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Posts na categoria "Jornalismo"

Duas entrevistas recentes de Camille Paglia

15 de setembro de 2012 0

Duas ótimas entrevistas saíram com a historiadora e crítica da cultura norte-americana Camille Paglia, no The Independent e no The Times Higher Education. Camille está lançando um livro novo nos Estados Unidos: Glittering Images: A Journey through Art from Egypt to Star Wars. Confere aí.

Seminário Nacional do Contestado por Moacir Pereira, Cacau Menezes e Milena Fischer

24 de agosto de 2012 0

Os últimos dias andaram bastante agitados, de forma que não consegui manter a atualização do blog como desejaria. Mas aproveito para ainda reproduzir aspectos da repercussão do seminário nacional sobre a guerra do Contestado na imprensa. A prestigiada coluna do Moacir Pereira, no dia 5 de agosto, tratou do assunto, no Diário Catarinense. A Milena Fischer, da Zero Hora, também me distinguiu com uma nota muito simpática, na sua novíssima e dinâmica coluna social. Não tenho link para a nota que o Cacau Menezes publicou na sua coluna do dia 5 de agosto, mas fica aqui o registro e o agradecimento a ele.  Noto ainda que, para quem se interessa pelo assunto, os debates prosseguem, com inúmeras atividades, dentre as quais um seminário na Universidade de Pelotas, cuja programação já postei aqui, e um outro encontro, em setembro, no Rio de Janeiro, promovido pelo Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro.

José Murilo de Carvalho, sobre o Contestado

09 de agosto de 2012 0

O historiador José Murilo de Carvalho, membro da Academia Brasileira de Letras e da Academia Brasileira de Ciências, falou sobre o Contestado ao portal do Ministério Público de Santa Catarina.

Breve balanço do Seminário Nacional 100 Anos da Guerra do Contestado

05 de agosto de 2012 1

Encerrou-se na sexta-feira, dia 3, o Seminário Nacional 100 Anos da Guerra do Contestado, iniciado no dia 1º e promovido pelo Memorial do Ministério Público e pelo Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina, com o apoio de importantes instituições, tais como a USP, o Unilasalle/Canoas, a UNOESC, a UFSC, a Fundação Catarinense de Cultura e os Institutos Históricos e Geográficos Brasileiro, do Paraná e do Rio Grande do Sul, além do Instituto de História e Geografia Militar do Brasil. Nos três dias do evento, que teve a programação de abertura parcialmente prejudicada pelo mau tempo em Florianópolis, que determinou o fechamento do aeroporto local impedindo que alguns palestrantes aterrissassem a tempo na cidade, discutiram-se apaixonadamente múltiplos aspectos do conflito do Contestado, que talou os sertões catarinenses entre 1912 e 1917. Abordaram-se as dimensões jurídicas do Contestado, com o longo processo judicial arbitrado pelo Supremo Tribunal Federal em torno da questão de limites entre os Estados do Paraná e de Santa Catarina. Discutiu-se o conflito na perspectiva das forças militares e à luz da História Social. Dimensionou-se-o no contexto das relações coronelistas de poder da Primeira República brasileira e percebeu-se-o como reação ao imperialismo capitalista norte-americano. Identificou-se conexões com o Partido Federalista sul-rio-grandense, percebendo-se ali um federalismo de feição popular. Esmiuçou-se a vida dos monges que povoaram o universo espiritual dos caboclos, recorrendo-se à Antropologia e à História das Religiões. Mostrou-se a atualidade da crença joanina, isto é, no monge João Maria, que o povo da região ainda espera ver beatificado pela Igreja Católica. Visitou-se a dor dos vencidos e mostrou-se que o Contestado não terminou, vez que a região ainda apresenta o menor IDH de Santa Catarina. Conheceram-se emocionantes esforços de educação patrimonial e de valorização da memória coletiva. Descreveram-se as ossadas que ainda jazem esquecidas em valas comuns e os vestígios dos fornos utilizados para incinerar cadáveres, que se produziam aos milhares, não apenas durante o período mais aceso do conflito, mas também depois dele, quando vaqueanos e coroneletes da região levaram o terror aos sobreviventes, numa verdadeira política de extermínio e genocídio. O Contestado foi uma das maiores insurreições camponesas da História.

