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03 mar16:38

Confirmada condenação de torcedor do Brasil por morte e agressão a torcedores do Pelotas

O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul manteve a condenação de 15 anos e meio de prisão em regime fechado a Carlos Alexandre Lúcio Ferreira por agressão de três pessoas e pela morte de uma delas após um Bra-Pel. O torcedor do Brasil negou envolvimento na agressão, mas foi reconhecido por duas vítimas, e identificado, inclusive, como líder do ataque.

Homenagem realizada em 2003, na Boca do Lobo

O crime aconteceu no dia 2 de outubro de 2003. Após o jogo no estádio Bento Freitas, o empresário Gilberto Bonow (foto) e o filho dele foram atacados na rua General Argolo por um grupo de torcedores xavantes, quando se dirigiam a pé para o centro da cidade. Além de espancados com socos e pontapés, o grupo teria utilizado pedras e tijolos para acertar a cabeça das vítimas, que acabaram inconscientes. Uma terceira pessoa tentou socorrê-los, mas também foi atingida por duas pedradas na cabeça. O pai, mesmo socorrido, veio a morrer em decorrência de um infarto.

Três réus foram a júri popular. Dois foram absolvidos e Carlos Ferreira foi condenado. A defesa recorreu da decisão, alegando falta de provas do seu envolvimento no crime.

O relator da apelação, desembargador Ivan Leomar Bruxel, observou que apesar de o réu negar envolvimento no espancamento, o filho da vítima e o homem que tentou ajudá-los o reconheceram como um dos homens responsáveis pela agressão, tendo sido apontado inclusive como o líder do ataque.

Na avaliação do magistrado, os jurados não julgaram de forma contrária à prova dos autos, pois o apelante foi reconhecido com segurança como sendo um dos autores do fato. Ressaltou que o Júri é constitucionalmente soberano em suas decisões e que o réu será submetido a novo julgamento somente se a decisão for totalmente dissociada do contexto probatório, o que não ocorreu no caso.

O desembargador, que negou o apelo da defesa, ainda entendeu pela manutenção da qualificadora do motivo fútil, pois o crime ocorreu por rivalidade de torcida de futebol. O voto do relator foi acompanhado pelos desembargadores Newton Brasil de Leão e Odone Sanguiné.

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5 Comentários »

  • Lobo Joinville disse:

    Pena branda, daqui a 7 anos estará nas ruas novamente.
    E ainda querem fazer bra-pel…

  • Vini Curitiba disse:

    É Lobo Joinville, na torcida do Pelotas não tem marginais, não é? Dá até pena…
    O carro do meu cunhado foi depredado , quando em movimento, no BRApel dos 4×1. Uma das pedras me acertou. Isso tudo porque estávamos com a camisa Xavante.
    Mas vocês são muito ordeiros, não é mesmo?

  • CLAUDIA disse:

    E O RESTO DOS LIXOS QUE ESTAVAM JUNTOS??VÃO FICAR SOLTOS POR AÍ, MATANDO QUEM ELES ENCONTRAREM PELA FRENTE,E PRINCIPALMENTE SE NÃO TORCEREM PELO MESMO TIMINHO DELES??

  • Lobo Joinville disse:

    Infelizmente os pensamentos continuam os mesmos….
    Não generalizei, todas torcidas tem suas parcelas de culpa.
    Qto ao Bra-pel, sempre será um jogo de alto risco, já fui há muitos, e torço para que o próximo demore muito tempo, mas muito tempo…

  • clamarsa disse:

    sim não concordo com o ocorrido mais acho que talvez ele não tenha culpa quem sabe por ser o maior querem culpalo

Comentários