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Posts na categoria "Empresas"

Balanço aponta reação da indústria têxtil brasileira e projeções animadoras para 2018

14 de dezembro de 2017 0
lucas correia

Após dois anos de queda, produção têxtil deve crescer 4,2% em 2017 (Foto: Lucas Correia, BD, Jornal de Santa Catarina)

Balanço apresentado na última semana pela Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) aponta reação do segmento após dois anos de baixas e perspectivas animadoras para o futuro próximo. Em 2017, conforme a entidade, a produção de vestuário deve crescer 3,5% (5,9 bilhões de peças), enquanto a têxtil subirá 4,2% (1,77 milhão de toneladas). E, mais importante, o setor voltará a ficar com saldo positivo na geração de empregos (em torno de 3,5 mil) após ter perdido cerca de 130 mil postos de trabalho no último biênio.

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Para o presidente da Abit, Fernando Pimentel, os números são impulsionados por um conjunto de fatores: substituição de importações, queda contínua na taxa básica de juros, redução do desemprego e baixa da inflação, o que “gerou um ganho real de renda bastante relevante”, favorecendo o consumo. Mesmo que a comparação seja a partir de uma base muito fraca – afinal, 2016 foi um ano terrível para o setor –, Pimentel diz que é preciso comemorar.

— Temos que celebrar, sim, o fato de termos saído de uma situação muito ruim e termos gerado em torno de 30 mil empregos formais até outubro — observa o dirigente, ressaltando, porém, que esse saldo vai diminuir consideravelmente com os números consolidados de novembro e dezembro, quando se encerram contratos e há férias coletivas e, portanto, é maior o número de demissões.

Investimentos

A estimativa com a consolidação do ano é que os investimentos no segmento cheguem a R$ 1,9 bilhão, alta de 13% na comparação com 2016. O volume deve subir ainda mais em 2018, com projeção de R$ 2,25 bilhões – retornando aos níveis de 2015. O faturamento do setor têxtil e de confecção deve chegar a R$ 144 bilhões em 2017 e aumentar para R$ 152 bilhões no ano que vem, quando a geração de empregos também deve ser intensificada.

Há, claro, riscos para a consolidação desse processo de recuperação, principalmente os ligados à volatilidade da economia em meio a um processo eleitoral. Por isso, empresas do ramo precisarão acompanhar 2018 “com uma lupa”, adverte Pimentel. Ainda há, segundo ele, muita capacidade ociosa e os investimentos, primeiro, contemplarão a compra de novas máquinas e aprimoramento de processos, para depois se pensar em ampliação de produção.

Santa Catarina é o segundo principal mercado têxtil do país, atrás apenas de São Paulo. Em 2016, o setor faturou R$ 21,3 bilhões no Estado, que conta com cerca de 9,4 mil empresas (têxtil e confecção) que empregam em torno de 160 mil pessoas. Por aqui os números também apresentam melhora. A produção industrial, por exemplo, acumula alta de 3,6% até setembro.

À ESPERA DE DIAS MELHORES
Depois de dois anos difíceis, setor começa a apresentar indicadores melhores:

Produção do vestuário
2015: -5,7%
2016: -1,7%
2017: +3,5%
2018: +2,5%

Produção têxtil
2015: -18%
2016: -7%
2017: +4,2%
2018: +4%

Varejo de vestuário
2015: -5,6%
2016: -6%
2017: +6,5%
2018: +5%

Faturamento geral
2015: R$ 131 bilhões
2016: R$ 137 bilhões
2017: R$ 144 bilhões
2018: R$ 152 bilhões

Investimentos
2015: R$ 2,24 bilhões
2016: R$ 1,67 bilhão
2017: R$ 1,9 bilhão
2018: R$ 2,25 bilhões

Geração de empregos
2015: -99.435
2016: -30.070
2017: +3.500
2018: +20.000

Exportações (em volume)
2015: -8,2%
2016: -7,8%
2017: +1,5%
2018: +5

Importações (em volume)
2015: -17,4%
2016: -28,7%
2017: +21%
2018: +12%

Fonte: Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit)
*Dados de 2017 e 2018 são projeções da entidade

Justiça autoriza liberação de R$ 1,6 milhão para a Teka comprar matéria-prima

14 de dezembro de 2017 0

Foto: Patrick Rodrigues, BD, Jornal de Santa Catarina

O juiz Clayton Cesar Wandscheer, da 2º Vara Cível de Blumenau, atendeu solicitação da Teka e autorizou a liberação de R$ 1,6 milhão em precatórios federais para a empresa. O valor será usado na compra de matéria-prima para girar a produção. Um dos objetivos é dar conta de atender pedidos de clientes feitos para o período de Natal.

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Na mesma decisão, o magistrado negou pedido de aumento de salário feito pelo presidente afastado da Teka, Frederico Kuehnrich Neto. Em julho, a Justiça havia reduzido pela metade os vencimentos do empresário. Na época, ele e outros membros dos conselhos fiscal e de administração da companhia foram afastados.

