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Posts na categoria "Florianópolis"

O Rio Grande e Santa Catarina ardem

10 de agosto de 2012 0

Na segunda-feira passada, um belo dia de sol, tomei um avião de Florianópolis a Porto Alegre. Sentado na janela, do lado direito da aeronave, esperava desfrutar da bela paisagem dos campos do sul de Santa Catarina e do planalto do Rio Grande do Sul. Mas poucos minutos depois de nos afastarmos de Florianópolis, comecei a visualizar focos de queimadas. De início, achei que fosse um fenômeno localizado, mas elas só pararam quando começaram os vales da serra, já quando o avião inicia os procedimentos de pouso em Porto Alegre. É uma visão chocante. Centenas de focos de queimadas lançando aos céus uma fumaça branca que se funde em uma grande e densa nuvem a engolir o horizonte como se fosse um dia nublado. Queimadas são criminalizadas, porque só trazem prejuízos. Essa fumaceira afeta a saúde das pessoas, o solo gretado pelo fogo perde nutrientes e a cada ano animais silvestres perecem inocentemente. Isto sem mencionar a ameaça do fogo se espalhar para áreas de preservação ou mesmo para áreas urbanas. É o cúmulo que não se faça nada de consistente a respeito. Espalhar placas às margens das rodovias anunciando a criminalização das queimadas é uma ação inócua. Está na hora de se punir seriamente esse pessoal incendiário. Dizem que os municípios da região possuem áreas extensas e vias de acesso nem sempre franco. Mas, se conseguimos ver o horror de uma aeronave, porque os governos não se unem para mapear a ação dos criminosos? Será que fotografias de satélite não podem ajudar? Entra ano e sai ano e não ouço falar de ninguém sendo sequer multado.

José Murilo de Carvalho, sobre o Contestado

09 de agosto de 2012 0

O historiador José Murilo de Carvalho, membro da Academia Brasileira de Letras e da Academia Brasileira de Ciências, falou sobre o Contestado ao portal do Ministério Público de Santa Catarina.

Contestado: livro traz registro militares da guerra, no Diário Catarinense

05 de agosto de 2012 2

Essa matéria foi publicada no Diário Catarinense na semana passada. É alusiva ao Seminário Nacional 100 Anos da Guerra do Contestado, promovido pelo Memorial do Ministério Público de Santa Catarina, bem como comenta o último livro que lancei, na condição de um dos organizadores, “Memórias do General José Vieira da Rosa: participação na Guerra do Contestado”.

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Seminário Nacional 100 Anos da Guerra do Contestado

24 de julho de 2012 0

Entre os dias 1º e 3 de agosto, em Florianópolis, o Memorial do Ministério Público e o Instituto HIstórico e Geográfico de Santa Catarina promovem o seminário 100 anos da Guerra do Contestado. Confira aí a programação.

Programacao_Seminario_Contestado

Simpósio sobre o Centenário do Contestado - Florianópolis - 29 de maio a 1º de junho de 2012

23 de maio de 2012 0

A Universidade Federal de Santa Catarina está promovendo um simpósio sobre a Guerra do Contestado, com uma ótima programação. Para quem se interessa pelo tema e pode estar em Florianópolis no final de maio, fica aí a dica.

Terça-feira, dia 29 de maio de 2012

8:00 às 12h e das 14 às 18h

Auditório da Reitoria da UFSC


Inscrições de ouvintes e Credenciamento de participantes

9:00h Cerimônia de abertura

Auditório da Reitoria da UFSC


9:40 às 11:50h

Conferência I

Abertura:

Prof. Dr. Alexandre Karsburg (UFRJ) O EREMITA DO NOVO MUNDO.  A odisseia de um monge peregrino na América Católica do século XIX.

11:50 às 14h

Intervalo

14:00h às 15:50h

Auditório da Reitoria da UFSC

Mesa 1:

Território, povoamento e conflitos.

Dr. Paulo Afonso Zarth (UNIJUÍ) e Dr. Marcio Antônio Both da Silva (UFFS/Unioeste). Religiosidade popular, autoridade constituída e conflitos no sul do Brasil (1860-1930).

Dr. Milton Cleber Pereira Amador (UNC). Colonização de Concórdia e a expulsão dos caboclos.

16:00h às 17:50h

Auditório da Reitoria da UFSC


Mesa 2:

Economia e sociedade

Dr. Nazareno Campos (UFSC)e Dr. Pablo Martin Bender (UNL- Argentina) Região do Contestado e Noroeste Santafesino no inicio do século XX: grandes capitais transformando a realidade socioeconômica e ambiental.

