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Estudo inicial aponta tarifa de eventual pedágio na BR-470 entre R$ 6 e R$ 7

25 de julho de 2017 0

Foto: Lucas Correia, Agência RBS

O secretário de Planejamento de Santa Catarina, Murilo Flores, apresentou na última semana na Fiesc os primeiros estudos do plano de concessão de algumas rodovias estaduais.

O governo catarinense e o Ministério dos Transportes avaliam a inclusão de parte das estradas de SC no pacote que pretende transferir à iniciativa privada os trechos federais que cortam o Estado. Para a região do Vale, a rodovia Jorge Lacerda entraria na cesta da BR-470.

De acordo com Flores, os estudos de concessão das BRs 280 e 470 devem ser finalizados até o final do ano e a previsão de lançamento de edital é para o primeiro semestre de 2018.

Ainda segundo o secretário, a estimativa inicial é que a tarifa de pedágio fique entre R$ 6 e R$ 7 para cada 60 quilômetros, no caso de automóveis.

Curtas: Câmara de Blumenau, 13º salário, Hering, Renato Vianna

25 de julho de 2017 0

Os ânimos na Câmara de Vereadores de Blumenau estão mais acirrados do que o habitual nos últimos dias. Parlamentares disparam críticas nem sempre tão veladas a colegas. Tem gente reclamando de perseguição política. Outros acusam membros de plenário de criar polêmicas desnecessárias para fazer média junto ao eleitorado. Projetos de lei, muitos deles inconstitucionais, são alvo de intrigas e apresentados à revelia.

Tudo isso faz com que se gaste uma energia desnecessária com picuinhas que só contribuem para desgastar ainda mais a imagem dos representantes do parlamento municipal.

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A prefeitura de Blumenau adiantou o pagamento de metade do 13º salário dos servidores públicos na folha de junho. São R$ 13,5 milhões distribuídos entre funcionários da administração direta e indireta – valor que, espera-se, ajuda a dar um novo ânimo ao comércio local. A medida é praxe, mas em tempos de arrecadação e receitas públicas ainda longe do ideal evidencia um esforço para a valorização do funcionalismo.

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A Hering anunciou mudanças na sua estrutura de gestão. Em comunicado ao mercado, a companhia informou que dividiu a diretoria comercial em duas áreas. Ronaldo Loos permanece no cargo de diretor comercial e fica responsável pela gestão dos canais multimarcas da empresa e pelo mercado internacional.

Já Felipe Pivatelli, que acumula passagem pela Malwee, foi contratado para ser diretor de Varejo. Sob sua incumbência ficam a rede de lojas próprias e as franquias da Hering, além da operação de comércio eletrônico.

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O ex-prefeito de Blumenau Renato Vianna (PMDB) não é mais o diretor-financeiro do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE). O decreto assinado pelo governador Raimundo Colombo (PSD) que exonera o experiente político foi publicado no Diário Oficial do Estado da última quarta-feira.

Frota com GNV reduziria gasto anual de Blumenau com combustível pela metade, calcula vereador

25 de julho de 2017 0

Foto: Patrick Rodrigues, Agência RBS

Autor do projeto de lei que prevê a conversão dos motores dos veículos da frota pública de Blumenau para o uso de GNV, o vereador Alexandre Matias (PSDB) calcula que a medida reduziria pela metade as despesas anuais do município com combustíveis. Segundo o tucano, prefeitura e Câmara gastam, juntas, R$ 630 mil com gasolina. A economia, portanto, giraria em torno de R$ 315 mil ao ano.

Por outro lado, adaptar os veículos tem seus custos. Nas contas de Matias, o valor chegaria a cerca de R$ 400 mil – isso considerando apenas os 121 carros próprios da prefeitura, sem contar os demais, alugados. Logo, a nova lei traria um impacto financeiro considerável no primeiro momento, mas compensaria, segundo o tucano, a partir do momento que o investimento se pagar.

