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	<title>Pé de Página</title>
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	<description>Cultura, história, política, cotidiano, comportamento e dicas de leitura pelo olhar do historiador Gunter Axt</description>
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		<title>Revista Carátula</title>
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		<pubDate>Wed, 08 Feb 2012 21:32:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gunter Axt</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Está on-line a revista Carátula, periódico cultural centro-americano dirigido pelo escritor nicaraguense Sérgio Ramirez. Ele proferiu uma excelente palestra em Porto Alegre, no Fronteiras do Pensamento, em 2007. Há bons artigos. Confiram aí.
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Está on-line a revista Carátula, periódico cultural centro-americano dirigido pelo escritor nicaraguense Sérgio Ramirez. Ele proferiu uma excelente palestra em Porto Alegre, no Fronteiras do Pensamento, em 2007. Há bons artigos. <a href="http://www.caratula.net/ediciones/46/index.php">Confiram aí.</a></p>
<p><a class="a2a_dd a2a_target addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Fwp.clicrbs.com.br%2Fpedepagina%2F2012%2F02%2F08%2Frevista-caratula%2F&amp;title=Revista%20Car%C3%A1tula" id="wpa2a_2"><img src="http://wp.clicrbs.com.br/pedepagina/wp-content/plugins/add-to-any/share_save_171_16.png" width="171" height="16" alt="Share"/></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Revista Brasileira de História, nº 62 está on-line</title>
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		<pubDate>Wed, 08 Feb 2012 21:26:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gunter Axt</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Olá pessoal! A revista Brasileira de História, tradicional publicação com Qualis 1A organizaçada pela Associação Nacional de História está on-line, com dossiê sobre festas. Confiram aí!
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Olá pessoal! A revista Brasileira de História, tradicional publicação com Qualis 1A organizaçada pela Associação Nacional de História está on-line, com dossiê sobre festas. <a href="http://www.anpuh.org/revistabrasileira/view?ID_REVISTA_BRASILEIRA=63">Confiram aí!</a></p>
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		<title>O Arquiteto Daniel Libeskind no Rio de Janeiro</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Feb 2012 18:55:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gunter Axt</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arquitetura]]></category>
		<category><![CDATA[Daniel Libeskind]]></category>
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		<description><![CDATA[O arquiteto Daniel Libeskind, responsável por projetos como o Ground Zero em Nova Iorque e o Museu Judaico em Berlim, fará palestra no próximo dia 7, no Rio de Janeiro. Confira aí.
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			<content:encoded><![CDATA[<p>O arquiteto Daniel Libeskind, responsável por projetos como o Ground Zero em Nova Iorque e o Museu Judaico em Berlim, fará <a href="http://www.midrash.org.br/programacao/palestra-o-arquiteto-do-ground-zero-daniel-libeskind/533">palestra no próximo dia 7, no Rio de Janeiro</a>. Confira aí.</p>
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		<title>A. J. Renner – nota sobre uma grande liderança empresarial do Sul do Brasil</title>
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		<pubDate>Tue, 31 Jan 2012 13:32:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gunter Axt</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
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		<description><![CDATA[Está on-line meu artigo do mês na revista Voto.

