Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
 

Posts na categoria "Tecnologia e inovação"

Blumenau ganha, enfim, lei de incentivo à inovação

18 de dezembro de 2017 0

Era para ser uma pauta positiva, mas passou batida diante da polêmica proposta de revisão do plano de cargos e salários dos servidores da saúde de Blumenau. O pacotaço de projetos do Executivo aprovados pela Câmara de Vereadores em sessão extraordinária nesta segunda-feira incluiu o que enfim estabelece a Lei da Inovação na cidade.

Curta Pedro Machado no Facebook

Ao definir as atribuições e o papel de cada um dos diversos agentes do ecossistema local de inovação, a legislação proporcionará maior segurança jurídica, o que deve estimular o desenvolvimento científico e tecnológico de Blumenau. Dentro do Legislativo, a articulação ficou a cargo dos vereadores Bruno Cunha (PSB) e Sylvio Zimmermann (PSDB).

Uma das novidades da Lei da Inovação é a implantação do Sistema Municipal de Inovação, que nasce para viabilizar parcerias entre organizações públicas e privadas, e o Conselho Municipal de Inovação, responsável por propor ações e políticas para o fomento do setor, abrangendo criação de empregos, melhor distribuição de renda e inclusão social.

Empresa de TI investe R$ 5 milhões em nova sede em Blumenau

17 de dezembro de 2017 0

Foto: Divulgação

Outro exemplo de empresa de tecnologia que ignorou a recessão e vem crescendo a galope nos últimos anos – média de 30% –, a AMcom, especializada no desenvolvimento de softwares sob medida, vai inaugurar em março sua nova sede em Blumenau.

Curta Pedro Machado no Facebook

O espaço de 4 mil metros quadrados, quatro vezes maior do que o atual, está em construção no bairro Ponta Aguda. O projeto arquitetônico prevê um ambiente de trabalho moderno e dinâmico, com bar, salas de descanso, mesas de jogos e piquenique e até escorregador que conecta um mezanino ao primeiro pavimento.

— Vai ser algo bem inovador, que atraia essa geração atual e inspire muito as pessoas — promete o CEO da empresa, Marcelo Furtado.

O investimento é de R$ 5 milhões. A nova estrutura permitirá ainda que a AMcom dobre a capacidade de atendimento e também o número de funcionários – hoje são 400 – até 2020, projeta o executivo.

Atualmente a empresa, que também tem filiais em São Paulo e no Rio de Janeiro, está com mais de 30 vagas em aberto.

Polêmica da vez no mercado financeiro, bitcoin será tema de curso em Blumenau neste sábado

14 de dezembro de 2017 2

Foto: George Frey, AFP

Sensação entre investidores e alvo de polêmicas no mercado financeiro, a bitcoin, moeda virtual mais famosa do mundo, será tema de um curso em Blumenau neste sábado.

Curta Pedro Machado no Facebook

Ministrado por um instrutor da Sherpa, empresa especializada em orientação e consultoria financeira, o treinamento vai abordar como comprar, usar e armazenar a criptomoeda, um fenômeno que já vale em torno de US$ 15 mil.

Ainda há vagas para a turma. Informações: 3212-6777.

Projeto busca investidores para startups de Blumenau

06 de dezembro de 2017 0

Em junho, ocorreu em Blumenau a Startup Weekend, evento que fomenta a criação de novas startups (Foto: Patrick Rodrigues, BD, Jornal de Santa Catarina)

Em breve Blumenau deve ganhar uma rede de investidores para startups. Reuniões com empresários de diferentes portes e segmentos – como saúde, construção civil e têxtil, além da própria tecnologia – dispostos a aportar recursos nesse tipo de negócio já ocorreram nos últimos dois meses. Nestes encontros foi discutido o melhor modelo para tirar a ideia do papel. Por enquanto o grupo é restrito e os nomes dos interessados não estão sendo divulgados.