A proposta de Matias prevê uma substituição gradual, atingindo 100% da frota em quatro anos. O texto que tramita na Câmara não vale para veículos movidos a diesel. Carros novos que eventualmente forem comprados já deverão vir com os kits instalados. No caso dos alugados, precisarão ser trocados por modelos que tenham GNV quando os contratos forem renovados.

O projeto já foi aprovado em segunda votação na Câmara. Vai à redação final antes de seguir para o prefeito, que ainda avalia se vai sancionar ou não a lei.

Com alta de combustíveis, preço do frete vai subir 4%

25 de julho de 2017 0

Foto: Germano Rorato, BD

O impacto do aumento da gasolina para o motorista é grande, mas não se limita a ele. Presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Carga e Logística no Estado de Santa Catarina (Setcesc), o blumenauense Osmar Ricardo Labes diz que o reajuste do preço do diesel – alta média de R$ 0,21 por litro –, que também entrou no pacote, vai elevar em 4% o preço do frete das empresas do ramo.

Daí é só juntar um mais um: se a viagem do caminhão fica mais cara, aumenta também a despesa de quem produz. Para não perder margens, as empresas normalmente incluem o aumento de gastos no preço final da mercadoria. O resultado, geralmente, são preços mais altos na prateleira do supermercado, por exemplo.

Há outra consequência ligada à macroeconomia. É provável que o aumento dos combustíveis puxe as próximas medições da inflação para cima. Talvez pelo fato de o IPCA, hoje, estar bem baixo (2,99% no acumulado dos últimos 12 meses) em relação ao mesmo período do ano passado (8,84%), o governo não veja problema desse índice subir um pouco. Para o consumidor, no entanto, o efeito cascata gerado pela medida dói mais no bolso.

Aliás

Não importa o alvo ou o tamanho do impacto, nada irrita tanto os empresários quanto a expressão “aumento de impostos”. Foi só o governo ampliar a tributação dos combustíveis para a classe empresarial, que aplaudia o esforço da presidência pelas reformas, gritar.

Em São Paulo, a Fiesp colocou sexta-feira em frente à sua sede o famoso pato amarelo gigante, marcante nos protestos pelo impeachment de Dilma Rousseff (PT). Por aqui, o Cofem – conselho das entidades empresariais que reúne Fiesc, Fecomércio, Faesc, Facisc, Fampesc, FCDL e Fetrancesc – também criticou a medida.

Em nota, a entidade avalia que “em vez de novamente optar pela transferência do ônus do equilíbrio das contas públicas para o setor produtivo privado e para os contribuintes, o governo deveria cortar gastos supérfluos do setor público”.

Novo presidente da Acasc aponta prioridades da gestão

25 de julho de 2017 0

Alexandre Mello (E) vai substituir Carlo Lapolli (D) no comando da entidade

Eleito ontem presidente da Associação das Cervejarias Artesanais de Santa Catarina (Acasc), Alexandre Mello, da cervejaria Itajahy, já mapeou as prioridades dos dois anos de gestão à frente da entidade:

1. Manter os atuais benefícios fiscais e buscar novas alternativas, no campo tributário, de contribuir para o desenvolvimento do setor, especialmente as cervejarias ciganas.

2. Investir em capacitação e qualificação de mão de obra de colaboradores de cervejarias.

3. Incentivar cervejeiros caseiros a formalizarem o negócio, impedindo que bebidas feitas em casa sejam comercializadas na informalidade.

4. Fortalecer a Catharina Sour, estilo criado por cervejarias do Estado.

5. Ampliar o movimento Eu Bebo Cerveja Local, que nasceu em Florianópolis, para outras regiões do Estado, com ações de incentivo ao consumo de marcas catarinenses.

Mello vai substituir Carlo Lapolli no cargo.

