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Posts de junho 2017

Ministério dos Transportes vai apresentar projeto de concessão da BR-470

30 de junho de 2017 0

Foto: Patrick Rodrigues, Agência RBS

O Ministério dos Transportes vai fazer no dia 11 de julho uma pré-apresentação do plano de concessão da BR-470 à bancada catarinense no Congresso Nacional.

A informação foi confirmada pelo deputado federal João Paulo Kleinübing (PSD), coordenador do Fórum Parlamentar Catarinense, ao presidente do Sindilojas, Emilio Schramm, um dos coordenadores do Comitê de Duplicação da BR-470. JPK está sugerindo que, após o encontro, entidades empresariais da região se reúnam para debater o assunto.

Embora a pressão por mais recursos do governo federal para a BR-470 tenha aumentado nas últimas semanas – com nova campanha dos empresários e a garantia do ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Moreira Franco, de que as obras não sofrerão contingenciamento -, muita gente avalia que a concessão da rodovia é o caminho mais rápido para enfim finalizar a arrastada duplicação da estrada.

O tema, no entanto, precisa ser discutido clara e abertamente. O que não se pode aceitar, no caso da concessão, é a cobrança de taxas de pedágio abusivas.

As semelhanças e diferenças no tom do discurso das entidades contra os governos Dilma e Temer

30 de junho de 2017 0

O Conselho das Federações Empresariais de Santa Catarina (Cofem), composto por Fiesc, Fecomércio, Faesc, Fetrancesc, Facisc, Fampesc e FCDL, lançou nesta quinta-feira um manifesto que pede o combate à corrupção e defende as reformas estruturantes como soluções para mudar a realidade nacional.

O documento, intitulado “Por um novo Brasil”, diz que é preciso valorizar quem trabalha, empreende e vive honestamente. Coincidência ou não, foi lançado horas depois de a Comissão de Constituição e Justiça do Senado aprovar o relatório favorável à reforma trabalhista – o texto segue agora para o plenário.

O posicionamento das entidades não surpreende, já que todas elas têm defendido abertamente as reformas – incluindo aí também a da Previdência –, necessárias para, segundo elas, tornar o Brasil mais competitivo e estimular a geração de empregos. O que chama atenção é a mudança no tom do discurso.

Em março do ano passado, cerca de dois meses antes da abertura do processo que culminou no impeachment de Dilma Rousseff, o Cofem também havia lançado um duro manifesto. Há semelhanças entre o texto daquela época e o de agora. Ambos, além de defenderem as reformas, pedirem a valorização do setor produtivo e aclamarem por união dos brasileiros para atravessar o momento de turbulência, citam a gravidade da crise ética, política e econômica do país. Mas há algumas diferenças que, embora soem sutis, são pontuais.

Manifesto do Cofem de março de 2016…

…e o de junho de 2017

Apesar de não mencionar nomes, os manifestos têm destinatários distintos. O primeiro criticava abertamente a gestão de Dilma, questionando os rumos tomados pelo então atual governo e afirmando que ele havia perdido as condições para guiar os destinos do país.

O de agora não faz menção direta ao Executivo – fala em corrupção “em todas as esferas do poder” –, apesar de Michel Temer ter se tornado o primeiro presidente a ser denunciado por corrupção, contar com uma penca de ministros investigados por supostos atos ilícitos e amargar a menor aprovação popular dos últimos 28 anos.

Se antes o manifesto defendia um novo governo com credibilidade, agora o Cofem se dirige especificamente ao Congresso Nacional – ou seja, ao Legislativo –, manifestando apoio a deputados e senadores que têm se posicionado pela aprovação das reformas.

Pelo menos duas leituras podem ser feitas a partir do teor dos dois manifestos:

1) Para a classe empresarial e o setor produtivo, o interesse pelas reformas se sobressai independentemente de qual partido esteja no poder;

2) As pequenas melhoras de alguns indicadores econômicos e a iminente votação das reformas (sobretudo a trabalhista), que criam um cenário positivo de possível saída desta longa e profunda recessão, deixam as denúncias de corrupção que recaem sobre o atual governo em segundo plano.