A dinâmica do evento mostrou-se profícua ao propor um diálogo entre a História, a Memória e o Patrimônio, instâncias, como se sabe, com naturezas diferentes. Reunidos estavam, assim, acadêmicos cientistas, historiadores, juristas, militares, jornalistas, antropólogos, sociólogos, cineastas, escritores e agentes da memória social. Por três dias, o auditório da Procuradoria-Geral de Justiça de Santa Catarina acolheu nomes de prestígio como Silvio Back, Sergio Rubim, Paulo Pinheiro Machado, Paulo Derengosky, Aureliano de Moura, Margarida Moura, Aluizio Blasi, Miguel do Espírito Santo, Paulo Hapner, Espiridião Amin e Vicente Telles, dentre outros. Comprovou-se a qualidade dos estudos que vêm sendo realizados sobre o tema. Novas pesquisas foram conhecidas, como as de Tania Welter, Rogério Rosa, Marcia Espig, Delmir Valentini e Alexandre Karsburg. Atentos aos detalhes, pesquisadores dos institutos históricos, como Janary Bussmann e Elísio Marques, nos descortinaram aspectos pouco conhecidos.

Os 30 minutos destinados para as comunicações foram insuficientes para a maior parte dos painelistas, que tinham conteúdo e fluência para falar por pelo menos uma hora cada. Talvez o tempo previsto para as falas tenha sido curto, de fato, mas foi a fórmula encontrada pela organização do evento para acomodar o grande número de painelistas convidados. Sacrificou-se um pouco do aprofundamento em benefício de um painel mais diverso. O bom tempo destinado aos debates, sempre animados por muitas perguntas e participações, compensou em parte o desejo aprofundar temáticas.

Foi farta a cobertura da imprensa. O Diário Catarinense dedicou matéria de uma página ao Seminário e ao livro sobre as memórias do General Vieira da Rosa, lançado pelo Memorial do Ministério Público. Jornais do interior repercutiram entrevistas realizadas pela Comunicação Social do MP. Blogs e sites comentaram o evento. Um documentário foi filmado. Mas acerta o jornalista Sergio Rubim, o Canga, quando lamenta o pouco interesse demonstrado pelos canais de televisão de Florianópolis em aproveitar a presença de tão ilustres intelectuais na cidade: faltou talvez a realização de um programa de debates televisivo.

Da livraria convidada para montar um stand esperava-se mais. Apesar de alertados com semanas de antecedência do teor da programação, não cuidaram seus administradores de providenciar a aquisição de livros dos painelistas e tampouco de reunir um bom acervo sobre o Contestado. Foi uma decepção, pois se esperava mais compromisso com a cultura e com os autores catarinenses de parte de uma das mais tradicionais livrarias de Florianópolis.

Ao final, como sublinhou o folclorista Vicente Telles, o importante são o sentimento e a capacidade de seguirmos nos indignando contra as injustiças que mancham nosso passado comum, para que aqueles que têm pela frente mais futuro do que passado, possam viver num mundo mais humano. Que o Seminário possa funcionar como uma brasa a incendiar nossas consciências, pois é grande a dívida que temos para com o passado.