Curta Pedro Machado no Facebook

Uma nova rodada vai acontecer em breve, quando o primeiro desenho do projeto será apresentado. Depois, as diretrizes serão expostas ao outro lado mais interessado nessa história – os pequenos empreendedores que estão abrindo empresas com alto potencial de inovação. Se tudo sair como o planejado, as primeiras ações serão colocadas em prática a partir de fevereiro do ano que vem.

A ação está sendo coordenada pela empresária Ilisangela Mais, integrante do Núcleo de Inovação da Acib. Ela acredita que a iniciativa pode ajudar a resolver um dos gargalos da inovação em Blumenau, que é justamente a falta de dinheiro para o desenvolvimento de novos projetos.

A rede de investidores funcionaria com uma via de mão dupla: além de fomentar o crescimento de startups, possibilitaria a criação de novas tecnologias que beneficiariam ramos mais tradicionais da nossa economia. Isso sem falar na diversificação de atuação desses setores.

Interessados em saber mais detalhes da proposta podem entrar em contato pelo e-mail ilimais@prana.adn.br.

Retorno

Um estudo feito pela Anjos do Brasil, organização nacional que fomenta o investimento em startups, em parceria com a Grant Thornton Brasil indica que o aporte em inovação traz resultados significativos. Conforme a pesquisa, para cada R$ 1 aplicado em uma startup são injetados R$ 5,84 na economia local em um prazo de cinco anos. No mesmo período isso poderia se transformar em uma massa salarial de mais de R$ 11,5 milhões. Com incentivos fiscais, o retorno em impostos seria de quase R$ 6 milhões em dois anos.

"Começamos a entender que não seria mais da indústria que iríamos viver", diz presidente do SCMC

04 de dezembro de 2017 0

Amélia Malheiros coordena atualmente o movimento  (Foto: Daniel Zimmermann, Divulgação)

Doze anos atrás um grupo de empresas têxteis catarinenses, preocupadas com os rumos do setor, decidiu unir forças e criar uma plataforma colaborativa. Nascia em 2005 o Santa Catarina Moda Contemporânea – que mais tarde viria a ser rebatizado como Santa Catarina Moda e Cultura –, um movimento que estimula o compartilhamento de informações entre companhias do ramo, visando um crescimento mútuo, além de proporcionar a integração com universidades e instituições de ensino, todos unidos para contribuir com a qualificação do setor e torná-lo um produtor de moda – não apenas de confecção.

Curta Pedro Machado no Facebook

O encerramento do 12º ano ocorreu com um evento em Blumenau na reta final de novembro. Dentre mais de 100 estudantes inscritos, 30 foram selecionados para criar soluções para problemas e desafios reais das 15 indústrias que atualmente compõem o movimento – Altenburg, Audaces, Chantelle, Hering, Círculo, Copa&Cia, Coratex, Cores e Tons, Fakini, HI Etiquetas, Karsten, LOA Underwear, Marisol, Tecnoblu e Villa Têxtil.

Presidente do SCMC, Amélia Malheiros, executiva da Hering, fala nesta entrevista dos resultados já obtidos pelo movimento.

O SCMC nasceu de uma necessidade da indústria têxtil ou de uma oportunidade?

As duas coisas, mas mais de uma necessidade. Em 2005, a Sonia Hess de Souza, então presidente da Dudalina, já enxergava que a gente iria viver um apagão de talentos. A meninada estava saindo dos bancos das universidades e do ensino técnico e não sabia o que era a realidade das empresas, estavam vindo muito mal preparados e não queriam ocupar algumas carreiras que estavam sendo menos projetadas. Era preciso fazer alguma coisa pela educação. A segunda e terceira gerações de empresários que estavam assumindo as empresas, ou mesmo os fundadores das empresas mais jovens, estavam absolutamente inconformados em perder mercado para a China. Foi, num primeiro momento, uma ameaça que a gente reagiu, mas alguns já enxergavam uma oportunidade. Acabou sendo um misto de coisas, de também defender uma bandeira de um Estado mais inovador, mais criativo e pujante. Dentro do conceito de economia criativa, começamos a entender que não seria mais da indústria que iríamos viver. Então, ou a gente inovava e trazia esse olhar de criação, desenvolvendo marcas desejadas pelo consumidor, ou em 10 anos Santa Catarina fecharia as portas e compraria tudo da China.

