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Posts na categoria "Indústria"

Vale representa 31% do PIB de Santa Catarina, mostra raio X do setor produtivo do Estado

15 de dezembro de 2017 0

Lançada nesta quinta-feira pela Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), a edição 2017 do SC em Dados reforça a posição de relevância do Vale do Itajaí na economia do Estado.

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De acordo com o estudo, que traça um amplo raio X do setor produtivo catarinense, a região responde por 31% do PIB de Santa Catarina. Na sequência vêm o Norte (22%), seguido do Oeste (16%), Grande Florianópolis (15%), Sul (11%) e Serra (5%).

O Vale também tem a maior participação no número de empresas (28%) e empregos gerados (26%) em Santa Catarina, além de ser responsável por 47% das exportações do Estado, o maior volume entre as seis grandes áreas catarinenses.

Os números são expressivos, mas a sensação que predomina é que o retorno das autoridades públicas com a região não vem na mesma proporção de sua pujança econômica.

Desafios para o crescimento

No curto prazo, a economia brasileira poderá continuar crescendo pelo aumento do consumo porque existe uma grande capacidade ociosa na indústria e também há mão de obra disponível (em função da ainda alta taxa de desemprego).

Porém, uma retomada sustentável da atividade econômica só será possível com um novo ciclo de investimentos, avaliou nesta quinta-feira o presidente da Fiesc, Glauco Côrte, ao fazer um balanço do segmento industrial em 2017 e projetar o próximo ano.

Para o dirigente, este novo ciclo de investimentos depende do aumento da confiança do mercado, e isso passa pela redução de despesas da máquina pública, continuidade das reformas e aceleração do programa de concessões.

Curtas: ISS, arrecadação, comércio, vendas de Natal, UFSC, CDL, consumidor

14 de dezembro de 2017 0

A mudança na lei do ISS sugerida em Blumenau que isenta facções de recolherem o imposto quando as atividades de costura e acabamento estiverem inseridas em um ciclo de produção está servindo de exemplo para a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit). Enquanto negocia em nível federal para alterar a legislação, a entidade mobiliza sindicatos regionais para que repliquem o modelo adotado pelo município.

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A atividade econômica dá sinais de reação, mas ainda insuficientes para proporcionar melhora significativa na arrecadação da prefeitura de Blumenau. A projeção do Executivo é de que haja uma frustração de receita (o que foi previsto e não entrou no caixa) de R$ 40,3 milhões neste ano. A meta para 2018 é reduzir em R$ 20 milhões as despesas de custeio.

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O comércio de Blumenau pode ganhar novo fôlego nesta reta final de ano com a liberação da segunda parcela do 13º salário do funcionalismo público local. O pagamento, que vai ocorrer até o dia 20, vai injetar R$ 15,1 milhões no bolso dos servidores municipais.

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Levantamento feito pela Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Santa Catarina (FCDL-SC) revela que quase 60% dos empresários do comércio acreditam em vendas melhores no Natal deste ano. De acordo com a pesquisa, pouco mais da metade dos consumidores (54,6%) vai usar o 13º salário para reforçar as compras. O restante deve utilizar o benefício para quitar dívidas.

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Fruto de uma parceria com a prefeitura, a UFSC terá acesso ao banco de dados dos fornecedores cadastrados em Blumenau e, com isso, poderá solicitar deles cotação de preços para licitações da universidade.

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Com um crescimento de 20,6% em relação a 2016, a quarta edição do Feirão Limpe Seu Nome da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Blumenau atendeu 1.072 pessoas entre terça-feira e sábado da semana passada. A iniciativa resultou na negociação de R$ 1,05 milhão em dívidas de consumidores com o comércio local.

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Quase 70% dos consumidores dispostos a pagar mais por um produto ou serviço se o atendimento fosse melhor. O dado é de uma pesquisa feita pela NeoAssist, empresa especializada em soluções para atendimento ao cliente, e o Instituto Ibero-Brasileiro de Relacionamento com o Cliente (IBRC). Prova de que, no geral, este ainda é um ponto que muitas empresas pecam.