A. J. Renner nasceu em Feliz, em 7 de maio de 1884, filho de descendentes de alemães. Seus pais tinham uma modesta padaria e seus avós eram agricultores ou militares. A família mudou-se para Montenegro, onde o pai de A. J. associou-se a uma serraria e a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Está on-line meu artigo do mês na revista Voto.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<p>A. J. Renner nasceu em Feliz, em 7 de maio de 1884, filho de descendentes de alemães. Seus pais tinham uma modesta padaria e seus avós eram agricultores ou militares. A família mudou-se para Montenegro, onde o pai de A. J. associou-se a uma serraria e a uma usina de banha. Jovem, A. J. Renner aprendeu ouriversaria em uma tradicional joalheira de Porto Alegre. Em 1907, converteu-se em sócio da empresa comercial de seu sogro e cunhados, em São Sabastião do Caí, a Christian Jacob Trein &amp; Co, dedicando-se, assim, ao ofício de caixeiro viajante. Foi quando percorreu, no lombo de mulas, as antigas picadas da região colonial. Viajando sob intempéries, sol, chuva e até neve, percebeu que faltava aos caixeiros uma vestimenta adequada. Curioso, foi assim que acabou desenvolvendo o conceito da capa Ideal, que se tornou o maior sucesso da indústria têxtil do Rio Grande do Sul. <br />
Para atender a produção do novo produto, desenvolvido a partir de muita pesquisa, em 2 de janeiro de 1911, sob a razão social de Frederico Engel &amp; Co., entrou em operação uma tecelagem em São Sebastião do Caí. A razão social foi trocada, em 2 de fevereiro de 1912, para A. J. Renner &amp; Cia. . Em 1916, a empresa foi transferida para Porto Alegre, barateando os custos de produção. Em Porto Alegre, Renner construiu uma organização vertical, adotando novas técnicas, revolucionárias para a época. Em breve, tornou-se referência para os industriais e empreendedores gaúchos e seus produtos começaram a ser vendidos em todo o Brasil. <br />
Renner decidiu apostar na relação direta com o consumidor. Foi assim que disseminou pelo Estado uma rede de revendedores exclusivos de seus produtos. Logo em seguida, surgiram as “roupas em prova”, ou seja, ternos e paletós alinhavados, permitindo o ajuste em poucas horas na própria loja conforme especificações do cliente. Para isso, implantou em cada filial uma oficina anexa. Para dinamizar a comercialização, aproximando-a de mais bolsos dos consumidores, instituiu ainda um sistema de vendas a prazo. Tamanho foi o sucesso da loja que em 1932 ganhou uma sede própria. O edifício foi ampliado em 1935 e completamente reformado em 1944. Tornou-se uma das referências arquitetônicas do Centro de Porto Alegre<br />
Aos poucos, as lojas foram comercializando novos produtos desenvolvidos pela fábrica. Dos costumes masculinos passou aos tailleurs para senhoras e daí à malharia de seda e lã. O aproveitamento dos retalhos deu origem à confecção de chinelos e sapatilhas. A insatisfação quanto à qualidade do solado conduziu-o a fundar um curtume, donde em seguida derivou toda uma linha de calçados. A preocupação com a qualidade da lã incentivou a companhia a estabelecer prêmios aos fornecedores. Distinguiam-se assim aqueles que apresentavam lãs mais limpas e regulares. Da mesma forma, o fornecimento de linho exigiu de A. J. longas horas de meditação. Estudou a cultura e o processo de colheita. Verificou onde se faziam necessários ajustes e transformações. Terminou incentivando o início de uma plantação modelo em Farroupilha. Com o propósito de aperfeiçoar a maceração da palha e o tratamento da fibra no próprio local de produção, associou-se aos agricultores. <br />
Sempre muito atento às questões sociais, Renner foi um dos primeiros empresários brasileiros a investir pesadamente em qualificação e bem estar de sua mão-de-obra. Construiu vilas operárias, creches, refeitórios, criou cooperativas de crédito para seus funcionários. Tão amplos e importantes eram os benefícios estabelecidos que os operários de suas companhias negavam-se a aderir às greves gerais que paralisavam Porto Alegre, quando os trabalhadores lutavam por melhores condições de vida. Já com a implantação do sistema de três turnos em 1916, Renner inovou ao estabelecer a jornada de oito horas, o que era uma antiga reivindicação da classe operária. Em seguida, a eletrificação da produção, substituindo o maquinário a vapor, melhorou significativamente a rotina de trabalho, com a abolição de correias e polias. A medida reduziu também os acidentes.<br />
