Um protesto deverá interditar a principal avenida que leva ao estádio onde o Brasil enfrentará o México. E isso a partir das 10h. Mas, como se não bastasse, essa avenida ainda está em obras. Reside aí o problema.
Felipão e os jogadores da Seleção apoiam os manifestantes. Eles vivem uma realidade diferente, mas entendem os problemas dos brasileiros. Para pessoas mais carentes, os R$ 0,20 podem fazer muita diferença.
Além disso nenhuma grande cidade brasileira tem trânsito decente. Os trabalhadores, os estudantes e as pessoas em geral ficam presas horas nos congestionamentos.
Os jogadores sabem também que a corrupção brasileira ganhou contornos inaceitáveis e isso afeta quem vive por aqui. Mas não seria bom para os legítimos manifestantes que trancassem a principal avenida que leva a torcida para o palco dos jogadores, que a partir das 16h enfrentam o México. Será um grande espetáculo. Aliás, mais um nesta Copa das Confederações que é um sucesso.
Alegria
Felipão desfila alegria incomum por aqui. É o efeito das duas últimas boas vitórias da Seleção. Já antecipou o time, o que é raro, e repete a equipe que venceu o Japão. O único dos titulares com risco de perder posição é Fred. Contra o Japão, parecia um velho em campo. Mas é goleador, de repente, mete dois ou três gols e se justifica. Jô, no entanto, pede passagem.
Papo de avião
Viajei com Bob Fernandes, que é um dos mais brilhantes jornalistas do país. Trocamos muitas ideias sobre futebol. E, claro, sobre os protestos contra as despesas do governo com a Copa.
Há uma conta mal explicada. Foram gastos R$ 30 bilhões, um absurdo. Só que, com estádios, foram R$ 7 bilhões. Recordo da entrevista que fiz com Lula em Zurique, em 2009, quando a Fifa oficializou o Brasil como sede. Lula deixou claro aos jornalistas que o governo não colocaria dinheiro público na Copa. Não disse a verdade.
Fifa
Neste mesmo dia da entrevista com Lula, recordo que Joseph Blatter queria oito sedes na Copa. Lula pediu mais e levou 12. Imaginava que seria importante estádio em Manaus, para divulgar a Amazônia, e em Cuiabá, para mostrar o Pantanal.
Não deixa de ser boa ideia, mas é um custo muito alto. Com esse dinheiro, pode-se construir hospitais, investir em infraestrutura e muito mais. Quem quisesse conhecer esses locais pegasse um avião e fosse lá.
Olho nele
Luiz Gustavo é um achado de Luiz Felipe. Um jogador de marcação como poucos. Mesmo sendo reserva no Bayern, é um dos diferenciais defensivos da Seleção.
É demaaais!!!
O Castelão é um estádio excelente. Comparado ao Mané Garrincha, de Brasília, dá de goleada. Mais prático, tem visão melhor do gramado e tribunas de imprensa com mais qualidade.
Até ontem à tarde, restavam 2 mil ingressos à venda. Ou seja, teremos estádio lotado. Impressiona o amor dos cearenses pela Seleção. Com quem quer que se fale, sente-se o orgulho por recebê-la. O Brasil jogará sua segunda partida na Copa do Mundo aqui mesmo, em 17 de junho de 2014. O que só aumenta esse amor.