Esse foco do SCMC em tornar o Estado um produtor de moda, não só de confecção, virou um diferencial em relação a outros mercados, como a China, ou é puramente uma questão de sobrevivência do setor?

Também as duas coisas. Primeiro era uma questão de sobrevivência, para depois se criar um diferencial. Entendemos que essa cultura não se formaria do dia para a noite. Lá pelo segundo e terceiro anos do SCMC, quando estávamos ansiosos por resultados, o Vicente Donini, que naquela época estava na presidência da Marisol, dizia que o concorrente está lá do outro lado do planeta. Porque aqui o concorrente corre junto, no mesmo mercado. Era preciso dar as mãos. E o Giuliano Donini (filho de Vicente) dizia que essa cultura de tornar o Estado mais criativo e a pegada industrial ser um suporte, não o fim em si, demoraria mais de 10 anos. Agora estamos fazendo 12 anos e já começamos a colher resultados. Faculdades de moda foram incentivadas e provocadas pelo SCMC. Professores e alunos foram amplamente despertados para que entendessem esse universo da moda sobre outro olhar. Nossas empresas entenderam que todo mundo precisa entender o comportamento do consumidor, não importa se o negócio é próprio ou não. Estamos falando sobre o que o consumidor quer, trazendo informações para alimentar o sistema de criação e produção. E isso demora.

Quais são os resultados práticos mais visíveis ao longo desses 12 anos?

Somos, depois de São Paulo, o segundo mercado em número de empregos gerados no setor têxtil. Termos mantido esse lugar para mim já é fruto de muito esforço, porque se nada fosse feito teríamos perdido e sucumbido para outros estados e países. Somos hoje um Estado que desponta nas estatísticas de manutenção e criação de empregos. Também começamos a ver talentos formados no SCMC se destacando. Descobrimos uma aluna do primeiro ano, formada pela Furb, que hoje mora em Portugal e é gerente de design de uma das marcas de moda mais importantes de lá. Muitas marcas próprias começaram a aparecer também. A gente foi plantando essas sementes. Algumas vieram para dentro da indústria tradicional, outras foram para carreira solo e outros foram incorporar esse cluster.

Foi difícil quebrar esse tabu de compartilhar informações entre empresas que atuam no mesmo ramo?

Ninguém está ali para abrir preço de venda, margem de contribuição. Esse não é o objetivo, isso é dado estratégico que diz respeito ao posicionamento da empresa. Quando a Dudalina começou a fazer o seu projeto de lojas, onde ela iria aprender a falar de varejo se não fosse na Hering, que já tinha mais de 700 lojas? Óbvio que era lá dentro. Foram várias visitas de gerentes de produto, diretores e áreas da Dudalina para conversar com a Hering. Há questões, por exemplo, de análise de inteligência de mercado. O fato de você aprender uma ferramenta não quer dizer que você está entrando na estratégia do outro. Ela seria utilizada por cada empresa dentro da sua necessidade. Então eu diria que não foi muito difícil. Acho que se quebrou um grande paradigma quando Karsten e Buettner se visitaram, no segundo ano de SCMC. As duas empresas eram centenárias e nunca tinham se visitado. Quando aconteceu o encontro, foi algo emblemático. Para os mais jovens falar em compartilhamento é chover no molhado em tempos de internet e redes sociais. Antigamente, o domínio da informação era tudo. Ali se quebrou um paradigma e mostrou a que veio o SCMC.

Hoje são 15 empresas associadas. O que elas têm de diferente que as fazem buscar esse tipo de iniciativa?

