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Arquivos da categoria ‘Cinema’

08jan

Crise e cultura

Uma interessante matéria da Folha de São Paulo do último 26 de dezembro merece breve comentário. Diz ela que “Hollywood se sai bem em ano de crise econômica”, e desfila dados mostrando que seqüência de produções com grandes orçamentos e ingressos mais caros em decorrência do 3D ajudaram a atenuar a queda acentuada nas receitas de DVDs, que perdem espaço para os vídeos on-line. Houve um aumento de 3% na aquisição de ingressos para cinema nos Estados Unidos.


Não se trata de um fenômeno isolado. Um artigo de outubro da revista Crain’s New York Business, mostra que, logo após um severo corte nos orçamentos das grandes instituições culturais de Nova Iorque, face ao temor de que não seriam capazes de vender ingressos às pessoas, percebeu-se que, se proporcionado espetáculos de qualidade, as bilheterias não minguam. De fato, a Filarmônica vendeu 91% dos assentos disponíveis na última temporada. O Metropolitan Opera arrecadou a soma recorde de 2,5 milhões de dólares em ingressos apenas no primeiro dia de bilheteria da temporada. Na NYC Opera, cuja capacidade de sobrevivência foi questionada nos últimos anos, arrecadou-se 12 milhões de dólares em 2008 - um milhão a mais do que o esperado.


Sim, parte dos bons resultados orçamentários dessas instituições veio também dos cortes realizados em decorrência da crise. A Filarmônica economizou 5% de seu orçamento cortando campanhas de publicidade, despesas de viagens e enxugando remunerações de artistas. Emplacou também um programa de descontos para subscrições e ingressos.


Desses números e experiências, uma lição: o mercado cultural vive tal expansão que mesmo em tempo de violenta crise, se o produto for bom e se a gestão for correta, ele cresce.


Há setores, mesmo, que ganharam uma injeção de ânimo extra por conta da própria crise. É o caso, nos Estados Unidos, dos cursos de pós-gradução em muitas universidades. Pessoas que perderam os seus empregos ou tiveram sua atividade profissional reduzida, resgataram projetos pessoais de especializações. Foram, enfim, estudar, a fim de preparar-se para a retomada do mercado!


E no Brasil, onde a crise, perto dos Estados Unidos, foi só uma “marolinha”? Embora não disponhamos de pesquisas e avaliações estatísticas capazes de nos dar uma visão detalhada do mercado cultural, percebe-se já que ele foi duramente atingido. Significativamente apoiado no instrumento da Lei Rouanet, sofreu com a retração das empresas, acontecida na esteira da queda dos lucros e dos temores em face da extensão da crise econômica. Além disso, os debates estimulados pelo governo federal em torno da reforma da lei realmente não ajudaram o setor e contribuíram mais para afugentar patrocinadores. Finalmente, note-se que dispomos de poucas instituições no Brasil capazes de desenvolver estratégias de gestão cultural apoiadas em instrumentos de financiamento de longo prazo.


Depreende-se disso que, possivelmente, dado a seus erros em matéria de macro-política cultural, o Brasil está sub-aproveitando as chances de geração de renda e de emprego no mercado cultural.
Aqui no Estado, uma ação cultural dinâmica poderia estar, pelo menos em parte, compensando a política ruim desenvolvida em nível federal. Não é o que se vê. A Lei de Incentivo à Cultura tem seu desempenho comprometido pelos tetos impostos pela Fazenda, pela falta de estrutura da Secretaria da Cultura e pelos atritos que se evidenciaram entre a Secretaria e o Conselho Estadual de Cultura. Some-se a isso o fato de que os investimentos públicos diretos na área cultural serem pouco expressivos e de também não termos sido capazes de desenvolver instrumentos mais eficazes de financiamento da cultura em longo prazo. Pena.