Em 1930, Renner aderiu à Revolução de 3 de Outubro, ajudando, inclusive, a subvencioná-la. Foi graças ao sucesso desse movimento que a Federação das Indústrias do RS pôde ser fundada, em 1931, pois, até então, os velhos governantes do Estado faziam todo o possível para inviabilizar o surgimento de fóruns de organização na sociedade civil. A participação de Renner no movimento e sua proximidade a Getúlio Vargas, na época Governador do Rio Grande do Sul e líder da Aliança Liberal, ajudaram a desfraldar a bandeira da legislação trabalhista. Renner, já como presidente da Federação das Indústrias do RS, viajou a São Paulo para ajudar o Governo Provisório a convencer os empresários paulistas da importância da adoção no Brasil de medidas assistencialistas para os trabalhadores, bem como de uma legislação trabalhista moderna.  <br />
Nos anos 1930, A. J. Renner foi representante classista na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, chegando a galgar o posto de Vice-Presidente. Foi envolvido nas articulações políticas que determinaram no Rio Grande do Sul o fim do célebre modus vivendi, uma tentativa de regime parlamentarista, cujo corolário foi a queda do General Flores da Cunha do Governo. <br />
O termo da Segunda Guerra mundial deu lugar a uma ampla reformulação do maquinário da empresa. Também foram construídos novos pavilhões e reformados os escritórios. Membro do Rotary Club, Renner engajou-se numa campanha mundial movida pela entidade que sugeria o caminho das obras e reformas como forma de ocupar a mão-de-obra e os capitais liberados com o final do conflito. <br />
Durante os anos 1940 e 1950, A. J. Renner abraçou inúmeras causas. Defendeu a utilização de combustíveis alternativos, como o gasogênio e óleos vegetais. Advogou a causa da reforma agrária, insistindo que as cidades deveriam ser cercadas por cinturões verdes de pequenas propriedades rurais, distribuídas subvencionadamente aos trabalhadores sem-terra. Criticou sem trégua a política cambial, orçamentária e tributária de sucessivos governos. Pugnou pela garantia da liberdade de mercado e pelo recuo da intervenção do Estado na economia, que se consubstanciava seja sob a forma de agências reguladoras ou mediante a formação de monopólios estatais no setor de serviços públicos. Todavia, celebrou a criação de agências de fomento e de crédito à produção agrícola e industrial. Insistia na necessidade de racionalização e enxugamento da administração estatal. Propugnava a melhoria das condições infra-estruturais do País e se lançou numa campanha de valorização da atividade industrial, que tinha por metas a mudança de mentalidade, o reforço da imagem empresarial, o reequipamento do parque fabril, o desembaraço da produção mediante desregulamentação estatal e, sobretudo, a expansão do financiamento aos produtores.<br />
Renner criticou o capitalismo liberal e atacou os extremismos políticos de esquerda ou de direita. Execrava o populismo demagógico. Acreditava na possibilidade de convivência da livre iniciativa e do lucro empresarial com a justiça social, em plena vigência de um regime democrático. Acreditava, ainda, na chance de cooperação construtiva entre Estado, trabalho, campo e capital. Pode, por isso, ser considerado como um dos precursores de um modelo próximo à social democracia no Brasil. <br />
A.J. Renner faleceu em 27 de dezembro de 1966, aos 82 anos de idade, em Porto Alegre. Representou para o Rio Grande do Sul um paradigma do empreendedor dinâmico, que se afirmou à margem do amparo governamental e conquistou, por seus méritos, espaço de interlocução política. Foi lembrado por toda uma geração como o “Capitão de Indústrias”, apelido que não se remetia apenas a sua impressionante capacidade empreendedora, mas também, e, sobretudo, à condição de liderança política que empunhou ao longo de sua trajetória pessoal.</p>
<p><a class="a2a_dd a2a_target addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Fwp.clicrbs.com.br%2Fpedepagina%2F2012%2F01%2F31%2Fa-j-renner-%25e2%2580%2593-nota-sobre-uma-grande-lideranca-empresarial-do-sul-do-brasil%2F&amp;title=A.%20J.%20Renner%20%E2%80%93%20nota%20sobre%20uma%20grande%20lideran%C3%A7a%20empresarial%20do%20Sul%20do%20Brasil" id="wpa2a_8"><img src="http://wp.clicrbs.com.br/pedepagina/wp-content/plugins/add-to-any/share_save_171_16.png" width="171" height="16" alt="Share"/></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>O STF não sabe o que é História</title>
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		<pubDate>Sun, 29 Jan 2012 00:21:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gunter Axt</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Reproduzo abaixo nota que está no site da Associação Nacional de História, com a qual comungo. Está se generalizando esta pretensão insustentável de parte de burocratas e juízes no Brasil, de definir o que é e o que não é documento histórico. Entendo a dificuldade de gestão dos imensos acervos documentais no Judiciário e não [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Reproduzo abaixo nota que está no site da Associação Nacional de História, com a qual comungo. Está se generalizando esta pretensão insustentável de parte de burocratas e juízes no Brasil, de definir o que é e o que não é documento histórico. Entendo a dificuldade de gestão dos imensos acervos documentais no Judiciário e não sou infenso a estratégias de enxugamento dos mesmos, quando amparadas em preceitos metodológicos sérios. Mas não dá para aceitar este papo de valoração dos documentos.</p>
