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Posts de junho 2017

Indústria lamenta morte do empresário blumenauense Lothar Schmidt

27 de junho de 2017 0

Foto: Gilberto Viegas, BD

Faleceu na madrugada de ontem, vítima de parada cardiorrespiratória, o industrial Lothar Schmidt, ex-presidente da Acib entre 1969 e 1971. Aos 90 anos, ele ainda ocupava uma cadeira nos conselhos deliberativo e superior da entidade. Natural de Blumenau, Schmidt passou pela Cremer e era conhecido pelo perfil atuante em diversos ramos, atividades comunitárias e entidades de classe.

Em 2005, recebeu da Fiesc a Ordem do Mérito Industrial de Santa Catarina, a mais importante condecoração da indústria do Estado. Em nota divulgada ontem, o presidente da federação, Glauco Côrte, lembrou da “grande contribuição ao desenvolvimento de Santa Catarina” do empresário:

“Lothar Schmidt é desses empresários que nos orgulham e que sintetiza o espírito batalhador do industrial catarinense. Começou a trabalhar cedo e, ao longo de sua trajetória, destacou-se tanto na administração de empresas do segmento industrial, quanto comercial.”

Imagem da Piracicabana em Blumenau vai melhorar, aposta diretor da empresa

26 de junho de 2017 2

Maurício Garroti esteve na exposição dos novos ônibus no domingo, na Vila Germânica (Foto: Lucas Correia)

No início de fevereiro de 2016 a Viação Piracicabana desembarcava em Blumenau para cobrir o buraco do transporte coletivo deixado após a prefeitura romper o contrato com o antigo Consórcio Siga. A primeira impressão deixada pela empresa, porém, não foi nada boa. Ônibus velhos, sujos e que quebravam com facilidade testaram a paciência e os ânimos dos usuários nos primeiros dias da operação.

Um ano e meio e três contratos emergenciais depois, com uma situação mais estabilizada do que a de lá atrás, a companhia começa a escrever no próximo sábado, 1º de julho, um novo capítulo da sua história no município, desta vez na condição de concessionária definitiva (foi a única a apresentar proposta na licitação) e com um novo nome: Blumob. Cento e quatro veículos zero quilômetro – são 246 ao total – já estão em Blumenau e apresentam algumas (bem poucas, é verdade) novidades aos usuários.

Nesta entrevista, concedida na quinta-feira passada, o diretor da empresa, Maurício Garroti, fala da expectativa para o início da operação.

Como estão os preparativos para a operação?
A missão é bem complexa. Não basta receber os veículos aqui, a gente tem uma série de preparos em relação a eles. Tem a questão da instalação do sistema de bilhetagem, instalação do Wi-Fi, as adesivagens complementares de tarifa, bancos especiais e tudo mais. Está bem desafiador, mas a equipe está respondendo muito bem. Vamos conseguir atender dentro do prazo.

São 104 novos veículos no início da operação. Qual a previsão para renovar toda a frota?
Existe um fluxo financeiro que foi apresentado para a prefeitura na época da licitação, e é esse fluxo que vai dar as coordenadas em relação ao nosso processo de troca. Do restante (além dos novos), vamos ficar com poucos veículos 2009 e os demais a partir de 2010, 2011. Então vai ficar uma frota razoavelmente nova. Mas temos uma expectativa, e óbvio que isso vai depender de uma série de situações daqui para frente, de reduzir esse prazo de três anos (tempo exigido pelo contrato para renovação total).

Quantos desses modelos mais antigos vão ficar e que linhas eles vão operar?
Como a exigência (do contrato) era para a troca de 100% dos veículos troncais, esses 104 novos vão operar essas linhas troncais e o serviço Blufácil. Também optamos por trocar os 15 micro-ônibus que a gente tinha. Esses micro-ônibus novos vão operar linhas alimentadoras. Na sequência serão trocados os veículos que hoje já operam linhas alimentadoras e interbairros, de menor demanda.