As programações alusivas ao Centenário do Contestado continuam. Em setembro, no Rio de Janeiro, o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro abrigará um seminário sobre o evento. No próximo simpósio da ANPUH de São Paulo, Paulo Pinheiro Machado, um dos mais reconhecidos especialistas sobre o tema, oferecerá um minicurso. Nos próximos meses, a Universidade Federal de Pelotas e a Universidade da Fronteira Sul, em Chapecó, também estarão realizando colóquios, dialogando em torno de novas pesquisas. Em outubro, no Irani, uma cerimônia marcará os 100 anos do sangrento combate que detonou o conflito. O Memorial do Ministério Púbico, por sua vez, programa mais um conjunto de edições, a começar pelos anais do Seminário da semana passada, que será publicado sob a forma de um livro coletivo.

Fim do Programa Direito & Literatura

12 de julho de 2012 2

Lamento aqui a notícia da extinção do programa “Direito & Literatura: do fato à ficção”, veiculado até agora na TVE/RS e na TV Justiça e produzido pela equipe do Procurador de Justiça Lenio Streck e do Instituto de Hermenêutica Jurídica do Programa de Pós-graduação em Direito da Unisinos, a partir de um convênio com a Fundação Piratini. Em cinco temporadas, foram gravados mais de 160 programas, em alguns dos quais participei, debatendo com outros intelectuais obras referenciais da literatura sob a perspectiva do Direito e da Justiça. Nesse programa, por exemplo, discutimos o livro As Bruxas de Salém, clássico de Arthur Miller. Uma experiência enriquecedora de diálogo interdisciplinar de feição modelar que deveria estar sendo emulada e replicada ao invés de suprimida unilateralmente pela Fundação Piratini. Já é tão limitada a produção local de conteúdo pela TVE. A supressão desse programa de sucesso empobrece ainda mais a emissora. É uma pena.

Alguns dilemas do jornalismo, por Gonçalo Tavares: da maçã na encruzilhada ao Ausente no teatro Nô

16 de junho de 2012 0

Dentre os momentos altos do IV Congresso de Jornalismo Cultural, promovido pela revista Cult, no teatro do Tuca, na última semana de maio, em São Paulo, esteve a conferência do escritor português, nascido em Luanda, Gonçalo Tavares. Com 41 anos de idade, Tavares é uma das grandes revelações contemporâneas das letras lusas. Há semanas estou tentando comentar aqui no blog alguns dos livros dele que li, mas sempre e cada vez mais me falta tempo. Então, tomei algumas notas de aspectos que me pareceram interessantes na sua fala e as compartilho aqui com vocês.

A conferência combinou simplicidade e profundidade. Valendo-se de metáforas e imagens poderosas, Gonçalo procurou abordar alguns dos dilemas do jornalismo, o que encantou a plateia com forte presença de estudantes.

Passado, presente e futuro se entrelaçam na experiência da escrita e do fazer jornalismo. De algum modo, sustentou, as gerações de hoje precisam entender os sinais deixados pelas que passaram. Escritores, jornalistas e também historiadores estão entre os profissionais que ajudam a evidenciar estas pistas para o entorno social.

Para Gonçalo, este dilema parece bem representado num antigo hábito cigano: ao chegarem a uma encruzilhada e dobrarem para a direita, deixavam os viajantes uma maçã pousada num moirão próximo, sinalizando o local para os carroções que viriam no encalço. Como a maçã amadureceria durante o tempo em que estivesse ali, tratava-se também de um marco temporal, pois além da rota seguida o estado da maçã indicava há quanto tempo a família passara por aquele local. Os familiares, então, que encontrassem a maçã, poderiam decidir, com livre arbítrio, se tomariam ou não o mesmo rumo, mas abraçariam tal decisão conscientes dos passos seguidos por quem os antecedera. Um pouco como um certo personagem cômico, que, estando numa quarta-feira, de tão vesgo, tinha um olho na segunda-feira e outro no domingo…

Em seguida, Gonçalo observou seguir a civilização ocidental um modelo analítico cartesiano, que recomenda a compreensão de um objeto por extrema aproximação, dividindo-o e analisando-lhe cada pedaço, até se conseguir uma visão do todo. Mas, segundo ele, há outro método de análise, que pressupõe o afastamento. Seria assim também possível perceber-se o todo se afastando do objeto, até que se consiga uma perspectiva mais ampla do mesmo.

