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Os planos da Almeida Junior em Blumenau

18 de maio de 2017 1
jaimes

Empresário esteve nesta quarta-feira em Blumenau (Foto: Lucas Correia)

Às vésperas de lançar, em 1993, o Neumarkt Shopping em Blumenau, Jaimes Almeida Junior estava tão estressado que seu médico recomendou que ele parasse – ou sua saúde sofreria as consequências. Dez dias antes da inauguração, o empresário se isolou. Só voltou a vestir terno e gravata no dia em que o empreendimento foi aberto ao público, em 29 de setembro daquele ano.

O executivo contou essa história durante um evento para jornalistas na manhã desta quarta-feira ao fazer uma retrospectiva da trajetória do primeiro shopping do grupo que leva o seu sobrenome no Estado. Hoje já são seis grandes centros comerciais com a assinatura da Almeida Junior, que somam 1,8 mil lojas, representam 68% de participação de mercado em território catarinense e respondem por um faturamento que em 2016 atingiu R$ 3 bilhões.

No mesmo evento, Jaimes confirmou novos investimentos do grupo em Blumenau. No ano que vem, a fachada do Neumarkt será revitalizada – algo em torno de R$ 8 milhões. Há outras melhorias no estacionamento e na praça de serviços a caminho.

O empresário também quer tirar do papel um sonho antigo: a construção de um hotel nos fundos do empreendimento com cerca de 150 apartamentos, avaliado em R$ 40 milhões. Já há um desenho, mas a empreitada esbarra na necessidade de prolongamento da Rua Ingo Hering.

Jaimes se oferece a bancar os estudos do projeto e promete voltar a cobrar a prefeitura sobre o assunto. Se tudo der certo, as obras poderiam começar no ano que vem.

Confira abaixo a entrevista feita pelo blog com o executivo:

Como estão as vendas do grupo em 2017?
Tivemos um crescimento de janeiro a abril, em todo o grupo, de 16,3%. O Neumarkt, em especial, teve um aumento muito expressivo de 15,3% nos quatro primeiros meses (do ano). Sobre a mesma base de lojas, o incremento foi de 11,1%, contra uma inflação projetada no ano de 4%. A gente acredita que devemos manter este percentual durante todo o ano, porque o primeiro semestre normalmente não é tão positivo quanto o segundo para o varejo. Estamos muito otimistas. No ano passado faturamos R$ 3 bilhões. Foram vendas expressivas apesar da crise profunda que o Brasil viveu, mas Santa Catarina ficou um pouco descolada. No nosso caso, como temos 68% do share no Estado na indústria de shoppings centers, esse também é um fator que ajudou a manter a nossa performance.

Você percebe transformações no comportamento do consumidor na crise?
Muitas, não tenha dúvida. O que estimula o consumo é o humor, não é nem tanto a economia. Se o consumidor está bem humorado, ele compra.

Quais os planos de investimentos?
No ano passado inauguramos o Nações Shopping, em Criciúma, no meio da maior crise que esse país já teve. Uma semana antes da Dilma (Rousseff) cair nós estávamos abrindo o empreendimento. Foi um investimento de R$ 150 milhões. Em 2017 decidimos que o nosso sétimo shopping se chama eficiência: melhora substancial das nossas operações, do mix dos nossos shoppings, de pessoas. Transferimos no final de fevereiro a sede da empresa de São Paulo para Florianópolis. Temos um projeto já pronto em Chapecó, para fazer um equipamento grande, de 40 mil metros quadrados de ABL (área bruta locável), um investimento de quase R$ 300 milhões. Mas é algo que estamos programando para o segundo semestre de 2018. Há a expansão do Garten, em Joinville, também para o segundo semestre do ano que vem. Em Blumenau, aqui no Neumarkt, já temos todo o projeto da nova fachada, que será implantada no ano que vem. Vamos modernizar o estacionamento, com marcação eletrônica, comunicação visual digital e controle de vagas. Também vamos investir na área de serviços do shopping.

Há um projeto antigo de um hotel para ser construído nos fundos do Neumarkt. Como ele está?
Eu já apresentei este projeto ao prefeito Napoleão (Bernardes) há uns dois anos. Naquela oportunidade nós estávamos determinados a realmente materializá-lo. Com a mudança do humor da economia, nós recuamos para aguardar o momento adequado para fazer esse investimento. Agora nós estamos retomando. Já estamos conversando com alguns grupos para trazer uma bandeira internacional para agregar valor à cidade e ao shopping. O projeto já está desenhado. Eu acredito que em 2017 a gente deve assinar com a operadora e detalhar o projeto e dar a entrada junto à prefeitura para iniciar o investimento em 2018.

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Comentários (1)

  • Silvério diz: 18 de maio de 2017

    Querer acabar com o parque São Francisco, só pode, toda aquela área ali é frágil, possui fauna e flora sempre em risco, precisamos preservar e não derrubar.

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