Como ficará a situação dos trabalhadores? Eles serão recontratados?
Houve a exigência, em relação ao edital, para que fosse criada uma SPE (Sociedade de Propósito Específico). A constituição da SPE é basicamente pela Piracicabana, então não haverá rescisão ou qualquer mudança no contrato de trabalho dos funcionários. Eles vão, basicamente, apenas ser transferidos para a nova empresa. Não vai haver qualquer tipo de alteração em relação a férias, 13º. Não mexe em absolutamente nada.

As estações de pré-embarque serão reativadas ou usadas como pontos normais?
Por obrigação, fora o transporte, nós temos a questão da vigilância dos terminais. A operação das estações de pré-embarque é algo que ainda não foi discutido e que não fazia parte de forma clara em relação ao edital. Elas têm alguns poréns em relação à propriedade, à estrutura delas, como eram operadas. Isso vai ser discutido mais para frente.

Qual o balanço que você faz desse um ano e meio de Piracicabana em Blumenau?
Foi uma operação de guerra. A gente assumiu o compromisso de entrar em um sistema bastante desacreditado, com uma série de problemas de todas as ordens. Os primeiros meses foram complexos, com uma série de ajustes, até pelo perfil da frota, do tamanho do negócio, da necessidade de contratação de forma relâmpago de todas essas mais de mil pessoas. Tudo isso foi sendo ajustado. A gente entende hoje que o sistema é estável, mas com evidentes necessidades de melhoria, passando pela questão da frota, que é o primeiro passo que está se dando agora. Vai ser bem desafiador, como todos os sistemas de transporte público que a gente vem operando, com várias situações para serem discutidas e melhoradas para que a gente realmente tenha um sistema de melhor qualidade e confiabilidade. E acho que o edital foi bastante rigoroso quanto às exigências que a empresa vai ter que disponibilizar, justamente pensando em ter algo que seja o melhor ofertado para a população.

A Piracicabana não deixou uma boa impressão na cidade por conta dessa frota mais antiga. Isso vai mudar?
Nós temos certeza que sim. Basicamente todas as críticas foram feitas quase que em cima da frota. A gente estabilizou toda a condição, melhorou toda a nossa situação em relação à manutenção, a frota continua operante. Entendemos que vai ser bem perceptível para as pessoas essa melhora.

Várias cidades já aplicam tarifas diferenciadas com a compra antecipada e o pagamento feito no embarque. Não seria interessante ter essa fonte de receita, que facilita o planejamento?
Hoje, basicamente, de 35% a 40% da receita é de passageiro pagante, em dinheiro. O restante, principalmente por conta do cliente pessoa jurídica, com a compra do vale-transporte, já é feito no cartão. É algo que não precisa, necessariamente, ficar fora do radar. A gente entende que todas as possibilidades de melhoria vão passar por um período de maturação. Neste momento, todo o empenho é em relação à frota e à estabilidade do sistema. Para os próximos períodos, a gente vai ter mais argumento para discutir situações como essa. Vamos passar a ter mais informações em relação ao passageiro, conhecer melhor qual é a demanda efetiva em cima de cada um dos horários e linhas.

Quando foi feita a consulta pública sobre o novo sistema, o ar-condicionado apareceu como um dos principais pedidos da população. Por que isso não está previsto?
Eu não saberia te responder porque não nos cabe questionar ou mudar o edital. O que a gente pode te passar como sensibilidade do operador do sistema é que o ar-condicionado, inevitavelmente, exerce um peso sobre a tarifa. Passa pela aquisição do equipamento, pela operação disso no dia a dia, com maior consumo, e custo de manutenção. Tudo que se pensa em qualidade no transporte público, infelizmente, está muito atrelado a custo e preço.

Entre 2014 e 2016, o número de viagens de ônibus caiu 26% na cidade, enquanto a média nacional foi de 9%. Qual o tamanho da preocupação frente a essa realidade?
O número de viagens provavelmente caiu porque está intimamente ligado ao total de gente transportada. Temos informações de que de 2007 até hoje o total de passageiros caiu entre 23% e 25%, então é um dado semelhante. Olhar friamente e exclusivamente um desses pontos no transporte público é algo bastante complexo. Você tem que olhar a demanda das viagens, onde foi melhor aproveitado o recurso. Numa segunda etapa vai ser uma missão nossa, juntamente com o Seterb, reavaliar o sistema como um todo e entender onde é melhor aplicar esse recurso. Às vezes pode ter diminuído o número de viagens, mas aumentado a quilometragem percorrida, levando os ônibus a mais lugares. Isso é uma coisa que, ao longo do tempo, demanda um conjunto de dados para se fazer uma avaliação mais precisa.