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27dez

Peter Gay e o fascínio modernista pela heresia

Dentre os livros mais instigantes que li em 2009 está o último do historiador Peter Gay, lançado no Brasil: “Modernismo, o fascínio da heresia”. Nele, o autor de obras já clássicas, como a biografia de Freud e “O cultivo do ódio”, este último sobre a capitulação da belle époque burguesa diante da violência fascista na Europa, produz um delicioso ensaio sobre a emergência e o ocaso do modernismo no Ocidente. A obra está longe de ser um esforço enciclopédico. É um passeio pelo movimento modernista, do século XIX ao final do século XX, que trata das artes visuais, da literatura (sobretudo ficção), um pouco de teatro e cinema, dança, arquitetura, design e música erudita. É um passeio seletivo, pelo qual o autor sente-se confortável para destacar alguns artistas, esquecendo outros tantos. Já no Prefácio, ele se defende das possíveis críticas, afirmando a sua liberdade ensaística.


O livro tem muitos méritos. Para quem gosta de arte e de história trata-se de uma extraordinária investida na contextualização da enorme riqueza e complexidade do modernismo. Uma tentativa, ainda que seletiva, de síntese.


Ele buscou traços em comum entre os artistas contemplados, distanciando-se do matiz ideológico. É uma história contextualizada da estética. Um esforço de dar sentido sociológico às revoluções estéticas. Realça ao leitor ter o movimento modernista abrigado desde revolucionários de esquerda, a liberais e até conservadores e fascistas. Gay mostra, assim, que o modernismo não é o berço da democracia, mas que ele floresce melhor, justamente, em ambientes onde impera a livre expressão e o livre mercado, enquanto fenece nos regimes autoritários e nas economias planificadas.


O que uniria os modernistas seria o fascínio pela heresia e a ênfase na subjetividade. O ataque às sensibilidades convencionais. Gay rejeita a tese da existência de múltiplos modernismos, para abraçar a visão de um único processo, umbilicalmente ligado à consolidação da sociedade ocidental. Iluminista escancarado, Gay embala as totalidades universais, optando por privilegiar as continuidades em detrimento das especificidades. É por isso que consegue acolher expressões tão diversas dentro da tese basilar do fascínio pela heresia.


Em certos momentos, se arrisca a uma leitura psicanalítica do modernismo. Insiste que Freud, apesar do gosto estético profundamente conservador, foi fundamental para o modernismo ao destacar a subjetividade. E, ao tratar de Kafta, explica seu niilismo como desdobramento possível de uma personalidade edipiana mal resolvida: é o trauma com a figura paterna que estaria na base de sua visão fantasmagórica do poder.


Ao final do livro, ele afirma que a modernidade nascida com a crítica social do Manifesto Comunista de 1848 e com a crítica aos costumes de Baudelaire ainda está viva. Apesar de Duchamp, de Andy Warhol e de Damien Hirst, ela renasce feito fênix, das cinzas, em artistas como Gabriel Garcia Márquez e Frank Ghery. Sim, a promiscuidade entre o vale tudo na arte e o mercado teria enfim tentado matar o modernismo. Mas ele estaria resistindo, bravamente.


Fica evidente, aqui, seu desprezo e desencanto pela arte contemporânea. Mas, como a teorização sobre este terreno é frágil em sua obra, fica-se na dúvida onde termina o historiador das idéias que defende a retomada do espírito crítico e, também, um tanto elitista da arte, e onde começa o conservador que ficou aferrado ao século XX.