Desgastados, bancos da rodoviária de Blumenau serão trocados

22 de julho de 2017 1

Assentos do terminal estão em péssimo estado de conservação (Foto: Lucas Correia, Agência RBS)

Enfim os desgastados bancos de espera da rodoviária de Blumenau serão substituídos.

O Seterb abriu licitação para compra de cerca de 200 novos assentos. As propostas serão conhecidas no dia 28 deste mês. Vencidas as etapas burocráticas, o presidente da autarquia, Carlos Lange, projeta que a troca ocorra em outubro.

Seria interessante que os novos bancos já estivessem instalados antes do início da Oktoberfest. Ajudaria a melhorar a não tão boa assim imagem do terminal daqueles que chegam a Blumenau.

Teka: enredo semelhante ao de outras grandes indústrias têxteis que ruíram

21 de julho de 2017 0

Foto: Patrick Rodrigues, Agência RBS

É impossível se deparar com a atual situação da Teka e não lembrar de outras grandes indústrias têxteis do Vale – Buettner, Sulfabril, Carlos Renaux… – que viram décadas e décadas de glória ruírem em poucos anos. O enredo é parecido: são empresas tradicionais que em alguma fase de sua história viram a deterioração das finanças virar uma bola de neve interminável, tornando a recuperação muitas vezes irreversível.

Há quem diga que, para a Teka, este momento chegou após a construção do grande muro de tijolinhos à vista que cerca a fábrica da Rua 2 de Setembro, no bairro Itoupava Norte. A estrutura de 800 metros de comprimento por seis metros de altura foi construída após as grandes enchentes de 1983 e 1984, quando a companhia perdeu máquinas e matéria-prima. Era o receio de que as águas do Itajaí-Açu trouxessem novos prejuízos.

Alguns registros apontam que o muro custou, na época, cerca de US$ 18 milhões. O alto valor do investimento teria impactado nas finanças da Teka e comprometido, nos anos seguintes, a empresa de modernizar o parque fabril à medida que o mercado ia evoluindo. Com maquinário mais antigo, a operação teria ficado mais cara e, como consequência, menos competitiva.

É difícil, no entanto, saber qual o nível de influência do evento acima relatado – e até mesmo se ele é verdade. O fato é que o cenário da Teka inspira preocupações e desperta no blumenauense o sentimento de torcida para que a cidade não perca mais um dos ícones de sua indústria.

Reajuste da gasolina provoca filas em postos de Blumenau

21 de julho de 2017 2

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Diante da decisão do governo federal de aumentar o Pis e o Cofins cobrados sobre os combustíveis em todo o Brasil, consumidores correram para os postos de Blumenau nesta sexta-feira para garantir o tanque cheio antes do reajuste nas bombas.

Em alguns estabelecimentos onde o litro da gasolina ainda custa R$ 2,99, há fila de espera para abastecer. Em outros postos os valores já começam a ser reajustados, e variam entre R$ 3,29 e R$ 3,69.

A estimativa é de que com o aumento de impostos o preço do litro da gasolina suba em média R$ 0,41.

Desde 2012, número de funcionários da Teka reduziu quase pela metade

21 de julho de 2017 0

A Teka enfrenta um grave colapso financeiro que não vem de agora. Em 2012, com dívidas que até então somavam R$ 458,7 milhões, solicitou e teve atendido o pedido de recuperação judicial, uma medida jurídica normalmente utilizada em últimos casos para evitar a falência. Na época, a empresa atribuiu à concorrência externa, à alta do preço do algodão e à crise no setor têxtil, fatores que corroeram o seu capital, a urgência da medida.

Desde então, o número de funcionários diminuiu quase pela metade – hoje são 1,4 mil, espalhados nas unidades de Blumenau, Indaial e Artur Nogueira (SP). A companhia até tentou colocar as contas em dia. Chegou a conseguir que os credores aprovassem, em 2013, um plano de recuperação judicial, documento que apontava como pretendia pagar as dívidas e recuperar a sustentabilidade financeira. No início do ano passado, por exemplo, a Teka iniciou um processo gradual de desativação da fábrica de Indaial, cujas células de produção foram transferidas para a matriz em Blumenau. A ideia era diminuir custos dentro de um processo de reestruturação operacional.