<p><a href="http://www.anpuh-rs.org.br/informativo/view?ID_INFORMATIVO=2515">"O Ministro Cezar Peluso, presidente do  Supremo Tribunal Federal (STF), promulgou, em 29 de novembro de 2011, a  Resolução No 474 que "estabelece critérios para atribuição de relevância  e de valor histórico aos processos e demais documentos do Supremo  Tribunal Federal". O documento causa perplexidade aos historiadores e a  todos aqueles que, minimamente, tem acompanhado o desenvolvimento da  historiografia contemporânea, em especial por duas razões: por procurar  estabelecer "por decreto" o que é ou não histórico e por apontar como  subsídio para essa classificação critérios considerados ultrapassados  há, pelo menos, um século. Por esse motivo, a Associação Nacional de  História (ANPUH), entidade que congrega os profissionais de história  atuantes no ensino, na pesquisa e nas entidades ligadas ao patrimônio  histórico-cultural, não poderia deixar de trazer a público a sua  inconformidade com a referida Resolução...."</a> O documento na íntegra está no site da ANPUH</p>
<p><a class="a2a_dd a2a_target addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Fwp.clicrbs.com.br%2Fpedepagina%2F2012%2F01%2F28%2Fo-stf-nao-sabe-o-que-e-historia%2F&amp;title=O%20STF%20n%C3%A3o%20sabe%20o%20que%20%C3%A9%20Hist%C3%B3ria" id="wpa2a_10"><img src="http://wp.clicrbs.com.br/pedepagina/wp-content/plugins/add-to-any/share_save_171_16.png" width="171" height="16" alt="Share"/></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>&quot;Deus e Hitchens na terra do sol&quot;</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Jan 2012 18:25:59 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Saiu artigo meu no Caderno de Cultura da Zero Hora desse sábado passado. Confira aí.
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Saiu <a href="http://www.gunteraxt.com/zh-jan-2012.html">artigo meu no Caderno de Cultura da Zero Hora</a> desse sábado passado. Confira aí.</p>
<p><a class="a2a_dd a2a_target addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Fwp.clicrbs.com.br%2Fpedepagina%2F2012%2F01%2F23%2Fdeus-e-hitchens-na-terra-do-sol%2F&amp;title=%22Deus%20e%20Hitchens%20na%20terra%20do%20sol%22" id="wpa2a_12"><img src="http://wp.clicrbs.com.br/pedepagina/wp-content/plugins/add-to-any/share_save_171_16.png" width="171" height="16" alt="Share"/></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Adeus ao Prof. Telmo Müller</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Jan 2012 14:28:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gunter Axt</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Esta virada de ano tem sido dura para a cultura, tantos e tão importantes têm sido os que nos deixam. No sábado retrasado, o Caderno de Cultura da ZH trouxe um belo obituário escrito pelo Prof. Martin Dreher para o historiador Telmo Müller. Eu conheci o Prof Müller há uns 17 anos. Era um sujeito [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Esta virada de ano tem sido dura para a cultura, tantos e tão importantes têm sido os que nos deixam. No sábado retrasado, o Caderno de Cultura da ZH trouxe um belo obituário escrito pelo Prof. Martin Dreher para o historiador Telmo Müller. Eu conheci o Prof Müller há uns 17 anos. Era um sujeito alegre, divertido, apaixonado pela história e pela trajetória da comunidade germânica no Rio Grande do Sul. Prestou serviços inestimáveis à nossa cultura ao contribuir na organização do Museu Visconde de São Leopoldo e se tornou uma das grandes referências para os estudos sobre imigração alemã. Seu nome estará para sempre cinzelado dentre aqueles que mais contribuíram para o engrandecimento da cultura no Rio Grande do Sul.</p>
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		<title>A propósito do ócio criativo</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Jan 2012 01:58:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gunter Axt</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Gestão Cultural]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[economia criativa]]></category>
		<category><![CDATA[ócio criativo]]></category>

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		<description><![CDATA[Em dezembro, a revista Voto fez uma matéria bem interessante sobre o chamado ócio criativo, aproveitando citação de respostas minhas a uma breve entrevista. Resolvi desenvolver um pouco mais o tema aqui no blog.