Refulgem também algumas generalizações simplificadoras. O autor, que desfila extraordinária erudição na cerzidura de seu enredo narrativo, escancara todas suas limitações ao tratar da América Latina. Enquanto dedica várias páginas ao Nobel Gabriel Garcia Márquez, ignora solenemente Jorge Luis Borges, cuja obra é incomparavelmente maior. Não há, também, nenhuma palavra sobre Cortazar, Machado de Assis, Graciliano Ramos. Nem uma vírgula sobre o poderoso Manifesto Antropofágico de 1928, que dialoga com o surrealismo e funciona como uma certidão de nascimento para um modernismo renovador, mestiço, intercultural, isto é, uma possibilidade concreta de contribuição conceitual da cultura latino-americana para o mundo. Traço que encontra ressonância em outros autores, como o mexicano José Vasconcellos, igualmente ignorado. Gay dedica várias páginas a Bauhaus e a Le Corbusier, e nenhuma linha a Oscar Niemeyer e a Lucio Costa. Os dois, afinal, construíram uma cidade inteira! Hélio Oiticica e Lygia Clark não existem. E por aí vai…


Melhor seria não ter escrito nada sobre Márquez. Assim, ele poderia assumir seu eurocentrismo no título da obra, algo como “o fascínio da heresia na Europa e nos Estados Unidos”. Preferiu tentar temperar o eurocentrismo e o ianquecentrismo apoiando-se na frágil evidência do prêmio Nobel. Destacou, com isto, um modernista latino-americano menor. Tudo bem se tivesse sublinhado bem seus critérios. Mas da forma como ficou, induz o leitor incauto ao erro, pois passa a imagem distorcida e preconceituosa de que a incompetente América Latina nunca foi moderna, a exceção do colombiano aracatacoano laureado com o Nobel, cuja obra, sabemos, por mais expressiva que seja, está longe de representar a pujança e a diversidade do nosso modernismo.


Mas os silêncios do livro não param por aí. Não há referências à música popular: o jazz, o blues, o rock, o pop, a bossa nova… Nem tampouco o leitor recebe uma explicação para esta ausência. O autor poderia ter, pelo menos, dito “não gosto e não entendo de música popular”. E também não se acha nem meia linha sobre Godard, Trufaut, Faulkner e Francis Bakon, por exemplo.


O enorme destaque conferido a Márquez explicita outras fragilidades teóricas. O contraste com as poucas linhas dedicadas a Alain Robbe-Grillet, o grande pai no Nouveau Roman francês, pode estar traindo o limite de suas categorias analíticas. Gay explicou o modernismo como um movimento calcado na subjetividade e na dimensão reflexiva. Ora, se assim é, como considerar Robbe-Grillet um modernista? Seus romances burilam ao máximo a forma, privilegiam a fragmentação do tempo, da narrativa, do personagem, e se distanciam concretamente dos fluxos de consciência que, para Gay, caracterizam o romance modernista.


Apesar das inegáveis fragilidades, o livro da Gay é bem vindo. Além de deliciosamente bem escrito, pauta-se por um necessário e legítimo esforço de síntese e de contextualização. Evidentemente, como toda iniciativa do gênero, escorrega em abstrações etéreas, patrola diversidades, desconsidera especificidades. Mas, se lido criticamente e com toda a cautela, pode ajudar a situar o leitor no imenso cipoal estético, teórico e factual traçado pela arte moderna. Neste sentido, o livro é um passo além dos manuais e enciclopédias.


Para o latino-americano que o lê, expande-se um alerta: divulgamos muito mal a reflexão sobre a nossa própria cultura, a ponto de um dos maiores historiadores das idéias do Ocidente nos tomar por incompetentes. Eis aí um tema, a propósito, que a nossa diplomacia poderia chamar a si de forma mais profissional.

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02dez

Fosso cultural

Um amigo ontem à tarde alertou-me para uma insólita polêmica em curso no vizinho Paraguai. O programa Fantástico da Rede Globo, em uma matéria especial sobre o filme “Lula, o filho do Brasil”, definiu a música tema como “um clássico da MPB”. Ocorre que a canção é uma versão brasileira do clássico paraguaio “Lejanía”, de Herminio Pérez Gimenez. Bem, numa situação normal, seriam enviados alguns e-mails para a produção da emissora apontando o equívoco. E fim de papo. Mas, no Paraguai, o caso foi o grande tema de debate no dia de ontem.

Certo! Poderíamos, nós brasileiros, ter passado sem essa.