Em discurso, vereador de Blumenau pede respeito e tolerância aos LGTBI

29 de junho de 2017 0

Bruno Cunha fez discurso contundente na Câmara (Foto: Jessica de Morais, CMB, Divulgação)

O vereador Bruno Cunha (PSB) fez um contundente discurso na sessão desta quinta-feira da Câmara de Blumenau ao falar sobre o Dia do Orgulho LGTBI, celebrado na quarta-feira.

Pediu respeito, tolerância e diálogo para a construção de uma sociedade mais plural. E alfinetou a Casa e alguns dos colegas de plenário, afirmando que a legislatura passada errou ao impossibilitar a discussão sobre gênero nas escolas – a proibição virou alvo de ação no Supremo Tribunal Federal.

De modo sutil, Bruno assumiu publicamente ser homossexual num ambiente em que este tipo de discussão ainda é um tabu. Discreto em relação à sua orientação sexual (ele não levanta bandeiras da causa LGTBI em sua atuação como parlamentar), o jovem vereador do PSB falou pela primeira vez sobre o assunto na tribuna.

Confira a íntegra do discurso:

Ontem (28 de junho) foi comemorado o dia de reflexão mundial dos direitos LGTBI.

Particularmente, não gosto da expressão orgulho LGTBI, porque entendo que da mesma forma que a sexualidade não deve denegrir, também não deve orgulhar.

A sexualidade não é nem qualidade, nem defeito, é característica.

Estou aqui pra dizer como demonstrado nesse vídeo, da ONU, que estamos em todas as profissões, em todos os países, estados e cidades do mundo. Estamos no comércio, na indústria, na universidade, estamos na política.

Estou aqui pra pedir a todos muita reflexão. Depende de cada um de nós a construção de uma sociedade plural, tolerante, amável, que substitua o julgamento pela compreensão, respeito e amor. Uma sociedade que aprenda a conviver pacificamente com as diferenças, com a pluralidade do gênero humano.

Estou aqui representando todas as pessoas que entendem o amor de forma inclusiva e não excludente e que consideram justa todas as formas, jeitos e maneiras de amar.

Estou aqui para dizer que a intolerância, o preconceito, a indiferença e a violência atingem, denigrem, machucam, matam.

Estou aqui para dizer que não cabe aoEestado permitir ou impedir a relação amorosa de pessoas do mesmo sexo. Não é apenas inconstitucional, é inconcebível e desumano.

Estou aqui para dizer que o que as crianças necessitam não são de pais e mães héteros, são de pais e mães que as deem amor, carinho, respeito, afeto, educação, independentemente da sexualidade.

Estou aqui pra dizer, meus colegas, que essa Casa errou na legislatura passada quando impossibilitou a discussão de gênero nas escolas, pois esse não é um tema da política, mas da ciência, pois sei, não em teoria, mas na prática, o quanto essa omissão é nociva, perigosa.

Estou aqui pra dizer também que não faço parte de coletivos LGBTI porque lamento que através de muitos métodos radicais, fanáticos, acabam muitas vezes prejudicando avanços institucionais.

Não é possível alcançarmos amor através de métodos de ódio, raiva, julgamento, rotulação.

Lamento que movimentos que não me representam e não representam muitos LGBTI tenham atitudes lastimáveis como moções de repúdio absurdas a estabelecimentos comerciais e em atos públicos serem desrespeitosos não cumprimentando bancas e autoridades.

Lamento muitos desses coletivos estarem estruturados por partidos políticos, manipulando pessoas bem intencionadas, com causas justas e necessárias.

Acredito que só avançaremos na construção de uma sociedade plural com muito respeito, tolerância, diplomacia, diálogo. Seguirei me comportando dessa forma, construtiva, respeitosa, com a ciência de que as mudanças sao gradativas e dependem da nossa sensatez, sensibilidade e capacidade de mostrarmos aos outros uma realidade distinta.

Se a vida sexual do seu amigo ou vizinho importa, saiba que tem algo errado na sua vida.

Que possamos avançar. Como diz Lulu Santos em uma de suas músicas, “vamos à luta e conhecemos a dor, consideramos justa toda forma de amor”.

Acredite, o mundo mais inclusivo depende de você, de cada um de nós. Que tenhamos mais empatia, tolerância, respeito e AMOR. Obrigado.