Elas entendem que não estão fazendo só por si ou só por Santa Catarina. Elas estão fazendo por algo maior, que é a moda brasileira. É dar significado à sua marca, criar propósito para a sua companhia. É uma entrega genuína para os estudantes e para a sociedade como um todo, porque a maior parte dos nossos eventos é aberta. Essas empresas têm esse altruísmo por uma sociedade melhor, por uma moda mais ética, mais sustentável e consistente. Esse é um ponto comum que as une. E há também o olhar da inovação e da abertura. Uma empresa muito fechada que acha que o que tem dentro de casa é um segredo industrial não vai entrar no SCMC. Ali falamos de coisas que afetam o mercado como um todo, obviamente resguardada sempre questões estratégicas. Um dos temas que estamos debatendo agora é a indústria 4.0, que é uma questão que aflige a todos nós. Quando essa empresa fechada entender o que isso significa, ela já terá sido engolida por essa temática sem perceber. Então eu diria que são empresas que enxergam o futuro.

Quais são os próximos passos?

A gente renovará a diretoria no ano que vem e vamos buscar uma aproximação ainda maior com as entidades. Temos a facilidade hoje de ter o José Altino, presidente do Sintex, que é um dos grandes entusiastas do SCMC. O fortalecimento com entidades como Abit (Associação Brasileira da Indústria Têxtil) e Fiesc (Federação das Indústrias de SC) para trazer um número maior de empresas é um ponto. Também haverá mais aproximação com o ecossistema das startups e vamos dar continuidade ao desafio que os alunos estão trazendo para as empresas, fazendo com que eles realmente sejam aplicados dentro do setor têxtil. Há uma massa crítica de informações muito grande sem que a gente torne isso um processo evolutivo dentro das companhias. No ano que vem a gente tem como propósito que essas ideias todas sejam efetivamente testadas, pelo menos minimamente aplicadas.

Estratégia global de crescimento da Philips passa por Blumenau

01 de dezembro de 2017 0

Evandro Garcia, diretor de vendas, marketing e serviços da Philips na América Latina (Foto: Divulgação)

Em breve o centro tecnológico que a Philips mantém em Blumenau vai começar a desenvolver novos softwares para atender a área pública de saúde. A ideia é abranger toda a cadeia do setor, com soluções para atenção primária, gestão e medicina preventiva. Serão produtos pensados para reduzir despesas ligadas à assistência e ao tratamento dos pacientes, explica Evandro Garcia, diretor de vendas, marketing e serviços da multinacional holandesa para a América Latina.

Curta Pedro Machado no Facebook

— Hoje os custos não param de aumentar e a capacidade de financiamento é cada vez menor para a saúde — justifica o executivo.

Inaugurado em junho de 2016, o polo blumenauense da empresa passou por uma ampliação recentemente. Uma nova área de 2,5 mil metros quadrados – já prevista no planejamento inicial – foi entregue no início de setembro. Mais 100 funcionários foram contratados, elevando o quadro para 608.

O carro-chefe da unidade é o Tasy, software de gestão para hospitais e clínicas criado pela Wheb Sistemas, empresa local comprada pela Philips em 2010. Dali a solução é comercializada para clientes da América Latina, Europa e Ásia.

Na entrevista a seguir, Garcia fala dos planos da empresa para a cidade.

Como estão os negócios da Philips no Brasil e quais as perspectivas para este ano?

A Philips é holandesa, tem 125 anos, mas pouca gente sabe que está há 100 anos no Brasil. Agora, a companhia passa por uma transformação muito forte, que acelerou muito nos últimos seis, sete anos. Tomamos a decisão estratégica de ser uma empresa focada só em saúde. Tudo que é desenvolvido hoje é pensado para aquilo que o mercado precisa de prestação de serviço nessa área. Essa estrutura em Blumenau é, talvez, a principal dentro dessa transformação que a Philips tem em todo mundo. É um centro de inovação e de desenvolvimento de novas tecnologias, onde conseguimos pensar e desenvolver soluções para o Brasil, América Latina e todos os países do mundo. O Tasy (software carro-chefe) é um produto world class, pensado e desenvolvido para atender as necessidades de todo mundo. Ele é a base de uma estratégia global da Philips, onde a gente pretende nos próximos anos acelerar mais as soluções de conectividade e de integração de dados de pacientes. A gente tem colocado muita energia nessa unidade de Blumenau, que não para de expandir. Temos certeza que os próximos anos continuarão sendo de crescimento.

