Segundo o repórter Eduardo Gabardo, da Rádio Gaúcha, o Inter, se mantida a interdição do Beira-Rio, deverá jogar na Montanha dos Vinhedos, em Bento Gonçalves. Diante de todas as possibilidades, acho que essa é uma boa escolha. A cidade gosta do Inter. Já recebeu o clube várias vezes em suas pré-temporadas. Sempre saudou com muito orgulho quando a escolha colorada foi essa. Mas ainda resta mais uma tentativa jurídica que será feita pela direção do Inter. Se for o caso, acho que o clube estará em casa. Fica perto da Capital, tem muitos colorados na Serra e a vida continua. Se não der no Beira-Rio, que seja em Bento, no meio dos vinhedos onde são fabricados os bons vinhos da Serra Gaúcha.
Itália
Não sei se dá para dizer que foi surpreendente a vitória dos italianos ontem contra a Alemanha. Não é de hoje que os italianos começam capengando e adquirem força durante a competição até chegarem às finais. E muitas vezes conquistam o título. Os dois belos gols de Balotelli terminaram com a Alemanha, que até ontem era considerada favorita para ganhar a Eurocopa. Mais do que isso: a Itália já conseguiu lugar na Copa das Confederações de 2013 aqui no Brasil.
Jajá
Só agora Dorival Júnior vai fazer um 4-2-3-1: dois volantes, Guiñazu e Elton, três meias, D'Alessandro, Oscar e Jajá, e um atacante, Leandro Damião. Quando busca esse esquema com Dagoberto no time, ele deixa de ter um bom atacante para ter um meia que nada joga, pois está fora de seu lugar de origem. Alguém pensou neste esquema no futebol brasileiro e todo mundo seguiu atrás. E isso vale quando tem jogador para cumprir o esquema ou quando não tem. Com Jajá, o Inter pode usar, com sucesso, essa forma de jogar.
Você sabia?
Que o Fluminense não chegou a um acordo para contratar Rafael Sobis?
Que ele pode estar acertando com o Grêmio ainda hoje ou amanhã?
Que Caxias e Juventude não quiseram emprestar seus estádios para o Inter jogar?

29 de junho de 2012 às 13:19
Bueno, acho bom jogar na Montanha dos Vinhedos e tal, mas existem ideias para, no caso do Internacional não contar com o Beia-Rio, promover clube.
Esta é uma ótima oportunidade para o Inter conseguir mais sócios no Interior do Estado. Será que não tem 20 mil interessados em ver um jogo do Inter em Erechim, e mais 20 mil em Caxias e em Bento em Rivera. Pensa nisso direção, tudo é planejamento. Visto que a média do Inter tem sido de 15 a 20mil, vale a pena elaborar um plano itinerante pra o clube. Torcida não faltará.
29 de junho de 2012 às 18:48
Pedro Ernesto. Tu não podes comparar operadores do direito com médicos. Por suas formações, têm naturezas diferentes de trabalhos. Os operadores do direito (advogados, promotores, juízes, etc.) trabalham para, digamos assim, sempre "ferrá" alguém. O advogado quer ver a parte adversa perder. O promotor quer ver o denunciado ser julgado e, se culpado, condenado. O Juiz, por sua vez, quer fazer justiça, aplicando ao infrator uma pena compatível com a gravidade do crime. O médico, não!...O médico não lida com partes adversas. É só com clientes. O médico tanto trata da vítima quanto do algoz dela, se esse estiver ferido. Quando o médico cura uma pessoa, em seguida os parentes dela, os vizinhos, o quarteirão todo, o bairro, a cidade e até gente no exterior o idolatram e passam a lhe procurar confiantes. Não os fazem inimigos. Ou seja, universaliza a simpatia por ele. Por sua vez, o advogado quando defende uma parte só fica com ela e os seus simpatizantes do seu lado. A outra parte, fica com o outro. Instala-se a dualidade. Vencedora ou vencida, a parte contrária tem em seus parentes, nos vizinhos dela, em todo o quarteirão que simpatiza com ela, o bairro, a cidade, toda a solidariedade e, por consequência, viram inimigas do advogado adverso. Chamam-no até de "porta-de-cadeia". Nunca mais esse advogado terá essas pessoas simpatizantes como seus clientes. Para o médico ser escorraçado pela sociedade, terá que haver erro no seu desempenho, enquanto para o advogado basta estar do lado do réu assassino. Eu sempre digo que não existe profissão que eduque mais uma pessoa deixar de ser racista do que o médico. No meio acadêmico, ele é o único que vê com seus próprios olhos que o sangue, o coração, os pulmões, os rins, a bexiga, etc. etc., são idênticos entre negros, brancos, judeus e todas as demais raças. E é por isso que ele trata todo mundo igual. Até colorados e gremistas.
29 de junho de 2012 às 19:18
Pedro Ernesto. Quando se diz que um promotor ou juiz, investidos de uma paixão exarcebada pelos seus clubes de futebol, são suspeitos ao denunciar ou julgar casos dos rivais, não estamos dizendo que isso é feito deliberadamente, pensado, vingado. Não!...Conheces a simbologia aquela da "meia garrafa cheia/meia garrafa vazia"?...Pois é. A visão do fato é que fica distorcida. Por exemplo: quando querem nos falar mal de pessoas que simpatizamos, recebemos o assunto com uma certa desconfiança, quase sempre o levamos para o lado da fofoca. Porém, quando nos trazem assunto de pessoa que não simpatizamos, sempre achamos facilmente que "onde tem fumaça, há fogo". Isso faz parte da pessoa. Transcende o profissional. Eu sou advogada. Se um cliente me procura para processar alguém pelo qual tenho admiração, trato logo de apaziguar a coisa, aconselhando o cliente a não ser tão duro, mostrando-lhe o lado bacana do adverso dele. Agora, se um cliente me procura para processar uma pessoa pela qual eu já tenho uma certa reserva dela, pode contar comigo porque o meu sentimento é meio caminho andado para a pretensão dele. "É a natureza do advogado!"... (plagiando o escorpião ao desculpar-se com o sapo por ter-lhe injetado o veneno, mesmo que esse o tenha ajudado a atravessar o rio nas costas: "É a minha natureza!").