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Raízes familiares e vidas inteiras dedicadas à empresa

30 de setembro de 2017 0

O operador de máquinas Marcio Hostin (à frente) convive com os filhos Carla, Eduardo e Lucas no dia a dia do trabalho (Foto: Lucas Correia, Jornal de Santa Catarina)

A cadeira de presidente já não é ocupada por alguém de sobrenome Karsten, mas o perfil familiar resiste ao longo dos 135 anos da empresa. E isso não apenas pelo fato de descendentes dos fundadores ainda serem acionistas e terem voz no Conselho de Administração, mas sobretudo pela proximidade com as pessoas que está enraizada na cultura da companhia. Nos corredores da fábrica ou nos escritórios, é comum esbarrar com funcionários que, mais do que colegas de trabalho, também são parentes.

O operador de máquinas Marcio Hostin está há nove anos na Karsten. Convive, no dia a dia, com três dos cinco filhos: Carla, 35, que atua na área da qualidade; Eduardo, 27, lotado na engenharia de produto; e o mais novo, Lucas, 17, jovem aprendiz que hoje ajuda na comunicação interna e na promoção de eventos. Com tanta gente, o trabalho inevitavelmente vira um dos assuntos do almoço em família aos domingos.

Entre os Hostin, é unânime a avaliação de que a empresa estimula um clima de valorização das pessoas e incentiva o desenvolvimento e o crescimento dos funcionários, gerando um sentimento de pertencimento que se configura como um dos principais ativos da Karsten. O orgulho em fazer parte do time é um dos indicadores mais positivos das pesquisas internas de clima, revela a gestora de talentos Patrícia Diniz.

Foi dentro desse ambiente que Marcos Paulo Dahlke começou a desenvolver o gosto por liderar pessoas. A exemplo do pai, que começou cedo na Karsten, ingressou na empresa aos 15 anos como auxiliar mecânico. Com as oportunidades concedidas, foi subindo de posição e hoje, passadas quase três décadas, é o gerente industrial da fábrica. Sob sua supervisão estão cerca de 700 pessoas. Ele quer continuar se aprimorando para crescer ainda mais.

Renato trabalhou a vida inteira na Karsten, onde também conheceu a esposa Talia (Foto: Lucas Correia, Jornal de Santa Catarina)

Assim como Marcos, Renato Junk é outro com uma vida inteira de dedicação à empresa. Natural de Pomerode, também entrou na Karsten aos 15 anos, numa época em que encarava oito quilômetros de bicicleta em estrada de terra todos os dias para chegar ao trabalho. Quando chovia, precisava levar uma muda extra de roupa para não se apresentar todo sujo de barro e lama. Dono do característico sotaque de quem nasce na cidade mais alemã do Brasil, Renato seguiu o mesmo caminho do pai, irmãos, primos e tios, todos com história dentro da tradicional indústria têxtil.

Com 42 anos de casa, ele foi de faxineiro a coordenador de produção da fiação, cargo que exerce há pouco mais de um ano. Mais do que construir uma carreira, na Karsten ele literalmente encontrou uma família: foi na empresa que ele conheceu a esposa, Talia, com quem trocou alianças em 1981. Sem nenhuma surpresa, as duas filhas que resultaram do matrimônio também chegaram a trabalhar na companhia.

— Tudo o que eu conquistei e tenho até hoje eu dou graças à empresa. Inclusive o meu casamento — diverte-se Renato.

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