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Cresce o número de blumenauenses que admitem não ter como pagar dívidas

29 de julho de 2017 0

Apesar de alguns pequenos sinais de melhora da atividade econômica, duas estatísticas do mesmo indicador, de fontes diferentes, acionam o sinal de alerta em relação ao consumo. Dados de um levantamento feito pela Fecomércio-SC mostram que, ao final do primeiro semestre do ano, 12,4% das famílias blumenauenses admitiam que não tinham condições de pagar suas dívidas. No mesmo período de 2016, este índice chegava a 9,5%. O volume de gente com contas em atraso também subiu nesse cenário comparativo, de 15% para 17,5%.

A liberação do saque das contas inativas do FGTS ajudou, mas não foi suficiente para impedir o aumento, avalia Luciano Córdova, economista da Fecomércio-SC. O crescimento da inadimplência, de acordo com ele, pode ser explicado pela recessão e pelas taxas de desemprego, mesmo que Blumenau venha, até agora, se destacando na geração de novas vagas de trabalho em 2017.

A mesma pesquisa feita pela entidade aponta que o nível de endividamento (ou seja, quando a pessoa contrai uma dívida, como um financiamento de um carro, mas paga as parcelas em dia) caiu de 56,4% para 52,3%. Para Córdova, isso é um reflexo do endurecimento de bancos e instituições financeiras na concessão de crédito.

Outro estatística, elaborada pelo projeto de extensão Cidadania Financeira no Vale do Itajaí, da Furb, com dados da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Blumenau, mostra que o nível de inadimplência na cidade registrou a terceira alta seguida em junho (+0,95%) após ter computado queda em fevereiro (-1,16%) e março (-1,58%). Em abril o índice subiu 0,18% e, em maio, 0,02%.

De acordo com o relatório, parte do 13º salário já pago por algumas empresas deve resultar em um alívio nos orçamentos dos próximos meses, o que tende a baixar os indicadores de inadimplência em Blumenau.

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