Mas a dimensão tomada pelo caso junto à opinião pública no Paraguai expõe a realidade local de um nacionalismo ainda primitivo, que outra coisa não é do que a face de uma sociedade pouco diversificada e com baixa auto estima. É isto o que explica que um simples erro de créditos de um programa de televisão de um país vizinho assuma feições de debate nacional. Para o Brasil, uma lição: a das responsabilidades e riscos intrínsecos à condição de potência que espreitam em cada esquina, da forma mais inusitada, até nos pequenos detalhes.

Vejam o site da ABC Color, de Assunção: http://www.abc.com.py/abc/nota/51836-Red-Globo-presenta-m%C3%BAsica-paraguaya-como-brasile%C3%B1a/

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24nov

O Cine-Theatro Capitólio

Porto Alegre tem a mais alta média de cinema por habitantes do País. Hoje, a grande maioria deles está nos shoppings. Com o fechamento do Guarany e do Imperial, encerrou-se a era dos cinemas de calçada. Os hábitos mudaram. Nos idos de 1985, operavam 22 cinemas na Capital gaúcha, sendo que apenas um ficava em um centro comercial. O cinema se ressentia então com a popularização da televisão e com os novos lazeres incorporados pela classe média, como o veraneio na praia, por exemplo, bem menos acessível antes da construção da free way e da disseminação do automóvel.


O cinema foi a arte por excelência do Século XX. Mas já lá por 1980 deixara de ter aquele glamour que arrebatava multidões e ditava modas e comportamentos. Houve épocas em que as pessoas estavam mais interessadas nas músicas e nos cantores que apareciam nos filmes do que no enredo. Houve épocas em que as pessoas debatiam os filmes, pois o que interessava era, justamente, o enredo, o diretor, a qualidade da interpretação dos atores. Hoje, parecem ser os efeitos especiais o que mais atrai as multidões.


O Capitólio foi inaugurado em outubro de 1928, na Avenida Borges de Medeiros. Tinha capacidade para quase 1.300 pessoas. A fachada era eclética e a decoração interior suntuosa. Um verdadeiro palácio de entretenimento. Chamava-se Cine Theatro, porque sua arquitetura inspirou-se nos grandes teatros de ópera. E não era por menos. Afinal, a tela, protegida por uma elegante cortina, ficava sobre um palco, onde também se apresentavam atrações teatrais, mambembes e musicais.


Os filmes já haviam ficado mais longos. Mas ainda eram apresentados entre uma e outra atração musical ou teatral. Permaneciam pouco tempo em cartaz e muitas sessões podiam ser feitas em homenagem a uma pessoa ou a uma entidade. Um piano acompanhava os filmes mudos. Mas o cinema falado estava chegando com tudo. E, no fim dos anos 1930, veio o tecnicolor.


O Cine Theatro Capitólio também abrigou concursos de misses, congraçamentos sociais e bailes de carnaval. Este espaço de socialização perdeu importância quando começaram a surgir clubes com boas instalações para estes fins. Com o tempo, o cinema ficou sendo só cinema.


Em 1969, o Capitólio foi arrendado e passou a chamar-se Cine Première. Dez anos depois, foi reformado e teve o nome original devolvido. Em 1988, uma nova reforma tentou atrair o público que exigia espaços mais modernos.


Mas os tempos eram outros. A área central da cidade envelhecera. E o público preferia os shoppings. O Capitólio rendeu-se ao cinema pornográfico, para, enfim, fechar em 1994.


Um tombamento providencial, em 1995, salvou esta jóia da arquitetura local da destruição. Dez anos seriam ainda necessários para que as reformas tivessem andamento.

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19nov

Terrores noturnos

Há algumas coisas muito boas nessa edição da Bienal.