A ideia de a criatividade fluir com dinamismo num ambiente menos carregado de compromissos e mais pautado pelo ócio não é nova. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em dezembro, a revista Voto fez uma matéria bem interessante sobre o chamado ócio criativo, aproveitando citação de respostas minhas a uma breve entrevista. Resolvi desenvolver um pouco mais o tema aqui no blog.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<p>A ideia de a criatividade fluir com dinamismo num ambiente menos carregado de compromissos e mais pautado pelo ócio não é nova. Está em Platão e em Sócrates. Era assim que os gregos antigos da Atenas clássica percebiam as pré-condições necessárias para a emergência da boa filosofia, da arte e da política, dimensões então apreendidas de uma forma orgânica e inter-relacionada. Naturalmente, nem todos os cidadãos podiam deixar o trabalho nas suas propriedades para passar os dias em palestras, banquetes, colóquios... Então, havia certo tom elitista nesta fórmula. Alguns dispunham de escravos para suportarem as tarefas pesadas e manuais, liberando-se para a política e a filosofia. Finalmente, por suposto, o exercício da cidadania não era extensivo às mulheres, cuja capacidade de pensar, inclusive, muito raramente se reconhecia.</p>
<p>Com a vulgata cristã que se espalhou na Idade Média europeia, o ócio criativo e elitista dos gregos derivou em desabrido preconceito contra as atividades manuais e argentárias. Agricultores, manufatureiros e comerciantes eram considerados como essencialmente inferiores ao clero e à nobreza – em tese, devotados à pregação, à contemplação espiritual e, no caso dos nobres, à guerra. Clero, nobreza e povo formavam então os três estados, convocados em assembleia pelos reis em tempos de aguda crise. Ao povo, certamente cabia mourejar e arcar com os impostos. Em nenhum outro país, como talvez na Espanha, a mais poderosa nação da primeira metade do século XVII, estes preconceitos calaram tão fundo e foram levados tão longe, com sequelas perceptíveis ainda em plena Era moderna.</p>
<p>Seria necessário o advento do protestantismo para que a cristandade lançasse outro olhar sobre a labuta. No século XVI, os puritanos na Inglaterra interpretaram todo o sinal de sucesso pessoal como uma benção divina. Calvinistas e Luteranos fizeram o mesmo. Mais tarde, a burguesia, cuja ascensão conecta-se também à ética protestante, entronizou o respeito ao trabalho, ainda que seu sucesso inicial tenha se dado na esteira da exploração feroz da mão de obra operária.</p>
<p>O enriquecimento das nações predominantemente protestantes e o declínio das católicas consolidou a convicção de que o trabalho era o melhor percurso para o progresso e para a felicidade. Com os horrores da Segunda Grande Guerra, quando se montou uma macabra indústria da morte, submergindo o mundo num pesadelo, alguns começaram a perceber que algo estava errado. Foi o caso do célebre escritor suíço Stefan Zweig, em 1941, quando, desejando escapar de um mundo que se precipitava na autodestruição desenfreada, viu no então aparentemente pacato e tolerante Brasil o “país do futuro”.</p>
<p>No fim do século XX, quando a aceleração da história, a vida on-line e a fartura se instalaram numa Europa desenvolvida no pós-guerra e agora pretensamente unificada, elevaram-se vozes lembrando que era preciso voltar a curtir a vida, relaxar, flanar. O ócio criativo timbrou então como grande novidade num Continente envelhecido e em sociedades ossificadas. Alguns levaram a concepção tão ao pé da letra que a confundiram com uma exacerbada concessão de benefícios supostamente sociais, a serem bancados por estados endividados. Protegidos e mimados, muitos passaram a se aposentar com proventos integrais, incrivelmente jovens e faziam ainda pouco caso do trabalho durante a curta vida ativa. Foi o que aconteceu, por exemplo, na Grécia e na Itália, onde, aliás, não só a economia criativa parece ter se beneficiado muito pouco de todo esse ócio, como toda a economia naufragou.</p>
