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Posts na categoria "Empreendedorismo"

LinkedIn divulga lista das 50 empresas mais inovadoras dos Estados Unidos

13 de novembro de 2017 0

Foto: Marcelo Casagrande

O LinkedIn divulgou no início deste mês uma lista com as 50 startups mais disruptivas dos Estados Unidos. São empresas que servem de exemplo por transformarem a maneira de fazer negócios em seus segmentos de atuação e inovarem no modo como entregam um produto ou serviço ao consumidor.

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O ranking considerou companhias com dez anos ou menos de existência, que tenham pelo menos 100 funcionários e permaneceram de propriedade privada ao longo deste período. No topo está uma bem conhecida dos brasileiros e que virou alvo de uma polêmica nacional nos últimos dias.

Top 3 das empresas mais disruptivas

1. Uber
O que é: serviço de transporte privado urbano por meio de aplicativo
Funcionários: 16 mil
Sede: San Francisco
Valor de mercado: US$ 68 bilhões

2. Airbnb
O que é: plataforma de compartilhamento de lares
Funcionários: 3 mil
Sede: San Francisco
Valor de mercado: US$ 29,25 bilhões

3. WeWork
O que é: rede global de espaços de trabalho compartilhado (coworkings)
Funcionários: 3 mil
Sede: Nova York
Valor de mercado: US$ 20 bilhões

Veja a lista completa aqui.

Fonte: pesquisa Top Companies Startups, do LinkedIn

Os vencedores do XVI Prêmio Gustav Salinger

07 de novembro de 2017 0

Troféus foram entregues em solenidade nesta segunda-feira à noite (Foto: Pedro Machado)

Como já era de se esperar, o auditório do Centro Empresarial de Blumenau ficou cheio segunda-feira à noite durante a solenidade de entrega do XVI Prêmio Gustav Salinger. A tradicional premiação, que leva o nome de um dos fundadores e primeiro presidente da Associação Empresarial de Blumenau (Acib), reconhece empresas que se destacam pelo empreendedorismo – e bons exemplos disso não faltam na cidade. Foram 31 inscrições neste ano.

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Na categoria Comércio, o vencedor foi o Factory Coffee Bar. Já a Solarsou, especializada na instalação de sistemas fotovoltaicos para geração de energia em casas e empresas, levou na categoria Indústria. A TN Seguros ficou com o prêmio na categoria Serviços e o Blusoft foi o destaque em Empreendedorismo Social graças ao projeto Entra21, que capacita, de graça, jovens de baixa renda para o mercado de tecnologia. O empresário Ricardo Cristiano Oribka, da Transpotech, foi eleito o jovem empreendedor (até 35 anos) desta edição.

Governo de SC libera novos recursos para o Centro de Inovação de Blumenau

20 de outubro de 2017 0

Estrutura está sendo erguida no campus 2 da Furb (Foto: Patrick Rodrigues, Jornal de Santa Catarina, BD, 9/10/2017)

A Agência de Desenvolvimento Regional (ADR) de Blumenau confirmou nesta sexta-feira que o governo do Estado liberou R$ 1,7 milhão para a retomada das obras do Centro de Inovação, que está sendo construído no campus 2 da Furb.

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A quantia será depositada em uma conta da universidade, que repassará os valores para a ZFM Administradora e Incorporadora.

A construtora chegou a ameaçar recolher as máquinas em função do atraso nos pagamentos. Havia um impasse relacionado às planilhas da obra e a inconsistências na prestação de contas dos trabalhos.

Em Blumenau, engenheiro da Netflix fala dos diferenciais do ecossistema de inovação do Vale do Silício

16 de outubro de 2017 0

Martin Spier fez palestra nesta segunda-feira em Blumenau (Foto: Lucas Correia)

Engenheiro na Netflix e um dos responsáveis por garantir a qualidade do serviço de streaming que já soma mais de 100 milhões de usuários em todo o mundo, o brasileiro Martin Spier esteve nesta segunda-feira em Blumenau. Em bate-papo promovido pelo Instituto Gene, falou um pouco sobre o ecossistema de inovação do Vale do Silício, na Califórnia.