De acordo com o juiz, o “aumento nas despesas não se mostra prudente” e “nem condiz com a atual situação financeira” da empresa, que está em recuperação judicial.

Blumenau ganha mais uma marca de cerveja artesanal

14 de dezembro de 2017 0

Foto: Divulgação

A cultura cervejeira não para de render frutos em Blumenau. Mais nova marca da cidade, a Blubier está entrando no mercado com um lote de mil garrafas do estilo pilsen produzidas na fábrica da Heimat, na vizinha Indaial.

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Para o ano que vem o contador Mário César Boing, um dos sócios do negócio, prevê ampliar o portfólio com pelo menos mais três rótulos – uma Weiss, uma Pale Ale e uma Belgian Blond Ale.

Por enquanto a comercialização está restrita a familiares e amigos, mas a ideia é colocar o produto em pontos de venda da cidade já em janeiro. Os empreendedores também estudam inscrever as receitas no Concurso Brasileiro de Cervejas, em março.

Alles Blau

Outra cervejaria artesanal local pronta para decolar é a Alles Blau. A primeira brassagem da fábrica própria, na Itoupava Central, vai acontecer na semana que vem, informa o empresário Davi Zimmermann. A capacidade instalada será de 56 mil litros.

De início, serão produzidos seis estilos, mas a meta é chegar a 11. A estrutura também terá um bar. A inauguração oficial estava prevista para novembro, mas houve atrasos com equipamentos e fornecedores – vai ficar para fevereiro. Os rótulos chegam ao mercado em janeiro.

Licitação do Centro de Convenções de Blumenau deve ficar para janeiro

14 de dezembro de 2017 2

Foto: Divulgação

São pequenas as chances de a licitação para o Centro de Convenções de Blumenau ser lançada ainda em dezembro, como esperava a direção da Vila Germânica. O projeto precisou passar por pequenas adequações, que devem ser finalizadas nesta semana.

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Vencida esta etapa, será necessária a apresentação de pelo menos três orçamentos para a confecção do edital, como exige a lei. Com o ano em vias de terminar, o diretor administrativo e financeiro Guilherme Guenther admite que o processo pode ficar para janeiro.

Projetada para dinamizar o turismo de negócios da cidade, com captação de eventos empresariais e congressos corporativos, a estrutura será construída nos fundos do setor 3 da Vila Germânica. Terá 3,2 mil metros quadrados de área e capacidade para comportar 1.250 pessoas.

O investimento será de cerca de R$ 15 milhões, recursos já garantidos que virão do Fundo de Apoio aos Municípios (Fundam) do governo estadual. Se tudo der certo, as obras devem começar logo após a Feira Brasileira da Cerveja, em março.

Hering é a única marca de SC entre as 25 brasileiras mais valiosas em 2017

12 de dezembro de 2017 0

Foto: Divulgação

A Hering é a única marca catarinense entre as 25 brasileiras mais valiosas em 2017, segundo levantamento feito pela consultoria Interbrand.

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A companhia têxtil de Blumenau ocupa a 18ª posição, com valor de mercado de R$ 556 milhões – alta de 5% em relação a 2016.

O top 5 é formado por:

1. Itaú (R$ 28,1 bilhões)
2. Bradesco (R$ 22,1 bilhões)
3. Skol (R$ 16 bilhões)
4. Brahma (R$ 11,2 bilhões)
5. Banco do Brasil (R$ 10,3 bilhões).

A relação completa está disponível no site da Interbrand.

Polo metal-mecânico de Blumenau começa a fabricar máquinas para cervejarias

12 de dezembro de 2017 0

Paragone já está produzindo engarrafadoras da bebida (Foto: Divulgação)

Começa a dar frutos o projeto do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e do Material Elétrico de Blumenau e Pomerode (Simmmeb) de capacitar empresas da região para a produção de máquinas para cervejarias.

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A Paragone, de Blumenau, já está fabricando engarrafadoras da bebida. Outros tipos de equipamentos, como tinas, controladores para brassagem, fermentação e maturação e filtros, também estão sendo desenvolvidos por outras indústrias locais.

A entidade selecionou cerca de 25 companhias para receber treinamentos e consultoria. A ideia é que pelo menos boa parte delas já tenha o que mostrar na Feira Brasileira da Cerveja, que ocorre em paralelo com o festival, em março do ano que vem.

Dudalina deve deixar de existir como empresa

12 de dezembro de 2017 0

Foto: Dudalina, Divulgação

Se depender da Restoque, a Dudalina em breve deixará de existir como empresa, restando apenas a marca. A companhia está promovendo uma reestruturação societária e contratou uma consultoria do Rio de Janeiro para levantar o patrimônio líquido contábil da fabricante de camisas – a análise apurou um valor de R$ 156,7 milhões.

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O objetivo é incorporar em definitivo a Dudalina, absorvendo todos os seus bens, direitos e obrigações. A discussão será levada à assembleia no dia 21 deste mês.