Fundo de investimento vende 91% das ações da Cremer por R$ 500 milhões

27 de novembro de 2017 2

Foto: Gilmar de Souza, BD, Jornal de Santa Catarina

Uma das mais tradicionais empresas de Blumenau terá um novo dono. O fundo de investimento Tambaqui, que pertence à gestora Tarpon e até então detinha o controle acionário majoritário da Cremer, anunciou nesta segunda-feira que vai vender à CM Hospitalar 91% das ações da fabricante de materiais descartáveis para saúde – como esparadrapos, cotonetes, gaze e algodão.

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A transação, que envolve R$ 499,1 milhões, foi autorizada em reunião do conselho de administração da Cremer no domingo e ainda depende de aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e do consentimento de credores da companhia.

Em fato relevante enviado ao mercado, a Cremer anunciou que o objetivo da CM Hospitalar é expandir e diversificar os negócios e que a “operação resultará na criação de sinergias e compartilhamento de custos e despesas operacionais” entre as duas empresas.

A Cremer foi fundada em 1935 pelo imigrante alemão Werner Siegfried Cremer que, com a ajuda de um grupo de 12 médicos e empresários catarinenses, transferiu de Porto Alegre para Blumenau uma pequena fábrica de artigos têxteis para uso cirúrgico e hospitalar.

Atualmente a companhia tem cinco fábricas e outros cinco centros de distribuição. Em 2016, faturou R$ 870 milhões. O comunicado não cita mudanças na estrutura física da Cremer. Por ora, as operações, inclusive a de Blumenau, devem permanecer sem alterações.

Quem comprou

A compradora é a principal sociedade da Mafra. As atividades do grupo, baseado em São Paulo, incluem o comércio atacadista de medicamentos, materiais de uso hospitalar, produtos relacionados à higiene, fraldas descartáveis, cosméticos e máquinas, aparelhos e equipamentos odonto e médico-hospitalares e laboratoriais.

Com mais 20 de anos no setor de distribuição de medicamentos e produtos para a saúde, o Grupo Mafra atende, hoje, mais de 6 mil clientes no setor público e privado de saúde por mês. Conta com 14 unidades no Brasil, cerca de 700 colaboradores e no ano passado registrou faturamento superior a R$ 1,7 bilhão.

Indenizações

De acordo com o comunicado, a CM Hospitalar vai reter R$ 155,5 milhões dos R$ 499,1 milhões referentes à venda. A quantia será usada para garantir as obrigações de indenização assumidas pelo fundo Tambaqui em função da operação.

Capital fechado

No comunicado, a CM Hospitalar também informa que, em até 30 dias, vai fazer uma oferta pública obrigatória de compra do restante das ações minoritárias. A companhia ainda não bateu o martelo, mas, com a aquisição, estuda fechar o capital da Cremer – que havia sido aberto em 2007.

Histórico

A Cremer já havia vendido à multinacional americana Henry Schein, em fevereiro de 2016, a Dental Cremer, unidade de negócios da companhia focada em produtos odontológicos. Na época foi divulgado que o negócio envolveu cifras aproximadas de R$ 240 milhões. A transação foi finalizada no início deste ano.

Puxada pela indústria, Blumenau é a 14ª cidade brasileira que mais criou empregos no ano

22 de novembro de 2017 0

Segmento criou 1.689 postos de trabalho de janeiro a outubro (Foto: Patrick Rodrigues, BD, Jornal de Santa Catarina)

Com os 308 novos empregos com carteira assinada criados em outubro, a economia de Blumenau elevou para 3.184 o saldo positivo de geração de vagas ao longo de 2017. É o terceiro melhor resultado de Santa Catarina, atrás somente de Joinville (+7.020) e São José (+3.278), e o 14º entre todos os municípios do Brasil. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho.

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Mais da metade desses postos foi aberta pela indústria da transformação, responsável por 1.689 novos empregos em Blumenau entre janeiro e outubro, um novo sinal de aquecimento do segmento – no mesmo período do ano passado, por exemplo, a diferença entre contratações e demissões havia sido positiva em apenas 120.