Ms. Alexandre Assis Tomporoski. (UFSC).Do antes ao depois: a influência da Lumber Company para a deflagração do movimento sertanejo do Contestado e seu impacto sobre a região fronteiriça entre Paraná e Santa Catarina. Três Barras, 1911-1960.

Dr. Antonio Marcos Myskiw (UFFS). A Colônia Bom Retiro (Pato Branco/PR) e sua relação com o êxodo camponês da região do Contestado.

17:50 – 19:00h

Intervalo

19:00 às 21:50h

Auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas – CFH

Conferência II

Dra. Márcia Janete Espig (UFPEL).  Uma ferrovia estratégica? A atuação da Estrada de Ferro São Paulo – Rio Grande durante a Guerra do Contestado.



Quarta-feira, dia 30 de maio de 2012

8:30  às 10:50h

Auditório da Reitoria da UFSC

Mesa 3  Campesinato e Colonização

Dr. Paulo Pinheiro Machado (UFSC). Terras e colonização no planalto e a questão do Contestado.

Dr. Flavio Braune Wiik (UEL). O Contestado e seu impacto sobre modos e regimes de relação Homem-Natureza entre os Kaingang da Terra Indígena Xapecó – SC.


Dr. José Carlos Radin e Dr. Delmir José Valentini (UFFS) O Contestado e a expansão da colonização.

Ms. Soeli Regina Lima (UNESPAR). Capital transnacional na região do Contestado: um estudo de caso da Southem Brazil Lumber and Colonization Company.

11:00 às 11:50h

Auditório da Reitoria da UFSC

Conferência III


Dr. César Hamilton Brito de Góes (UNISC). Nos caminhos do Santo Monge: religião, sociabilidade e lutas sociais no sul do Brasil.


11:50 às 14h

Intervalo

14:00 às 15:50h

Auditório da Reitoria da UFSC

Mesa 4


Saúde e profetismo popular

Dra. Nikelen Acosta Witter  (UNIFRA). O Poder social da cura: uma análise cultural.

Prof. Rui Bragado Sousa (UEM). Entre o céu e a terra: messianismo e materialismo no conflito do Contestado (1912-1916).


16:00 às 17:50h

Auditório da Reitoria da UFSC

Mesa 5

Historiografia do Contestado

Dr. Claiton Marcio da Silva (UFFS). “Uma Guerra Desconhecida”(?): disputas simbólicas, ressigni-ficações sobre a memória do Contestado (1970-2011).


Dra. Ivone Gallo  (Unicamp). Os Contestados: suas histórias, suas fontes e suas ficções.

17:50 às 19:00h

Intervalo

19:00h  Saguão do Bloco de aulas do CFH.

Lançamento de livros dos participantes do Simpósio

20:00 às 21:50h

Conferência  IV

Auditório do CFH.


Dra. Jacqueline Hermann (UFRJ). Messianismo e Sebastianismo no Brasil e no Contestado.





Quinta-feira, dia 31 de maio de 2012

9:00 às 11:50h

Mesa 6

Imaginação, santificação e cultura popular

Dra. Susan Aparecida de Oliveira (UFSC) Tramas entre memórias e imaginário colonial: as vidas de santos e os relatos sobre os monges do Contestado.


Prof. Celso Viana Bezerra de Menezes (UEL) Rituais de Devoção: Dádivas no Messianismo do Contestado.

Ms. Henrique Aniceto Kujawa  (UNO-CHAPECÓ).  Representações e Resignificações do Monge João Maria na construção do Movimento dos Monges Barbudos.


11:50 às 14:00h

Intervalo

14:00 as 15:50h

Mesa 7

Religiosidade e representação

Prof. Fernando Tokarski (UnC). A ermida de São João Maria e a invenção de Santa Emídia.

Dra. Tânia Welter (UFFS).Discursos e interpretações contemporâneos em torno do Profeta São João Maria.


16:00 às 17:50h

Mesa 8

Fontes especiais: O Contestado na arte e na arqueologia

Dr. Delmir José Valentini (UFFS) e Prof. Gerson Witte (IFSC) Hassis e o Contestado – Terras Contestadas.

Dra. Rita Inês Petrykowski Peixe (UNIVILLE e UNOESC) A crônica visual (re)constrói um conflito?


Ms. Jaisson Teixeira Lino (UFFS). Monges sacralizando a paisagem: grutas, fontes d’água e outras formações naturais no viés da arqueologia do sagrado.

17:50 às 19:00h

Intervalo

19:00 às 21:50h

Auditório do CFH

Conferência V

Profa. Dra. Márcia Maria M. Motta (UFF) Terras: ocupação e conflito no início da República.






