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Fundo de investimento vende 91% das ações da Cremer por R$ 500 milhões

27 de novembro de 2017 2

Foto: Gilmar de Souza, BD, Jornal de Santa Catarina

Uma das mais tradicionais empresas de Blumenau terá um novo dono. O fundo de investimento Tambaqui, que pertence à gestora Tarpon e até então detinha o controle acionário majoritário da Cremer, anunciou nesta segunda-feira que vai vender à CM Hospitalar 91% das ações da fabricante de materiais descartáveis para saúde – como esparadrapos, cotonetes, gaze e algodão.

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A transação, que envolve R$ 499,1 milhões, foi autorizada em reunião do conselho de administração da Cremer no domingo e ainda depende de aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e do consentimento de credores da companhia.

Em fato relevante enviado ao mercado, a Cremer anunciou que o objetivo da CM Hospitalar é expandir e diversificar os negócios e que a “operação resultará na criação de sinergias e compartilhamento de custos e despesas operacionais” entre as duas empresas.

A Cremer foi fundada em 1935 pelo imigrante alemão Werner Siegfried Cremer que, com a ajuda de um grupo de 12 médicos e empresários catarinenses, transferiu de Porto Alegre para Blumenau uma pequena fábrica de artigos têxteis para uso cirúrgico e hospitalar.

Atualmente a companhia tem cinco fábricas e outros cinco centros de distribuição. Em 2016, faturou R$ 870 milhões. O comunicado não cita mudanças na estrutura física da Cremer. Por ora, as operações, inclusive a de Blumenau, devem permanecer sem alterações.

Quem comprou

A compradora é a principal sociedade da Mafra. As atividades do grupo, baseado em São Paulo, incluem o comércio atacadista de medicamentos, materiais de uso hospitalar, produtos relacionados à higiene, fraldas descartáveis, cosméticos e máquinas, aparelhos e equipamentos odonto e médico-hospitalares e laboratoriais.

Com mais 20 de anos no setor de distribuição de medicamentos e produtos para a saúde, o Grupo Mafra atende, hoje, mais de 6 mil clientes no setor público e privado de saúde por mês. Conta com 14 unidades no Brasil, cerca de 700 colaboradores e no ano passado registrou faturamento superior a R$ 1,7 bilhão.

Indenizações

De acordo com o comunicado, a CM Hospitalar vai reter R$ 155,5 milhões dos R$ 499,1 milhões referentes à venda. A quantia será usada para garantir as obrigações de indenização assumidas pelo fundo Tambaqui em função da operação.

Capital fechado

No comunicado, a CM Hospitalar também informa que, em até 30 dias, vai fazer uma oferta pública obrigatória de compra do restante das ações minoritárias. A companhia ainda não bateu o martelo, mas, com a aquisição, estuda fechar o capital da Cremer – que havia sido aberto em 2007.

Histórico

A Cremer já havia vendido à multinacional americana Henry Schein, em fevereiro de 2016, a Dental Cremer, unidade de negócios da companhia focada em produtos odontológicos. Na época foi divulgado que o negócio envolveu cifras aproximadas de R$ 240 milhões. A transação foi finalizada no início deste ano.

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Comentários (2)

  • Blumenauense diz: 27 de novembro de 2017

    Veja o que esta acontecendo com a Dudalina…. Espero que os novos donos da Cremer não tomem as mesmas medidas que o Grupo Restoque vez com a Dudalina, fecharam duas fabricas e fecharam mais ainda….

  • Luis diz: 28 de novembro de 2017

    Acredito que o fechamento da unidade de Blumenau não ocorrerá, pois a expertise do negocio em si, concentra-se em Blumenau. No caso da Restoque face a crise, eles resolveram centralizar todas as suas operações em uma unica unidade em Goiás, se eu fosse o dono da Restoque teria feito o mesmo, hoje tem que ter o foco na eficiencia e redução de custo, e isto não combina com saudosismo e bairrismo. No caso da Cremer acredito tratar-se de tão somente uma venda de uma boa empresa, lucrativa e enxuta.

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