Apesar dos dados animadores, o setor acumula, em 12 meses, uma variação mais modesta, com geração de apenas 100 vagas na cidade. Ou seja, basicamente o efetivo contratado até agora apenas está repondo, com um pequeno avanço, as perdas acumuladas durante o período mais agudo de recessão.

Os resultados de novembro e dezembro, com o fechamento do ano, vão indicar com mais clareza a consistência da recuperação da indústria. Tratam-se de meses mais fracos em termos de contratação em função do encerramento de contratos e das férias coletivas. Em 2016, por exemplo, o segmento perdeu 1.650 vagas somente no último bimestre. É justamente o que foi recuperado até agora em todo o ano de 2017.

Saldo de emprego em Blumenau

Em outubro

Indústria de transformação: +215
Serviços industriais de utilidade pública: +1
Construção civil: -46
Comércio: +77
Serviços: +25
Administração pública: +36
Agropecuária: 0
Total: +308

Em 2017 (janeiro a outubro)

Indústria de transformação: +1.689
Serviços industriais de utilidade pública: +4
Construção civil: +104
Comércio: +401
Serviços: +987
Administração pública: -17
Agropecuária: +16
Total: +3.184

Fonte: Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged)

Prefeito anuncia intenção de isentar atividades de costura e acabamento de ISS em Blumenau

22 de novembro de 2017 0

Empresários participaram terça-feira de encontro com o governador e autoridades políticas (Foto: Luís Carlos Kriewall Filho, Especial)

Os empresários têxteis pediram e tiveram de Raimundo Colombo (PSD) a garantia de que o governo do Estado não aumentará impostos para o setor, mas a melhor notícia da reunião desta terça-feira com o governador no Centro Empresarial de Blumenau veio do prefeito Napoleão Bernardes (PSDB).

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O tucano revelou que a prefeitura enviará nos próximos dias à Câmara de Vereadores um projeto que acrescenta um novo texto na lei da chamada reforma do ISS. A medida vai propor a isenção do tributo nas atividades de costura e acabamento quando elas estiverem inseridas num ciclo produtivo.

A nova legislação abriu margem para uma tributação dupla em facções, que já recolhem ICMS, aumentando os custos de produção e ameaçando a competitividade de empresas da região. O assunto foi questionado pelo segmento e a discussão, inclusive, foi parar no Supremo Tribunal Federal (STF).

O Sintex deve levar a ideia para os 18 municípios de sua abrangência. São cerca de 5,2 mil empresas têxteis na região, em torno de 60% a 70% delas facções que produzem para indústrias maiores. Dá para imaginar o estrago que uma bitributação causaria nos negócios.

Lancaster planeja crescer no mercado de estampas digitais

17 de novembro de 2017 0

Foto: Patrick Rodrigues, Jornal de Santa Catarina

Até 2020 a blumenauense Lancaster vai ampliar a participação das estampas digitais nos negócios, hoje em 20%, para 50%. Quando chegar lá, entrará em uma nova fase que consolidará a transformação da empresa nos últimos anos, promete o diretor comercial André Lobe.

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A companhia nasceu como uma confecção, mas foi mudando de visão com o passar dos anos. Hoje se transformou em uma estamparia com foco na produção de moda, num movimento que a participação no programa Santa Catarina Moda e Cultura (SCMC) ajudou a inspirar.

Uma estação de criação foi montada ao lado da fábrica. Lá, uma equipe de 15 pessoas ajuda a dar forma às ideias apresentadas pelos clientes.

ZEN, de Brusque, fecha contrato com a Bosch no México

17 de novembro de 2017 0

Foto: Lucas Correia, BD, Jornal de Santa Catarina

Líder mundial no fornecimento de impulsores de partida, a ZEN fechou um contrato de cinco anos com a Bosch no México. Os embarques começarão em breve. Da empresa de Brusque sairão, durante esse período, cerca de 2,5 milhões de peças que vão equipar motores que abastecerão veículos dos Estados Unidos.