A empresa acabou de inaugurar uma expansão da planta em Blumenau. Qual o tamanho do investimento feito na cidade até hoje?

Dobramos a nossa capacidade em pouquíssimo tempo, desde que a unidade foi inaugurada, há pouco mais de um ano. E posso te garantir que em um ano em que a maioria das empresas passou por uma reestruturação, uma reorganização de custos, de capacidade de investimento, a Philips fez investimentos fortíssimos financeiros e também na contratação de pessoas. Aqui (em Blumenau) trabalham pessoas de altíssima capacidade profissional. Esse é um ponto muito forte também que encontramos em Santa Catarina. A formação acadêmica das pessoas é muito boa e o nível dos profissionais, muito alto. Isso tudo, somado à capacidade de investimento que a Philips tem por ser uma empresa global, superior à da maioria das empresas, e somado a uma estratégia de crescimento global, resultou na entrega desse grande projeto aqui em Blumenau.

As soluções desenvolvidas aqui vão para quais países?

O Tasy hoje atende toda a América Latina e projetos na Europa e no Oriente Médio, mas ele está sendo desenvolvido para atender todos os mercados. Então, independentemente do lugar que decidirmos começar a comercializar o produto, o Tasy já está preparado. Por isso que o que é desenvolvido aqui em Blumenau é uma solução world class, que pode atender qualquer necessidade do mercado global, seja em laboratórios, clínicas, operadoras de saúde, hospitais, toda a demanda de serviços de saúde pública ou privada. Estamos focados em atender toda a cadeia produtiva do segmento. A gente enxerga e tem visto, independentemente do mercado que a gente esteja falando, que as necessidades são muito parecidas. O mercado de saúde hoje precisa ser reinventado do ponto de vista de modelo financeiro, de cobrir os custos na área, que não param de crescer. E a capacidade de investimento é sempre menor. Então também estamos pensando nisso: como desenvolver soluções de altíssima tecnologia para suportar a redução dos custos de saúde.

Além do Tasy, a empresa está trazendo outras soluções que eram desenvolvidas lá fora para o centro de Blumenau. Quais são?

Temos hoje softwares para suportar toda a parte de diagnóstico e tratamento em cardiologia, como o IntelliSpace Cardiovascular, que é um produto global da Philips que agora está sendo desenvolvido integrado ao Tasy para atender o mercado do Brasil. Os clientes que já têm o Tasy em todo o país podem ter agora essa solução de cardiologia, que dá suporte aos médicos no diagnóstico de seus pacientes internados.

Esse movimento começou quando?

Começou há cerca de um ano dentro do planejamento estratégico de ter novas soluções integradas. Isso faz parte de uma estratégia da Philips de ter suas soluções conectadas. Cada vez mais essa é uma tendência de mercado, de que você possa ter soluções diversas e integradas em um único produto.

Há uma demanda grande na região por mão de obra qualificada neste setor. Como você enxerga essa questão, já projetando o crescimento da Philips?

Um gap grande é a comunicação. A língua inglesa ainda é um problema. A gente tem encontrado profissionais com perfil acadêmico bom. Uma das soluções que encontramos para corrigir algum gap no perfil necessário e mais adequado que o mercado exige foi investir em capacitação e desenvolvimento interno. Hoje temos programas que vão desde o inglês até formação acadêmica em projetos que a empresa patrocina e investe para que essa mão de obra seja a mais adequada possível ao que o mercado global exige. E a exigência é alta.