Desejo registrar para vocês uma obra que apreciei e que, talvez pela localização, não foi percebida por muitos. Ela está situada no Armazém 3, aquele da areia por tudo, lembrando a Paris Plage e evocando a perda da praia pela urbanização das margens do rio. Pois bem, se você adentrar pela areia, virando à direita, há uma escadinha que conduz a uma salinha, onde há uma projeção de alto nível. Refiro-me às vídeo-animações em stop-motion intituladas Lucía e Luis, de 2007 e de 2008, respectivamente, autoria de um pessoal interessante: os chilenos Nilles Attalah, Cristóbal León e Joaquin Cociña. A narração pelas vozes de crianças em sussurro contido é um grito lancinante, que nos joga para a dimensão do terror noturno, medos infantis que todos um dia sentimos. O incrível trabalho de animação expande as angústias que se desenham nesta fronteira entre o mundo real e a fantasia. No Youtube vocês podem encontrar a Lucía. Olha que legal: http://www.youtube.com/watch?v=_gZt-4pnZMQ

Cristóbal León nasceu em Santiago de Chile, em 1980. Vive e trabalha em Berlim. Entre 1999 e 2005 estuda Desenho e Arte na Universidad Católica. Trabalha com animação em formatos distintos, tais como curta-metragem e vídeoinstalação. Juntamente com Niles Atallah e Joaquín Cociña, forma um coletivo de artistas. Vídeo-instalações: Nocturno de Chile, Vídeo Art Show, Museo de Arte Moderno, Santiago, Chile (2007); Birth, Vídeo Art Show, Museo de Arte Moderno, Santiago, Chile (2007). Lucia, feira arteBA, Buenos Aires, Argentina (2007).


Joaquín Cociña
nasceu em Concepción, Chile, em 1980. Vive e trabalha em Santiago do Chile. Licenciou-se em Artes pela Universidad Católica de Chile, e pós-graduação em Literatura pela Universidad de Chile. Juntamente com Niles Atallah e Cristóbal Leon, forma um coletivo de artistas. Vídeo-instalações: Nocturno de Chile, Vídeo Art Show, Museum of Virsual Arts, Santiago, Chile (2007); Lucia, Baires Contemporary Art Fair, Buenos Aires, Argentina (2007).


Niles Atallah
nasceu em Santiago de Chile, em 1978, onde ainda vive e trabalha. Juntamente com Joaquín Cociña e Cristóbal Leon, forma um coletivo de artistas. Graduou-se em Fotografia pela University of Califórnia em 2002. Vídeo-instalações: Nocturno de Chile, Vídeo Art Show, Museum of Virsual Arts, Santiago, Chile (2007); Birth, Vídeo Art Show, Museum of Visual Arts, Santiago, Chile (2007). Lucia, Baires Contemporary Art Fair, Buenos Aires, Argentina (2007). Também há no Youtube este vídeo dele: http://www.youtube.com/user/damascoboy#p/a/u/0/0vqfiN704V8

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09nov

Cauã na Mônica Bergamo de domingo

Achei muito legal a matéria com o Cauã Raymond na coluna da Mônica Bergamo de ontem, na Folha de São Paulo. Gosto do trabalho dele como ator e considero-o um querido. Conheci-o rapidamente em Porto Alegre há alguns anos. Depois disso, encontrei-o no Rio de Janeiro algumas vezes. A última vez que nos encontramos foi no Camarote da Daniela Mercury, no carnaval de Salvador, em fevereiro passado. Com um inglês fluente, Cauã engatou animada conversa com a Camille Paglia, que vinha ao Brasil como convidada especial da Daniela. Camille o adorou. Disse-me depois que há muito tempo não falava com um homem tão bonito e achou-o muito gentil e articulado. Revelado pelo seriado A Malhação, ele de fato superou o estigma de ser mais um rostinho bonito. Já atuou em 8 filmes - mais do que em novelas! - todos de reconhecida qualidade. Está agora representando o personagem de um DJ gay na produção “Estamos Juntos”, do diretor Toni Venturi. Parabéns, Cauã!

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