Sexta-feira, dia 1º  de junho de 2012

9:00 às 11:50h

Auditório da Reitoria da UFSC

Mesa 9

Guerra e História

Ms. Alexandre dos Santos e Dra. Noeli Weschenfelder (UNIJUÍ) A Guerra do Contestado no cinema e no ensino de História através da obra A Guerra dos Pelados.


Dr. Geraldo Antônio da Rosa (UNIPLAC) Panorama da Educação na Região do Contestado após cem anos da Guerra do Contestado.

Ms. Cláudio Calaza (UNIFA) Aviões no Contestado: descortinando um emprego inédito.

Ms. Juçara Nair Wolff (PUC-RS). Colônia Militar de Chapecó: economia de bens, pessoas e leis. 1882-1909.


11:50 às 14h

Intervalo

14:00 às 16h

Auditório da Reitoria

Conferência de Encerramento

Dr. Rogério Rosa Rodrigues (UDESC). A guerra, a memória, a história: os historiadores de farda e a escrita da história do Contestado


Promoção:

Programa de Pós-Graduação em História – Universidade Federal de Santa Catarina

Centro de Filosofia e Ciências Humanas

PET-História – UFSC

Universidade Federal da Fronteira Sul

Programa de Pós-Graduação em História – Universidade Federal de Pelotas

CAPES

Memorial do Ministério Público de Santa Catarina


Informações:

centenariocontestado@gmail.com e   http://simpsiocentenriocontestado1912-2012.blogspot.com.br/

Inscrições de ouvintes:

Na antessala do auditório da Reitoria da UFSC, a partir das 8h do dia 29 de maio.

Florianópolis e as ostras

26 de março de 2012 1

Quem realmente aprecia ostras tende a preferi-las in natura, frescas, pois, dessa forma, o sabor permanece mais autêntico. Tudo estaria a indicar, então, que Florianópolis seria um paraíso da iguaria. De fato, as ostras produzidas na Ilha são fantásticas. Dizem que tem a ver com a água fria e limpa do Ribeirão, no sul da Ilha. Em peixarias, não é difícil encontrar-se uma dúzia de ostras vivas por R$ 5 ou R$ 6, isto é, uma das poucas coisas que permanecem baratas na cidade. Mas nos restaurantes, mesmo em alguns dos mais badalados, a coisa muda de figura. Uma porção dificilmente sai por menos de R$ 25,00 e é quase que invariavelmente servida de forma errada. Num conhecido restaurante em Santo Antônio de Lisboa trouxeram outro dia um prato de ostras emborcadas sobre o gelo, de maneira que o líquido salobro que a acompanha havia se perdido… Em outros bares e restaurantes da região bem como no Ribeirão da Ilha, é comum servirem as ostras cobertas de gelo, o que é inadequado, e, pior ainda, desprendem-nas das conchas. Dizem que é para facilitar a vida das pessoas! Mas a prática é um atentado, porque assim, já não se consegue comprovar estarem realmente frescas – e sabe-se que intoxicação por ostras não é brincadeira! Então, é incrível que numa cidade produtora de ostras de alta qualidade haja tanto despreparo na hora de servi-las in natura.

Restauração da Ponte Hercílio Luz

18 de março de 2012 3

Em Santa Catarina está em curso um debate interessante, sobretudo da perspectiva de quem atua no campo da gestão da cultura com foco no patrimônio histórico. A obra de restauração da histórica ponte Hercílio Luz, na Capital, que liga a Ilha de Santa Catarina ao continente, está orçada em pelo menos 170 milhões de reais, dos quais 64,5 milhões viriam de patrocinadores, sob os auspícios da Lei Federal de Incentivo à Cultura, na forma de renúncia fiscal. O projeto de captação foi aprovado esta semana pelo Ministério da Cultura, em tempo recorde, vez que foi protocolado em novembro passado. Trata-se do projeto de maior vulto nos 21 anos de história da Lei Rouanet (a proposta original era de 76,8 milhões de reais, mas a CNIC cortou 12,3 milhões do projeto). Até então, os orçamentos mais vultosos aprovados no âmbito da Lei Rouanet foram a restauração do Theatro Municipal do Rio de Janeiro (R$ 50 milhões) e a restauração da Catedral de Brasília (R$ 25 milhões).

A ponte, inaugurada em 1926, está fechada para o tráfego de veículos desde 1981. Nesse meio tempo, já se investiu um bom recurso na sua manutenção: estimam-se cifras da ordem de 350 milhões… O asfalto, que revestia o piso de rodagem da ponte, por exemplo, foi retirado, para aliviar a carga de uma estrutura que ameaça ruir. Segundo os engenheiros que cuidam da restauração, além dos velhos problemas, como o avanço inclemente da ferrugem nas barras de sustentação, descobriu-se que dos quatro pilares, três estão bastante corroídos.