Mas esse cenário não afeta a rentabilidade da operação? Quando o número de viagens diminui, também cai o volume de passageiros…
Normalmente é o contrário. Quando você percebe mudanças em relação à demanda você faz ajustes, e esse é o grande objetivo. Todo mundo tem que ter plena ciência de que ou você tem parâmetros e condições para que o sistema seja sustentável ou nós vamos assistir várias vezes, como a gente vem assistindo em vários municípios, essa situação de falta de um comprometimento geral em relação ao sistema, que leva ao sucateamento, a uma perda de qualidade, que leva tantas empresas a quebrarem, contratos emergenciais… É um conjunto de fatores. Precisa ser realmente muito racional na reavaliação de viagens, quilometragem, quantidade de frota. Isso não é por mero achismo, mas com base em dados e fatos para ser realmente responsável em relação à qualquer mudança.

Blumenau tem um sindicato (Sindetranscol) forte, mobilizado e atuante. Como é a relação da empresa com a categoria?
Desde o primeiro momento foi de extremo respeito e transparência em relação a tudo o que a gente faz. Respeitamos a oposição do sindicato, que está aí para defender os interesses, as necessidades e os pedidos dos trabalhadores. Mas é uma relação em que nós temos que manter tudo em ordem naquilo que é previsto na convenção coletiva. Uma vez que não há pendências por parte da empresa, a gente entende também que fica fácil, no dia a dia, ter uma convivência tranquila. E sempre sentar à mesa com muito diálogo.

Houve uma discussão polêmica recente na cidade com relação à presença dos cobradores. Qual o posicionamento da empresa em relação a esta questão?
A discussão do cobrador nunca foi pauta nossa. Sobre esse assunto que tramitou na Câmara (tirar o Sindetranscol da decisão sobre a presença de cobradores em linhas de baixa demanda), o sindicato sabe que não houve qualquer interferência ou pedido da empresa nesse sentido. É uma discussão que não cabe exclusivamente à empresa, é algo que tem que se pensar quanto à posição do sindicato, ao perfil das linhas, ao que o Seterb e o poder público entendem também em relação ao assunto. Então é algo que hoje não está na nossa pauta, não faz parte das nossas discussões e nunca foi tema de conversas.

O contrato é de 20 anos. O que dá para imaginar de mudanças no futuro?
A nossa expectativa é bastante positiva. O fato de ter um contrato de 20 anos também permite que a empresa seja mais agressiva em relação a qualquer tipo de investimento que traga qualidade, talvez mais passageiros, e que faça que o sistema seja mais eficiente. A segunda etapa é o monitoramento dos ônibus por GPS, que é um item contratual. E também o sistema de bilhetagem vai permitir que a gente enxergue absolutamente todas as linhas e frequências, toda a relação de oferta e demanda, criando um horizonte para que o sistema seja o mais racional possível, atenda melhor as pessoas e seja mais eficiente.

Quando a Piracicabana chegou a Blumenau, questionou-se muito os benefícios recebidos (a prefeitura absorveu custos de manutenção dos terminais e cedeu terrenos para o estacionamento dos ônibus), mas houve também um investimento da empresa. Qual foi o tamanho do investimento na época e agora?
O investimento da primeira fase eu confesso que não tenho. Foi realmente algo mais no sentido de preparar a frota para a operação, de mobilizar todo o pessoal e fazer alguns ajustes em termos de estrutura. Esta segunda etapa, sim, tem aspectos de investimentos mais expressivos, que passam principalmente pela questão da frota. A gente estima, num primeiro momento, pelo menos R$ 50 milhões entre todos os investimentos que estão sendo feitos em veículos e equipamentos. Foi uma opção nossa, por exemplo, trocar o sistema de bilhetagem. Não era uma exigência, até porque o sistema que a gente tinha anteriormente e que opera até hoje na cidade atende os requisitos solicitados. Mas foi uma opção justamente para conseguir ter maiores parâmetros e essa efetividade. E aí tem toda a questão de investimentos em estrutura de garagem, que a gente tem alguns prazos para cumprir. Nós estamos começando agora. A primeira missão é realmente conseguir colocar toda a frota zero na rua e atender os primeiros prazos que são exigidos para o primeiro dia de operação.