A Restoque já é dona de 100% do capital social da Dudalina após ter comprado a empresa em 2014. O objetivo da incorporação, segundo proposta apresentada pela companhia, é buscar “a unificação e centralização das atividades da Dudalina e da Restoque de forma a racionalizar operações, otimizar a administração e minimizar despesas mediante economia de escala”.

Ainda conforme a Restoque, este movimento “revela-se conveniente levando-se em consideração os custos sempre crescentes de se manter duas estruturas societárias distintas e potencial eficiência fiscal decorrente da unificação das empresas”.

Os custos com a incorporação estão estimados em R$ 500 mil, incluídas as despesas com publicações, auditores, avaliadores, advogados e demais profissionais contratados para assessoria na operação.

Procurada pelo blog, a Restoque, via assessoria de imprensa, informou que não iria se manifestar sobre o assunto.

Altenburg cresce mesmo na crise e planeja investir R$ 25 milhões em 2018

08 de dezembro de 2017 0

Empresa blumenauense é famosa pelos artigos de cama, principalmente travesseiros (Foto: Pedro Waldrich, Divulgação)

Num ano ainda duro para a economia e também para o setor têxtil, a Altenburg vai crescer 15%. Maior fabricante de travesseiros do Brasil, com 12 milhões de unidades produzidas por ano, a empresa blumenauense de cama, mesa e banho fez a lição de casa no período de recessão: fortaleceu a gestão comercial e agregou mais valor à linha de produtos, com ampliação do mix e incorporação de novas tecnologias – com novas matérias-primas e texturas que buscam proporcionar mais conforto na hora de dormir.

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Com a “casa arrumada”, os investimentos chegarão a R$ 25 milhões em 2018, quando a companhia projeta aumentar o ritmo de crescimento – para 20%, segundo o vice-presidente Ilton Tarnovski. Os recursos serão aplicados em automação e no aumento da capacidade de produção das atuais unidades produtivas.

Parte deste valor também irá para o varejo. Após reinaugurar a tradicional loja na Rua São Paulo, em Blumenau, a empresa vai abrir mais três no que vem. Uma será no Balneário Shopping, em Balneário Camboriú. Os locais das outras duas ainda estão sendo definidos, mas o executivo antecipa que serão em “mercados novos”.

Na fila

Há seis meses na Altenburg depois de construir carreira na Dudalina, Tarnovski foi contratado para ser o próximo presidente da companhia, mas ainda não há prazo para a sucessão do atual mandatário, Rui Altenburg. Por ora, o vice-presidente se concentra no planejamento estratégico com vistas a 2022, quando a companhia oficialmente entrará na seleta lista de indústrias centenárias do Brasil.

Votorantim vai investir para aumentar geração de energia alternativa em fábrica de Vidal Ramos

06 de dezembro de 2017 0

Planta no Alto Vale tem capacidade para produzir 750 mil toneladas por ano (Foto: Pedro Machado)

A Votorantim planeja aumentar a geração da energia alternativa que abastece a sua fábrica de cimento em Vidal Ramos, no Alto Vale. A meta é garantir que, em cinco anos, 60% do combustível usado no processo de produção venha de resíduos industriais, como restos de pneus, biomassas e matérias-primas não renováveis – hoje esse índice está em 35%. Para isso, serão investidos entre R$ 40 milhões e R$ 50 milhões.

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Inaugurada em 2011, a fábrica de 190 mil metros quadrados tem capacidade para produzir 750 mil toneladas de cimento por ano e abastece os mercados catarinense e gaúcho. Apesar de não estar entre as maiores plantas do grupo no Brasil – são 37 ao todo –, a unidade é considerada internamente uma das mais eficientes, com baixo índice de ociosidade. Ali trabalham cerca de 250 pessoas, 90% delas moradoras do próprio município.

Brasil tem um "manicômio tributário", diz presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil

06 de dezembro de 2017 0

Fernando Pimentel comanda a Abit (Foto: Divulgação)

A incidência de ISS nas atividades de costura e acabamento a partir de 2018, como prevê a lei federal que “reformou” a cobrança do imposto, é vista pelo presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit), Fernando Pimentel, como “mais uma situação kafkiana que o sistema tributário brasileiro impõe a quem acredita e investe no país”.

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— Nós não temos um sistema tributário no Brasil, temos um manicômio tributário — critica.

A mudança atinge principalmente facções que produzem, de maneira terceirizada, para grandes indústrias. Como o setor já recolhe ICMS, a reclamação é que vai haver tributação.

Impacto bilionário

Numa conta rápida, Pimentel calcula que a situação representaria um custo aproximado de R$ 4,5 bilhões para o setor em todo o país. A Confederação Nacional Indústria (CNI) questiona o projeto no Supremo Tribunal Federal (STF).

Em Blumenau, houve uma mudança que isenta essas empresas de recolhimento de ISS quando as atividades de costura e acabamento fizerem parte de um ciclo de produção. O projeto de lei que promove esta alteração foi sancionado terça-feira pelo prefeito Napoleão Bernardes.