Outro dilema do texto jornalístico passa pelo ideal de neutralidade, que se afirma em oposição ao envolvimento com o objeto. No primeiro caso, estaríamos seguindo um princípio estoico, segundo o qual era sábio o homem apático, isto é, desprovido de paixão em relação ao entorno a ser estudado. Bem ao contrário de Baudelaire quando, em uma bela passagem citada na palestra, propugna a embriaguez, de vinho, de poesia, de informação, etc…, enlevo que sugere a fusão do analista com o seu objeto, já que o vinho sorvido deixa de ser um corpo distinto para se fundir com o corpo humano.

Para além da embriaguez e da apatia, coloca-se ainda a relação entre o belo e o feio. Gonçalo se revelou entusiasmado com o projeto de Oscar Niemeyer para o Museu de Niterói. A construção, em formato circular, está disposta em uma península, da qual se enxerga a deslumbrante vista do Rio de Janeiro. Mas não é possível caminhar ao redor de toda a fachada. Ao chegar-se no meio do percurso, o passeio interrompe-se, contrariando o visitante, num primeiro momento, até que este se vê obrigado a virar de volta e então enxerga parte da cidade de Niterói, aliás, uma parte feia da cidade. Então, esta fórmula arquitetônica pareceu-lhe genial, pois joga com o confronto permanente entre o belo e o feio, algo que acompanha e persegue o fazer jornalístico.

Nesse diapasão, Gonçalo Tavares registrou que a presença do indivíduo no século XXI tem a ver com a sintonia da atenção, isto é, está mais conectada à atenção de alguém do que ao local físico no qual seus pés se encontram. Nesse sentido, as viagens físicas seriam uma certa forma de incapacidade mental de imaginar, pois só há viagem de fato, isto é, mudança de posição, quando a atenção da pessoa altera o foco.

Destarte, o jornalista na contemporaneidade é cada vez mais parecido com o personagem do teatro Nô japonês que representa a Ausência. Trata-se de um dos papéis mais importantes, consistindo num personagem que não se mexe, permanece estático durante toda a peça, pois representa uma pessoa que já morreu, que está ausente, mas cuja lembrança ali permanece.

O gênero Nô foi promovido pelo shogunato no século 14. Basicamente, é um teatro de máscaras, com influência xintoísta e zen budista, praticado apenas por homens. O Nô investe em temas caros ao budismo, tais como a transcendência da ilusão, impregnando-se de arrebatadoras metáforas para grandes questões existenciais, mas sem as desconectar do cotidiano. Como não se verifica compartimentação entre a arte cênica, a dança, o canto e os instrumentos, o ator domina com maestria todas as linguagens.

Assim, Gonçalo desenha o dilema no jornalismo entre a difícil condição de estar presente e ausente ao mesmo tempo. E a referência ao sofisticado teatro Nô é sugestiva, pois sinaliza

Sim, certamente, há o status da escrita. No passado, segundo Tavares, a distância entre a escrita oficial e a individual era imensa. O que era produzido pelo estado tinha poder de lei e de verdade, enquanto a escrita individual era nominada rascunho. Atualmente, no mundo dos blogs e que tais, o rascunho ganhou status equivalente ao da escrita oficial. Se no século XX, a opinião da imprensa nas sociedades democráticas tornou-se um novo poder, equivalendo-se ao estado, no século XXI o que circula pelos blogs está no mesmo patamar da agora velha imprensa tradicional. Portanto, vive-se numa época em que é muito difícil saber o que é realmente importante.

No passado, antes da invenção do papel, a escrita tinha a madeira ou a pedra por suporte. Escrever era em alguma medida golpear. Demandava um instrumento firme e exigia força. Aquilo que tinha sido escrito a golpes, não mais se apagava. Um pouco como hoje, na Internet, pois o que nela é publicado, dificilmente se remove. Mas se antes se escreviam a golpes na pedra as sentenças lapidares, dos filósofos luminares, por exemplo, hoje já não se requerem golpes, e se escreve de tudo.

