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Centroavante

13 de julho de 2012 3

Jajá treinou ontem como centroavante. Como ele não é do lugar, deu o óbvio: não funcionou. No segundo tempo do coletivo, Dorival Júnior colocou o menino Maurides e melhorou. Não sei se ele é um bom jogador. Vai precisar provar, já que é um menino e recém começa a realizar seu trabalho entre os profissionais. Mas como cumpre a função, sabe jogar de costas para o gol adversário, o time se enquadra melhor e realiza com mais autoridade o seu jogo. O outro dado significativo do time colorado no treino de ontem é que Rodrigo Moledo treinou entre os reservas e Bolívar trabalhou como titular ao lado de Índio. Em outros casos, quando um jogador saiu do time por lesão, ao voltar, foi imediatamente titular. Não é o caso de Moledo, que deve ficar no banco. É verdade que, nos jogos em que atuou, Bolívar foi muito bem. Mas os critérios do treinador foram desobedecidos por ele mesmo.

Índole

Zé Roberto deu longa entrevista afirmando que, quando enfrentava o Grêmio, era obrigado a encarar um grau de dificuldade que outros adversários não apresentavam. Quer agora ter aquela marca que o assustava. No entanto, penso que ele não vai conseguir isso. O time de hoje não tem aquela índole, é mais tocador de bola, menos viril e menos competitivo. É outra característica que pode ser, logo ali, vitoriosa. Mas nada a ver com o Grêmio de “alma castelhana” ao qual o torcedor se acostumou.

Taça

A Copa do Brasil vencida pelo Palmeiras tem muito mérito do treinador Luiz Felipe Scolari. Mas tem também muito de Marcos Assunção, a melhor bola parada deste país e uma das melhores do mundo. O Palmeiras tem três zagueiros de grande qualidade, especialmente Henrique, que foi colocado como volante. Não é um time desprezível. Muito pior é o Coritiba, que mesmo assim chegou duas vezes à final da Copa do Brasil. O Mano que se cuide, já que Felipão está em alta e, se for mal na Olimpíada, pode perder seu lugar.

Você sabia?

* Que Zé Roberto jogou duas partidas pelo Grêmio e perdeu as duas?

* Que o Independiente quer Bolatti, mas não tem dinheiro para pagar a transferência nem R$ 200 mil mensais para bancar o salário do jogador?

* Que Rodrigo Moledo está ficando na reserva e Jajá não gostou da ideia de ser colocado como centroavante?

* Que a janela fecha dia 20 e depois não se pode mais contratar jogadores que atuam no Exterior?

Comentários (3)

  • Márcio diz: 13 de julho de 2012

    Pedro, bom dia… a questão do Bolívar, é uma só… ele manda no Dorival Jr. que é o treinador mais fraco que apareceu no Inter nos últimos 100 anos. Ele não tem comando, não sabe nada de futebol. Por isto que o Moledo que é muito melhor que o ruidade do Bolívar, vai para o banco de reservas. E outro detalhe é que o Bolívar é amigo do Fernandão. Que é outro cara que está só mamando no Inter e não faz nada.. FORA DORIVAL, BOLÍVAR e FERNANDÃO.

  • edihermes diz: 13 de julho de 2012

    Veja se dá para entender: num time recheado de reservas, não tem lugar para Bolati, mas para Josimar (quebrador de bola) tem; Jajá, até há pouco desafeto de técnico, passa a ser seu “coringa” e é posto fora de posição; o esquema muda sem mudar; aliás, que esquema (?); jogadas ensaiadas, mesmo com semanas inteiras para treinar (o que independe de escalação) não existem. Do-rival Júnior é uma grande decepção!

  • Diego Heck diz: 13 de julho de 2012

    Ae Pedro, esse título do Palmeiras foi pra calar a boca daqueles que diziam que o Felipão é um técnico ultrapassado, que não é mais o mesmo, que só ganha fortuna e não resolve mais nada etc. Tu, Pedro, era um que seguidamente dizia que fazia 10 anos que o Felipão não ganhava um título. Mas tem que levar em conta que, ao longo desses 10 anos, ele passou boa parte disso treinando a seleção portuguesa e fez um ótimo trabalho lá. Treinar seleção é diferente de treinar clube, pois uma seleção disputa muito menos títulos do que um clube, tem muito menos oportunidades de ser campeã. A rigor, uma seleção disputa só o torneio continental e a Copa do Mundo. O Felipão conseguiu levar Portugal à final da Euro 2004 (feito inédito pros lusitanos) e à semifinal da Copa de 2006, o que Portugal não conseguia fazia quase meio século.
    O cara fez modificações importantes no futebol português, reformulou o time, restaurou o orgulho dos jogadores de vestirem a camisa da seleção nacional, fez os portugueses acreditarem de novo no futebol do país deles. Esse foi o título do Felipão, ora bolas!
    Depois, no Chelsea, ele não teve realmente sucesso, mas também não teve muito tempo pra fazer o trabalho deslanchar. Talvez tenha faltado uma oportunidade maior. Então ele resolveu ir trabalhar num daqueles países esquisitos lá, até parece que ganhou alguma coisa, não sei.
    De volta ao Palmeiras, com aquele time ruim, alguém esperava que ele conseguisse, de imediato, fazer do Palmeiras um supertime? Não tem treinador que faça um time ruim ficar bom. Pode até dar uma melhoradinha, mas nada além disso. Ele precisava de tempo pra fazer a coisa deslanchar. Nesse sentido, parabéns à direção do Palmeiras, que sabia o treinador que tinha nas mãos e resistiu a alguns pedidos de demissão do profissional.
    O Felipão é um BAITA treinador, sabe como poucos organizar um time de forma simples, mas muito eficiente. E, principalmente, sabe como ninguém unir os jogadores em torno dele e fazer os caras darem a vida por ele em campo.
    Eu já me manifestei aqui ou no blog do Guerrinha uns meses atrás dizendo que, pra mim, o técnico ideal da Seleção Brasileira pra Copa de 2014 é o Felipão. E esse título do Palmeiras veio a confirmar o que eu penso desse extraordinário técnico de futebol.
    Detalhe: sou COLORADO (e muito COLORADO), mas sou fã do trabalho do Felipão. Só eu sei o que sofri nos anos 90 com o Felipão no comando do time da Azenha…

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