<p>Enquanto isso, no Brasil, se continuou trabalhando. E muito! Qualquer brasileirinho, a despeito da fama maldosa que ao nosso respeito se construiu no mundo nas décadas passadas, e na qual muitos de nós até acreditaram, trabalha em média muito mais – e em condições nem sempre tão confortáveis – do que qualquer europeu. Há estatísticas e pesquisas que o provam! Ok, talvez em setores da burocracia não funcione bem assim..: são até folclóricos certos casos de funcionários públicos que nada fazem e nunca são demitidos. Mas cabe realmente perguntar se esta é a regra, mesmo na burocracia.</p>
<p>Paralelamente, desenvolvemos uma espécie de tecnologia de ponta da cultura hedonista, da qual o carnaval e o futebol são sem dúvida expressões eloquentes, o que subitamente se tornou muito apreciado na contemporaneidade pós-moderna.</p>
<p>Mas o país é recheado de contradições. O trabalho intelectual e literário entre nós não goza do mesmo prestígio que em outras sociedades. Nossos mestres, professores, escritores, artistas e intelectuais são em geral mal remunerados e, lentes da nova economia criativa, vivem ainda sufocados por uma burocracia sem fim – como a das leis de incentivo à cultura, por exemplo – ou assoberbados pela exigência de, num mundo hiper-interativo, funcionarem permanentemente como caixeiros-viajantes de sua própria obra.</p>
<p>Sim, a situação já foi muito pior. Há alguns anos, mal se falava em direitos autorais para escritores e os mecanismos de financiamento à cultura, se hoje são precários, então praticamente não existiam. Ainda assim, o investimento brasileiro em cultura, educação e pesquisa é muito aquém do que seria razoável e o país desperdiça diariamente talentos, que precisam se desdobrar em mil para produzirem alguma coisa, para divulgarem seu trabalho e para se sustentarem economicamente. Já nem sonho com o ócio criativo, mas imaginem só se as condições de trabalho dos agentes da economia criativa fossem incrementadas? Considerando o peso que esta cadeia produtiva tem no desenvolvimento contemporâneo, poderíamos estar promovendo uma verdadeira revolução...</p>
<p>Então, penso, nem tanto ao mar, nem tanto à terra. Nem o delírio autodestrutivo e desumanizado do trabalho sem fim, nem a indolência. E, no Brasil, está na hora de aprimorarmos as políticas de incentivo à cultura e à pesquisa, bem como melhorarmos significativamente a educação. Antes do ócio criativo, precisamos melhorar as condições básicas para o advento definitivo da economia criativa.</p>
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		<title>Biografia de Getúlio Vargas, por Lira Neto</title>
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		<pubDate>Sun, 08 Jan 2012 13:53:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gunter Axt</dc:creator>
				<category><![CDATA[Dicas de Leitura]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Política e sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[Companhia das Letras]]></category>
		<category><![CDATA[Getúlio Vargas]]></category>
		<category><![CDATA[Lira Neto]]></category>

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		<description><![CDATA[Terminei nesta quinta-feira leitura da última parte dos manuscritos para o primeiro volume da monumental biografia do Getúlio Vargas que o Lira Neto está escrevendo. Jornalista e escritor de mão cheia, Lira Neto vem se especializando em produzir excelentes estudos biográficos, dentre os quais se destacam obras sobre José de Alencar, a cantora Maysa, Castelo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Terminei nesta quinta-feira leitura da última parte dos manuscritos para o primeiro volume da monumental biografia do Getúlio Vargas que o Lira Neto está escrevendo. Jornalista e escritor de mão cheia, Lira Neto vem se especializando em produzir excelentes estudos biográficos, dentre os quais se destacam obras sobre José de Alencar, a cantora Maysa, Castelo Branco e Padre Cícero. <a href="http://www.liraneto.com/">Ele tem um ótimo site: confira aí</a>!</p>
