Andrade, foi uma articulada profissão de fé em favor da hibridação aplicada à cultura – que funcionou com uma espécie de certidão de nascimento da modernidade brasileira. E, certamente, não se pode olvidar o magnífico Padre Antônio Vieira, jesuíta do século XVII que arrostou interesses inconfessáveis em defesa da tolerância, elevando sua voz erudita em favor dos índios e judeus no Brasil.

Com sua linguagem coloquial, colada ao cotidiano e avessa a termos técnicos próprios do universo acadêmico formal, o ensaísta Gilberto Freyre chegou a propor uma nova disciplina científica, a tropicologia, que se dedicaria a estudar, por meio de conceitos próprios, as civilizações tropicais. Muito de sua análise é valorativa e sentimental e nem sempre empiricamente comprovável, pois seu método é flagrantemente intuitivo e sensorial, desdobrando-se em metáforas poderosas e poéticas, tais como “a reação vegetal do índio ao homem branco”. De um modo geral, entretanto, visualizou uma preponderância dos fatores culturais sobre o político e o econômico, embasando conceito de identidade em constantes psicossociais a determinarem o desenvolvimento econômico e político.

O conceito de raça revelou-se ansilar em seu método, pois abraçou a apologia da mestiçagem, da qual deriva muito do seu otimismo. Assim como para Martius, o Brasil estaria numa condição vantajosa, vez que fora pioneiro no desenvolvimento de uma meta-raça. Freyre propõe uma história da sociedade, com ênfase nos destinos da família patriarcal, cuja inevitável decadência confere ao seu trabalho certo ar melancólico. O estado, assim, não lhe importa, não lhe interessa, fazendo-se manifestamente ausente em toda a sua vasta obra.

Promovendo o elogio da mestiçagem, da colonização portuguesa e do patriarcalismo, Freyre celebra certa tradição democrática brasileira e idealiza a unidade nacional. Focado na cultura regional nordestina, Freyre, além disso, pareceu não reconhecer grande importância cultural nos estados do sul. Dos gaúchos, chegou a dizer que tinham mais a ver com o “caráter espanhol” do que os luso-brasileiros.

A aceitação de sua obra experimentou declínio, sobretudo a partir dos anos 1960. Contribuíram para isso as posições políticas à direita que assumiu, tais como sua militância na UDN (partido ideologicamente orientado para o liberalismo e avesso ao trabalhismo dos anos 1940), o apoio ao golpe militar de 1964 e a defesa do extemporâneo colonialismo português na África. Foi duramente criticado por ter contribuído para o mito da democracia racial brasileira. Nos anos 1970, impactada pela chamada escola sociológica de São Paulo – na qual pontificavam, dentre outros, Fernando Henrique Cardoso, futuro Presidente do Brasil –, a academia o anatematizou. Ainda assim, há autores, como Roberto Da Matta, que mesmo sem citá-lo, devem muito às suas ideias. Nos anos 1990, diversos intelectuais interessaram-se por uma reabilitação de sua obra e muita coisa vem sendo publicada sobre Freyre desde então.

Em sua obra, a identidade nacional e a modernidade precipitam-se em conflito, mas, no limite, ele acredita na possibilidade de conciliação entre o universal e o arcaísmo regional, em cujo marco seria possível uma modernidade baseada também nas diferenças e capaz de conviver com a multiplicidade cultural. Nesse sentido, afirma-se como um defensor da adaptabilidade e da tolerância, o que, definitivamente, não faz dele um conservador.

IV Congresso de Jornalismo Cultural - revista Cult - São Paulo, 28 a 30 de maio

28 de abril de 2012 3

Alô, pessoal! Já está on-line a programação para o IV Congresso de Jornalismo Cultural, promovido pela revista Cult, de São Paulo, que este ano acontecerá na última semana de maio, no teatro do Tuca. O evento, para cuja curadoria contribuo, já se tornou uma referência no calendário cultural brasileiro. Este ano teremos as presenças, dentre outros do historiador Robert Darnton, do escritor Gonçalo Tavares, do quadrinista Art Spiegelman e do escritor Gay Talese. A programação, como sempre, está imperdível.

Moedas Criativas - Fronteiras do Valor na Economia da Cultura

28 de abril de 2012 0

Achei bacana a programação do evento "Moedas Criativas - Fronteiras do Valor na Economia da Cultura", que acontece nos dias 29-30 de abril e 1 de maio, no MIS, em São Paulo, no âmbito das atividades agendadas pelo Diversitas da USP. Vale a pena conferir!

Novo número da revista Mouseion, da Unilasalle, está on-line

28 de abril de 2012 0

Para quem se interessa pela discussão sobre memória e patrimônio, posto link para o novo número da revista Mouseion, do Museu e Arquivo HIstórico La Salle. Confere aí.

Bad Thoughts & The Politics Of The Polysyllabic: An Interview With Mark Dery

14 de abril de 2012 1

E por falar em Mark Dery, saiu esta interessante entrevista dele para o blogueiro Sirius, a propósito da edição norte-americana do livro. Confere aí!

Reforma da Lei Rouanet: "teremos um hospício burocrático", diz o produtor Paulo Pélico

14 de abril de 2012 0

Recomendo assistir ao vídeo com entrevista do produtor cultural Paulo Pélico, publicado no site Cultura e Mercado - boa análise sobre o projeto de reforma da Lei Rouanet, que é na prática uma proposta de extingui-la: “teremos um hospício burocrático”, vaticina! Estou de pleno acordo: o projeto do Deputado Pedro Eugênio é um retrocesso brutal!

Mark Dery no blog de Edward Pimenta

14 de abril de 2012 0

Simpática a referência que Edward Pimenta, escritor e editor do Grupo Abril, residente em São Paulo, fez em seu blog ao livro do crítico da cultura Mark Dery, “Não devo pensar em coisas ruins...”, publicado pela Sulina, de Porto Alegre, o qual tive a grata satisfação de prefaciar (para uma palinha do livro, ver o meu prefácio em pdf). Na citação reproduzida por Edward, Mark, especialista em análise da cultura digital, propõe um balanço dos blogs. O livro é ótimo, transitando com inteligência provocativa e muito humor por vestígios do gótico e do grotesco na moderna sociedade de massas. Acho que é das boas coisas que vem se escrevendo sobre a Internet e cibercultura. Fica aí minha dica de leitura para o fim de semana. Vale a pena conferir.

Mike Wallace e Salvador Dali patrocinados pelo cigarro Parliament

14 de abril de 2012 0

No blog do Edward Pimenta, achei esta divertida homenagem ao jornalista Mike Wallace, morto aos 93 anos de idade no último dia 7 de abril. Wallace foi uma das mais importantes e influentes personalidades da mídia norte-americana, celebrizado a frente do programa de entrevistas 60 Minutos. Christopher Plummer representa-o em O Informante, excelente filme de Michael Mann, 1999, que tem também Al Pacino no elenco. A trama é baseada numa história real: Wallace, juntamente com seu produtor, teria convencido um ex-executivo da indústria do tabaco a conceder uma entrevista, em 1994, denunciando as estratégias das empresas do ramo para ampliar o potencial viciante do cigarro. No vídeo aqui postado, os cigarros Parliament, com seu famoso filtro recessivo, patrocinam Wallace e Salvador Dali. Do tempo em que as pessoas fumavam na televisão e o cigarro aliava sua imagem a de celebridades. Trata-se de uma visão impossível de se repetir no mundo atual, dominado pelo politicamente correto e pela progressiva sanitarização.


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