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A ZEN tem 900 funcionários e exporta para mais de 60 países. A forte presença no exterior (que representa 55% das receitas) garantiu um bom ritmo de crescimento nos últimos anos – mesmo em meio à recessão da economia doméstica – e também já faz a empresa pensar em implantar uma unidade fora do país nos próximos anos. A China aparece como um dos destinos cotados.

Fakini investe R$ 10 milhões em compra de máquinas e ampliação da linha de costura

17 de novembro de 2017 0

Foto: Daniel Zimmermann, Divulgação

A têxtil Fakini consolida neste ano um plano de investimentos de R$ 10 milhões iniciado em 2016. O valor foi aplicado em novas máquinas, reorganização de processos e ampliação dos times de costura.

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Em 2017, mil novas lojas multimarcas passaram a vender as peças fabricadas pela companhia de Pomerode. A expectativa do diretor comercial Francis Fachini é manter o ritmo de crescimento médio de 15% verificado nos últimos anos.

CNI questiona no STF incidência de ISS na costura e acabamento têxteis

14 de novembro de 2017 0

Foto: Gilmar de Souza, BD, Jornal de Santa Catarina

O Sindicato das Indústrias de Fiação, Tecelagem e do Vestuário de Blumenau (Sintex) e a Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) estão mobilizando lideranças políticas do Estado para tentar reverter uma mudança imposta pela Lei Complementar 157, a chamada reforma do ISS. Sancionada pelo governo federal no final de 2016, ela acrescentou costura e acabamento na lista de atividades sujeitas à incidência do imposto municipal.

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A Confederação Nacional da Indústria (CNI) ajuizou junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) em julho do ano passado uma ação direta de inconstitucionalidade questionando a alteração – o pedido aguarda uma decisão do ministro Alexandre de Moraes. A entidade alega que ela dá margem a uma interpretação de que o tributo deve ser cobrado mesmo quando as atividades de costura e acabamento estiverem inseridas dentro de um ciclo de produção.

Tributação dupla

Em resumo, facções que produzem de modo terceirizado para indústrias – uma prática bastante comum no Vale, por exemplo – passariam a pagar ISS, como se estivessem prestando um serviço diretamente ao consumidor final. Como o setor já paga ICMS, haveria uma bitributação que “provoca sérios danos à indústria têxtil e de confecção”, segundo a CNI. Em alguns casos, o custo de produção poderia dobrar, alerta Renato Valim, diretor-executivo do Sintex. Sem contar na insegurança jurídica que a dupla interpretação causaria.

Como o ISS é um imposto municipal, as prefeituras precisaram mexer em seus códigos tributários para se adequarem às mudanças promovidas pela legislação federal. Em Blumenau, por exemplo, as alterações já foram feitas e entram em vigor a partir de 2018.

Com painéis solares, indústria de ferragens de Blumenau projeta reduzir gastos com energia em 90%

12 de novembro de 2017 0

Empresa instalou 102 painéis no teto do galpão de ferragens (Foto: Divulgação)

A blumenauense HLS instalou 102 painéis solares no teto de seu galpão de ferragens no bairro Passo Manso. Investiu cerca de R$ 150 mil no sistema, que terá capacidade para gerar, em média, 3.000 kW/h por mês. É energia suficiente para atender 10 casas com três moradores cada. Além da empresa, um escritório e a residência do proprietário também serão abastecidos.

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O projeto foi desenvolvido pela Tek Energy, empresa especializada na aplicação de sistemas solares fotovoltaicos.

A expectativa é reduzir em até 90% a fatura da conta de luz, hoje em torno de R$ 2,5 mil por mês. Nesse ritmo, o investimento se pagaria em apenas cinco anos. Isso sem falar no impacto ambiental, com geração de energia limpa.

Com a quantidade de sol que faz em Blumenau, principalmente no nosso escaldante verão, me surpreende que casos como esse ainda sejam exceção.