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30 mar15:40

Profissão de piloto de avião também é para elas

Sabrina Ongaratto, RBS TV Pelotas

Uma jovem de 23 anos tem chamado a atenção pelos aeroportos onde passa. E não é só pela beleza. Seu nome mais parece um apelido: Kitty Trisch Knevitz nasceu em Pelotas, mas hoje não tem endereço certo. A co-piloto acorda cedo. Às 6h toma café, cuida da beleza, e ao invés da bolsa, carrega uma pequena bagagem.

- Ela é meu kit de sobrevivência. Eu moro nessa malinha já faz algum tempo. Aqui tem sempre uma muda de roupa, um chinelinho, um tênis, maquiagem… É a minha casa – conta ela, que é uma das mil mulheres que conquistaram licença para pilotar aeronaves no Brasil, em um total de 14 mil licenças concedidas pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) até março deste ano.

O número mostra que elas estão conquistando espaço na atividade. Mas, entrar em um avião e se deparar com uma piloto mulher ainda pode surpreender.

Às 7h30min é hora de se despedir da família.

- Certamente a gente sente um pouco de medo. Mas conforme ela, tem toda uma técnica. Ela disse que tem muita segurança. É mais seguro voar do que andar de carro – comenta o pai, Dari Trisch Knevitz.

Como outros jovens, Kitty também passou pela indecisão de não saber qual carreira seguir. Já pensou em ser atriz, iniciou a faculdade de Direito, mas foi na cabine de um avião que diz ter encontrado a profissão que procurava. Aos 17 anos iniciou um curso de comissária de bordo, e aos 18 de piloto. Hoje, aos 23, é co-piloto. A primeira e única mulher a pilotar aviões na empresa de aviação onde trabalha, que faz vôos de cidades pequenas e médias até as capitais.

Antes da decolagem ela consulta as condições do tempo. No Let 410, com capacidade para 19 passageiros, Kitty ainda faz a checagem do avião. A aeronave é até pequena para quem tem uma paixão tão grande.

- Por incrível que pareça a primeira vez que eu andei de avião foi pilotando. Eu nunca tinha andado de avião mas eu queria ser piloto, eu queria voar, é uma paixão – revela.

Apesar da idade, a jovem piloto já conquistou reconhecimento, e seu desempenho é digno de elogios.

- Dentro dessa nossa profissão nós precisamos, para ser o que somos, ter o dom. Não é só querer. Essa é a qualidade que diferencia o bom do médio piloto. A Kitty é possuidora desse dom. Ela é qualificada, tem realmente essa capacidade – afirma o comandante Antônio Tarragô.


>> Vídeo: Confira a reportagem exibida no JA desta quarta-feira (30).

>> Leia mais: A repórter Sabrina Ongaratto conta como foi o passeio de avião entre Pelotas e Rio Grande com Kitty, no blog da Redação da RBS TV Pelotas.

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Três perguntas para Kitty


Sabrina Ongaratto – De onde veio essa paixão por pilotar aviões?

Kitty – Eu não sei dizer porque na minha família não tem nenhum piloto, não conheci nenhum piloto antes disso, mas eu acho que a gente tem uma pré-disposição para alguma coisa. E eu tenho uma pré-disposição para voar e eu tava certa. É realmente isso que eu quero fazer o resto da vida. Eu sou apaixonada pela aviação, eu amo voar e é isso.


Sabrina Ongaratto - Qual é a responsabilidade do co-piloto?

Kitty – Se o comandante estiver no comando da aeronave, o co-piloto vai assessorar o comandante e vice-versa. Então ambos tem o mesmo treinamento, porém o comandante tem mais experiência. Muda só o nome do cargo. Ambos são pilotos.


Sabrina Ongaratto – Qual o seu próximo objetivo?

Kitty – O meu objetivo é chegar o mais alto que eu puder. Até onde a vida permitir que eu chegue, eu quero chegar.


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