Por Felipe Bortolanza (Interino)
Chega ao fim, neste domingo, a primeira Copa do Mundo em território africano. O belo estádio Soccer City
estará lotado. Espanhóis e holandeses, dois europeus, dividirão forças.
Na arquibancada, torcidas misturadas e ordeiras. No campo, astros como Villa, goleador da Espanha, e Sneidjer, artilheiro da Holanda. Será uma final inédita, que desperta contemplação.
– Que legal, alguém vai vibrar como nunca! – ouvi de uma criança.
Se for a Holanda, terá seus méritos. Está 100% na Copa e nas eliminatórias. E tirará da garganta o gosto amargo pelos vice-campeonatos de 1974 e 1978.
Se for a Espanha, viva la Fúria! Vai acabar com a sina do “joga como nunca e perde como sempre”. Em sua primeira decisão, sairá vencedora!
Holanda x Espanha. Eis a final...
Afinal...
Também no domingo, em vários recantos da África do Sul, a bola vai rolar em campos bem menos luxuosos
que o Soccer City. O futebol conquista adeptos por onde passa.
A cena desta fotografia retrata uma partida em um subúrbio de Joanesburgo. Qualquer menino africano deve ter passado um mês de sonhos. Mesmo que sua participação tenha sido assoprar uma vuvuzela. Trocar esta poeira por gramados verdinhos é a torcida para 2014, 2018.
Afi nal, dar um drible na sorte e imaginar um golaço no meio das pernas do goleiro é direito de toda a criança. Neste domingo, em especial, as sul-africanas.
Enfim
Acabada a Copa, ao final da tarde de domingo, tudo voltará à rotina. Sai a amarelinha e metade do povo gaúcho voltará ao traje azul. A outra metade, ao vermelho.
A Libertadores é a Copa do Mundo dos colorados. Para gremistas, é a secação mundial. O Brasileirão só esquentará depois disto no Rio Grande. Coisas do futebol
pampeano. Enfim...
