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PIB volta a crescer, mas cautela e caldo de galinha não fazem mal a ninguém

02 de junho de 2017 0

Tecnicamente, a economia do Brasil parou de piorar ao crescer 1% entre janeiro e março deste ano na comparação com o último trimestre de 2016, segundo dados divulgados nesta quinta-feira pelo IBGE. Em valores correntes, o Produto Interno Bruto (PIB) nacional somou R$ 1,6 trilhão no período, puxado principalmente pelo bom desempenho – mais uma vez – do agronegócio.

Na frieza dos números, não deixa de ser uma notícia um tanto animadora. Até então o indicador, um retrato das riquezas produzidas no país, vinha há oito trimestres consecutivos no vermelho.

Em sua conta no Twitter, o presidente Michel Temer (PMDB) cravou que a recessão foi embora – e não há dúvida de que a partir de agora vai se escorar neste resultado para tentar se manter vivo no mandato. O mercado, por sua vez, recebe os números com mais cautela. Afinal, o levantamento considera um período de relativa calmaria política, antes de Joesley Batista abrir a boca e sacudir a República.

No Twitter, presidente diz que a recessão acabou. Mas ainda é cedo para afirmar (Foto: Reprodução)

As delações bombásticas do executivo da JBS abalaram a imagem de Temer e colocaram em xeque as reformas trabalhista e da Previdência, apontadas pelo setor financeiro e pela classe empresarial como fundamentais para o país retomar a curva do crescimento. Não será nenhuma surpresa, portanto, se o PIB do segundo trimestre for arranhado pelas denúncias do empresário pela instabilidade política causada por elas.

Vale lembrar, ainda, que o julgamento da ação que pede a cassação da chapa Dilma-Temer será retomado na próxima semana. O cenário de incertezas está longe de se dissipar.
De toda forma, o resultado de um único trimestre não é suficiente para assegurar que a crise passou. Significa, sim, um sopro de ânimo, mas ainda é preciso uma sequência mínima de indicadores positivos do PIB para fazer qualquer projeção mais aprofundada.

Para a população mais humilde, no entanto, o fim da recessão só chegará com a diminuição do desemprego. Como as contratações só devem ser retomadas num ambiente menos hostil, a fila de 14 milhões de brasileiros sem trabalho ainda levará um pouco mais de tempo para ser diminuída.

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