O que está sendo pensado para a unidade de Blumenau para os próximos anos?

Estão sendo pensadas várias coisas. Eu não posso abrir todos os detalhes ainda, mas posso dizer que vamos desenvolver nos próximos anos muita solução de software para atender a área de saúde púbica. Toda a parte de atenção primária de saúde, de conectividade, de gestão de saúde populacional e medicina preventiva serão foco de desenvolvimento da Philips, para apoiar e suportar os mercados públicos e privados na redução do custo assistencial e dos custos de tratamento dos pacientes. Hoje os custos não param de aumentar e a capacidade de financiamento público ou privada é cada vez menor para a saúde. Esse será o foco. Blumenau é o centro que vai criar essas soluções.

A Philips ainda é muito vista como um fabricante de eletrônicos, embora haja essa mudança de foco para a área de saúde. Há uma preocupação da empresa em mudar essa percepção?

Isso gradativamente, todo ano, fica mais claro para o mercado. A Philips tomou uma decisão estratégica de ser uma empresa de saúde. E quanto tomou essa decisão, ela praticamente abriu mão de ter outras soluções. Nós já fomos líderes globais de áudio e som. Tomar uma decisão dessa, portanto, não é fácil, é preciso ter muita clareza do caminho que se está traçando. Hoje não temos mais participação nos negócios de áudio e som e iluminação. Somos uma empresa 100% pensada, desenvolvida e criada por pessoas que vêm da área de saúde. Hoje no centro de Blumenau, além de pessoas na área de desenvolvimento de softwares, temos médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, farmacêuticos, profissionais de saúde pensando em soluções para saúde. Isso é um reflexo daqui que também acontece na empresa em todo o mundo.

Blumenau sobe em ranking e é a 11ª melhor cidade do Brasil para empreender, mostra pesquisa

27 de novembro de 2017 0

Praça do Empreendedor é uma das iniciativas bem sucedidas da cidade (Foto: Lucas Correia, BD, Jornal de Santa Catarina)

Blumenau subiu duas posições no ranking e agora é o 11º município brasileiro com melhores condições para abrir e expandir empresas. É o que mostra o Índice de Cidades Empreendedoras (ICE) 2017 elaborado pela Endeavor, reconhecida organização global de fomento ao empreendedorismo. É o terceiro ano seguido que a cidade melhora de colocação – era a 20ª em 2015 e passou para o 13º lugar em 2016. A liderança é de São Paulo.

Curta Pedro Machado no Facebook

O ICE analisou o ambiente de negócios de 32 cidades de 22 Estados que respondem por cerca de 40% do PIB nacional. São avaliados indicadores relacionados à infraestrutura, ambiente regulatório, cultura empreendedora, capital humano, inovação e acesso a capital.

Os resultados completos do estudo serão divulgados nesta segunda-feira, mas alguns dados já foram antecipados na sexta-feira pelo Valor Econômico. Veja aqui a lista publicada pelo jornal.

O levantamento mostra ainda que Blumenau é destaque em ambiente regulatório (3º lugar geral), mercado (5ª posição) e inovação (4ª colocação).

Os fatores

O prefeito Napoleão Bernardes (PSDB) comemora os resultados. Diz que iniciativas como a Praça do Empreendedor, um case nacional de simplificação de abertura de empresas, a criação do Plano Municipal de Desenvolvimento Econômico e mudanças na Secretaria de Desenvolvimento Urbano e na Faema, que agilizaram a liberação de licenças, ajudam a explicar o salto no ranking.

Ele também observa a forte cultura empreendedora do blumenauense e ressalta a importância da articulação entre diferentes entidades e representantes da sociedade civil para o fortalecimento da economia local.