Finalmente, Gonçalo chamou a atenção para a tensão entre fato e a representação deste. Uma coisa é o que acontece no mundo e outra é o que se diz a propósito desse acontecimento, que pode ter inúmeras perspectivas. A linguagem é dramaticamente simplificadora. O vocábulo “cadeiras”, por exemplo, consegue abarcar numa única definição bilhões de objetos diferentes entre si, ainda que com uma essência em comum.

No século XXI, acredita, precisamos de aulas de defesa pessoal para sair às ruas de uma cidade, mas também necessitamos, e cada vez mais, de aulas de defesa de linguagem, pois ela está permanentemente a nos enganar, a nos roubar sentidos. A esse propósito, lembrou-se de uma frase de Fernando Pessoa: “contra argumentos, não há fatos” – numa instigante inversão do célebre aforismo positivista.

E se para muitos dos dilemas que vivemos não há receita fácil, Gonçalo remeteu-se a algumas sentenças consideradas inspiradoras, como uma de Jesus, que dissera preferir pescar com linha a com rede, algo que nos remeteria à ideia de acalentar paciência e estratégia para se fisgar o peixe certo, que mais vale do que dezenas e centenas de peixes apanhados a granel. Não pude aqui deixar de lembrar a metáfora do cineasta David Lynch, com quem estive há alguns anos, e que costuma explicar seu processo criativo ancorado na meditação oriental como uma fórmula para pescar os peixes grandes, que estão em águas profundas.

Gonçalo arrematou invocando passagem de uma carta do Padre Antônio Vieira, que se desculpa com o interlocutor pela missiva que já ia muito longa, vez que lhe faleceu o tempo de fazê-la mais curta – algo que nos alerta para a necessidade de burilarmos o texto, torando-o mais enxuto e belo antes de apresenta-lo aos outros, quase como que celebrando a máximo do arquiteto modernista Mies van de Rohe, “menos é mais”.

Revista de História Oral

10 de junho de 2012 0

Está on-line o número 14 da Revista da Associação Brasileira de História Oral. Há alguns bons artigos, inclusive uma interessante entrevista com o jornalista Peninha Bueno.

Entrevista com Robert Darnton no site da Cult

10 de junho de 2012 0

Pelo link é possível acessar uma entrevista que fiz com o historiador Robert Darnton para a revista Cult durante o IV Congresso de Jornalismo Cultural. Confere aí.

Robert Darnton, no Congresso de Jornalismo Cultural da Cult, apresenta projeto da Biblioteca Pública Digital

10 de junho de 2012 0

Eu creio que um dos pontos altos do último Congresso de Jornalismo Cultural promovido pela revista Cult, em São Paulo, na última semana de maio, foi a participação do célebre historiador nova-iorquino Robert Darnton, que nos apresentou o novíssimo projeto da Biblioteca Pública Digital Americana, uma revolucionária proposta de acesso gratuito, organizado e massivo à informação de qualidade. Reproduzo abaixo para vocês uma matéria que saiu na Folha de São Paulo.

IV Congresso de Jornalismo Cultural - revista Cult - São Paulo, 28 a 30 de maio

28 de abril de 2012 3

Alô, pessoal! Já está on-line a programação para o IV Congresso de Jornalismo Cultural, promovido pela revista Cult, de São Paulo, que este ano acontecerá na última semana de maio, no teatro do Tuca. O evento, para cuja curadoria contribuo, já se tornou uma referência no calendário cultural brasileiro. Este ano teremos as presenças, dentre outros do historiador Robert Darnton, do escritor Gonçalo Tavares, do quadrinista Art Spiegelman e do escritor Gay Talese. A programação, como sempre, está imperdível.