Ou veja o vídeo, publicado na própria página do vereador no Facebook:

O namoro de Alexandre Caminha (PROS) com o PSB

29 de junho de 2017 0

Da esquerda para a direita: Caminha, Bruno, Hildebrandt, Napoleão, Flores, Bornhausen e Grotmann (Foto: Divulgação)

Pela terceira vez neste ano o secretário estadual de Planejamento, Murilo Flores (PSB), esteve em Blumenau. Nesta quinta-feira, trouxe com ele o correligionário Paulinho Bornhausen, nome forte dentro da sigla no Estado.

Anfitrião do encontro, o prefeito Napoleão Bernardes (PSDB) tratou dos recursos para a construção do Centro de Convenções e questionou Flores sobre como o Estado pode ajudar o município com verbas destinadas a desapropriações para obras previstas pelo BID.

A “atenção” dada pelo governo estadual a Blumenau nas últimas semanas, inclusive com vindas de Raimundo Colombo (PSD), suscita especulações sobre a importância das lideranças locais no pleito eleitoral do próximo ano.

Também participaram da reunião o vice-prefeito Mário Hidelbrandt, o secretário de Desenvolvimento Social, Oscar Casico Grotmann, e o vereador Bruno Cunha, todos do PSB.

Entre eles, um “intruso’: o também vereador Alexandre Caminha, do PROS. Sua presença no encontro indica proximidade à sigla socialista. Questionado pelo blog, Caminha confirma o namoro com o partido e não esconde a afinidade que mantém com Hildebrandt. Ele quer ser candidato a deputado federal no ano que vem.

Justiça anula leilão de terreno da Buettner, em Brusque

29 de junho de 2017 0

Prédio principal da empresa (Foto: Diorgenes Pandini, Agência RBS, BD)

A Justiça de Brusque anulou a venda de um terreno da Buettner que foi à leilão em agosto do ano passado. Na época, a área de 2,8 milhões de metros quadrados, localizada no bairro Bateas, foi arrematada por R$ 1,5 milhão.

Só que o sindicato dos trabalhadores têxteis questionou o processo, alegando que o imóvel valia mais do que a primeira perícia havia apontado – cerca de R$ 2 milhões. Como o dinheiro da venda seria usado para pagar dívidas trabalhistas, o Sintrafite enxergou prejuízos para a categoria.

Diante da situação, a juíza Clarice Ana Lanzarini, responsável pelo caso, determinou a realização de uma nova avaliação no terreno. Desta vez, perícia feita por outro profissional constatou que a área vale R$ 8,7 milhões, ou seja, quatro vezes mais.

Com base nessa informação, ela decidiu suspender a venda do imóvel em decisão proferida na última semana. Não há prazo para a realização de um novo leilão.

A Buettner teve a falência decretada pela Justiça em abril do ano passado.

Duplicação da BR-470 não sofrerá cortes, afirma ministro. Será?

28 de junho de 2017 0

Parlamentares catarinenses se reuniram terça-feira com Moreira Franco (Foto: Divulgação)

Sobre a duplicação da BR-470, de Brasília chegam notícias animadoras. Em reunião nesta terça-feira com parte da bancada catarinense, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Moreira Franco, assegurou aporte financeiro para acelerar as obras nos quatro lotes entre Navegantes e Indaial – o colega Pancho já havia adiantado o assunto.

Moreira teria garantido que o governo definiu a duplicação da rodovia como uma obra estratégica do país e que, por isso, estaria blindada de possíveis cortes e contingenciamentos. Os valores exatos para a continuação dos trabalhados devem ser conhecidos em breve.

Só acredito vendo.

Aliás, o Comitê da Duplicação da BR-470 articula uma reunião com o senador Dalirio Beber (PSDB) e o deputado federal João Paulo Kleinübing (PSD), atual coordenador do Fórum Parlamentar Catarinense. A intenção é cobrar de ambos uma posição sobre a reunião com o ministro dos Transportes, Maurício Quintella, solicitada pelo Comitê, que pede uma suplementação de R$ 250 milhões para a obra.