Câmara de Blumenau estuda construir sede própria em edificação histórica

24 de junho de 2017 13

Ideia é verticalizar o prédio da Fundação Cultural (Foto: Lucas Correia, Agência RBS)

A Câmara de Vereadores de Blumenau cogita a possibilidade de construir a tão sonhada sede própria na Fundação Cultural. A ideia, neste caso, seria verticalizar o prédio, aliando parte da arquitetura existente a uma nova construção, mais moderna. Com quem conversa a respeito, o presidente Marcos da Rosa (DEM) vem colhendo boas impressões sobre a proposta.

A Secretaria de Desenvolvimento Urbano vai fazer um estudo técnico de viabilidade da obra. O secretário Ivo Bachmann Junior lembra que, por se tratar de uma área histórica, há condições específicas que precisam ser atendidas. Só depois dessa análise a discussão deve avançar, incluindo aí questões relativas a projeto e de ordem financeira.

A prefeitura chegou a oferecer um terreno na Rua 2 de Setembro, ao lado da Rodoviária, para a obra, mas os vereadores descartaram a alternativa. Segundo Rosa, o acesso ao local é ruim e seria necessário desapropriar parte de outro imóvel. Além disso, pesa a vontade do Legislativo de permanecer na região central da cidade.

O aluguel do imóvel atualmente ocupado pela Câmara, na esquina da Rua das Palmeiras com a Rua XV de Novembro, custa R$ 60 mil ao mês. A partir deste valor, a atual legislatura desembolsaria cerca de R$ 2,8 milhões até 2020. A construção de uma sede própria é defendida como uma forma de poupar recursos públicos no futuro, depois que a obra se pagar.

O debate em torno do assunto é antigo. A Câmara, inclusive, já criou um “fundo” para a obra, abastecido com parte das sobras da atividade anual do Legislativo. O caixa, até agora, tem R$ 1,5 milhão. Se a ideia de verticalizar o prédio da Fundação Cultural não vingar, os vereadores vão discutir outras alternativas de terrenos no Centro da cidade.

De qualquer maneira, já veio do Observatório Social de Blumenau a cobrança por um estudo de viabilidade econômica. A entidade quer saber se, financeiramente, vale a pena construir uma sede própria ou se é mais vantajoso, sob o ponto de vista dos gastos públicos, continuar pagando aluguel por enquanto. Rosa se comprometeu a apresentar o detalhamento e garante que, antes de qualquer decisão, o tema será debatido com a comunidade.

Praça do Empreendedor vai ampliar espaço e serviços em Blumenau

24 de junho de 2017 0

Foto: Lucas Correia, Agência RBS

A Praça do Empreendedor de Blumenau vai aumentar de tamanho. Uma nova sala de 63 metros quadrados será anexada à atual estrutura, de 143 metros quadrados, que funciona no térreo do Shopping Park Europeu. Graças a uma parceria com o empreendimento, a prefeitura não paga aluguel para usar o espaço.

Com a ampliação, a meta é expandir, também, os serviços prestados no local. Segundo o diretor da Praça, Rafael Phillipe de Oliveira, um dos objetivos é trazer um servidor da Faema, que ficaria responsável pela análise dos pedidos de dispensa de licenciamento ambiental para empresas de menor complexidade, e outro do Corpo de Bombeiros, que agilizaria a emissão de alvarás.

As novidades foram anunciadas na sexta-feira durante um breve evento que celebrou os dois anos de atuação da Praça. Nesse período, foram atendidas 71,3 mil pessoas e abertas 7.786 empresas na cidade, que representam um potencial de geração de pelo menos 18 mil novos empregos, segundo estimativas do Executivo.