Os esforços parecem não ter surtido muito efeito a partir do momento em que as dificuldades financeiras passaram a ficar mais evidentes. Em novembro de 2016, a Justiça do Trabalho acolheu pedido do Sintrafite (sindicato laboral que representa a categoria têxtil) e chegou a condenar em primeira instância a Teka a multa, caso a empresa não pagasse os funcionários em dia. Em janeiro deste ano, trabalhadores cruzaram os braços por um dia em protesto ao parcelamento de salários. Eles também reclamavam que a companhia não estava arcando com direitos trabalhistas, como o FGTS.

Para evitar falência, Justiça manda afastar membros do conselho da Teka

21 de julho de 2017 4

Foto: Patrick Rodrigues, Agência RBS

Com 91 anos de história, a blumenauense Teka, um dos ícones do mercado de cama, mesa e banho do Brasil e da América Latina, está à beira da falência. Uma auditoria encomendada pela Justiça aponta que hoje a empresa não tem condições de saldar as suas dívidas. É grave a situação financeira da tradicional indústria têxtil instalada no bairro Itoupava Norte.

Sustentado por números apurados neste estudo, o juiz Clayton Cesar Wandscheer, da 2ª Vara Cível de Blumenau, determinou na última semana o afastamento de membros dos conselhos fiscal e administrativo da Teka, entre eles Frederico Kuehnrich Neto, integrante da família fundadora. O empresário, no entanto, permanece no cargo de presidente, mas recebendo apenas metade do salário – os valores pagos até então eram incompatíveis com a realidade da companhia, anotou o magistrado.

A decisão judicial, publicada na quarta-feira, atendeu a um pedido feito pela administradora judicial da Teka, a advogada Carmen Schafauser. O magistrado não foi localizado pelo blog para comentar o caso, mas nos autos afirma que a atual gestão “não vem sendo eficaz para superar as dificuldades” e comenta que é “inegável não pensar que a falência da empresa seria a única alternativa”. O juiz também alega que “mudanças drásticas” precisam ser feitas em uma “última tentativa de reversão desta calamitosa situação”.

Neste cenário, a troca de nomes das cadeiras do conselho representaria uma cartada derradeira para tentar salvar a empresa e preservar os direitos dos credores. A advogada Carmen Schafauser também foi procurada para comentar o caso, mas blog não obteve retorno.

Dívida pode se tornar impagável, alerta juiz

O mesmo levantamento que embasou a decisão da Justiça de determinar mudanças nos conselhos fiscal e administrativo da Teka ilustra o tamanho do rombo das atividades. De 2012 em diante, o endividamento da companhia aumentou 123%. Seguindo nesse ritmo, o passivo atingiria, nas palavras do juiz, a “incrível” e “impagável” quantia de R$ 3,24 bilhões em dezembro de 2019. A auditoria, de acordo com a decisão judicial, aponta ainda que a marca, apesar de renomada, vem gradualmente perdendo espaço no mercado e que a empresa tem dificuldades para pagar os salários dos funcionários. A situação é confirmada pelo Sintrafite: o sindicato que representa os trabalhadores têxteis revela que os vencimentos vêm sendo parcelados em três vezes.

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CONTRAPONTO

Procurada pela reportagem para comentar a decisão judicial e a atual situação econômica da empresa, a Teka enviou, por e-mail, o seguinte posicionamento em nome do seu advogado, José Manuel Freitas da Silva:

Trata-se de procedimento normal em empresas que se encontram em recuperação judicial, decisão que a Teka acatará no que for cabível após os questionamentos pertinentes.