Talvez para a surpresa dos convidados ou daqueles que assistiram a palestra ao vivo pelo Facebook, Martin não apresentou fórmulas mágicas de estímulo à inovação. Explicou que, no Vale do Silício, as coisas geralmente são bem mais informais do que se pode imaginar

O blog pincelou alguns pontos da fala do especialista que resumem por que a meca tecnológica americana fascina empreendedores nos quatro cantos do planeta – e que podem servir de incentivo para o desenvolvimento de algo parecido por aqui.

1. Há empresas do Vale do Silício que nasceram de conversas de café. Lá, destacou Martin, os empreendedores são muito abertos a compartilhar ideias – inclusive com concorrentes – porque “nunca se construiu nada sozinho”. Por aqui espaços de coworking começam, aos poucos, a fazer essa ponte.

2. O fato de a região ter grandes referências mundiais nas mais diversas áreas “contamina” as pessoas a pensarem em novas soluções e tecnologias quase o tempo todo.

3. Criar um negócio que não dá certo é algo normal e o fracasso não é condenável – “é preciso estar preparado para falhar”, diz Martin. Cerca de 97% das startups não resistem ao primeiro ano de funcionamento. A diferença é que há mecanismos que diminuem os riscos, como mais oferta de fundos de investimento.

4. Por falar em fundos, a ideia nem sempre é o que os investidores enxergam primeiro. É mais fácil conseguir um aporte comprovando a capacidade da equipe em tirar o projeto do papel.

5. Não adianta apenas ter um bom projeto e uma equipe redonda. Conhecimento técnico apurado é essencial para fazer o negócio deslanchar, e aí entra o papel das universidades e instituições de ensino – Stanford, uma das melhores universidades do mundo, por exemplo, está no coração do Vale do Silício.

6. Nem sempre inovar é inventar a roda. No Vale do Silício, um dos pontos valorizados em startups é o diferencial de mercado – o que vai fazer ela ser melhor do que o concorrente.

Veja a palestra na íntegra

"O desafio é democratizar o acesso à cerveja artesanal", diz Carlo Lapolli, novo presidente da Abracerva

02 de agosto de 2017 0

Foto: Lucas Correia

Eleito presidente da Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva) na última semana, o empresário Carlo Lapolli tem como missão ampliar a base de associados da entidade (hoje são apenas 50) e liderar as tratativas com o poder público na busca de mais incentivos para o setor.

Blumenauense e um dos fundadores da Cerveja Blumenau – ele deixou recentemente a sociedade -, Lapolli é advogado por formação, mas largou a profissão há quatro anos para se dedicar exclusivamente à cerveja, bebida que ele começou a produzir em casa há dez anos. Além das metas de sua gestão na Abracerva, que vai até 2019, ele conta nesta entrevista um pouco dos desafios do segmento.

Quais as metas da gestão?
Vamos buscar um processo de consolidação da associação, que passou por uma reestruturação na gestão passada. O desafio agora é congraçar as mais de 600 cervejarias artesanais de todo o Brasil, além das ciganas, dos distribuidores e fornecedores. Toda a cadeia produtiva vai estar reunida na Abracerva. Nossa meta até o final de 2017 é ter pelo menos 300 dessas cervejarias associadas (hoje são 50), e quem sabe a totalidade até o ano que vem. É um trabalho de convencimento do setor para que ele se associe e ganhe cada vez mais representatividade. Dentro das nossas funções institucionais, também cabe muito um diálogo com o poder público na busca de um ambiente de negócios mais favorável.

A questão da desoneração é algo que o setor busca muito…
Já existem alguns projetos encaminhados para uma desoneração. Vamos fazer um trabalho nos 27 Estados para que a gente tenha um benefício geral no Confaz, que é o conselho das secretarias estaduais da Fazenda, na questão do ICMS, hoje um dos grandes gargalos das cervejarias. Esse diálogo com o poder público é muito importante. No ano passado já teve a questão do Simples (inclusão da categoria no regime diferenciado), que foi muito positiva. Estamos com algumas portas abertas lá (em Brasília) para tentar esse trabalho. Claro que a crise no setor público acaba atrapalhando, mas é um trabalho de formiguinha.

Quando você fala em ICMS, é isenção ou redução?
É uma redução. Em SC, por exemplo, há incentivo fiscal. Alguns Estados também têm. Queremos ampliar isso para um modelo nacional, para que não haja uma divergência muito grande, uma guerra fiscal. As grandes cervejarias têm muito mais incentivos que as artesanais. É preciso movimentar a economia de uma forma mais pulverizada e democrática. Queremos buscar esse equilíbrio.