Futuras obras do Centro de Convenções mudam agenda da Vila Germânica

28 de junho de 2017 0

Com a confirmação da liberação, por parte do governo do Estado, dos R$ 15 milhões necessários para a construção do Centro de Convenções de Blumenau, a secretaria de Turismo e Lazer de Blumenau já bloqueou a agenda do Setor 3 do Parque Vila Germânica, onde a estrutura será erguida, a partir de 2018. O espaço sediará apenas a Febratex, a Feira Brasileira da Cerveja e a Oktoberfest ao longo do ano. No restante do tempo, ficará livre para receber as obras.

A expectativa do secretário Ricardo Stodieck é que o convênio prometido pelo governador Raimundo Colombo seja oficializado em agosto, ou no mais tardar em setembro. O projeto do Centro de Convenções já está finalizado. Com os recursos em mãos, será lançada a licitação e assinada a ordem de serviço. Stodieck espera que estas duas etapas aconteçam ainda neste ano, para então iniciar as obras em janeiro de 2018 e finalizá-las ainda no primeiro trimestre do próximo ano.

De qualquer maneira, a secretaria já se movimenta. Está preparando um material promocional sobre a nova estrutura que, finalizado, será entregue a entidades ligadas ao setor turístico para que então se inicie a prospecção de eventos. O primeiro deles deve ocorrer, projeta Stodieck, em 2019.

Blumenau terá corrida de garçons em agosto

28 de junho de 2017 0

Competição já é tradicional em Balneário Camboriú (Foto: Marcos Porto, BD)

A exemplo de Balneário Camboriú, onde a competição já é tradicional, Blumenau também terá uma corrida de garçons. Será no dia 6 de agosto na Rua XV de Novembro.

Os concorrentes terão de carregar uma bandeja com garrafa ou copo (isso ainda será definido, mas nenhum dos objetos será de vidro). Para dar uma dose a mais de dificuldade, os competidores precisarão superar obstáculos como rampas, mesas e pneus.

Os vencedores receberão prêmios em dinheiro. O evento é uma realização do Sindicato de Hotéis, Bares e Restaurantes em parceria com o sindicato dos trabalhadores do segmento.

Lei permite que comércio cobre preços diferentes para pagamentos em dinheiro e cartão

27 de junho de 2017 1

Foto: Rafaela Martins, BD

Vai dar o que falar a lei sancionada segunda-feira pelo presidente Michel Temer (PMDB) que permite aos comerciantes cobrarem preços diferentes de um mesmo produto dependendo da forma e do prazo de pagamento. A nova legislação oficializa o que muitas vezes já acontecia na prática, mas que até então legalmente era proibido: estabelecer um valor caso a compra seja paga em dinheiro e outro (normalmente mais caro) se a transação for feita no cartão de débito ou crédito.

Para o varejo é um bom negócio porque as lojas agora poderão acrescentar as taxas referentes à operação dos cartões ao valor do produto, como forma de compensar o que até então eram perdas. Além disso, essa diferenciação era um pleito antigo da categoria.

Para o consumidor soa como um retrocesso, já que a compra pelo cartão provavelmente ficará mais cara. Fico imaginando ainda se as pessoas não ficarão expostas demais carregando um volume maior de dinheiro em espécie na carteira para ter direito a eventuais descontos.

Opinião

O presidente do Sindilojas Blumenau, Emilio Schramm, apoia a medida. Diz que ela beneficia quem paga em dinheiro com descontos e pode forçar as operadoras de cartão a baixarem suas taxas para se manterem competitivas – o que também seria bom para o consumidor.

Já o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Helio Roncaglio, promete levar a discussão para a próxima assembleia da entidade, amanhã. Por enquanto, os associados da entidade sinalizam que não devem fazer diferenciação dos preços.

"Se não tem duplicação, não tem reeleição": a nova campanha pela BR-470

27 de junho de 2017 1

Foto: Patrick Rodrigues, Agência RBS

Depois de buscar apoio do Conselho das Federações Empresariais de Santa Catarina, o Comitê da Duplicação da BR-470, que reúne lideranças empresariais e autoridades do Vale, planeja nova investida para ampliar a cobrança pela obra.

O grupo prepara o lançamento, em agosto, de uma campanha que mira especialmente a classe política. Será algo na linha “se não tem duplicação, não tem reeleição”.

A ideia, com outdoors espalhados pelas cidades, é buscar o comprometimento do tema por parte de candidatos que tentarão entrar ou voltar aos cargos eletivos no próximo ano.