Por concentrar vários serviços em um mesmo local e agilizar a abertura de pequenos negócios, muitas vezes formalizados em apenas um dia, o empreendimento virou case nacional e já rendeu prêmios à prefeitura.

Incertezas da economia fazem projeção de investimentos da indústria de SC cair em 2017

24 de junho de 2017 0

Se ao longo de 2016 o industrial catarinense projetava a retomada da atividade econômica em 2017, uma pesquisa divulgada quinta-feira pela Fiesc revela que essa recuperação ainda está um pouco distante.

O volume de investimentos das indústrias do Estado – ao menos daquelas que responderam um levantamento feito pela entidade – para este ano chegará a R$ 7,3 bilhões, contra R$ 7,6 bilhões no ano anterior. Os valores serão aplicados na compra de máquinas e equipamentos, ampliação da capacidade produtiva e das instalações, atualização tecnológica e pesquisa.

O número de indústrias que respondeu a pesquisa caiu neste ano em relação a 2016 – de 218 para 196 –, o que em parte pode explicar a queda do volume total. Mas são as incertezas da economia, abastecidas pela crise política, que fazem os empresários botarem o pé no freio.

Segundo o estudo, 88% das companhias alegam que este é o principal fator que coloca os investimentos em risco. Em 2016, o mesmo indicador era de 81%.

Após corte em 2013, número de cargos comissionados cresce na prefeitura de Blumenau

23 de junho de 2017 2

Foto: Patrick Rodrigues, Agência RBS, BD

Uma das primeiras medidas adotadas no governo de Napoleão Bernardes, ainda no início de 2013, foi o corte de “quase uma centena de cargos comissionados” no município, como o tucano repetiu em diversas entrevistas ao fazer uma análise do primeiro mandato. Naquela época, a tesourada representou 83 CCs a menos, reduzindo a estrutura deste tipo de quadro no Executivo de 411 para 328 postos. Desde então, no entanto, este volume cresceu, ainda que em pequena escala. O número de cargos em comissão da administração direta – prefeitura, secretarias, autarquias e fundações – subiu para 340 em 2015 e chegou a 344 neste ano.

Os dados foram apresentados pela própria prefeitura durante uma audiência pública de prestação de contas realizada em parceria com o Observatório Social (Osblu) quinta-feira pela manhã no auditório da Ampe. Empresários presentes, claro, não gostaram dos números. Até porque a redução dos cargos de confiança era um dos pontos da carta “Por uma Blumenau melhor”, elaborada por entidades de classe e entregue a todos os candidatos a prefeito na eleição passada. Em suma, o documento pedia ações para otimização da máquina pública e melhor aplicação de recursos.

Com Napoleão acompanhando a agenda do ministro das Cidades, Bruno Araújo, os questionamentos foram direcionados ao secretário de Gestão e Transparência, Paulo Costa, responsável pela apresentação. Costa vinculou o aumento do número de comissionados ao crescimento da demanda em algumas áreas. Citou, como exemplo, a criação da gerência da transparência que, segundo ele, permitiu avanços como a criação do novo portal da transparência do município, o sistema de georrefereciamento e uma maior integração com o próprio Osblu. Neste último caso, a proximidade com o observatório, observou Costa, permitiu economia de recursos com revisão de processos e licitações, por exemplo.

Outra área que precisou “crescer”, conforme Costa, foi a de regularização fundiária, que ganhou secretaria e quatro novos servidores neste ano. De acordo com o secretário, a complexidade do tema demandou uma estrutura mais focada para melhorar a capacidade de execução de ações. Ele cita, inclusive, que em breve deve entrar em tramitação um projeto de lei que prevê desburocratização da questão.

— Se for feito um cruzamento disso (aumento dos CCs) com o que a gente agregou de resultados e melhorias, no final compensa e o município ganha — defende.

Sem aumento de salário

O documento “Por uma Blumenau melhor” também fazia reivindicações semelhantes aos vereadores. Na audiência de ontem, o presidente da Câmara, Marcos da Rosa (DEM), destacou algumas ações de corte de despesas da Casa, como redução da verba de gabinete. E garantiu que, se depender da vontade dele e da atual composição da Mesa Diretoria, o aumento de salário e do número de parlamentares não entrará em discussão. Resta saber se os demais membros do plenário também pensam assim.

