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Bens da Carlos Renaux viram alvo de disputa entre presidentes da Havan e da FIP

27 de setembro de 2017 1

Sede da antiga fábrica está na lista de bens (Foto: Charles Guerra, BD)

Havan ofereceu R$ 37 milhões pelo conjunto de bens da massa falida da Carlos Renaux. A proposta, que equivale a 52% do valor de avaliação do patrimônio da antiga fábrica de tecidos (cerca de R$ 70,5 milhões), foi a única apresentada em um ato solene que ocorreu na tarde desta quarta-feira na Vara Comercial de Brusque.

Para ser concretizada, no entanto, a compra ainda depende do desfecho de um imbróglio judicial. A Nobre Administradora de Bens, ligada ao empresário Newton Patrício Crespi, diretor-presidente da FIP, tenta anular o processo, alegando que a sessão não podia ter acontecido.

Eis o caso. Quando a venda direta dos bens foi autorizada por decisão judicial – após tentativas de leilões que não deram em nada –, a Nobre apresentou uma proposta de R$ 25 milhões. A quantia, porém, foi considerada vil (muito abaixo do valor de avaliação, o que traria prejuízos aos credores) e acabou sendo rejeitada pela Justiça, que intimou a empresa a aumentar a oferta para pelo menos R$ 35 milhões, ou seja, metade do que vale o patrimônio da massa falida.

Segundo a advogada Patricia Aparecida Scalvim, a Nobre concordou em desembolsar essa quantia e formalizou a nova proposta. A linha de defesa argumenta que o processo, portanto, já estaria encerrado antes que a oferta da Havan viesse a público e que a sequência de decisões judiciais que culminaram na sessão desta quarta-feira ferem o direito adquirido da empresa.

O presidente da Havan, Luciano Hang, diz que só vai se manifestar sobre a situação quando o impasse judicial foi resolvido.

Independentemente do lado vencedor, a venda dos bens da tradicional indústria têxtil está longe de ser suficiente para quitar todas as dívidas da massa falida, que ultrapassam R$ 300 milhões. A boa notícia é que a confirmação da compra – por qualquer uma das propostas – garante recursos suficientes para ao menos quitar os débitos trabalhistas, que hoje somam em torno de R$ 18 milhões.

Assegurar o pagamento a ex-funcionários, aliás, tem sido a principal preocupação da Justiça em casos envolvendo falências e recuperações judiciais de grandes empresas da região.

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Comentários (1)

  • Paulo Roberto Alcântara diz: 28 de setembro de 2017

    Assegurar o pagamento a ex-funcionários, aliás, tem sido a principal preocupação da Justiça em casos envolvendo falências e recuperações judiciais de grandes empresas da região.

    KKKKKKKKKK até parece.

    Intepe Industria Textil Pereira Ltda. de Indaial/Ibirama, mais de 25 anos de espera para pagamento integral aos trabalhadores.

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