<p>O texto do novíssimo livro sobre Getúlio Vargas, que será publicado pela Companhia das Letras, é elegante, bem escrito, equilibrado e substancioso. Conseguiu, ao mesmo tempo, produzir uma excelente síntese a partir da historiografia corrente e ir além do que se tinha até então, apresentando bons argumentos com base na consulta às fontes. Teremos com certeza um grande livro! O <a href="http://biografiagetuliovargas.com/">Lira organizou até um blog para o livro que está na forma.</a></p>
<p><a class="a2a_dd a2a_target addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Fwp.clicrbs.com.br%2Fpedepagina%2F2012%2F01%2F08%2Fbiografia-de-getulio-vargas-por-lira-neto%2F&amp;title=Biografia%20de%20Get%C3%BAlio%20Vargas%2C%20por%20Lira%20Neto" id="wpa2a_18"><img src="http://wp.clicrbs.com.br/pedepagina/wp-content/plugins/add-to-any/share_save_171_16.png" width="171" height="16" alt="Share"/></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Livrarias nas quais pode ser encontrado o Gênese do Estado Moderno no RS</title>
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		<pubDate>Sun, 08 Jan 2012 13:39:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gunter Axt</dc:creator>
				<category><![CDATA[Dicas de Leitura]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
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		<category><![CDATA[política]]></category>
		<category><![CDATA[República Velha]]></category>
		<category><![CDATA[Rio Grande do Sul]]></category>

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		<description><![CDATA[O pessoal tem me perguntado pelas livrarias nas quais já é possível encontrar o “Gênese do Estado Moderno no RS (1889-1929)”, a minha tese de doutorado recém-publicada pela Editora Paiol. Então, abaixo relaciono algumas, em Porto Alegre, Pelotas e Caxias do Sul:

BECO DO LIVROS
 CAMERON - COUNTRY
 CAMERON - BOURBON
 LIVRARIA CULTURA
 ISASUL DISTRIBUIDORA
 MANECO [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O pessoal tem me perguntado pelas livrarias nas quais já é possível encontrar o “Gênese do Estado Moderno no RS (1889-1929)”, a minha tese de doutorado recém-publicada pela Editora Paiol. Então, abaixo relaciono algumas, em Porto Alegre, Pelotas e Caxias do Sul:</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<p>BECO DO LIVROS<br />
 CAMERON - COUNTRY<br />
 CAMERON - BOURBON<br />
 LIVRARIA CULTURA<br />
 ISASUL DISTRIBUIDORA<br />
 MANECO CAXIAS (Caxias do Sul)<br />
 MANECO UCS (Caxias do Sul)<br />
 MARTINS LIVREIRO<br />
 SARAIVA PRAIA DE BELAS</p>
<p>SARAIVA BARRA SCHOPPING<br />
 ESPAÇO CULTURAL - PUC<br />
 INDEPENDENCIA<br />
 ROMA - PRAIA DE BELAS<br />
 TERCEIRO MUNDO - UFRGS<br />
 LIVROS DE NEGOCIOS (nas 4 filiais)<br />
 PALAVRARIA<br />
 UNIVERSITÁ - FAPA<br />
 VANGUARDA  (Pelotas)<br />
 Leitura XXI: <a href="http://www.leituraxxi.com.br/">www.leituraxxi.com.br</a> (link Paiol)</p>
<p><a class="a2a_dd a2a_target addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Fwp.clicrbs.com.br%2Fpedepagina%2F2012%2F01%2F08%2Flivrarias-nas-quais-pode-ser-encontrado-o-genese-do-estado-moderno-no-rs%2F&amp;title=Livrarias%20nas%20quais%20pode%20ser%20encontrado%20o%20G%C3%AAnese%20do%20Estado%20Moderno%20no%20RS" id="wpa2a_20"><img src="http://wp.clicrbs.com.br/pedepagina/wp-content/plugins/add-to-any/share_save_171_16.png" width="171" height="16" alt="Share"/></a></p>]]></content:encoded>
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