Há muitas semelhanças nesta demissão de Paulo Roberto Falcão com a de Renato Portaluppi. Os dois são os maiores ídolos das duas torcidas. Os dois foram colocados na rua pela mesma razão: perderam alguns jogos. Mas isto é apenas o pretexto da demissão.
Na realidade, Falcão e Renato brigaram com os presidentes. Falcão foi contratado por Roberto Siegmann, contra a vontade de Luigi. Renato estava consagrado no Grêmio quando Odone ganhou a eleição. Não poderia demití-lo. Teve de esperar pela primeira crise técnica para liberar o treinador. Fica a lição: o clube é presidencialista. Não adianta ser ídolo, estar na história, quem manda e demite é o presidente.
Repercussão
Assim como na demissão de Renato no Grêmio a repercussão é muito ruim para o presidente, desta vez Giovanni Luigi. Não se demite um ídolo impunemente. Há um preço caro a ser pago.
Assim como Odone teve, e ainda tem, que enfrentar uma crise forte com sua torcida, Luigi também vai conhecer a força da vontade do torcedor. Nada que não se resolva com boas vitórias. Mas, enquanto elas não acontecerem os xingamentos de toda ordem serão dirigidos ao presidente colorado.
Siegmann
Que perde força política e vê seu projeto pessoal ser muito atrapalhado é Roberto Siegmann. Ele mirava a presidência do clube. Para tanto, precisava ter um bom estágio no futebol. Foi interrompido por problemas pessoais com Giovanni Luigi.
Siegmann teve problemas com Vitório Piffero, com Fernando Carvalho, seu eterno defensor, e outros conselheiros importantes como Pedro Afattato. Para se reerguer politicamente vai precisar um grande trabalho de reaproximação. Será que consegue?
Você sabia?
* Que não foram poucas as pauladas que Giovanni Luigi levou nas coletivas de Falcão e Siegmann?
* Que o ambiente politico do Inter está completamente deteriorado?
* Que quatro jogadores deverão ser contratados brevemente pelo Internacional?