É possível construir algo nesse sentido em nível nacional para o setor cervejeiro? O ICMS normalmente é uma das armas dos Estados para atrair negócios…
Exato. Por isso é importante esse convencimento em cada Estado e que isso seja levado ao Confaz.

Como as artesanais, que têm custos proporcionalmente maiores, podem competir com os grandes players do mercado?
No mercado americano a cerveja artesanal custa de duas a três vezes mais que uma comercial. Aqui chega a dez vezes. Há um desnível muito grande. E com a crise econômica o preço é um fator de decisão de compra muito importante. Infelizmente alguns setores do governo ainda veem a cerveja artesanal como um produto de classes A e B. O nosso desafio é popularizar, democratizar a artesanal, fazer com que todo consumidor tenha o direito de comprar. Com uma tributação justa, ele consegue comprar uma boa cerveja da sua região.

Como a inclusão do setor no Simples ajuda?
É bom que se toque nesse ponto. Nós participamos, ainda na Acasc (Lapolli foi presidente da associação catarinense do setor) da negociação do Simples. Durante a tramitação veio a crise, e o projeto teve uma substancial modificação. O patamar que a gente teria de limite (de faturamento anual) para a cervejaria artesanal era de R$ 14,4 milhões por ano. Isso foi baixado para R$ 4,8 milhões. Nas últimas faixas já não fica muito atrativo, tem que fazer as contas. Vamos esperar a regulamentação do Simples, que ainda não saiu, para realmente ver o que vai impactar em preços. Cervejarias pequenas e brew pubs que produzem e vendem localmente, direto para o consumidor, terão maior vantagem. Cervejarias que já têm uma expressão mais nacional, que vendem para outros Estados, dificilmente vão se enquadrar nas regras. Isso vai ser uma dificuldade para essas empresas. É um remédio, mas ainda não é uma coisa que vai funcionar para todo mundo. Mas é a primeira abertura que a gente teve, vamos ter que aproveitar isso para quem sabe ampliar o benefício.

Qual o custo para se produzir uma cerveja artesanal hoje?
O grande problema do tributo é que, além de ser caro, ele é complexo. Nós temos diversas formas de tributação. Por exemplo: uma cervejaria de Santa Catarina vendendo para o consumidor catarinense é uma tributação, se vender para fora do Estado é outra. Se ela vender para um bar é uma tributação, para o atacadista ou distribuidor é outra. Então a carga tributária vai variar em função desses fatores. Mas em termos gerais, dá para falar que de 30% a até 70% do valor na gôndola pode ser tributo.

Isso tudo tem impacto direto no preço. Trabalhar com valores tão diferentes não é ruim?
Com um preço tão alto assim o consumidor não vai consumir aquela cerveja regularmente. Ele vai comprar para experimentar, ou até vai comprar uma mais barata. Então o preço é decisivo na compra. Diminuir essa distorção é fundamental para se avançar. Sem isso, a gente vai continuar estagnado em um percentual marginal de mercado. Nesse sentido, queremos combater a concorrência desleal, práticas que não são salutares para o mercado, como compra de ponto de venda e exclusividade. Isso não está correto. A gente tem feito um trabalho de conscientização, mostrando que é mais vantajoso que o estabelecimento tenha variedade para oferecer ao consumidor, mas também atuando na parte legal junto ao Cade e ao Congresso Nacional, para esclarecer melhor isso. Ainda é pouco regulamentado isso no Brasil e a gente teria que definir melhor essas práticas para coibi-las, para que não se exercite esse poder econômico em detrimento de um concorrente. Além disso, tem a cerveja sem registro, que é um fenômeno novo. Também estamos buscando conscientizar o mercado. E o combate à sonegação fiscal. Seja uma grande ou pequena empresa que sonegue, num mercado tão tributado como a gente tem, causa uma distorção maior ainda na concorrência do produto.

O que Blumenau e o Vale podem ensinar para o mercado cervejeiro nacional?
Tem a questão do pioneirismo. Ter tão cedo cervejas artesanais ajudou a fomentar o consumo do produto local artesanal. Hoje, em qualquer lugar que você vá na região, num restaurante ou num bar, é mais comum encontrar cerveja artesanal. Isso também se deve muito à cultura e porque o consumidor exige isso. Esse é um fator que a gente precisa levar para outros locais, criar essa empatia do consumidor pelo produto artesanal. A chave para o crescimento vai ser a educação e a conquista do mercado consumidor, que ele realmente apoie a cerveja artesanal local.

