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Santa Maria

23 de março de 2013 1

Saiu ontem o inquérito policial versando sobre a tragédia da boate Kiss. Nenhum de nós conseguiu esquecer aquele domingo pela manhã, quando fomos acordados com uma notícia que mais parecia uma grossa mentira do que a dura realidade que se apresentava. Nunca se viu algo igual.
A fumaça tóxica produzida por elementos que serviam para bloquear o som e não perturbar o sono dos vizinhos é que foi a grande criminosa. Foi ela que matou 241 pessoas, interrompendo prematuramente a vida de jovens, a maioria universitários, e destroçando o mesmo numero de famílias.
Sim, era verdade. Aconteceu aquela situação macabra. Me contou o David Coimbra, um dos tantos repórteres escalados pelo Grupo RBS para aquela trágica cobertura, que viu uma centena de corpos femininos de um lado do Ginásio Farrezão e uma centena de corpos masculinos do outro lado da quadra.

Repórter

David Coimbra é dos mais experientes repórteres da RBS e do jornalismo gaúcho. Já viveu situações muito complicadas, já cobriu tragédias. Mas, dessa vez, ele tremeu. Ali, onde uma bola deveria correr com a boleirada atrás dela, estavam duas centenas de corpos de jovens que tinham morrido, horas antes, pela fumaça tóxica. Como um profissional pode reagir em um momento desses? Nós, jornalistas, sentimos muito, assim como me relatou o David. Médicos e enfermeiros, acostumados com muita coisa, também ficaram muito comovidos. Não poderia ser diferente.

Punições

Por mais forte que sejam as punições, e elas certamente acontecerão com uma força poucas vezes vistas neste país, não poderão apagar a tristeza de 241 lares. Pais, mães, irmãos, amigos, todos choram pela perda do ente querido.
E todos não conseguem entender a dimensão, a grandeza e a força descomunal daqueles momentos trágicos. Foi demais.

Você sabia?

- Que todo aquele cenário voltou à minha memória ao assistir à leitura do inquérito montado pela
Polícia Civil?
– Que as famílias pedem justiça e deveriam ter, mas não terão seus filhos de volta?
– Que as tragédias dessa dimensão ficam marcadas por anos e anos?
– Que é importante que se tome cuidado daqui em diante para que não mais se repita nada parecido?

Comentários (1)

  • Helder Hernani Hartmann diz: 24 de março de 2013

    Se forem realmente punirem os responsáveis pela tragédia, não podemos esquecer que isso só está sendo possível, devido a enorme repercussão e pelo elevado número de vítimas. Tivessem morrido umas 4 ou 5 pessoas, pouco teria sido feito à respeito, pois como todos nós sabemos, no Brasil, as providências cabíveis à respeito de segurança, só são levadas à sério, depois de ocorrerem tragédias iguais a essa de Santa Maria. Por quê não há fiscalização rigorosa em casas de espetáculos Brasil à fora ? Ora, como todos nós sabemos, o velho “jeitinho brasileiro”, sempre dá um jeito de mascarar o que está em desacordo com as leis vigentes, sem que o público que frequenta esses locais, sequer tenha conhecimento disso; ou só vai ter, depois de acontecer o que aconteceu…

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