Empresários de TI se articulam contra o fim da desoneração da folha

23 de novembro de 2017 0

Representantes do segmento foram a Brasília conversar com políticos e autoridades (Foto: Divulgação)

Representantes do setor de informática intensificaram nos últimos dois dias o corpo a corpo a parlamentares integrantes da Comissão de Desoneração da Folha da Câmara dos Deputados, em Brasília. O grupo político de trabalho está analisando um projeto de lei apresentado pelo governo federal que prevê o fim da desoneração da folha de pagamento para a maioria dos setores atualmente beneficiados, incluindo o de tecnologia da informação – hoje se recolhe pelo faturamento bruto.

Curta Pedro Machado no Facebook

O empresário blumenauense João Luiz Kornely, presidente do Sindicato das Empresas de Processamento de Dados do Estado de Santa Catarina (Seprosc), é um dos integrantes da comitiva que está tentando sensibilizar a classe política sobre os efeitos negativos que a medida traria para o segmento, com aumentos significativos nos custos das empresas. A categoria já se reuniu, inclusive, com o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, para reforçar o apelo.

Nas visitas, os empresários têm destacado que a desoneração para as empresas de TI contribuiu para a formalização de 95 mil empregos – revogar o benefício, portanto, iria na contramão da necessária retomada na criação de vagas de trabalho para fazer a economia nacional deslanchar. Para o governo, no entanto, o projeto garantiria aumento na arrecadação dos cofres públicos.

Uma das estratégias do setor é empurrar o debate com a barriga e adiá-lo para 2018. A avaliação é de que, em ano eleitoral, seria um tiro no pé para a classe política aprovar um projeto que onera o setor produtivo.

Hering fecha parceria com o Google e clientes poderão pagar compras por aplicativo

23 de novembro de 2017 0

Foto: Divulgação

Clientes da Hering poderão pagar suas compras pelo celular por meio do Android Pay, novo sistema de pagamento do Google.

Curta Pedro Machado no Facebook

A parceria da empresa têxtil com a gigante de tecnologia é inédita.

O usuário só precisa cadastrar o cartão de crédito ou débito no aplicativo e aproximar o dispositivo em terminais de pagamento que já foram implantados em lojas de todas as marcas da companhia.

Black Friday deve movimentar R$ 9 milhões em Blumenau

21 de novembro de 2017 0

Foto: Gilmar de Souza, BD, Jornal de Santa Catarina

As compras pela internet feitas a partir de Blumenau na edição deste ano do Black Friday, que ocorre na sexta-feira, devem movimentar R$ 9 milhões. A projeção foi gerada a partir do histórico das edições anteriores e com base no tráfego do portal blackfriday.com.br, idealizador da ação no Brasil.

Curta Pedro Machado no Facebook

De olho no alcance da iniciativa – que há muito tempo não se restringe mais ao varejo eletrônico e vem ganhando também as lojas físicas –, a Câmara de Dirigentes Lojistas da cidade distribuiu aos associados um material com dicas de como aproveitar a data.

O Procon também está atento. O coordenador Cezar Cim diz que o órgão está fiscalizando os preços praticados pelas lojas. Quem aumentar os valores pouco antes da data apenas para “engordar” o tamanho do desconto estará sujeito às sanções previstas no Código de Defesa do Consumidor por publicidade enganosa ou abusiva, explica Cim.

Em todo o caso, é sempre importante relembrar alguns pontos para evitar cair em uma armadilha. Embora a tentação seja grande, evite comprar algo que não seja essencial no momento só porque o produto está mais barato e verifique o histórico das lojas. O Procon também não recomenda que se faça o pagamento via transferência bancária – opte pelo cartão de crédito ou débito ou boleto.

Movimentação em SC

Conforme o mesmo levantamento, a expectativa para o Brasil é de uma movimentação de R$ 2,2 bilhões na Black Friday deste ano. Em Santa Catarina, a previsão chega a R$ 92 milhões. A Fecomércio-SC divulgou recentemente uma projeção mais otimista, de até R$ 160 milhões. Neste caso, a entidade está incluindo também as vendas em lojas físicas. O ânimo se deve às melhoras nos indicadores de confiança e da economia.