E o que podemos aprender?
Temos que ter, talvez, mais ousadia com relação a produto. A gente vê novas cervejarias surgindo em todos os cantos do Brasil. Fazemos um bom trabalho de vanguarda na questão do turismo cervejeiro, por exemplo. É algo que a gente leva para outros Estados. Eu costumo mencionar toda a experiência que a gente tem com o Vale da Cerveja e o Caminho Cervejeiro, em Florianópolis. Mudar a cabeça do cervejeiro também, para que ele veja a cerveja como um produto turístico. Quando você vai para Manaus, Belém, uma capital do Nordeste, você quer consumir um produto local. É preciso tirar vantagem disso. Eu sempre falo que uma cervejaria tem que se integrar como equipamento turístico na região que ela está inserida.

Como você enxerga o crescimento da produção caseira?
É muito bom. Eu comecei como cervejeiro caseiro, então tenho um carinho muito grande por fazer cerveja em casa. O caseiro é um catalisador desse mercado. Ele divulga a cerveja, consome cerveja artesanal. Uma hora ele vai se profissionalizar, e isso é importante. Temos visto aqui na região e em Santa Catarina como um todo inúmeros cervejeiros caseiros que estão montando suas cervejarias, seus bares cervejeiros. Isso é fantástico. Eles têm a cabeça muito aberta para a questão de produto. A nossa função é dar suporte para que essa cervejaria que vai nascer já cresça de uma maneira correta, com rede de contatos, experiência, troca de ideias entre os cervejeiros estabelecidos há mais tempo.

Fala-se muito no potencial das artesanais, que representam somente entre 1% e 2% do mercado de cervejas no Brasil. Até onde dá para chegar?
Se a gente fizer um comparativo com o mercado americano, que hoje está entre 15% e 20%, eu acho que, num prazo de dez anos, se a gente conseguir chegar em 5 ou 6% já seria um grande avanço.

Novo presidente da Acasc aponta prioridades da gestão

25 de julho de 2017 0

Alexandre Mello (E) vai substituir Carlo Lapolli (D) no comando da entidade

Eleito presidente da Associação das Cervejarias Artesanais de Santa Catarina (Acasc) na última semana, Alexandre Mello, da cervejaria Itajahy, já mapeou as prioridades dos dois anos de gestão à frente da entidade:

1. Manter os atuais benefícios fiscais e buscar novas alternativas, no campo tributário, de contribuir para o desenvolvimento do setor, especialmente as cervejarias ciganas.

2. Investir em capacitação e qualificação de mão de obra de colaboradores de cervejarias.

3. Incentivar cervejeiros caseiros a formalizarem o negócio, impedindo que bebidas feitas em casa sejam comercializadas na informalidade.

4. Fortalecer a Catharina Sour, estilo criado por cervejarias do Estado.

5. Ampliar o movimento Eu Bebo Cerveja Local, que nasceu em Florianópolis, para outras regiões do Estado, com ações de incentivo ao consumo de marcas catarinenses.

Mello vai substituir Carlo Lapolli no cargo.

Centro de Inovação de Blumenau receberá nome de fundadora da Dudalina

19 de julho de 2017 0

Adelina Hess de Souza: inspiração para o setor têxtil catarinense (Foto: Artur Moser, BD)

Agora é oficial: o futuro Centro de Inovação de Blumenau receberá o nome de Adelina Hess de Souza. A lei que prevê a homenagem, proposta pelo vereador Sylvio Zimmermann (PSDB), já foi sancionada pelo prefeito Napoleão Bernardes (PSDB).

Ao lado do marido Duda, Adelina fundou a Dudalina, que se tornou a maior camisaria da América Latina. Ela faleceu em 2008, aos 82 anos.

O Centro de Inovação está em construção no campus 2 da Furb, no bairro Itoupava Seca. Trata-se de uma de várias estruturas do tipo que o governo de Santa Catarina está erguendo em todo o Estado para fomentar o desenvolvimento tecnológico.

A obra recebe investimentos de R$ 7,8 milhões e deve ficar pronta no próximo ano.