Do ponto de vista do patrimônio histórico vale o investimento? Sem dúvida! A estrutura é um bem cultural e artístico do Brasil, tombado e reconhecido pelo Iphan. É a maior ponte pênsil do Brasil e talvez a única neste estilo ainda em pé no mundo. A ponte é linda, é um dos cartões postais mais conhecidos do Brasil, foi adotada pela gente de Florianópolis como símbolo da cidade – foi, aliás, a sua inauguração que consolidou a cidade na condição de Capital do Estado, até então questionada por cidadãos do interior que achavam o deslocamento até a Ilha incômodo.

Mas é razoável investir-se tanto dinheiro na restauração de um bem histórico quando existem tantas outras urgências em Santa Catarina? Pensa-se, por exemplo, no pessoal que sofre com as cheias no Vale do Rio Itajaí, ou na necessidade de ampliação das estranguladas rodovias do Estado. É verdade que a ponte, uma vez restaurada, poderá até ser reaberta ao tráfego de veículos. Porém, quanto custaria uma ponte pênsil moderna, que substituísse a Hercílio Luz?

Ironicamente, a ponte que consolidou Florianópolis como Capital e que foi adotada como símbolo da cidade, provoca ranger de dentes em muitos catarinenses do interior, que olham para a insistência em mantê-la de pé como um despropósito do ponto de vista da lógica econômica e da ordem de prioridades da população. Para os críticos, a custosa restauração seria um sumidouro de dinheiro público. O que se explica em grande parte pelo fato de ser obra de engenharia obsoleta, além de a estrutura estar deteriorada.

A propósito, no último dia 21 de fevereiro, o departamento de transportes do estado norte-americano de Ohio implodiu a Fort Steuben Bridge, ao custo de 2,3 milhões de dólares. A ponte, que servia a cidade de Steubenville, no centro-oeste dos Estados Unidos, era muito semelhante à Hercílio Luz. Inauguradas nos anos 1920, ambas foram erguidas por estruturas de aço em bases de concreto. A Steuben foi bloqueada para uso apenas em 2009. Depois de três anos de estudos, os técnicos norte-americanos concluíram que não valia a pena tentar restaurar a ponte, pois o custo superaria em muito a construção de uma nova, com tecnologia mais moderna.

Assim, enquanto o mais recente projeto de restauro é festejado por muitos como uma conquista de Santa Catarina e um indicador de prestígio para Florianópolis, há quem veja nele uma inversão de prioridades e um desperdício de recursos. De qualquer forma, a manutenção da ponte mostra que o valor simbólico de determinados bens pode em muito superar o interesse objetivo. A ponte Hercílio Luz parece ter transcendido a sua utilidade fim, adquirindo uma importância afetiva ímpar.

Afinal, e vocês, o que acham?

Dossiê Salim Miguel, revista Litteris

22 de outubro de 2011 0

Um ótimo dossiê na revista Litteris homenageia o escritor catarinenese Salim Miguel. Confira aí.

Café da Corte: um lugar muiiiiito legal, em São José

23 de setembro de 2011 1

Costumo sair pouco à noite, aqui em Florianópolis. Trabalho muito, as distâncias são grandes, tenho estado bem mais caseiro. Mas estive num excelente lugar, daqueles que vale a pena recomendar. Quem é daqui, certamente já o conhece: trata-se do Café da Corte, no centrinho histórico de São José, cidade vizinha da Capital catarinense. Localizado num belo casarão açoriano de princípios do século XIX, tem restauração bem cuidada, decoração esmerada e atraente, ótimo serviço, boa comida e música brasileira da melhor qualidade. O lugar é bastante agradável, com vários ambientes, poltronas, cadeiras, mesinhas… Umas no espaço interno, outras numa varanda, junto ao mar – uma praia de águas mansas. O público é educado e interessante. É tudo bem astral. Vou, certamente, voltar.

Entrega da Zero Hora em Florianópolis funcionando bem novamente

23 de setembro de 2011 0

Depois de vários meses enfrentando a dificuldade na entrega da Zero Hora aqui em Florianópolis, o problema parece finalmente ter sido resolvido. Quando decidi cancelar minha assinatura, o competente pessoal da ouvidoria entrou em cena e fez marcação cerrada sobre os distribuidores daqui. Eu, sinceramente, já tinha perdido as esperanças. Mas, afinal, deu certo! Desde agosto estou recebendo minha Zero Hora regularmente, sem falhas. Diante dessa demonstração de boa vontade e disposição para resolver um problema que se arrastava sem solução, fico agora muito a vontade para restabelecer plenamente minha assinatura. Estou contente com o final feliz.