Transporte coletivo de Blumenau não terá mais meia tarifa aos domingos

23 de junho de 2017 4

Nem todo mundo está sabendo, mas a partir do dia 1º de julho, quando a Blumob começa a operar em Blumenau, usuários de ônibus não terão mais direito a meia tarifa aos domingos. Como isso não estava previsto no edital, a prefeitura baixou um decreto fixando o preço em R$ 3,90 para todos os dias da semana.

O presidente do Seterb, Carlos Lange, alega que a manutenção do benefício iria encarecer a passagem. Só que a nova operação já inicia com reajuste.

De acordo com Lange, uma tarifa única se reflete em benefício de todos os usuários, e não apenas parte deles.

Após 33 anos, Sintex tem novo presidente

22 de junho de 2017 0

José Altino Comper (Foto: Divulgação)

O Sindicato das Indústrias de Fiação, Tecelagem e do Vestuário (Sintex) tem novo presidente. José Altino Comper, que comanda a gasparense Círculo, foi eleito para o cargo na segunda-feira.

Comper substituirá Ulrich Kuhn, um dos ícones da indústria têxtil da região, que ocupava o cargo desde 1984 e já havia manifestado sua vontade de renovar a gestão do Sintex.

A sucessão foi definida em consenso entre as empresas associadas à entidade. O vice será Rui Altenburg, diretor-presidente da Altenburg. Renato Valim permanece como diretor-executivo.

A posse está marcada para o dia 7 de agosto.

Ônibus maiores da Blumob terão duas catracas para agilizar entrada de passageiros

22 de junho de 2017 3

Foto: Giovanni Silva, Arquivo pessoal

Começaram a chegar nesta quinta-feira em Blumenau os primeiros ônibus de 15 metros da Blumob, que vão operar principalmente a linha troncal 10 (Aterro-Garcia), de maior movimento.

Além de não serem articulados como os veículos maiores do antigo Consórcio Siga, os modelos chamam a atenção por apresentarem duas catracas. A ideia, segundo a Piracicabana, é aumentar a agilidade na entrada dos passageiros – justamente por isso elas estão instaladas um pouco mais ao fundo do veículo do que o habitual.

Na catraca da esquerda, ao lado do assento do cobrador, os usuários poderão pagar a passagem em dinheiro e passar o cartão. Na da direita só será possível passar o cartão.

Colombo confirma R$ 15 milhões para o Centro de Convenções de Blumenau

22 de junho de 2017 4

Estrutura será construída na Vila Germânica (Foto: Divulgação)

O governador Raimundo Colombo (PSD) confirmou na tarde desta quinta-feira que os R$ 15 milhões necessários para a construção do Centro de Convenções de Blumenau, no setor 3 da Vila Germânica, virão da segunda edição do Fundo de Apoio aos Municípios (Fundam). O projeto da estrutura já está pronto. Há a expectativa de que o dinheiro possa ser liberado em agosto.

Pelo alto valor, este será o único projeto beneficiado pela ação no município. O recurso, no entanto, supera o teto normalmente destinado às cidades pelo programa – na primeira edição, por exemplo, Blumenau foi contemplada com cerca de R$ 5 milhões. O governo considerou o Centro de Convenções estratégico e, por isso, vai aportar uma quantia maior.

Colombo esteve na sede da Associação dos Municípios do Médio Vale do Itajaí (Ammvi) para explicar detalhes do programa a prefeitos da região. O Fundam, que prevê investimentos de R$ 700 milhões em todo o Estado, foi aprovado pela Assembleia Legislativa de Santa Catarina nesta quarta-feira. Na sexta Colombo já se reúne com técnicos do BNDES, de onde virão recursos, para discutir detalhes da operação.

O Centro de Convenções é uma demanda do trade turístico de Blumenau. Lideranças ligadas ao setor acreditam que a estrutura, que será focada na captação de eventos de médio porte, para até 1,5 mil pessoas, vai ajudar a dinamizar o turismo de negócios na cidade.