Blumenauense será o próximo presidente da Associação Brasileira das Cervejarias Artesanais

14 de julho de 2017 0

Carlo Lapolli é o atual presidente da Acasc (Foto: Divulgação)

O empresário blumenauense Carlo Lapolli será o próximo presidente da Associação Brasileira das Cervejarias Artesanais (Abracerva). Ele encabeça a única chapa que disputa as eleições da entidade marcadas para 28 de julho, em São Paulo. Aumentar a base de associados e lutar por mais incentivos tributários para o setor serão as principais bandeiras da gestão.

Lapolli é o atual presidente da Associação das Cervejarias Artesanais de Santa Catarina (Acasc), que também elege novo mandatário neste mês, no dia 19. Candidato solitário, Alexandre Mello, diretor da Cervejaria Itajahy, assumirá o cargo.

O importante e necessário debate sobre o mercado de TI de Blumenau

12 de julho de 2017 0

Reunião ocorreu nesta terça-feira (Foto: Marcelo Martins, Secom)

Empresários do setor de tecnologia da informação, integrantes da prefeitura de Blumenau e membros de mais de 10 instituições de ensino se reuniram nesta terça-feira para uma vez mais discutir um tema que atormenta o mercado local de TI: a falta de mão de obra especializada.

Do encontro, o segundo de um trabalho conjunto entre representantes desses três pilares, surgiu a ideia de buscar alternativas que despertem em jovens e adolescentes o interesse em seguir carreira na área, além de evitar a evasão daqueles que iniciaram alguma graduação relacionada. Um grupo de trabalho para alinhar ações neste sentido deve ser formado.

Já disse aqui que o debate é importante. Várias empresas da cidade estão com vagas abertas, mas não encontram candidatos que, na visão delas, sejam suficientemente qualificados. Também alegam que a formação acadêmica não está alinhada às reais necessidades do mercado.

Instituições de ensino dizem que as rápidas transformações do segmento impedem que as grades curriculares sejam modificadas no mesmo ritmo – alterações são mais lentas porque dependem do MEC – e que as companhias precisam dar mais espaço aos recém-formados. E profissionais muitas vezes questionam os salários pagos pelas empresas.

É preciso buscar um consenso para estimular o desenvolvimento do setor e o poder público acerta ao tentar promover uma integração maior das partes envolvidas. Até porque tecnologia é um dos segmentos estratégicos mapeados pelo Plano de Desenvolvimento Econômico de Blumenau, o Pedem, além de crescer ano a ano na cidade.

O cavalo está passando encilhado. Se ele não for montado, correremos o risco de perder importantes empresas de TI, uma indústria limpa que gera renda e empregos qualificados, para outros municípios.

Havan anuncia plano de abrir 100 novas lojas no Brasil até 2022

11 de julho de 2017 3

Foto: Jessé Giotti, Agência RBS

A Havan voava alto com seu plano de expansão por todo o Brasil quando precisou fazer um pouso forçado, causado pela recessão da economia. Nos últimos dois anos o presidente da rede varejista, Luciano Hang, se preocupou mais em fazer ajustes para encarar a travessia turbulenta do que cortar fitas de inauguração. Agora a rede promete voltar a decolar com um pacotaço de novas lojas.

O empresário anunciou nesta terça-feira, em evento no centro administrativo da Havan, em Brusque, o planejamento da empresa para os próximos cinco anos. Como o blog já havia antecipado, a meta é chegar a 200 unidades até 2022. Isso significa abrir uma centena de lojas nesse período, um investimento que deve passar de R$ 2 bilhões – Hang, inicialmente, havia projetado recursos na ordem de R$ 1,5 bilhão.

Quando atingir esse ousado objetivo, a rede ampliará sua presença de 15 para 26 estados, saltando de 12 mil para 25 mil funcionários, projeta Hang. O empresário não quer mais saber de crise e refuta, pelo menos por enquanto, a ideia já ventilada de internacionalizar a marca e levar as fachadas estilizadas da Casa Branca para o exterior.

— Tem muito espaço para crescer aqui no país. No Brasil cabem de 400 a 500 lojas da Havan — avalia.

Vinte novas lojas em SC

Só em Santa Catarina estão previstas 20 novas unidades nos próximos cinco anos. Por ora, as atenções estão concentradas na abertura da 100ª loja, em Rio Branco (AC). A inauguração foi confirmada para o dia 5 de agosto. A expectativa de Hang é encerrar 2017 com 106 pontos de venda e faturamento de R$ 5 bilhões, número que o empresário pensa em triplicar até 2022.